sábado, janeiro 19, 2019

Skopje: a imponente capital da Mcedônia

Skopje - Macedônia
Eslovênia e Croácia a mim agradam sempre. Bósnia  Herzegovina me envolvem e emocionam. Na Macedônia, entretanto, Skopje, a capital do país,  me surpreende  e encanta. É uma cidade balcânica e mediterrânea   Parece ser mesmo a melhor transição entre os Balcãs e a Grécia, sofrendo influências das duas regiões.


Ponte de Pedra - Skopje

De Skopje a Thessaloniko, norte da Grécia, há ônibus segunda, quarta e sexta. O tempo de duração da viagem é de quatro horas - incluído aí o tempo que se leva para passar a fronteira. Já para Zagreb, a viagem tem duração de 12 horas, e há somente um ônibus por dia. Para Belgrado, gastam-se 12 horas de viagem, mas a frequência é de 12 ônibus diários. De trem, parece mesmo que nem vale a pena tentar. Quanto ao custo, é um país menos caro do que a Grécia, que já é menos cara que tantos outros.


Centro Histórico

Ao chegar à Estação Rodoviária, proveniente de Pristina, capital de Kosovo,  Skopje, como capital da Macedônia, não me pareceu nada extraordinária - penso que era um pouco de cansaço proveniente  de muitos dias de viagens e de falta de entusiasmo pelas duas últimas cidades visitadas. Ao chegar ao centro histórico, no entanto, mudou a impressão inicial : Skopje é realmente uma cidade magnífica e monumental, tanto no núcleo central quanto em seus arredores.


Hotel Senigallia

Ficamos hospedadas no Hotel Senigallia, muito bem recomendado no booking.com e, por essa razão, reservado. Trata-se de um hotel-barco, à margem do rio Vardar, muito bem localizado, bem cuidado  e com excelente atendimento. Está a três minutos da Ponte de Pedra ( Kameni Most ) e igual distância da Praça Macedônia ( Plostad Makedonija).


Fortaleza de Skopje 

Segundo dados de 2016, a capital da República da Macedônia abriga ao redor de 550 mil habitantes.Está situada no centro da Península Balcânica. Ao longo de sua história foi dominada por Romanos, Bizantinos e Otomanos. A Fortaleza de Skopje ( Kale Fortress ) defende, há séculos, a cidade.

Fantástica iluminação às margens do rio Vardar
Certamente, precisa-se mais do que um dia só para ver as esculturas que ornamentam a cidade, de modo a apreciar a beleza e a diversidade delas. Gasta-se um bom tempo ainda para perambular pela Ponte de Pedra, construída no século XV e que conecta o Velho Bazar Otomano ( Carsija ) com a margem do rio Vardar.


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Precisa-se de olhos bem abertos para atravessar a Praça Macedônia e não perder de vista outras magníficas esculturas. Com a mesma atenção, atravesse a Ponte de Pedra e chegue ao Velho Mercado. Visite, então, o Centro Memorial do Holocausto, os hammams ( banhos turcos ), as mesquitas turcas e as igrejas.


Uma das minhas visões inesquecíveis...

Realmente há muito o quer ver na Macedônia, especialmente em Skopje, onde vivenciar a cultura já é uma festa. Madre Teresa de Calcutá nasceu em Skopje em 1910 ( assim me contaram). Na cidade está hoje a Casa Memorial Madre Teresa. No Museu da Cidade, há um grande relógio cujos ponteiros de pedra estão parados às 05h17min, hora de início do grande terremoto que atingiu Skopje em julho de 1963.


                        Coleção de esculturas, ao redor de uma fonte, em homenagem às mães.

