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quinta-feira, julho 29, 2010

Beijing ( Pequim) III






















Neste tópico, quero referir-me a dois locais: a Grande Muralha e o Palácio de Verão. A visita a Grande Muralha, a 70 km a Noroeste de Pequim, embora prejudicada por ter ocorrido num dia chuvoso, impressionou-me pela grandeza desse monumento e pela beleza de seu entorno. 























Sua construção vem desde 221 a.C. Tem 9 km de extensão, cortando a China por desertos, colinas e planícies. Seus muros têm , em média, 8 metros de altura e 7 metros de largura. Caminhei cerca de 1 km pelo setor de Badaling, um dos trechos mais bonitos da Muralha. Precisei retornar por causa da chuva forte e da tosse idem.






















O Palácio de Verão fica às margens do Lago Kunming e com ele compõe um cenário de impressionante beleza. Sua existência está muito vinculada à figura da Viúva Cixi, uma das mulheres mais poderosas da China.Tem esse Palácio um longo corredor -728 metros - decorado com 14 mil pinturas panorâmicas. Seus jardins, decorados com clinas, águas, pontes, templos, calçadas e halls, são lindos.






















O que mais me impressionou, porém , foi o Barco de Mármore,como é conhecido, apesar de a estrutura ser de madeira. Foi mando construir por Cixi - dizem que para tomar chá no final da tarde - com suas amigas. Pagou-o com o dinheiro destinado à ampliação e modernização da Marinha Imperial. Fizemos , por esse lago, um passeio de barco. Imagens lindas, daquelas que a gente não quer esquecer. Para garantir isso , fiz muitas fotos!



Beijing (Pequim) II





















Cidade Proibida - assim chamada porque somente o imperador, a sua família e os seus empregados podiam nela entrar - é um conjunto de palácios ( século XV ) que ocupa 72 hectares, em pleno centro de Pequim. Era tão proibida que havia "execução sumária e dolorosa"para quem ousasse atravessar seus portões sem autorização. Servia de residência ao imperador terreno - representante do imperador supremo, que estava nos céus...e era um deus chinês naturalmente.Integra o Patrimônio Mundial da Humanidade desde 1987. Atualmente, do imenso conjunto que foi, restam - e estão muito bem recuperadas e preservadas - 980 construções .





















É também chamada de Palácio Imperial por terem ali vivido imperadores das Dinastias Ming e Qin, durante 600 anos.
Encantaram as denominações de partes da Cidade Proibida, como, por exemplo:
. Galeria da Harmonia Suprema;
. Palácio da Pureza Celestial;
. Palácio da Longevidade Tranquila;
. Porta da Grandeza Divina;
. Hall do Refinamento Mental;
. Porta das Façanhas Divinas;
. Galeria da Harmonia Preservada.






















A entrada principal é guardada por um casal de leões, tendo o macho uma bola ( mundo) sob a pata, e a fêmea, um filhote. Esses animais assustavam os "maus espíritos", impedindo-lhes a entrada na casa - como se vê ainda semelhanças em algumas construções, inclusive no Brasil. Nos tetos, conjunto de animais, associados a água, estavam ali para proteger o palácio de incêncios. Se falhassem, havia caldeirões de bronze (foto 2) , que juntavam água da chuva, para apagar incêndios se necessário fosse.



Embora o que mais tenha me impressionado na China tenha sido "O Exército de Terracotta", a Cidade Proibida precisa ser visitada, se possível mais de uma vez. A China precisa de muitas visitas por muito tempo para se chegar efetivamente a conhecê-la ...um pouco ao menos. Entendê-la mesmo,não sei se eu conseguiria.

segunda-feira, julho 12, 2010

Beijing (Pequim) I






















Capital da República Popular da China, Beijing – ou Pequim – tem cerca de 18 milhões de habitantes e faz a síntese da China Moderna , com as contradições que já tem e as que aparecem a cada dia. Convivem nela bicicletas, motos, carros e pessoas - pessoas com diferentes “estilos” – do tradicional à moda internacional.























O primeiro lugar que visitei , foi o centro de Pequim, o seu cartão postal mais conhecido. Senti até dor no estômago quando caminhei pela praça Tiananmen , “ a maior do mundo’ como é apresentada a turistas , visitantes e viajantes. Estava ali, muito vigiada , essa Praça do Portal da Paz Celestial. Era, no entanto, muito forte a imagem que minha memória guardava dos protestos estudantis, em 1989. A imagem, dessa época, de um estudante na frente de um tanque de guerra, não me abandonava. Aquela praça , não pude percebê-la como um lugar de alegria e convivência pacífica.






















