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terça-feira, abril 24, 2018

Leste Europeu e Balcãs - Locomoção : 1a. parte

Budapest

Partimos de Madrid, num voo low cost, e chegamos ao Aeroporto Internacional Ferenc Liszt, em Budapest.  Apesar da língua que, como disse Chico Buarque, do húngaro até o diabo tem medo, sinto-me em casa na Hungria. Há 24 anos, costumo vir a esse país. Hospedadas no Ibis Centro, caminhando muito, Isolda e eu, traçamos tanto Buda quanto Pest por três dias.


Budapest : Ponte das Correntes sobre o Danúbio


Já havíamos comprado online as passagens de ônibus para ir da capital da Hungria a Zagreb, capital da Croácia. Uma bem suportável viagem com cerca de 5 horas, incluindo  40 minutos na Polícia de Fronteiras. Devidamente identificadas e com passaportes carimbados, entramos na belíssima Croácia. Dias lindos. Passeios interessantes. Cenas não previstas, como uma imponente cerimônia fúnebre no Cemitério Mirogoj.



Cemitério de Zagreb - Croácia

Antes de continuar, uma clarificadora observação: eu estava usando uma pequena câmera Canon, comprada em Madrid. Por incompetência minha, não conseguira acertar a data - podem observar que, nas fotos, aparece o ano de 2016. Posteriormente, com a ajuda do funcionário de uma loja de fotografias, a data foi corrigida, e o comentário de que eram fotos antigas, deixou de existir...



Mercado Público: flores, frutas, verduras...e muito mais


Com Zagreb devimente percorrido, fomos de ônibus e voltamos de trem à encantadora Slovenia, num percurso, tanto de ida quando de volta,  com menos de 3 horas. A viagem de ônibus é cômoda, mas a de trem, mil vezes mais encantadora. Viaja-se encantada junto às margens de um rio de montanha, com águas verde-azuladas, que parecem estar continuamente emolduradas. Um exagero de beleza!



Da janela do trem, a deslumbrante visão do rio.


Voltando de Liubliana, fizemos um voo, pela Air Serbia. de Zagreb a Belgrado. Muitos passeios na capital da Sérvia, incluindo um dia inteiro na magnífica Cidadela de Kalemegdan. A cidade oferece variadas condições de transporte a partir dela, como trens para Moscou, Budapest, Bucarest, Zagreb, Viena e Sarajevo.



Igreja Ortodoxa Sérvia
                                                        

Da Sérvia, novamente em avião, seguimos para Bósnia Herzegovina, descendo no aeroporto de Sarajevo, a capital. Essa foi uma das cidades onde mais caminhamos - uns 8 km diários. Durante um dia inteiro, entretanto,  contratamos carro e motorista para visitar fantásticas cidades pequenas em parte do percurso de rio Neretva. 


Detalhe da magnífica Biblioteca Nacional de Sarajevo


Sarajevo atualmente é a capital da Bósnia Herzegovina. Mostar, para onde fomos na continuidade, foi capital de Herzegovina. Tanto Sarajevo quanto Mostar encantaram-me a ponto de eu pensar em retornar a elas por um mês. O transfer entre essas duas cidades foi feito de trem - viagem tranquila, num trem simples e lento.



Ponte Romana em Mostar


De Mostar a Dubrovnik - voltando, então, para Croácia - são 130 km. Estradas de montanha, bem estreitas, parecendo que se pode escorregar, a qualquer momento, num precipício. Contratamos carro com bom e experiente motorista. Cenário cinematográfico!



Dubrovnik


Com razão, Dubrovnik encanta. Já o havia visitado chegando por mar. Chegando pelas montanhas , encanta mais ainda. De Dubrovnik, entramos em Montenegro, visitando primeiro Budva, depois a estupenda Baía de Kotor, onde nos hospedamos num ótimo hotel , dentro da Cidadela. Para chegar a Kotor, usamos um transfer coletivo ( 12  turistas de várias nacionalidades). 



Cidadela de Kotor

Para ver bem Montenegro, optamos por vir até a capital - Podgorica - cidade antiga que foi de tal maneira destruída nas duas Grandes Guerras, que a reconstrução faz com que ela pareça uma cidade do início do século XX. 