De Skopje, fui a Thessaloniko, onde me esperavam Alex e Gisela, meus queridos amigos gregos de tão longa data. Agradeço muito a eles pela amizade , pelo carinho e pelo conforto em momento bastante difícil. Mantenho, apesar de tudo,  a esperança de  retornar aos Balcãs e ao Norte da Grécia. " Vivo sempre no presente. O futuro, não o conheço. O passado, já o não tenho." Fernando Pessoa

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PS. Desculpem as datas da câmeras estarem sempre erradas. Só vejo os erros quando publico as fotos.
                                                 

quinta-feira, janeiro 10, 2019

Retomando os relatos sobre a Península Balcânica

Madre Teresa de Calcutá - Centro de Pristina/Kosovo

Em 2018, nos meses de abril e maio, minha amiga Isolda e eu, percorremos a quase totalidade da Península Balcânica. Já no final dessa viagem, um problema familiar nos fez retornar com urgência. Eu havia escrito somente sobre  Eslovênia,  Croácia,  Bósnia Herzegovina e  Sérvia. A partir daí , perdi o " fio da meada". Retorno, neste início de janeiro de 2019, para acrescentar os relatos sobre Montenegro, Macedônia, Albania e Kosovo, países que não seria justo ficarem sem registro.


Sarajevo - Bósnia Herzegovina

É a segunda vez que visito os Balcãs, uma das três penínsulas dessa região do continente europeu. Na  primeira vez, fiz uma viagem de 10 dias, bastante superficial. Na segunda vez, idem. Nesta vez fiz uma visita bem mais longa e planejada, suficiente para perceber as grandes diferenças entre seus diversos países, a ponto de a gente se perguntar como conseguiram coabitar, por tanto tempo, uma mesma república.


Dubrovnik - Croácia

Vivem ali, no mínimo, seis etnias e três religiões fortes e rivais: católica, ortodoxa e islâmica - os templos dessas três religiões constituem belas atrações. Em algumas cidades, para conseguir vencer distâncias e visitar a todos, contratamos carro com motorista -  custa bem pouco em relação a outros países e ganha-se tempo no percurso. Os templos principais geralmente estão no centro das cidades; os conventos e mosteiros, todavia, podem estar até bem distantes - e oferecem muito o que ver.



Budva - Montenegro

Para percorrer a região, precisa-se usar o tempo que  precede a viagem para estudá-la bem. Analise o tempo de deslocamento entre um país e outro, por exemplo,  não esquecendo a demora nos postos de fronteira, que, obviamente, são vários e demorados. Decida, portanto , sobre o meio de transporte, a partir da distância e do tempo a ser percorrido considerando, ainda, esses entraves burocráticos.


Podgorica - Montenegro

O principal meio de transporte que se costuma usar na Europa, é o trem. Nos Balcãs, entretanto, a malha ferroviária é limitada, com pouco conforto e lenta - ser lenta torna-se um up  em razão das belas paisagens com que somos surpreendidas com frequência. O trem, por exemplo, entre Zagreb e Liubliana, mostra cenários belíssimos, já de ônibus esse mesmo trecho e meio sem graça.


Mostar - Bósnia e Herzegovina

Os ônibus são comuns , nada de mais...mas são econômicos e frequentes. Nós os usamos em alguns trechos, como Montenegro/ Macedônia por onde se tem um interessante panorama da Albânia rural. De Zagreb a Belgrado, optamos por ir de avião ( desses que o nome parecia ser Jesus está chamando)O voo, no entanto, foi tranquilo. Também o trecho Belgrado/Sarajevo foi feito por via aérea. Para outros tantos percursos, optamos por contratar carro com motorista. Viagens econômicas e possibilidade de fazer paradas  em sítios históricos e cafeterias - é óbvio!


Albânia

É bastante difícil indicar roteiros para visita à Península Balcânica, no que se refere à chegada e à saída. Depende do projeto total de cada viajante. Isolda e eu, nesta última viagem,  chegamos de avião, vindas de Budapest, diretamente a Zagreb, capital da Croácia. Partimos de Skopye, capital da Macedônia, usando carro contratado, até Thessaloniko, na Grécia.


Skopye - Macedônia

Numa outra viagem,  cheguei pela Eslovênia, a partir de Trieste, na Itália. Ainda uma outra vez, entrei  por Dubrovnik, um dos mais belos lugares da Croácia, vindo de navio pelo Mar Adriático. A saída dos Balcãs vai depender da continuidade do roteiro estabelecido: se forem entrar na Grécia, aconselha-se deixar a Macedônia por último; se forem continuar pela Romênia, melhor partir de Belgrado.


