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sábado, novembro 20, 2010

"Lá vou eu..."

Aeroporto Fiumicino outra vez, esperando o vôo Alitalia 864, com destino a Tunis.
Faz-me falta a Zeli. Sempre estamos rindo e conversando. Ronald também sente falta dela, do Igor e da Lilian. Ron reclama da ausência do Mile em nossas viagens. Mile é o companheiro dele para olhar máquinas, carros , motos e tudo o mais que tiver um motor que funcione.
Ontem jantamos com Lidia, minha querida amiga italiana, num restaurante tipicamente romano. Eu comi, como primo piatto, uma sopa de feijão branco - aquele dos grãos bem graúdos - com quadradinhos de massa caseira (foto). Uma delícia! Como secondo piatto, muitas verduras cozidas e bem temperadas: alcachofra, acelga, vagem fininha, brócolis.
Lidia e eu conversamos por um tempo não suficiente: foi um tempo apenas para relato de notícias, sem conseguir comentá-las ou detalhá-las. Para isso, precisaríamos de muitos dias.
Espero-a, no Brasil, em janeiro.
Desta vez, vi Roma detalhadamente - como da primeira vez que a visitei há 20 anos. Outras tantas vezes que nela estive, eu vinha de longas viagens e preferia ficar , em Canale, na fazenda da Lídia, num lugar tranquilo e bonito, dormindo, descansando e vendo lugares lindos e muito próximos, como Braciano, o Castelo e o Lago do mesmo nome.
Precisa-se , realmente, de muitos dias para conhecer um pouco da "Cidade Eterna"- para revê-la também! Sonho trazer Pedro, meu neto, aqui. Posso pedir horas-extras na terra? Meses? Anos?

sexta-feira, novembro 19, 2010

Ciao! Fro.m Roma, to Tunísia


Ronald,Zeli,Lilian e Igor





















No terminal de trens do Aeroporto de Fiumicino,espero para voltar a Roma Termini, estação que fica perto do hotel , onde devo permanecer, até amanhã, quando Ronald e eu viajaremos para a Tunísia. 
Despedimo-nos , aqui no aeroporto, de Zeli, minha irmã, Igor e Lílian, meus sobrinhos, que começam a voltar para o Brasil, fazendo Roma/Madrid/São Paulo/ Porto Alegre. Estou chorando, embora saiba que, em breve , estaremos todos juntos. Volto sempre ao meu assumido conceito de saudade: alegria de haver tido, tristeza de não ter mais. Foram semanas lindas as que passamos “andarilhando “ pela Europa. Todos eles são pessoas agradáveis, gentis, curiosas e disponíveis – dividimos informações , alegrias e malas o tempo todo! Realmente, um ótimo convívio.Uma parceria que deu certo , como diria o Igor.


Eu, Zeli, Lilian e Igor (Paris)




















Daudt , meu sábio amigo – irmão, disse-me uma vez que só se viaja com pessoas que a gente já comeu um saco de arroz juntos. Verdade-verdadeira! Companhias imprevisíveis podem comprometer o sucesso e o bem-estar de uma viagem. Companhias, entretanto, como Zeli, Igor e Lílian ( e Ronald , é claro!) são fantásticas. Elas  acrescentam o afeto e o prazer da partilha em momentos diversos. Foi bom rever lugares de que tanto gosto - como Barcelona, Lucerna, Lugano, Brugges,Verona, Koblenz e Amsterdam. Melhor, ainda, foi estar , nesses lugares, com pessoas amadas.

segunda-feira, setembro 01, 2008

"Arrivederci, Roma..."


