Tia Pina - Constância Menini
Aqui está a tia com quem me diziam ser parecida quando eu era adolescente - gordinha, com cabelos muito lisos e fininhos. Eu a conheci como Pina, apelido muito comum na Itália para quem tem o nome de Constanza, em italiano. Esse era o nome da avó dela, mãe de Tobias Menini, que ficara na Europa. Constanza, no entanto foi abrasileirado para Constancia - tanto Constância, em português, como Constanza, em italiano, têm a origem latina, e o significado de firme, perseverante, inabalável. Tia Pina nasceu no dia 3 de junho de 1900, no Touro Passo, e foi registrada, pelo próprio pai, Tobias Menini, no dia 8 de junho do mesmo ano. Quando se casou com tio Maurelino Pedroso de Aguiar, passou a chamar-se Constancia Menine de Aguiar ( tive dúvidas se o Menini continuava sendo com "i " ... mas, não - passaram para "e " ). Após o casamento, eles continuaram residindo no 6o. subdistrito de Rosário do Sul, até se transferirem para o município de Alegrete e posteriormente para a cidade de Alegrete , onde eu os visitei algumas vezes. Tio Maurelino de Aguiar e Tia Pina Menine de Aguiar são os pais de Sari, Élio, Ênio, Ary, Aracy, Oly e Dileta.
Quando tia Pina vinha do município de Alegrete ao Touro Passo, ela costumava visitar todos os parentes e, obviamente, sempre nos visitava. Sua visita à Bela União era um acontecimento - a última visita de que me lembro, foi logo após a morte de meu pai, o irmão caçula dela. Tenho nítida lembrança da Tia chegando em nossa casa, em uma carruagem - chamada de aranha - carruagem muito bem apresentada, com duas rodas grandes, assento para duas ou três pessoas e puxada por um cavalo bonito e lustroso.

Os gêmeos da Tia Pina: Ary e Aracy
que as conversas preferidas da Tia Pina eram sobre o sucesso que fazia a Dileta, sua filha, por ser tão bonita e elegante. Dileta e minha irmã mais velha, Maria Aldina, tinham idades semelhantes.
Conheci a casa antiga, próxima da casa de meus pais, onde viveram tia Pina e tio Maurelino, antes de transferirem residência para o município de Alegrete. Como até hoje me acontece, da casa pouco lembro; lembro, no entanto, do entorno dela, com jardim e pomar. Perto da porta de entrada da sala, via-se um jasmineiro grande e , claro, com flores brancas muito perfumadas( o jasmim da minha região é a mesma gardênia dos boleros espanhois antigos?) Havia, no pomar, uma árvore com uma fruta pequena, semelhante a uma bergamota, que denominavam laranja - araçá...Era muito doce, mas difícil de descascar. Havia, também no arvoredo, como chamávamos o pomar, um pessegueiro - que talvez não fosse esse o nome, mas que dava um fruto semelhante a pêssego. Seria nectarina? Fui sempre encantada com a casas de cada um de meus tios e tias por terem abundância de árvores e flores - certamente uma herança europeia. Herdei o gosto por flores e arvoredos - animais de quatro patas, só gosto de cavalos e cachorros - embora eu tenha escutado muito que os Menini são gateiros Verdade mesmo que toda a família gosta de cavalos. A foto seguinte é de Oly Menini Aguiar, filho da Tia Pina, que muito se dedicou ao hipismo ( um esporte olímpico; modalidade da arte de montar a cavalo que compreende todas as práticas desportivas que envolvam este animal ). Concordo e vou além : nós amamos é a natureza ...
" Durmo. Regresso ou espero?
Não sei. Um outro flui
Entre o que sou e o que quero
Entre o que sou e o que fui."
Fernando Pessoa
Não sei. Um outro flui
Entre o que sou e o que quero
Entre o que sou e o que fui."
Fernando Pessoa
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