Interior da Bósnia Herzegovina

Não importa, acredito, por onde começa e por onde termina uma viagem a Antiga Yugoslavia. Todos os países de hoje constituem uma grande aula de História. Há sítios incríveis para se ver e sobre eles refletir. Mostar, com sua Ponte Romana,  na Bósnia Herzegovina; Kosovo, com as feridas da guerra tão recente; Croácia, com sua exuberante beleza; Sarajevo com a ponte onde Ferdinando foi assassinado e muito mais.


Sarajevo - Capital da Bósnia

A península Balcânica nos oferece condições para uma viagem econômica, tranquila - muito tranquila  desde que sigamos as orientações para evitar algumas travessias,   como entre a Sérvia e Kosovo. Oferece-nos incrível diversidade de paisagens e de história - dependendo do interlocutor, o fato histórico pode ter interpretações bem diferentes. E oferece, ainda, saborosa gastronomia - do café da manhã ao jantar. É uma dessas viagens que dá vontade de retornar.


No meio do caminho...uma cafeteria!

"Não tenho pressa: não a têm o sol e a lua.
Ninguém anda mais depressa do que as pernas que tem.
Se onde quero estar é longe, não estou lá num momento.
Sim: existo dentro do meu corpo.
Não trago o sol nem a lua na algibeira.
Não quero conquistar mundos porque dormi mal,
Nem almoçar o mundo por causa do estômago.
Indiferente?


Belgrado

Não: filho da terra, que se der um salto, está em falso,
Um momento no ar que não é para nós,
E só contente quando os pés lhe batem outra vez na terra,
Traz! na realidade que não falta!
Não tenho pressa. Pressa de quê?


Kotor - Montenegro

Não têm pressa o sol e a lua: estão certos.
Ter pressa é crer que a gente passe adiante das pernas,
Ou que, dando um pulo, salte por cima da sombra.
Não; não tenho pressa.



Budva - Montenegro

Se estendo o braço, chego exactamente aonde o meu braço chega -
Nem um centímetro mais longe.
Toco só aonde toco, não aonde penso.
Só me posso sentar aonde estou.



Skopye - Macedônia
E isto faz rir como todas as verdades absolutamente verdadeiras,
Mas o que faz rir a valer é que nós pensamos sempre noutra coisa,
E somos vadios do nosso corpo.
E estamos sempre fora dele porque estamos aqui."

Fernando Pessoa

Mostar - Herzegovina


segunda-feira, dezembro 31, 2018

2018/2019


                                                                  USA - The Cincinnati Art Museum



”Há um tempo em que é preciso;
abandonar as roupas usadas;
Que já têm a forma do nosso corpo;
E esquecer os nossos caminhos
que nos levam sempre aos mesmos lugares.
É o tempo da travessia;
E se não ousarmos fazê-la;
Teremos ficado para sempre;
À margem de nós mesmos."

Fernando Pessoa

Sabemos, por experiência, que a troca de ano é insignificante. Significativa mesmo é o que somos e a mudança que nos propomos a fazer. E certamente não faremos mudanças muito profundas - salvo se nos acontecer algo que ponha em risco nossa vida e nos dê algum limite vital de tempo. Que tenhamos a lucidez de escolher um único item plausível de transformação - e que possa ser levado a sério... Assim, não ficaremos frustrados com fracassos e não precisaremos mentir a nós mesmos que, no próximo ano , sim, tudo vai ser diferente...Boas escolhas para 2019. 


USA - Columbus - Ohio - Franklin Park Consertatory and Botanical  Garden.



sexta-feira, dezembro 21, 2018

Natal e Saudades

 

