Mostrando postagens com marcador Viagem: atitudes. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Viagem: atitudes. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, março 26, 2015

Lonelinness ou aloneness?




Viajar só é uma aventura e uma conquista. Libertar-se da necessidade de companhia pode ser alforria para a imobilidade, passaporte para todas as nações, navio para todos os portos.Você, sua mala e seu desejo de explorar o mundo já formam um time completo. Ernest Hemingway, explorador do planeta e da alma humana, disse: " Já me senti sozinho em uma multidão, e bem acompanhado em um momento de solidão."  ( Texto adaptado da Viagem e Turismo, fevereiro de 2015)





Construí longo roteiro para este ano. Preciso de vida e saúde, ânimo e encantamento para torná-lo realidade. Foi, realmente, um roteiro construído  contando comigo, com minha mala e com meu desejo de explorar o mundo.  E tenho  , ainda, a esperança de voltar uma pessoa melhor.



A primeira etapa, que começa em breve, inclui países  europeus e africanos. Não estarei sozinha o tempo todo. Espero a visita de duas ou três maravilhosas amigas, que, em meses distintos, permanecerão alguns dias comigo para andarilhadas - que serão, com certeza, alegres e produtivas.




Estou bastante curiosa em relação à República de Malta e a Bergen, na Noruega. Outros lugares a serem visitados,  já os conheço; anseio, entretanto, por revê-los. Voltarei  a Marrocos, à Sicilia e à Calábria. Reservei, ainda,  um tempo para ficar em casa, na Espanha, quando penso ler, fazer tricô ou somente observar a cultura local.



Confio que sou bastante amiga de mim mesma. Ficarei bem. Estarei só, mas não sentirei solidão. Muitas vezes a pior solidão é a que se tem junto a outra(s) pessoa(s). Terei também o convívio de minhas memórias,  tanto de gentes quanto de lugares inesquecíveis.



 "Entre o sono e sonho,
 Entre mim e o que em mim
 É o quem eu me suponho
Corre um rio sem fim.

Passou por outras margens,
Diversas mais além,
Naquelas várias viagens
Que todo o rio tem."

Fernando Pessoa

quarta-feira, abril 04, 2012

Breve notícia!

 Viagem ótima.Tudo bem. Transformarei, mais tarde, minhas anotações em texto." I love Paris in the Springtime..."

quinta-feira, março 31, 2011

Fiambre ou lanche?


Inverno ainda em Paxton



















O vôo de anteontem, Porto Alegre/Rio, pela GOL, fez – me recordar uma viagem de trem e tomar uma decisão. Primeiro, a recordação.



















Há mais de dez anos, vinha eu de Milano para Veneza, num desses trens lentos, tendo, sentados à minha frente, um casal italiano. Assim que o trem partiu, eles estenderam uma toalha e abriram uma cesta, de onde saíram, precedidos de aroma delicioso, pedaços de queijo, de salame, de leitão assado, mais pães, bolos, sucos e frutas.




















Seguramente a minha expressão, entre admirada e curiosa, foi interpretada como faminta ou gulosa. No início, um pouco timidamente, tanto eles quanto eu, ofereceram-me, e eu aceitei, porções daquelas delícias. Logo o entusiasmo recíproco transformou o casual encontro num banquete a três. Experimente isto, prove mais isso, diziam eles . Uma Festa de Babete!Duas horas depois, eu descia em Verona, e meus amigos continuavam – não sem antes me presentear com algumas frutas do quintal de casa.




















No vôo, acima referido, ofereceram água, guaraná e suco, acompanhados de pacotinhos de amendoim, que me fizeram sentir saudades das barrinhas de cereais anteriores. Trouxeram depois um cardápio, onde se poderia escolher e comprar sanduíches – dos três tipos, só dois estavam disponíveis - e algumas bebidas. Comprei um café e um sanduíche. Paguei dezessete reais. Foi , então, que tomei a decisão, inicialmente anunciada. Na próxima viagem, trarei fiambre, matula – como ouvi dizer no Pantanal – ou lanche, como , em geral , se diz. Lanche, matula ou fiambre, seja com que nome for , estará comigo.




















