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sexta-feira, junho 19, 2020

Que faço durante a Pandemia? Muitas coisas!


                                                                                 2006


Acredito que, neste tempo de distanciamento social, faço o mesmo que a maioria de amigas e amigos fazem. Organizo fotos, cartas, documentos. Leio. Vejo filmes e séries. Faço tricô - cachecois e toucas de diferentes cores, para crianças e adultos, conhecidos e desconhecidos. Experimento receitas de comidinhas, principalmente as  que são feitas por Maria do Horto Brites e  Potiguara Brites, queridos amigos que me acolhem há três meses. 
 


2007


Faxino o notebook e descubro mensagens antigas e que não foram respondidas. Faço listas de muitas coisas ( segundo minha amiga Gisela Arin, falante de alemão, greco e inglês,  muitas coisas é preciosa expressão da Língua Portuguesa, já que pode ser resposta coerente a variadas perguntas). Penso sem pressa e sem interrupções. Reviso conceitos. Relembro fatos. Escrevo. Planejo. Faço muitas coisas!



Gisela Arin e eu - 2008


Ao organizar as fotos, há contatações óbvias : envelheci...fui uma criança bonita...sempre tive muitos amigos e mantive-os...nunca usei maquiagem...meu biquini, que escandalizava nos anos sessenta, mais parece hoje um short bem comportado...no meu primeiro casamento, usei um escandaloso vestido de noiva curtinho... tenho mais fotos falando em eventos do que em festas...meus cabelos lisinhos tornavam-se crespos com permanentes - um horror....usei cabelos vermelhos...vivi brigando com a balança - tenho fotos muito magra e outras, muito gorda....meus dois netos são lindos...meus três filhos também... 


2009


Minhas fotografias mostram cenários os mais diversos como, por exemplo, Roraima, Rondônia, Mato Grosso do Sul, Norte do Paraná e Brasília,  onde trabalhei sobre educação escolar indígena; Uruguai, Argentina e Espanha, quando pesquisei sobre educação em áreas de fronteira; trabalhei na maioria dos estados brasileiros, ao coordenar o Fórum Nacional de Pró-Reitores de Assuntos Estudantis e Comunitários. Tenho, ainda,  muitas fotos de viagem - estive em 90 países e em centenas de cidades. Faltam-me, contudo, fotos deste momento único em que estou isolada e com muito medo da Pandemia. 



2011

Tenho bem guardadas uma coleção de fotos de que muito me orgulho. A reconstrução de uma parte  e construção de outra parte da Bela União, casa de meus pais e lugar onde nasci. Durante 21 anos, Almir Menine, meu irmão caçula,  e eu, investimos trabalho e dinheiro nosso naquele local. Plantei ali mais de 400 árvores, trazidos de diferentes lugares por onde andei - somente coco, caju, manga e acerola não prosperaram. Paulo de Tarso ( Patati ), meu segundo filho, escreveu uma vez que meu mérito havia sido plantar árvores sem se perguntar quem comeria as frutas


Mile testando locais para internet


Guardei poucas cartas pessoais - algumas bem bonitas e outras, curiosas. A  mais original foi de um ex-namorado que me acusa de haver terminado a relação com ele "da maneira mais covarde que alguém pode fazer, ou seja pelo silêncio" Ele nunca vai saber que não foi covardia, foi esquecimento mesmo, pois eu esqueci de  avisá-lo que havia voltado para o Brasil, e ele só ficou sabendo disso por acaso e um mês depois da minha volta! 


2008 - Índia


Continuo organizando meus achados, selecionando alguns - poucos - para guardar e jogando fora muitas coisas. Hora de registrar o meu reconhecimento e gratidão à UFSM que mantém sob sua guarda a história da minha vida, no Fundo Documental que leva meu nome. Já fiz testamento e já deixei escritos meus últimos desejos. Tenho, no entanto, a esperança de que o Universo me permita visitar ao menos os países onde eu deveria estar neste surpreendente 2020. Gracias a la Vida...