POEMA ENJOADINHO

rio de Janeiro , 1954

Filhos... Filhos?
Melhor não tê-los!
Mas se não os temos
Como sabê-los?
Se não os temos
Que de consulta
Quanto silêncio
Como os queremos!
Banho de mar
Diz que é um porrete...
Cônjuge voa
Transpõe o espaço
Engole água
Fica salgada
Se iodifica
Depois, que boa
Que morenaço
Que a esposa fica!
Resultado: filho.
E então começa
A aporrinhação:
Cocô está branco
Cocô está preto
Bebe amoníaco
Comeu botão.
Filhos? Filhos
Melhor não tê-los
Noites de insônia
Cãs prematuras
Prantos convulsos
Meu Deus, salvai-o!
Filhos são o demo
Melhor não tê-los...
Mas se não os temos
Como sabê-los?
Como saber
Que macieza
Nos seus cabelos
Que cheiro morno
Na sua carne
Que gosto doce
Na sua boca!
Chupam gilete
Bebem xampu
Ateiam fogo
No quarteirão
Porém, que coisa
Que coisa louca
Que coisa linda
Que os filhos são!
Vinicius de Morais


Fabiana e Pedro

Li esse Poema Enjoadinhoquando eu não tinha filhos, quando a filha era eu ( ... ) Achei-o bonitinho. Hoje ele me parece incompleto. Passa a fase de beber shampoo - e os meus beberam. Passa a fase da adolescência - belissima, mas mesclada de angústias e inseguranças.... Tornam-se adultos - a fase hoje das minhas crianças. E, então, vão embora! E têm que ir. Mas vem a saudade - essa saudade que me faz falta o poema referir.


Paulo de Tarso ( Patati ) e eu

Recordo quando Patati , que estava terminando a Universidade , reclamou do pouco tempo de que eu dispunha para estar com ele. E me disse: "logo eu vou embora e não teremos mais esse tempo para conversar e conviver". A afirmação me pareceu estranha. Meus filhos sempre estiveram comigo. Eu sentia como se isso fosse para sempre. Já faz uns 20 anos que ele foi morar em Atlanta. Fabiana havia saído antes de Patati. Gugu saiu saiu alguns anos depois. Foram-se!



Gugu e eu

Aprendi com minha mãe que não se deve chorar facilmente. "Quem por tudo chora, por nada tem sentimento" dizia sempre ela. Eu raramente choro. Hoje, entretanto, chorei de saudades dos meus filhos. Recordei-os em todas as suas idades. Lembrei-me de suas histórias, de suas roupas, de seus brinquedos, de suas festas de aniversário, de seus problemas na escola, de seus amigos, de suas doenças, de suas alegrias, de suas dores, de suas paixões. 


Patati, eu, Gugu e Ryan ( meu filho canadense )

À saudade deles, acrescentei também a saudade de outros filhos que a vida me deu: Mile, Frederico, Fernando, Fabianinha, Cláudio, Edmara e os Fabricios ( o Menine e o do Canto ). Todos tão maravilhosamente diferentes entre si. Todos tão bonitos e tão boa gente. Todos, neste momento, geograficamente distantes de mim. Todos , contudo, tão presentes no meu afeto e nas minhas lembranças.



Mile e Fabianinha


Quando penso nos meus filhos, penso em meus erros e acertos. Nos erros, principalmente, embora a gente nunca consiga delimitar ou visualizar essa fronteira entre acerto e erro . Já faz alguns anos, recebi uma mensagem do Patati .Esquecendo os conselhos da minha mãe, chorei muito ao recebê-la! Deixo-a aqui para os meus netos ( licença, meu filho?):


Fabrício e Patati


"A minha mae gosta de jardins e plantas. Em todas as casas que nós moramos, ela plantou um jardim enorme. Arvores frutiferas, flores, arbustos. Plantas que, depois de muitos anos, depois que a casa já tinha esquecido da gente, certamente dao frutas e alegria e sombra para pessoas que a gente nunca conheceu. Ela plantava sem nunca se perguntar para quem plantava ou quem colheria os frutos.



Massimo, filho do Patati


A minha mae gosta de gente. Por todos os lados onde ela passou, ela cultivou gente. Como plantar um jardim. Encontrar boas pessoas, colocá - las no lugar correto, dar as condiçoes para que cresçam, o apoio, o ombro para chorar quando precisam, o puxao de orelha quando necessario, principalmente o entendimento de que cada pessoa cresce diferente, e que o papel do jardineiro nao é de crescer a planta, é só de fazer o possível para que a planta possa crescer.