Centrinho de Podgorica

Sairemos, daqui a duas horas,  para Pristina, Capital de Kosovo. Iremos de ônibus. Parece-me que trem só funciona nos meses de verão; avião, nem pensar. Este post terá continuidade, pois ainda iremos a Skopje, Capital da Macedônia, e daí entraremos para Grécia. Está sendo uma viagem tranquila e muito informativa.


Podgorica - Igreja de São Jorge


sexta-feira, outubro 21, 2016

Esztergom : duas visitas, dois tempos, duas percepções

Basílica de Esztergom - lugar de peregrinações

Capital húngara durante a Idade Média, a cidade de Esztergom, distante de Budapest cerca de 50 km, está à margem direita do rio Danúbio e tem acentuada importância histórica e religiosa para os católicos do País. Integra  o destino  de conhecida rota da peregrinação, com 100 km de percurso , denominada Via Margarida.


Detalhe da Basílica

Nesta cidade, nasceu Santo Estêvão, rei da Hungria, que foi coroado no ano 1000. A constituição húngara de 2011 refere expressamente a Santo Estêvão e declara seu reconhecimento ao cristianismo na integridade e preservação da nação. Dentro da Basílica, está a cruz do juramento, usada pelos reis húngaros durante 900 anos.


Na frente da Basílica, muitos vendedores ambulantes

A Basílica, dedicada a Assunção de Maria e a Santo Adalberto, é a maior da Hungria.. No século XVI, ela foi destruída, tendo sido reconstruída e consagrada no ano de 1856. Franz Joseph Liszt - que era húngaro - compôs músicas para essa solenidade de consagração. Pode-se ver também, no seu interior, um quadro da Assunção de Maria - o maior quadro a óleo do mundo - com 13 X 6,5 metros.


Referência à Missa de consagração da Basílica

Por sorte, chegamos na imponente Basílica, localizada no alto de uma colina, bem no início da Missa, sendo possível ouvir peças musicais magistrais, executadas num órgão de tubos. Consegui, com rapidez, fazer algumas fotos de seu belíssimo interior. Depois, Adriana, Pedro e eu percorremos o entorno próximo à Basílica, quando vimos o Danúbio e algumas de suas famosas curvas e a ponte que o liga à Slovakia.


Ponte Maria Valéria

Danúbio é fronteira com a Slovakia, acessível  por uma ponte denominada Ponte Maria Valéria, nome da filha mais nova de Elizabeth, nossa conhecida Sissi. Essa ponte, que liga Ssztergon a Sturovo, cidade eslovaca, foi destruída pelos alemães, em retirada, no ano de  1944. Em 2001, com apoio da União Europeia, ela foi totalmente reconstruída.


Hungria e Slovakia, acessadas pela ponte Maria Valéria

Este tour de um dia é feito por diferentes agências de Budapest. A ida é toda de ônibus sem paradas. A volta - entre a primavera e o outono - tem parte de seu regresso em barco e faz três stops, todos ainda de ônibus, antes do barco, é óbvio.... As paradas são em Esztergom, Visegrád e Szentendre - essa última, já descrita aqui no Correndomundo. é também  local de embarque no pequeno cruzeiro pelo Danúbio. Um tour bem interessante, disponível nos hotéis e nos pontos de partida do grupo.


Basílica durante a Missa

Há mais de 10 anos, antes de ter blog, eu estive em Esztergom. Eis que encontro agora, numa antiga agenda, um pequeno texto sobre essa visita, que passo a transcrever  fielmente. Vale pelas diferentes percepções, da mesmo pessoa e num espaço de tempo não tão longo. Lamento não ter fotos - as que aparecem a seguir, são desta segunda visita.


Chegando para a Missa....

" Estou em Budapest. Tenho feito lindos passeios, mas ontem foi meu dia de " roubadas"...Ainda na Bahia, li muito sobre os lugares que eu pretendia visitar. Li - e anotei - que Esztergom era uma cidade muito interessante. Cedo, de Metrô, fui a Nyugati Pályudvar ( esse segundo palavrão quer dizer Estação). Um trem estava de partida para Esztergom. Correndo, consegui comprar passagem...( Gugu fala que sou curiosa - desejo sempre saber o que há dobrando a esquina...ou do outro lado do muro, colina, montanha ou moita....e vou atrás ).E me fui toda feliz...