2004  Itália


"Eu amo tudo o que foi,
Tudo o que já não é,
A dor que já me não dói,
A antiga e errônea fé
O ontem que dor deixou,
O que deixou alegria
Só porque foi e voou
E hoje já é outro dia".(Fernando Pessoa, 1931).



2003  Alemanha


segunda-feira, novembro 12, 2018

Fernando Pessoa...na madrugada....






"Na noite terrível, substância natural de todas as noite,
Na noite de insônia, substância natural de todas as minhas noites,
Relembro,velando em modorra incômoda,
Relembro o que fiz e o que podia ter feito na vida.
Relembro, e uma angústia
Espalha-se por mim
como um frio do corpo ou um medo.







O irreparável do meu passado - esse é que é o cadáver!
Todos os outros cadáveres podem ser que sejam ilusão.
Todos os mortos pode ser que sejam vivos noutra parte.
Todos os meus próprios momentos pode ser que existam algures,
Na ilusão do espaço e do tempo,
Na falsidade do decorrer.







Mas o que eu não fui,o  que eu não fiz,o que nem sequer sonhei;
O que só agora vejo que deveria ter feito,
O que só agora claramente vejo que deveria ter sido...
Isso é que é morto para além de todos os deuses,
Isso - e é hoje talvez o melhor de mim - é que nem os deuses fazem viver...







Se em certa altura
Tivesse voltado para a esquerda em vez de para a direita;
Se em certo mpomento,
tivesse dito sim em vez de não, ou não em vez de sim;
Se em certa conversa
Tivesse dito as frases  que só agora, no meio-sono, elaboro - 
Se tudo tivesse sido assim,
Seria outro hoje, e talvez o universo inteiro
Seria insensivelmente levado a ser outro também.







Mas não virei para o lado irreparavelmente perdido,
Não virei nem pensei em virar, e só agora o percebo;
Mas não disse que não ou não disse que sim, e só agora vejo o que não disse:
Mas as frases que faltou dizer nesse momento surgem-me todas,
Claras, inevitáveis, naturais,
A conversa fechada concludentemente,
A matéria toda resolvida....
Mas só agora o que nunca foi, nem será para trás, me dói.








O que falhei deveras não tem esperança nenhuma,
Em sistema metafísico nenhum.
Pode ser que para outro mundo eu possa levar o que sonhei,
Mas poderei eu levar para outro mundo o que me esqueci de sonhar?
Esses sim, os sonhos por haver, é que são o cadáver.
Enterro-o no meu coração para sempre para todo o tempo, para todos os universos.







Nesta noite em que nao durmo, e o sossego me cerca
Como uma verdade de que não partilho,
E lá fora o luar, como a esperança que não tenho, é invisível pra mim."

Fernando Pessoa





quinta-feira, março 23, 2017

Cultura Gaúcha: Ritual de Visitas


                                                                     Bela União - todas as fotos

Com ensino, pesquisa e extensão,  atuei em meio rural, principalmente com formação de professores para áreas indígenas e para áreas de fronteira, por mais de 30 anos. Convivi com a realidade de professores leigos, e/ou com classes multisseriadas, ou com o isolamento de escolas bem distantes de centros urbanos. Desenvolvi projetos em seis estados brasileiros e  busquei informações em cinco países de área de fronteira. Realidade dura em lugares lindos.




Fui bastante próxima das comunidades e das famílias - fiz amigos de quem lembro com carinho e saudade. Difícil  separar educação e cultura. Difícil pensar em processos educativos sem considerar a cultura do grupo com que se trabalha. Impossível excluir cultura de qualquer lugar que se visite. Já escrevi que um viajante precisa ter olho limpo para perceber as nuances culturais de diferentes grupos, sem comparar ou sobrepor imagens. Comparações limitam o olhar - muitas vezes disse isso a meus alunos.