Não pensei em pastel e galinha com farofa, presença constante nos trens antigamente; nem numa garrafa térmica com um bom café, porque infelizmente não me deixariam entrar no avião com ela. Estou pensando em frutas – descascadas porque não poderia trazer faca - e sanduíches caseiros. Tudo envolto numa pequena toalha quadriculada, azul e branca , se bem me lembro. Farofeira de avião! ou Farofeira aérea, como disse a Aninha. Perfeito. Eles merecem.

quarta-feira, novembro 18, 2009

Viagem: atitudes























O vôo era às 8h. Cheguei ao aeroporto às 7h. Embarque no horário. Tudo certinho. Na hora de o avião decolar, um acidente – pouso “de barriga” de um pequeno avião com derrame de óleo na pista. Informam-nos desse acidente e do consequente atraso de todos os vôos. Saímos do avião e esperamos, em POA , numa sala, cerca de duas horas. Conexão , em Guarulhos, perdida. Deveríamos ter chegado em Salvador ao meio-dia. Saimos, entretanto, de São Paulo, às 18 h. De correr mundo , aprendi que nada disso é problema. Aviso meu filho que não me espere no horário combinado. Almoço no restaurante autorizado pela Cia. Aérea. Compro “A rainha do castelo de ar”, terceiro e último volume da sensacional Trilogia Millennium , escrita pela sueco Stieg Larsson. São livros policiais fantásticos e atualizados. Calma, paciência e bom humor são condições imprescindíveis para viajar. Quem não as possui, melhor ficar na vizinhança. Já perdi mala seguramente mais de 20 vezes. Sempre as encontrei, ainda que, algumas vezes, passados alguns dias. Não discuto ou brigo com funcionários de restaurantes, lojas, hotéis e cias.aéreas. Prefiro escrever , depois, uma longa carta aos responsáveis principais. Falhas, em geral, demonstram falta de treinamento e avaliação dos empregados. Melhor ir direto a quem estabelece as políticas de pessoal. Tenho obtido boas respostas com essa atitude.Chegada tranquila em Salvador. Alegria de estar aqui!

sexta-feira, agosto 28, 2009

Retorno a Illinois


Levantei cedo. Banho,café,última revisão de bagagens e documentos, choro – parece-me que chorar ao despedir-se de filho é instituição materna – hora de partir.
Valéria me leva até a estação do MARTA. Ao entrar no trem , um pequeno acidente : enfio uma unha do pé no canto da mala. Dói , sangra e me faz esquecer todos os problemas existenciais. Choro de dor. O trajeto até o aeroporto é longo. Vem a calma e até a vontade de rir. Relembro outros tantos desastres , todos oriundos da minha patetice e lerdeza.


Chegada tranquila ao aeroporto. Eu havia feito check in na noite anterior e pago os quinze dólares pela única mala que eu levava. Tudo ok até pesarem minha mala. Passara três quilos do limite. Eu deveria pagar, por esse excesso, noventa dólares. Decidi retirar a mala e tentar diminuir esses miseráveis três quilos . Retirei da mala dois livros, uma bolsa e um sapato. A mala foi pesada novamente. O excesso agora era de 800 gramas. Retirei vidros de vitaminas e uma echarpe. Agora sim: peso exato. Mala despachada.


Começava outro problema: que fazer com todo o “excesso”?
Eu passaria a carregar duas bolsas muito cheias . E a bolsa de viagem, que já estava estourando , recebeu um “reforço”. A saída era jogar fora algumas coisas. Talvez o belíssimo livro , em inglês, sobre o Brasil , que eu comprara na FNAC, em Porto Alegre, como presente para Kevin e esposa? Não! Talvez a embalagem com um pedaço de bolo ( supergostoso) , que Valéria, tão gentilmente, mandara para Ron? Decididamente não! Talvez um sapato meu ( além de novo , custou caro).