Detalhes da Basílica

Durante 1h30min, pude ver os campos da Hungria - bonitos, mas, nenhuma Toscana! Chegando, começaram as decepções: a estação era longe do centro e nela havia uma placa, com data de 1996, comemorativa dos 100 anos da cidade. Muito nova! O primeiro escudo de Kosice - onde estou passando uma temporada -  data de 1369. Segui, por 2 km, as placas que indicavam "Centrum"....e elas terminaram sem que nada mudasse. Fui até a margem do Danúbio, de onde vi minha amada Slovakia. Vi uma igreja grandiosa...e voltei...sem me encantar com nada...


Interior da Basílica

Penso que todos nós conhecemos um tipo de pessoa " liquida prazer"... Se o assunto é literatura, indica um livro esgotado que só ela leu; se é cinema, disserta sobre um filme de arte, raro, que poucos viram; se é viagem, fala de um lugar ou de um detalhe  que ninguém foi ou ninguém notou...O cara que escreveu que Esztergom era uma maravilha, pensou certamente que ninguém iria conferir ou tem um romance lá, desses que faz qualquer  lugar do mundo parecer um paraíso. Burra fui eu que não conferi a informação. Voltei a Budapest no final da tarde - gripada, cansada e p. da cara. "

Campos da Hungria.

Com este post, encerro os relatos dos meses em que estive na Europa e nos Estados Unidos em 2016. Em breve, outros relatos virão. Ainda tenho um roteiro programado para o mês de novembro - Peru, Colômbia e Equador. Em dezembro, enfrento o período mais difícil do ano - aquele em que as  perdas e danos ressurgem ... ainda mais doloridas - Natal e Ano Novo.  Mas tudo bem... Para 2017, planos e roteiros começam a ser elaborados. Enchallah!


Adri - a quem agradeço a parceria - em Esztergom

"Eu amo tudo o que foi
Tudo o que já não é
A dor que já me não dói
A antiga e errônea fé
O ontem que a dor deixou,
O que deixou alegria
Só porque foi, e voou
E hoje é já outro dia."

Fernando Pessoa


Detalhes do interior da Basílica de Esztergom


quarta-feira, agosto 24, 2016

Szentendre/Santo André - na margem do Danúbio

Viagem de barco pelo Danúbio desde Santo André até Budapest

Para visitar Szentendre ( Santo André ), pitoresca cidade a 20 km da capital da Hungria, parece-me mais confortável valer-se de um tour a partir de Budapest - um desses bate-e-volta de 4 ou 5 horas de duração. Talvez o melhor mesmo seja conjugar esse tour com outro, que vá a Esztergom ou ao Parque Arqueológico de Aquincum. As ofertas são muitas e bem diversificadas.


Comércio no Centro Histórico

Szentendre ( Santo André ) está localizado numa das margens do rio Danúbio. Pedro, Adriana e eu fomos de barco até lá. É uma pequena cidade, pouco maior que uma dessas vilas que conhecemos no Brasil. O que a torna tão especial é a visível amostra do passado e do presente, do histórico e do novo, das ruas estreitas empedradas e dos turistas carregando compras. Harmonia histórica!


Artesanato Local

No pequeno Centro Histórico, dominam os locais de comércio, em pequenas e coloridas casas, coladas umas às outras. Poucas são a compras especiais - a maioria constitui um mix do que é vendido em todas as cidades do País - mas são interessantes de ver.


Peatonais do Centro Histórico


O nome da cidade vem do Santo André, padroeiro da primeira igreja construída neste local, no tempo de sua povoação inicial, ou seja, no século XI.  Seus primeiros séculos foram tranquilos. Durante o domínio turco na Hungria - séculos XVI e XVII - a cidade, no entanto, sofreu e foi abandonada por seus antigos moradores. 



Antiga Igreja

Após a expulsão dos turcos pelas tropas europeias, já em 1690, sérvios, dálmatas, bósnios e gregos, num total de 150 mil pessoas, vieram para a Hungria e povoaram as aldeias abandonadas. Famílias dálmatas, sérvias e gregas se estabeleceram em Santo André, revitalizando-a outra vez.