Estando agora, por um mês, em casa, na região da fronteira do Rio Grande do Sul - alegretense eu me considero - voltei a pensar sobre aspectos bem particulares da cultura gaúcha, no meio rural em que vivi, localizado entre Rosário do Sul e Alegrete, nas vizinhanças do Uruguai e da Argentina. Optei por escrever sobre o ritual de visitas, que tanto me impressionava na Bela União, antiga propriedade da minha família, lugar onde nasci e onde vivi até 15 anos de idade.





Visitas de parentes ou de amigos consolidavam laços interpessoais e aprofundavam vínculos afetivos. Possibilitavam  troca de informações, relatos de novidades e até confidências e comentários da vida alheia. Caprichavam-se nas roupas, tanto de quem recebia quanto de quem visitava. Arrumava-se a casa para dar boa impressão aos visitantes e desenrolar com bons modos o ritual todo - da chegada à partida.





Os visitantes usualmente chegavam aos domingos, pela manhã, se morassem um pouco longe; ou pela tarde, se fossem de vizinhos de perto. Eram recebidas pelos donos da casa - na falta deles, por algum adulto. Posteriormente, as crianças eram chamadas para dizer adeus - ou dar adeus - aos visitantes. Se fosse inverno, um licor de frutas, caseiro, era servido. Logo depois, fosse calor ou fosse frio, servia-se o chimarrão, que a pessoa tomava e devolvia a cuia, sem agradecer - o agradecimento significava que não queria mais mates.




Lembro-me que, após o chimarrão, vinha o momento em que se levavam as visitas para mostrar o jardim, a horta, o pomar ( arvoredo) e até alguns animais domésticos. Ofereciam-se mudas de plantas, sementes, algumas frutas - em pequenas quantidades, com elegância, para ser gentil, pois não se tratava de matar a fome de ninguém : muitas vezes ouvi essa explicação também na troca de presentes.





Ao retornar desse passeio ao entorno da casa, se fosse à tarde, servia-se  o café, sempre acompanhado de pães caseiros, roscas de farinha de milho, bolos ou bolinhos. Manteiga, mel,  geleias e queijos eram parte desse simples café, que se prolongava bastante, pela comida, que era muita, e pelas conversas bastante animadas.




Tenho bem presente a lembrança do pós-café. Os homens iam para mangueiras ou galpões ver as novidades agropecuárias, e às mulheres, mostravam-se álbuns de fotografia ou compras recentemente feitas na cidade. As conversas adultas aconteciam nesse momento. Era a hora em que as crianças saíam a correr e a brincar.




Nas despedidas, as visitas recebiam algum presente, que podia ser abóboras, mandiocas, batatas, verduras, frutas ou até mesmo charque ou linguiça. Não sei por quê esses presentes maiores eu os chamava  de presentes para estreitar relacionamento...Não sei se era desejo meu de conviver com a pessoa ou uma certa mesquinhez infantil. Sou mais pela mesquinhez - visitas me pareciam opressoras. Era bem mais divertido brincar com minhas irmãs, ainda que fizéssemos às vezes maldades umas para as outras....




Um dia talvez eu escreva sobre rituais de visita em comunidades bem diferentes da minha. Recordo-me, por exemplo, que, em alguns lugares do interior do Mato Grosso, assim que a visita chegava, perguntavam se ela queria tomar  banho - oferta divina naquele calorão! Acostumei-me, por isso , a carregar um vidrinho com shampoo na bolsa. 



Alguém lembra de simpatias para que a(s) visita(s) não demorasse( m ) ? A pequena e fugaz lembrança que tenho disso, faz-me crer que nem toda visita era bem-vinda. 




quinta-feira, setembro 15, 2016

Da Similitude...

Bela União - I was born here

"Ao entardecer, debruçado pela janela,
E sabendo por cima dos olhos que há campos em frente,
Leio até me arderem os olhos
O Livro de Cesário Verde.



Bela União

Que pena que tenho dele! Ele era um camponês
Que andava preso em liberdade pela cidade.



