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terça-feira, junho 22, 2010

Xi 'an - I






















Para mim , foi Xi’an a mais fantástica das cidades chinesas que eu vi. Eu pensava vir à China e visitar Xi’an, no Norte , por dois motivos: por integrar as Rotas da Seda e pelo Exército de Terracotta.. Não imaginava, entretanto, que ela fosse tão inesquecível. Xi’an foi capital da China, durante 11 Dinastias, por 4 mil anos, a partir de 2200 a.C. Hoje é capital da Shaanxi. Xi’an tornou-se uma metrópole supermovimentada por ser a extremidade oriental das Rotas – antigos trajetos comerciais entre a China, no Oriente, e o Império Romano, no Ocidente.        

          





















Esses trajetos influenciaram a China tanto na expansão comercial, quanto na adoção de estilos estrangeiros. Apesar do nome – expressão criada pelo Barão von Richthofen, no século 19 – as Rotas da Seda não negociavam somente essa fantástica e bela invenção chinesa, existente desde 1500 a.C.: negociavam também especiarias, prata, ouro, jade, lãs e até cavalos árabes.Agora, meu sonho de viagem passou a ser o percurso das Rotas da Seda. Devagar vou planejando. Devagar, mas não tanto pela minha idade - um dia eu chego lá!








Descobri, em Xi’na, entretanto, outros lugares fantásticos, como o Muro que cerca o centro da cidade, o Pagode do Pequeno Ganso e o Pagode do Grande Ganso. Os Pagodes tiveram sua origem na Índia, mas foram modificados, ao longo de 1500 anos, na China, tornando-se um dos elementos típicos da arquitetura chinesa.
























O Pagode do Pequeno Ganso, em 709, foi concebido para guardar os sutras, textos sagrados budistas, trazidos da Índia pela Rota da Seda. Sua altura é de 43 metros. Interessante que, em 1487, um terremoto provocou uma fissura de quase 30 cm no seu comprimento. No século seguinte, um tremor de terra “consertou”essa mesma fissura. Está num lugar de vista privilegiada. Vi ali monges budistas de diferentes países.






















O Pagode do Grande Ganso foi construído em 652, em memória da mãe do imperador Gaozong. Sua altura é 64 metros, sendo por fora de alvenaria e, por dentro, de madeira.No hall principal , três estátuas de Buda e dezoito Luohans , ou Arhats, discípulos de Buda, de quem se diz que, em razão da santidade, atingiram o nirvana ao morrer.






















Fora isso, a cidade é bonita, o convívio do novo com o tradicional é harmonioso - e muitos outros lugares e museus merecem ser visitados. O principal mesmo, para mim, continua sendo o Exército de Terracotta – que terão um texto especial, minha emocionada lembrança dele e meu desejo de tornar a vê-lo.



sexta-feira, maio 28, 2010

O primeiro vôo nunca se esquece...




















Como a China é um país com grande extensão territorial, fizemos a maioria dos trechos internos em avião. Foram vôos normais, com exceção do vôo Xian / Guilin.
Nosso embarque foi tranqüilo. Depois que estávamos acomodados, entraram, rindo e falando bem alto, mais ou menos vinte chineses, homens e mulheres. O comportamento evidenciava a euforia de quem viaja em grupo e pela primeira vez.
Eu ocupava o acento do meio, Ronald ia à janela e , até então, sobrava o lugar do corredor. Nesse lugar , sentou um senhor do barulhento grupo. Não quero comentar sobre o cheiro dele! Meu comentário restringe-se à ajuda que lhe dei para pôr o cinto de segurança e, a seguir, como fechava e abria o cinto todo o tempo e , às vezes, atrapalhava-se, puxava o meu braço e mostrava-me o cinto que devia ser aberto ou fechado.
No assento seguinte, mas do outro lado do corredor, uma moça começou a vomitar logo que o avião decolou. Correram amigos para visitá-la!
Eles falaram e riram alto o tempo todo. Iam do início ao fim do avião para conversar com os poucos companheiros que permaneciam sentados. Tiravam fotos. Muitas fotos – individuais, em dupla, em grupo! E faziam poses cinematográficas. Corriam com frequência. Só estiveram sentados na hora em que o lanche foi servido. Eu não consegui comer meu lanche – claro que o vizinho traçou o lanche dele e o meu.
O momento mais incrivel, entretanto, veio com a turbulência. Eles se levantaram, correram, deram pulinhos se equilibrando, brincaram...não deram a mínima atenção aos avisos de sentar e colocar o cinto. Foi o maior festerê que eu vi num avião.
As comissárias conseguiram acomodá-los para o pouso. A partir daí, eles ficaram bem quietinhos, esperaram os demais passageiros descerem e só então desceram.... desceram e recomeçaram a festa.