Também não! Computador? Câmera? Acessórios eletrônicos? Perfumes? Presentes? Nem pensar! Resolvi carregar tudo!Levar presentes ainda é o meu mais concreto ato de amor. A passagem pela segurança foi um vexame. Precisei de cinco recipientes para acomodar o que passaria pelo RAIO X. E aguentei , com cara de idiota, o evidente desagrado dos que vinham depois de mim. Ultrapassada essa fase, sentei e tentei reorganizar minha superbagagem de mão e reunir forças para carregá-la.


O obstáculo seguinte foi uma escada rolante que me levou ao trem interno. Entrar no trem não foi fácil. Descer idem! Outra escada rolante e entrei no terminal C – portão 52! Longe esse portão. Precisei de três “paradas técnicas”. Quebrei uma unha da mão. Rebentei a correntinha protetora que Ronald me dera para eu viajar ,em razão dos muitos acidentes aéreos. Machuquei um dedo. Pensei comprar uma mala pequena com rodinhas – só não o fiz porque me lembrei das tantas outras vezes que fizera o mesmo e da coleção de malas que disso resultara. Encarei!
Enfim, cheguei sã e salva ao portão de embarque. Agora é só entrar e sair do avião em Bloomington, onde me espera Ron.
Várias vezes eu ri, em meio a todas as dificuldades, porque veio, de algum cantinho da minha memória, um “versinho”que uma tia minha costumava cantar , ao final da história triste de uma moça que desejava muito casar e , pagando uma promessa, enfrentava o frio e a chuva. Era assim:
“Dorme corpinho arrenegado
Hoje tu estás com frio
Amanhã , tu estás casado”.

Quando eu voltar – e nas minhas próximas viagens – Ronald estará comigo.

terça-feira, junho 23, 2009

Rumo ao Alegrete!


Hoje à noite, irei para o Brasil. Depois dos últimos acidentes aéreos, viajo com medo. Lembro-me que, no início de fevereiro deste ano, quando eu ia pela Air France para o Egito, ao iniciar o vôo sobre o oceano, houve uma forte e longa - mais de uma hora - turbulência. Tranquilizei-me ao pensar que era uma Companhia aerea segura! Deu no que deu. Quando adolescente, aprendi com Cantañeda que vive bem quem tem a morte como companheira. Esse aprendizado me fez valorizar cada momento da minha vida e da vida daqules a quem amo - e foi um bom antidepressivo também. Já escrevi tantas vezes que a vida é feita de chegadas e partidas - para mim , neste momento, conflitantes. Quero ir; gostaria de ficar. Saudades de pessoas de lá; saudades de pessoas daqui. Como diz a Neneca "tudo isso é parte da aventura de viver".

sexta-feira, agosto 08, 2008

Com essa eu não contava!


From Delhi, cheguei muito bem em Munique. Fui de trem do aeroporto à estação central. Comprei um bilhete Munique/Wien/ Bratislava/ Kosice. Eu acreditava que os trens, na Europa, eram pontuais, por isso estava tranqüila quanto às conexões que devia fazer. O trem saiu de Munique no horário, mas atrasou numa estação. Informei a um funcionário do trem que eu tinha conexão em Wien e corria o risco de perdê-la. Ele me disse que eu ficasse tranqüila que nao a perderia. Nada disso. Quando cheguei em Wien, o trem para Bratislava já havia partido. Reclamei. Briguei. Única resposta: devia pernoitar ali e viajar na manhã seguinte, às 8h15min. Argumentei que eu havia comprado e pago um bilhete com pernoite no trem. Diziam que o problema era meu!
Kosice
Já era meia-noite. Eu estava hipercansada. Saí para a rua chorando de raiva e procurando hotel. Devia ser um hotel bom e perto da estação, pois, naquela hora, eu não podia arriscar a andar sozinha , com bagagem, ou a dormir num hotel ruim. Encontrei um 4 estrelas perto da estação: 80 euros. Dormi pouco e mal. Parti às 8h15min . Foram 7 h de Wien a Kosice - ainda bem que o trem era direto. Fazia três dias que eu viajava e dormia pouco. Cheguei exausta em Kosice, mas sentindo-me em casa. Tive febre alta , dores no corpo, dor de cabeça. Dormi durante 12 horas. Sonhei com o Mile e a Cibele. Acordei hoje ótima.Obs.Tenho internet no apartamento.