Fernando e eu

A minha mae gosta de ser mae. É a maior mae do mundo. É mae minha, do gugu, da Fabiana, do tio mile, da fabianinha, do fernando, do fabricio, de tanta gente que eu conheço, de outras tantas que eu nunca conheci. O mais incrivel é que mesmo tendo que dividir a minha mae com tantos outros filhos, eu nunca tive falta de mae. Sempre teve amor para todo mundo - e de sobra.



                                                                        Frederico, Lu e eu


Eu te amo muito Mae, feliz dia das maes!  Patati



Claudinho e eu


PS. Prometi a mim mesma que , neste difícil 2018, eu não diria "Feliz Natal" a ninguém. Sentiria saudades dos que partiram e agradeceria por eu ainda estar aqui. Prometi também que pediria a todos para não esquecerem que "um dia a mais de vida é um dia a menos de vida" e que não a desperdiçassem com eventos que se tornam insignificantes perto de grandes perdas.... Pensem que 2019 é apenas continuidade do que plantamos e do que somos. 


Pedro, meu neto.

" No todos los días son de sol
y la lluvia, cuando escasea, se ruega.
Por eso tomo la infelicidad junto con la felicidad
naturalmente , como quien no se sorprende
de que haya montañas y lanuras,
y de que haya rocas y yerbas..."

Fernando Pessoa


Gugu e Adriana


domingo, dezembro 16, 2018

Porto Alegre, a Verde Capital Gaúcha.

Centro Histórico de POA

Ontem fiz o primeiro passeio - verdadeiramente passeio - quatro meses depois da cirurgia de câncer no pulmão. Juntamente com meu filho e minha nora, fomos ao centro de Porto Alegre para almoçar e para visitar a Feira do Livro. Tenho dividido meu tempo entre POA e Torres e priorizado por ordem na minha vida - até testamento fiz! Só agora me convenci, na real, que cada dia a mais de vida é um dia a menos de vida...


Centro Histórico de POA



Sem grande paixão. posso dizer que gosto de Porto Alegre, a capital do Rio Grande do Sul, cidade  que tem ao redor de um milhão e quinhentos mil  habitantes e que foi fundada em 1772. Está  situado à beira do Guaíba, que sempre pensei que era um rio e depois me contaram que era um lago. Está classificada com IDH alto e esperança de vida ao nascer  de 76,4 anos - estou correndo contra o tempo....



                                           Quando o Flaboyant exibe toda a sua beleza...

Característica admirável de Porto Alegre é a arborização. Há, por toda a cidade, ipês, paineiras, jacarandás, timbaúvas, flanboyant, timbaúvas, palmeiras e tantas belas árvores mais.  Há ruas que merecem olhares e fotos por grandes extensões...Lamento apenas que não se vê árvores novas sendo plantadas para substituir as que se vê já velhas, maltratadas e cheia de parasitas - falta o cuidado permanente que observo em muitas cidades. 



Feira do Livro no Centro

Porto Alegre exibe pontos turísticos que são interessantes de ver, como, por exemplo: a rua da Praia, que nem os Andradas certamente usam seu nome verdadeiro, e que, na minha juventude, era passagem obrigatória para ver as modas e encontrar os amigos e conhecidos especialmente os do Alegrete. Hoje infelizmente sua movimentação foi substituída, em parte, pelo espaço fechado  dos shoppings.



Muitas e elegantes palmeiras por POA

Impossível não acompanhar um visitante nas duas grandes experiências que se tem no Sul: comer churrasco e experimentar um chimarrão - a cuia , passada de mão em mão,  já está desaparecendo, mas o hábito de oferecê-lo continua. A churrasco recebeu novos acompanhamentos, mas continua a carne de costela e a picanha a serem as preferidas. O grande Santiago bem mostrou a influência italiana:





Ao lembrar churrasco, lembro excelentes churrascarias da cidade, como Barranco, Schneider, El Fuego, Parrilla del Sur e  Freio de Ouro, essa última, atualmente minha preferida. Quando se está acompanhando pessoas de outros Estados, que pela primeira vez visitam POA, uma sugestão é ir até o CTG 35, onde a comida pode não ser muito boa, mas tem apresentações de música e de dança, que agradarão certamente os visitantes.