quinta-feira, maio 27, 2010

Viagem à China I





















Amo a Europa, principalmente seus campo e suas pequenas cidades. A Ásia, entretanto, me fascina, razão por que tenho me concentrado nela nos últimos anos.Queria mesmo começar a conhecer a China, li bastante sobre esse imenso país. Construí um roteiro, a partir do óbvio, como sempre faço : a capital, as grandes cidades e os principais monumentos. Procurei, então, um “pacote” que contemplasse meu interesse. Encontrei um que deu conta da primeira parte da viagem. Na segunda parte, estaríamos com Jim, filho do Ronald, em Shenzhen.





















Começamos por Beijing ( ou Pequim como a chamam os cantoneses), visitando a Cidade Proibida com seu Palácio Imperial, o Museu do palácio , a Praça da Paz Celestial ( quem não se lembra dela,
em 1989, com um estudante enfrentando poderosos tanques? ) .





















Visitamos o Palácio de Verão, às margens do Lago Kuantan, onde se vê um belíssimo barco branco de mármore. Vimos a Grande Muralha e a tumba de um imperador. Comemos pato laqueado e assistimos a um Show de acrobacias. Fomos ao Templo do Céu (1420) e conhecemos o Ninho de Pássaro ( Estádio Nacional) e o Cubo de Água ( Centro de Natação). Participamos de um ritual do chá, aprendendo como fazê-lo e como saboreá-lo. Vimos abrir uma ostra e encontrar nela uma pérola. Fomos a bons restaurantes.






















A seguir , fomos para Xian. Há muito tempo, eu queria visitar essa cidade e ver o Exército de Terracotta. Tivemos um dia com esse Exército, considerado a 8ª. Maravilha do Mundo. Depois, visitas à Pagoda do Ganso Selvagem e à antiga Muralha de Xian.





















Nosso próximo destino, Guilin, que nos foi apresentada como uma pequena cidade de 700 mil habitantes (sic!) , região agrícola com seus arrozais e frutas variadas. O mais importante para mim, em Guilin, foi o cruzeiro de um dia sobre o Rio Li Jiang. Assistimos a um desfile de jóias com ênfase nas pérolas. Sobre o vôo hiperdivertido de Xian a Guilin, escreverei um outro texto.




















Em Hangzhou , passeamos de barco pelo Lago do Oeste e, seguindo um canal secundário, chegamos ao Canal Imperial ou Grande Canal. Fomos à Pagoda das Seis Harmonias e ao Templo da Alma Escondida. Vimos o Museu da Seda e passeamos por essa cidade, chamada Veneza do Oriente.





















Viajando de trem, fomos de Hangzhou a Suzhou, cidade famosa por seus lagos e jardins. Visitamos a cidade e estivemos algumas horas no Jardim do Administrador Humilde, que “reflete a simplicidade da Dinastia Ming”.





















Novamente de trem – um trem bem confortável - fomos de Suzhou para Shanghai, cidade fantástica, onde se havia inaugurado, há poucos dias , a Expo2010. Com 20 milhões de habitantes fixos e 5 milhões flutuantes , é a mais cosmopolita das cidades chinesas. Além de ver o Templo do Buda de Jade e o comovente Jadim Yuyuan, passamos um dia inteiro na Expo.




















Novo vôo que nos levou de Shanghai a Hong Kong, antiga colônia britânica, devolvida para a China em 1997. HK é bem diferente mesmo da China: não só pelo sistema político e moeda diversos. Ficamos três dias num hotel maravilhoso e com acesso à internet sem restrições!






















Nossa última visita com o “pacote” foi a Macau, antiga colônia portuguesa, devolvida à China em 1999. Bonita ilha, que tem nos Cassinos fantásticos e no turismo sua principal renda. Por sorte, em diferentes etapas da viagem, encontramos pessoas inteligentes, bem humoradas e solidárias , com quem compartilhamos momentos agradáveis. Um casal espanhol e um casal gaúcho tornaram-se inesquecíveis como boa gente. 






















Fim da primeira etapa. Fim do “pacote”. Por conta e risco, de trem , fomos para a vizinha Shenzhen, saindo, portanto, de Hong Kong e voltando à China Continental.
Foi uma viagem muito boa. Toda ela. Voltei, como sempre, com outra “listinha” de lugares que eu gostaria de visitar tanto na China, quanto no restante da Ásia.