É provável que sua grande atração tenha sido a proximidade do rio Danúbio e o potencial de comércio que ele representava. O século XVIII foi marcado pelo desenvolvimento da localidade. Santo André passou a ser reconhecida como rica e próspera vila de comerciantes endinheirados e de artesãos talentosos.  O Centro Histórico atualmente continua como era no final do século XVIII.



Paseio pelo Danúbio

Chego a pensar que Szentendre - Santo André - é milagre do Danúbio, rio que abraça a cidade, com uma de suas belas e inspiradoras curvas. Artistas e artesãos continuam a vir e a viver nesta paisagem tão linda, com muito verde e com a presença quase mágica do rio. 



Chegada na Ponte Branca em Budapest

"O meu olhar azul como o céu
É calmo como a água ao sol.
É assim, azul e calmo,
Porque não interroga nem se espanta...

Se eu interrogasse e me espantasse
Não nasciam flores novas nos prados
Nem mudaria qualquer coisa no sol de modo a ele ficar mais belo..."

Fernando Pessoa


Homenagem à magia do  Danúbio

domingo, agosto 21, 2016

Novamente, Budapest.

Pedro e uma das muitas fontes de Budapest

Já escrevi algumas postagens sobre Budapest. Destaco a que relato a viagem que Pedro e eu fizemos, em janeiro deste mesmo ano: http://correndomundo.blogspot.hu/search/label/Budapest  É necessário dizer o quanto gosto do Leste Europeu?


Sinagoga da Rua Dohány

Em postagens anteriores, fiz algumas omissões, como esta que reparo a seguir. Não me referi, por exemplo, a maior Sinagoga da Europa, templo grandioso dos judeus úngaros.Sua construção levou cinco anos - 1854 a 1859. Tem elementos do estilo mourisco-bizantino e está toda decorada com enfeites de cerâmica.


Cúpulas em forma de cebola...


São belissimas suas cúpulas douradas com 44 metros de altura. A capacidade de acolhimento de seu interior é de 3 mil pessoas sentadas. Em 1944, a Sinagoga demarcou uma das fronteiras do gueto, onde viveram 70 mil pessoas num espaço de 0,3 km2. Muitos dos que morreram de fome, doença ou assassinados peos nazis foram enterrados no jardim, em vala comum. No jardim da Sinagoga, hoje, pode ser visto um salgueiro-chorão de metal, que é o Monumento dos Mártires Judeus Húngaros.


Ponte das Correntes - Rio Danúbio. Foto by Adriana Fuganti Wagner


Buda e Pest foram por muito tempo duas cidades-irmãs porque lhes faltava de uma ligação permanente entre as duas cidades - faltava-lhes uma ponte. Foi o Conde István Széchenyl, conhecido como o Maior Húngaro, que decidiu construí-la, começando-a em 1842 e concluindo-a em 1849. Como o Danúbio congelava no inverno, optaram por fazer uma ponte pêncil, com enormes correntes de ferro, suspensas em dois pilares. Foi um projeto altamente inovador na época. Destruída pelos alemães na Segunda Guerra Mundial, foi reconstruída em 1949, e está aí ...fotogênica e bela!



Ponte da Liberdade cm águias nas ontas dos pilares

A Ponte da Liberdade é a menos extensa de Budapest. Sua construção começou em 1894, e o último rebite foi cravado, em 1896, pelo soberano do Império Austro-Húngaro, Francisco José I - ele mesmo ainaugurou, e a Ponte teve inicialmente seu nome. Após a Segunda Guerra Mundial, entretanto, teve seu nome trocado para Ponte da Liberdade.



Adriana fotografando a Ponte da Liberdade


Além da Ponte das Correntes e da Ponte da Liberdade,  já escrevi no Correndomundo e já postei fotos de outras tantas e tão bonitas pontes húngaras -  considero minha especialidade as pontes sobre o Danúbio, na  Slovakia, Áustria e Hungria , e sobre o Mississipi, nos Estados Unidos.



Mercado Central

Budapest não é - ainda - uma cidade cara, como não o é todo o Leste. Aprendi, em anos como andarilha, a fazer pouquíssimas compras. Aprendi também onde comprar e o que comprar. Assim, na Húngria, compro especiarias ( condimentos ótimos e embalagens lindas! ) e , há mais de 20 anos, compro um creme facial - Helia D - fabricado unicamente aqui, com azeite de girassol. Fantástico!