Apresentação de Chula

A Capital Gaúcha oferece belos parques muito próximos do Centro, como o tradicional Parque Farroupilha, conhecido simplesmente como Redenção - bem  arborizado, com muitas atrações, é excelente opção para final de semana, onde se pode andar de bicicleta, caminhar, correr, tomar chimarrão, levar crianças para brincar, passear com cachorrinhos, fazer compras no brick, ou ficar em grupinhos atualizando as notícias políticas.



No início do inverno...

Há outros tantos parques e lugares, de que tanto gosta a população,  como a Orla da Guiaba, a Usina do Gasômetro, o Parque Farroupilha e o Jardim Botânico e o Marinha do Brasil. Há muitos espaços,  para visitar, alguns realmente fantásticos, como o Museu de Ciências e Tecnologia da PUC, o Museu de Arte do Rio Grande do Sul, a Casa de Cultura Mário Quintana, o Teatro São Pedro, a Fundação Iberê Camargo e o Santander Cultural. Podem estar certos que há muito mais a ver e a descobrir...




Detalhe do Santander Cultural


Localizado no Centro Histórico, próximo ao MARGS, o Santander ocupa-se de programas projetos e ações culturais diversas - cinema, biblioteca, música, oficina....Promove, até o final de 2018, a excelente Mostra Visões de Pessoa. Transformado de instituição bancária que foi, a  espaço multiuso imponente, com intensa programação cultural e com amplo olhar para o mundo - além de abrigar restaurantes de alta qualidade - torna-se visita imperdível.




Escadaria da 24 de Maio, no Centro Histórico - Foto de Alda Menine
                                                       
O visitante pode ser surpreendido com lugares originais e estupendo, como as escadarias da rua 24 de Maio- foto acima - o Cais Mauá, a Estátua do Laçador, o Palácio Piratini, sede em estilo neoclássico do governo do Estado,  o monumento aos Açorianos, o Chalé da Praça XV, a usina do Gasômetro, o grafitado túnel da Conceição, a Ponte de Pedra, e o surpreendente Mercado Público Municipal - ainda que pouco cuidado, mas com intensa movimentação.



Mercado Público Municipal - material de divulgação.

POA tem, ainda, belíssimas igrejas que, tal como os bons museus, merecem visitas minuciosas e detalhadas. Na Praça Marechal Deodoro, muito próximo ao Palácio Piratini e ao Teatro São Pedro,  está a Catedral Metropolitana, principal templo católico do Rio Grande do Sul, em estilo renascentista e com magníficos vitrais. 



Imponente e elegante, Lu, minha sobrinha, entra na Igreja N.S. das Dores. 


Perto da Redenção, pode-se visitar a Igreja de Santa Teresinha, a preferida para casamentos luxuosos. Também na área central, está a Igreja Nossa Senhora da Conceição, em estilo barroco tardio e com belos altares e santos em madeira. Admirável é a Igreja Nossa Senhora das Dores, um exemplo de arquitetura religiosa com grandiosas escadaria e fotogênicas torres brancas. 




Os gaúchos são definitivamente ou gremistas ou colorados...

Desculpem os Porto-Alegrenses nativos ou adotados. Meu convívio com POA não me permite sentir pertencimento à cidade. Daí por que este post é bastante superficial - prova disso é o fato de eu confundir Grêmio e Internacional... Fora os quatro anos que frequentei a PUC/RS, meu trânsito pela cidade se restringe, na sua maior parte, ao Aeroporto. Penso, no entanto, que sem conhecer POA e boa parte do Rio Grande do Sul, nosso conhecimento do Brasil fica incompleto.




Árvore natalina no Centro Histórico, desejando-lhes esperança e alegria.


" Quando era jovem, eu a mim dizia:

Como passam os dias, dia a dia,
E nada conseguido ou intentado!
Mais velho, digo,com igual enfado:
Como, dia após dia, os dias vão,
Sem nada feito e nada na intenção!
Assim, naturalmente, envelhecido,
Direi, com igual vol e sentido:
Um dia virá o dia em que já não
Direi mais nada.
Quem nada foi nem é não dirá nada."




Centro Histórico de POA