Meu último dia em Roma. Meu último dia das "férias 2008".
A gente escuta muito a afirmação : "Isso é como ir a Roma e não ver o Papa". Eu estava fazendo pior: estava saindo de Roma sem ver o Vaticano. E é um lugar que eu gosto de ir. Só a Pietà justifica uma visita a essa maravilhosa cidade. Mas estava em casa, sem vontade de sair - fico assim, "nostálgica", em final de viagem. Sorte que ontem Ramon, meu amigo - irmão, convidou-me para jantar hoje. Ele está ministrando um curso para outros padres, num lugar próximo ao Vaticano. Combinei , por isso, de encontrá-lo na Praça São Pedro, jnto ao obelisco da primeira foto. Fui cedo. Fiz algumas comprinhas, fiz fotografias, olhei a Pietà, tomei um café com leite - 17 reais ! - e caminhei muito . Depois, fui comer pizza ,no histórico e tradicional Borgo Pio, com meu amigo.
Conversamos muito, principalmente relembrando nossos tempos no sertão da Bahia e os amigos que deixamos lá: Pe. Luís Tonetto, aqui de Veneza, que tem 40 anos de trabalho bravissimo naquela região; Zoraide, querida amiga que sempre fazia comidinhas maravilhosas no Seminário e ainda fazia um bolo de cenoura para eu levar; Peu, meu afilhado, tão amigo e tão competente quando trabalhava no Instituto de Teologia e Pastoral; Antônio, que eu chamava de "Baixinho" e hoje está bem mais alto do que eu e que será um Padre dedicadíssimo tenho certeza; Vera, que movia a Pastoral da Criança. Tanta gente boa e amiga. Recordamos o ITEPAB e a Creche. Todo o trabalho para colocá-los em funcionamento. Contei-lhe dos meus filhos, da Rosana, da Rosane, do mundo onde vivo e dos sonhos que eu ainda acalento. Ele me disse que, para viajar tanto tempo como eu viajo, precisa ter resistência física e psicológica. Interessante. Física , eu sabia já!

Atualmente, Ramón vive em Madri, onde é responsável pela formação de jovens de vários Continentes. Continua com a esperança, a dedicação e a fé que se percebe e se admira nele. Eu o admiro muito. Ele é meu exemplo de "santo vivo". Despedi-me dele e vim chorando para casa. Depois da morte do Benetti, passei a ter muito medo de perder minha família. E Ramón é meu irmão .

Amanhã farei Roma , Paris, São Paulo. Depois, São Paulo, Porto Alegre, Alegrete - esse último trecho, o mais difícil.

PS. Sou muito grata a Lídia que me hospeda , aqui em Roma, neste apartamento maravilhoso. A última foto eu a fiz a partir da porta do edifício onde estou.

segunda-feira, maio 05, 2008

Roma - Museus da Villa Torlonia





















Interessante mesmo o conjunto de Museus da "Villa Torlonia", em Roma. Essa Villa, onde morou Mussolini uma vez, foi restaurada nos anos noventa. Eu não a conhecia. Vale uma visita mesmo virtual , ainda que seja pelas palmeiras imensas ou pelo verde exuberante. http://www.arte-argomenti.org/schede/civette/casina.htm#civette . Fomos ali, Lídia, Michela e eu, no domingo passado. Almoçamos ( há um bom restaurante!) e visitamos depois três museus. Eles estão localizados num parque grandioso, parque lindo, onde já se podem ver muitas pessoas expondo-se ao sol, neste inicio de primavera. O Museu que mais me encantou pela sua originalidade foi , na "Casina delle Civette" ( Casa das Corujas), o Museu do Vidro Artístico, um museu de Arte Decorativa com uma Biblioteca sobre Arte Aplicada. Diferente. Bonito. Um belo passeio.
























Vim para Roma com o objetivo de estar com Lídia, minha cara amiga, por uma semana. Senti a necessidade de fazer-lhe companhia, embora muito pouco se possa fazer em momentos de perda. Morreu Gerardo Bamonte, marido de Lídia, pai de Michela, antropólogo, professor e pesquisador da Universidade de Roma, conhecido internacionalmente e reconhecido como defensor dos Direitos Humanos, especialmente dos Direitos dos Índios. Pessoa gentil, doce e inteligente, sinto, aqui na casa dele, a sua presença em objetos, livros, textos e lembranças. Como me disse o Gugu, quando contei a ele que Gerardo morrera: "Pena! queria ter convivido mais com ele, pois ele podia ensinar tantas coisas a todos nós".