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quinta-feira, novembro 16, 2017

A Berlin, com gratidão!




Berlin é uma cidade que, certamente, plenifica os olhos e a alma de um viajante. Não pretendo hoje escrever um post sobre a capital da Alemanha. Penso, sim, escrever minha declaração de amor a ela. Neste ano de 2017, fiz apenas uma passada de três dias por lá. Estava com o tempo bem limitado e meu objetivo era  estar mais tempo na Noruega.






Respeito intensamente a sensível condição de conviver com a diversidade que tem a capital da Alemanha. Desde 1989, quando a Queda do Muro concretizou a aproximação entre os lados oriental e ocidental, procuro acompanhar o processo de integração dessas duas realidades - diferentes inclusive sociais e economicamente - que, por longos 28 anos, estiveram separadas.






Notam-se diferenças, mas, se existem, não chegam a ser notadas em forma de discriminações. Já faz alguns anos, fui - com Fabricio e Krithika,  a uma festa popular, no espaço de uma antiga fábrica. Ali, vi adultos, jovens e adolescentes que conversavam e dançavam e bebiam cerveja - é óbvio. Não havia policiamento e não se percebia agressividade. A música não era da altura que infelizmente estamos acostumados a ouvir - queiramos ou não.





Gosto muito de Berlin, mas devo declarar que gosto da Alemanha toda. Divirto-me quando pessoas se referem às diferenças linguísticas nesse País. Não as percebo! rsrsrs  Não falo alemão! Isso, entretanto, não foi motivo para que eu desistisse de viajar, muitas vezes sozinha, por dezenas de cidades, em diferentes regiões. 




Já visitei, por exemplo, Bremen, Colônia, Dusseldorf, Munster, Dresden, Frankfurt, Heidelberg, Munique, Nuremberg, Fussen, Stuttgard, Bonn, Ulm, Aachen, Dortmund, Essen, Kiel, Koblenz, Mainz... e muitas outras.   Povo gentil e educado, onde é possível viajar falando inglês, língua dominada pela maioria, ou italiano, ou espanhol... que os alemães  tentarão entender...É assim...ou é sorte minha?




Na viagem deste ano, Isolda, minha amiga, e eu chegamos em Berlin pelo aeroporto Schonefeld, que está distante 20 km do centro.  Pensávamos ir  de metrô ou ônibus ao Hotel. Um acesso de preguiça, confesso que meu, levou-nos a tomar um táxi, pagando mais ou menos 30 euros, até o Art'otel  Berlin Mitte, localizado bem perto da  Alexanderplatz, onde ficamos hospedadas. Esse é um hotel que eu recomendo.




A Alexanderplatz - centro do lado oriental e lugar da famosa Torre de Televisão - é um dos pontos de referência em Berlin, juntamente com o Portão de Brandemburgo e a Wittenbergplatz. Como dispúnhamos de somente três dias, fez-se necessária uma seleção restritiva do que visitar. Optamos pela Ilha dos Museus, o Portão de Brandemburgo, o Memorial do Holocausto, a Catedral e o Memorial aos Judeus Mortos na Europa.







Na Ilha dos Museus,  na  Alte Nationalgalerie ( Antiga Galeria Nacional ), eu fiz todas as fotos publicadas neste post. Essa visita é imprescindível em Berlin,  pois lá se podem ver famosas pinturas impressionistas e também esculturas do século XIX. 





Alte Nationalgalerie  galeria foi aberta em 1876. Seu início vem da doação de 262 pinturas pertencentes ao banqueiro Johann Heinrich Wagner. Apesar de bombardeada na Segunda Guerra Mundial, por sorte teve seu valioso acervo preservado. É um espaço para permanecer ao menos três horas - e vale cada minuto!




Já não faço planos para além de seis meses - tempo que preciso para fazer reservas, obtendo melhores preços. Recordo sempre, no entanto,  o ditado Iídiche : O homem planeja, e Deus ri. Em 2018, Berlin não estará no meu roteiro. Certamente sentirei a falta do tanto de História, Modernidade e Arte que essa vibrante e multiétnica cidade nos oferece. Danke fur alles, Danke! 





" O essencial é saber ver,
Saber ver sem estar a pensar,
Saber ver quando se vê,
E nem pensar quando se vê,
Nem ver quando se pensa."

Fernando Pessoa




domingo, novembro 05, 2017

Alfama: imperdível passeio em Lisboa

Vista do Tejo
Um dos bairros mais tradicionais e pitorescos de Lisboa, é  Alfama,  com seu jeito de medina e com seus varais cheios de roupa. Esse velho bairro de pescadores está constituído por labirintos de ruazinhas estreitas, que partem do estuário do Tejo e chegam ao pé do Castelo de São Jorge - lugar para perder-se sem, entretanto, perder nada do que nos é mostrado e oferecido.


Fique atento às calçadas...

Uma pessoa distraída como eu, que cai com facilidade,  precisa ficar atenta e esperta enquanto recorre Alfama, com suas subidas e descidas e suas ruas escorregadias. Como escreveu alguém ( desculpe não lembro quem!): as pedras das ruas foram sendo polidas pela passagem dos romanos que iam ao teatro, dos mouros, que iam às termas e dos cruzados, em suas peregrinações. 


Habilidade para descer e subir....muito!

Por aqui, não é só a arquitetura - bonita e informativa - que me distrai e me faz ter medo de cair. Gosto também de ler e ver a denominações de espaços da cidade, como o Campo das Cebolas, a Rua da Saudade, a Rua do Limoeiro, a Travessa da Espera, a Rua dos Remédios, as Escadinhas de São Tomé, o Beco do Maldonado...