Bela União

Mas o modo como olhava para as casas,
E o modo como reparava nas ruas,
E a maneira como dava pelas pessoas,
É o de quem olha olha para as árvores,
E de quem desce os olhos pela estrada por onde vai andando
E vê que está a reparar nas flores que há pelos campos..."


Fernando Pessoa



Bela União

sábado, abril 02, 2016

Em Alegrete - a cidade que escolhi como minha.


Bela União

Em outros textos, em diferentes publicações, já contei que nasci na Bela União, propriedade de meus pais, localizada entre Rosário do Sul e Alegrete. Saí do meio rural - da campanha ou lá de fora, como se diz na região - com pouco mais de 15 anos. Morei somente 4 anos em Rosário e vim morar em Alegrete, onde vivi durante 19 anos e onde nasceram meus três filhos.


Bela União

A informação sobre minha cidade de origem era ambígua. Faltava-me convicção para dizer que eu era de Rosário; faltava-me legitimidade para dizer que eu era de Alegrete. Um dia, entretanto,tive um insight inteligente - raro certamente! - e assumi que eu era do Alegrete por escolha. Anos depois, já em 1994, recebi, o título de Cidadã Alegretense. Ambiguidade resolvida...


Uma das torres da Igreja Matriz de Alegrete

Com o tempo e as circunstâncias, optei por não ter residência fixa. Moro em muitos lugares, ou, melhor dizendo, não moro em lugar nenhum - transito por eles. Aprendi que necessito somente de um endereço para preencher formulários. Posso viver sem arroz, feijão e carne; dormir sem o meu travesseiro; não ter animais de estimação. Em raros momentos, sinto solidão - felizmente sou bem amiga de mim mesma e tenho belas lembranças para evocar.


Alegrete - trabalho do escultor Chapeu Preto

Felizmente também , ao longo dos meus 72 anos, fui  somando pessoas amadas, formando, assim,  a minha família tentacular. Onde quer que eu esteja, posso interagir com elas, ouvir e contar novidades, amenizar a saudade. Nessas horas, faço um pedido de desculpas em nome da Humanidade e uma reza de agradecimento a  Alan Turing, o inventor do sistema que nos permite hoje vencer barreiras de distâncias e , em tempo real, entrarmos em contato com nossos amores.


Prefeitura de Alegrete

Agendo anualmente parte dos meses de março e abril para organizar minha vida - e essa organização só costumo fazê-la em Alegrete, onde estou nestes dias. Na minha cidade, tudo é mais fácil - renovei minha Carteira Nacional de Habilitação, fui a dentistas , fiz exames médicos e laboratoriais, acertei contas e impostos...Tudo aqui se torna bem mais fácil, tanto pela localização próxima, quanto pela ajuda do Mile e do Fernando - meu irmão e de meu sobrinho.


Bela União

Caminho muito pela cidade, Em todos os lugares, encontro amigos, conhecidos... e detalhes da minha história de vida. Observei diferenças altamente positivas na cidade, como o cuidadoso desenvolvimento no outro lado da ponte. A UNIPAMPA parece-me um sonho...Aposentei-me pela Universidade Federal sempre reclamando do pouco investimento em instituições públicas de nível superior. Com a UNIPAMPA, ganha a cidade e ganha o País.


Visitarei meu neto em Atlanta...
Estou hoje na Bela União, lugar em que nasci e onde sou proprietária de 20% da sede antiga e também dos investimentos que fiz na propriedade. Na próxima semana, penso visitar, em Alegrete , alguns amigos. Depois ,  partir...Torres, Porto Alegre, Atlanta, New York, Philadelphia, Princeton ..... e lá vou eu....usar bem o presente que , a cada dia, o presente me dá. 


Na Bela União



terça-feira, outubro 20, 2015

Pássaros,flores,frutas e...javalis.