Não visitei também o Mausoleo de Mao Tse Tung. Não me senti atraída nem pela praça , nem pelo Mausoleo. A história recente da China tem vínculos, ainda que tênues, com a história da minha geração, quando se discutia, utopicamente, uma opção entre o comunismo brasileiro ou o comunismo do Brasil. Não se pode deixar de ver Pequim.





















Encantaram - me a Cidade Proibida, a Grande Muralha, o Ninho de Pássaros e outros tantos monumentos que visitamos e sobre os quais escreverei a seguir.

quinta-feira, maio 27, 2010

Viagem à China I





















Amo a Europa, principalmente seus campo e suas pequenas cidades. A Ásia, entretanto, me fascina, razão por que tenho me concentrado nela nos últimos anos.Queria mesmo começar a conhecer a China, li bastante sobre esse imenso país. Construí um roteiro, a partir do óbvio, como sempre faço : a capital, as grandes cidades e os principais monumentos. Procurei, então, um “pacote” que contemplasse meu interesse. Encontrei um que deu conta da primeira parte da viagem. Na segunda parte, estaríamos com Jim, filho do Ronald, em Shenzhen.





















Começamos por Beijing ( ou Pequim como a chamam os cantoneses), visitando a Cidade Proibida com seu Palácio Imperial, o Museu do palácio , a Praça da Paz Celestial ( quem não se lembra dela,
em 1989, com um estudante enfrentando poderosos tanques? ) .





















Visitamos o Palácio de Verão, às margens do Lago Kuantan, onde se vê um belíssimo barco branco de mármore. Vimos a Grande Muralha e a tumba de um imperador. Comemos pato laqueado e assistimos a um Show de acrobacias. Fomos ao Templo do Céu (1420) e conhecemos o Ninho de Pássaro ( Estádio Nacional) e o Cubo de Água ( Centro de Natação). Participamos de um ritual do chá, aprendendo como fazê-lo e como saboreá-lo. Vimos abrir uma ostra e encontrar nela uma pérola. Fomos a bons restaurantes.






















A seguir , fomos para Xian. Há muito tempo, eu queria visitar essa cidade e ver o Exército de Terracotta. Tivemos um dia com esse Exército, considerado a 8ª. Maravilha do Mundo. Depois, visitas à Pagoda do Ganso Selvagem e à antiga Muralha de Xian.





















Nosso próximo destino, Guilin, que nos foi apresentada como uma pequena cidade de 700 mil habitantes (sic!) , região agrícola com seus arrozais e frutas variadas. O mais importante para mim, em Guilin, foi o cruzeiro de um dia sobre o Rio Li Jiang. Assistimos a um desfile de jóias com ênfase nas pérolas. Sobre o vôo hiperdivertido de Xian a Guilin, escreverei um outro texto.




















Em Hangzhou , passeamos de barco pelo Lago do Oeste e, seguindo um canal secundário, chegamos ao Canal Imperial ou Grande Canal. Fomos à Pagoda das Seis Harmonias e ao Templo da Alma Escondida. Vimos o Museu da Seda e passeamos por essa cidade, chamada Veneza do Oriente.





















Viajando de trem, fomos de Hangzhou a Suzhou, cidade famosa por seus lagos e jardins. Visitamos a cidade e estivemos algumas horas no Jardim do Administrador Humilde, que “reflete a simplicidade da Dinastia Ming”.





















Novamente de trem – um trem bem confortável - fomos de Suzhou para Shanghai, cidade fantástica, onde se havia inaugurado, há poucos dias , a Expo2010. Com 20 milhões de habitantes fixos e 5 milhões flutuantes , é a mais cosmopolita das cidades chinesas. Além de ver o Templo do Buda de Jade e o comovente Jadim Yuyuan, passamos um dia inteiro na Expo.




















Novo vôo que nos levou de Shanghai a Hong Kong, antiga colônia britânica, devolvida para a China em 1997. HK é bem diferente mesmo da China: não só pelo sistema político e moeda diversos. Ficamos três dias num hotel maravilhoso e com acesso à internet sem restrições!






















Nossa última visita com o “pacote” foi a Macau, antiga colônia portuguesa, devolvida à China em 1999. Bonita ilha, que tem nos Cassinos fantásticos e no turismo sua principal renda. Por sorte, em diferentes etapas da viagem, encontramos pessoas inteligentes, bem humoradas e solidárias , com quem compartilhamos momentos agradáveis. Um casal espanhol e um casal gaúcho tornaram-se inesquecíveis como boa gente. 






















Fim da primeira etapa. Fim do “pacote”. Por conta e risco, de trem , fomos para a vizinha Shenzhen, saindo, portanto, de Hong Kong e voltando à China Continental.
Foi uma viagem muito boa. Toda ela. Voltei, como sempre, com outra “listinha” de lugares que eu gostaria de visitar tanto na China, quanto no restante da Ásia.