Detalhe do Mercado Central


O Mercado Central é visita aconselhada sempre. Construído em 1897, esse edifício é interessante ser percorrido internamente durante o dia e fotografado à noite. Com uma área de 10 mil metros quadrados, todo de tijolos com entradas em pedras, tem vigas de ferro, recobertas com cerâmica colorida. Vende especiarias, frutas, legumes, carnes, queijos, bordados e elementos de  decoração, e muito mais. No piso superior, há um excelente restaurante, onde se pode apreciar a deliciosa comida húngara.


Pedro a caminho da fonte da 1a. foto


Pedro, Adriana e eu realmente traçamos Budapest. A cidade não tem um centro histórico compacto. Ela é extensa e requer um mapa em mãos o tempo todo. Requer também um olhar atento. A qualquer momento, surgem esculturas fantásticas, belíssimos prédios históricos, igrejas católicas ou ortodoxas, fontes antigas, sinagogas, galerias de arte, grupos musicais de alta qualidade, árvores frondosas e jardins floridos - uma festa constante de cores, formas e sons.



Muitas portas imponentes em edifícios anônimos...


Imprescindível um lanche, ainda que rápido, na elegante Casa Gerbaud, com mais de um século de existência, estabelecida num edifício branco, localizado na Praça Vorosmarty. É uma cafeteria superfamosa , que serve deliciosas tortas e bolos, feitos com as receitas originais do suiço que foi seu fundador. Vale observar a fineza dos funcionários e a beleza do mobiliário. Elegância antiga!



Na Gerbaud, café para mim; sorvete para Pedro.


A partir da Praça Vorosmarty, logo depois da Gerbaud, começa a rua Váci, seguramente a mais conhecida de quem conhece Budaest, já que ela é a mais conhecida rua de comércio. Diz-se que fazer comprinhas aqui era algo considerado muito chique antigamente - compras não costumo fazer, mas não dispenso um café e uma caminhada por toda a Vaci e pelas ruas transversais para observar arquitetura, fontes e outras obras de arte.



Rua Váci


Na Váci, está a Igreja das Carmelitas, mas há muitas outras igrejas nas proximidades dessa rua. Gostei bastante de ter visto a Catedral da Dormição da Mãe de Deus, uma bela Igreja Húngara Ortodoxa, vinculada à Diocese do Patriarcado de Moscou - bonita e colorida como todas as igrejas ortodoxas que conheço. Para lembrá-la, comprei dois ícones - pequenos e bem lindinhos.



Igreja Ortodoxa Húngara


No centro de Budapest, entrei, por acaso, na Igreja-Paróquia Maior de Nossa Senhora, muito bonita e com uma história interessante. Em 2010, iniciaram os preparativos para a pintura dessa Igreja. Era necessário, para tanto,  uma investigação prévia procedida  pelas autoridades de proteção aos monumentos públicos. Dessa investigação, resultou um achado valioso: afrescos do século XIV, os mais antigos de Budapest. Talvez esses afrescos tenha sido protegidos para que inimigos não os destruíssem. Hoje estão nos seus lugares originais, protegidos por um nicho quadrado.


Igreja-Paróquia Maior de Nossa Senhora

Gostaria de escrever muito mais sobre Budapest, mas é impossível. Caminhei, hoje, quase continuamente, durante 6 horas. Acrescente-se que se trata de uma avó  caminhando com um neto de 16 anos. Cheguei ao Hotel cansadíssima - na verdade chegou o que restava de mim! Decidi, então, escrever este post para descansar. Agora, preciso dormir. Amanhã será outro dia...de andarilhar pela grandiosa capital húngara.


Flores complementam a beleza de Budapest

" Uns com os olhos postos no passado,
Veem o que não veem: outros, fitos
Os mesmos olhos no futuro, veem
O que não pode ver-se.

Por que tão longe ir pôr o que está perto - 
A segurança nossa? Este é o dia,
Esta é a hora, este é o momento, isto
É quem somos, e é tudo.

Perene flui a interminável hora,
Que nos confessa nulos. No mesmo hausto
Em que vivemos,morremos. 
Colhe o dia porque és ele."

Fernando Pessoa


Budapest