Paisano
Encaminho-me para encerrar esta temporada em casa, ainda que o conceito de casa me seja um pouco confuso e difuso. Foi um mês com eventos um pouco repetitivos.  Estive em Torres. Chovia muito. Vim para Porto Alegre. Chovia muito. Vim para Alegrete. Chovia muito. Pensei, então,  em mandar um curriculum para Noé, candidatando-me a uma vaga na Arca. Seria uma viagem diferente...Será que Noé tem e-mail?


Gatos da Árvore
Durante esse mês, num fim de semana, estive na Bela União dos meus antepassados - sou proprietária de 20% da sede e bem mais pelos investimentos que fiz ali - onde encontrei novidades relacionadas a cães, gatos e javalis. Entre cães e gatos, gosto mais dos primeiros - e sempre choro de saudades do tempo em que ali viviam Tobi, meu Pastor Tedesco, e Gifford, o Labrador de Ronald. Eles fazem parte das doloridas perdas - e nelas estão entranhados - a dor  ao longo do caminho.

Gatos da Árvore
Cães e gatos - com exceção de Obama, o podlle, fiel companheiro de meu irmão - eu ainda não os conhecia ou não os recordava.. O habitat de alguns gatos, entretanto,  continua sendo bem interessante - Ronald, para dar tranquilidade a eles ao comerem, construiu, no tronco de um cinamomo e numa altura que os cachorros não podiam chegar, um refeitório. O local hoje tornou-se também sala de estar...há sempre um ou mais gatos por ali.


Obama - do Mile - quase um sobrinho...
A invasão de javalis foi a novidade da vez.  Sem predador e com enorme condição reprodutiva, eles chegaram arrasando em Rosário e Alegrete - e,  literalmente, arrasando matos, plantações,pequenos animais. Não tenho ainda clareza sobre o trajeto deles da Ásia  ou -menos provável - da África ou da Europa. Parecem ter chegado pelo Uruguai e , entrado clandestinamente, pela fronteira sul, espalhando-se a partir daqui Espero que ninguém tenha a ideia de buscar o predador natural dos javalis : o tigre asiático...Aprendi a não duvidar de nada!


Renildo , que cuida bem os Quatro Patas.
Não gosto de caçadores. Sou convicta de que matar animais é covardia e maldade. Em se tratando de javalis, minhas convicções balançam. Eles destroem plantações com incrível rapidez. Comem mandioca, batata doce, melancia, abóbora, milho, feijão e tudo mais que encontrarem. Pior que isso, destroem matos, nativos ou não, comendo raízes e quebrando árvores.  Matam animais pequenos e nem tão pequenos, como terneiros. Mais informações podem ser encontradas nos endereços abaixo :http://www.ibama.gov.br/phocadownload/fauna_silvestre_2/texto_para_download/javali%20asselvajado.pdf

Reduto de Seriemas
....Se se sentirem acuados, eles podem atacar pessoas.  O quero-quero e todos os pássaros e as aves que pôem ovos no chão, estão sendo dizimados. Encontrei as pessoas assustadas com essa realidade, desconhecida na região. Em São Paulo liberaram o abate. Meu medo é a inconsciência e maldade das gentes - vejo possível que , ao saírem para buscar javalis, matem também outros animais, como tatus e lebres. É triste quando se observa que o ser humano pode ser assim, tão destrutivo.

Condomínio feito por Ronald
Retorno a Torres, com a esperança de dias ensolarados, enquanto me organizo para encarar o inverno europeu. Levo imagens bonitas, na memória e na câmera, de flores, árvores e pássaros, especialmente do lugar onde nasci e para onde desejo voltar, definitivamente, para junto às cinzas de Ronald Mckinney. Antes disso, preciso fazer algumas viagens já planejadas. Time,please!

Casa construída para Tobi
“Convicções profundas, só as têm as criaturas superficiais. Os que não reparam para as coisas quase que as vêem apenas para não esbarrar com elas, esses são sempre da mesma opinião, são os íntegros e os coerentes. A política e a religião gastam dessa lenha, e é por isso que ardem tão mal ante a Verdade e a Vida.”
Fernando Pessoa.

Pássaros.....
...flores....
....frutas. Vida.