No caminho do Castelo....
Alfama, como nenhum outro lugar, pode dar-nos a noção de como era a Lisboa no passado, seja pela arquitetura, pelo traçado das ruas, pelos arcos e pelas escadas, pelas varandas, portas e janelas e pelos hábitos do povo, que conversam e comentam, algumas vezes cuidadosamente baixinho, que nos faz pensar em mexericos, histórias de parentes, de vizinhos ou de conhecidos apenas.


Subida para o Castelo de São Jorge

Caminhe sem pressa. Escute o som das conversas enquanto as roupas são penduradas nos varais e os fados que são entoados nostalgicamente por algumas mulheres. Sinta o cheiro das sardinhas que são assadas numa grelha, na rua mesmo. Veja a arte nas ruas, em paredes, muros e portas. Observe os meninos jogando futebol e cedendo lugar à passagem de turistas que descem do ônibus 737 e do bonde 28 ( o Elétrico). Procure mesmo caminhar sem pressa, muito atento e com olhos bem abertos. Há muito o que ver!


Arte na rua

Mesmo sem traçar Alfama, pode-se ver, de diferentes lugares de Lisboa, as fortificações do Castelo de São Jorge. Diz-se que suas pedras já viram visigodos do século V, mouros do século IX, cristãos do século XII, realeza dos séculos XIV e XVI e condenados de todas as épocas. Encantaram-me as muralhas fortificadas, sombreadas com ciprestes e pinheiros, e também as vistas da cidade e do rio Tejo.

Hospedei-me aqui

O Hotel Convento do Salvador fica a uns 7 minutos do Castelo de São Jorge, da Catedral da Sé e do Panteão Nacional. Situado num antigo convento, tem apartamentos com vistas panorâmicas da cidade ou do Tejo. O Elétrico 28 passa quase em frente ao hotel. É um três estrelas que vale em especial pela história e pela localização - privilegiada forma de conhecer Alfama.




" ...Ouço falar onde na rua
Estão parados a falar...
Falem, falem: a fala é sua!
Não sabem que a conversa é nua
Porque a estou a escutar..."

Fernando Pessoa

Amanhecer no Tejo

sábado, julho 01, 2017

Mil desculpas!

Estou viajando muito!
Não tenho escrito nada no correndomundo.
Assim que voltar para a Espanha, recomeçarei a escrever. Deixo-lhes duas fotos de Berlin e duas de Oslo.
Obrigada!






domingo, junho 04, 2017

Cefalú : Praia e História

Cefalu


Embora sendo uma das mais famosas cidades de praia da Sicilia, Cefalú não me atraiu na primeira vez em que a visitei. Moro numa praia bem bonita no Sul do Brasil e considero que as praias brasileiras, especialmente as da Bahia, são realmente belíssimas. Esclareço,  no entanto, que  não gosto de sol nem de areia. 


Cefalú: sua principal atração

Quando viajo, não busco praias. O que realmente procuro  é  História,   Arte, Diversidade Cultural  e Ausência de Medo. Desta vez, estava mais atenta em Cefalú e encontrei tudo o que antes referi como aquilo que busco.


Igreja e La Rocca

Com 14 mil  habitantes - fora da alta temporada obviamente - essa bela cidade da Província de Palermo inclui,  como uma de suas atrações, uma grande rocha, denominada simplesmente  com La Rocca, Nela, o Templo de Diana; junto a ela, uma grandiosa Catedral.


Catedral de Cefalu

Essa Catedral teve sua construção iniciada em 1131 por ordem de Rogério II, que tinha a pretensão de torná-la não só a mais bela das catedrais normandas da Sicilia, como também o templo religioso mais importante da região. Resultou de uma promessa dele, quando correu risco de vida durante uma tempestade no mar. A Catedral não chegou a alcançar muito sucesso sucesso, mas continua sendo uma das mais bonitas da Ilha, principalmente por seus mosaicos.


https://es.wikipedia.org/wiki/Cefal%C3%BA

Cefalú está distante 70 Km de Palermo, na Costa Tirrênica, a que se pode chegar de trem ou de ônibus. Suas raízes históricas podem ser encontradas em documentos achados em algumas grupas de La Rocca. No Templo de Diana, há indicativos de uma história que pode ter sido iniciada no século IX - VIII a.C. Com os bizantinos, foi sede  de diocese. Posteriormente foi conquistada pelos árabes.


A cidade junto a La Rocca

A cidade é bastante movimentada e alegre. Muitos restaurantes já estão com toda uma estrutura de verão fora dos prédios, principalmente na praça, em frente a Igreja e na avenida beira-mar. Há muitos bares e cafeterias, sempre com bom atendimento. Há também hoteis dos mais simples aos das melhores redes internacionais. 


Ruazinhas encantadoras

Cefalu, atualmente, é uma cidade moderna,  bastante concorrida, com turistas e visitantes tanto da própria Sicilia, quando do restante da Itália e de outros países. A cor do céu, a cor da água, a animação dos visitantes e as outras  atrações que oferece - acrescentando-se, ainda,  museu, compras e locais para caminhadas, fazem de Cefalu uma cidade que pode - e deve -  ser visitada de trem e no mesmo dia em que com um pit stop em Bagheria.


Centro de Cefalú

" Começo a conhecer-me.Não existo.
Sou o intervalo entre o que desejo ser e os que outros me fizeram,
ou metade desse intervalo,porque também há vida..."

Fernando Pessoa


Cefalú

sexta-feira, dezembro 30, 2016

Mensagem de Ano Novo - 2017

Jardins de Monet - França

Meu desejo para 2017:

- diminuir o uso da palavra  depois e encarar a transitoriedade da vida.

....e para  leitores e leitoras  do correndomundo:

- ânimo, alegria e viagens belíssimas.

Beijos


Jardins de Monet - França