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quinta-feira, outubro 25, 2018

Países Bálticos: vale a pena visitá-los!

sábado, outubro 29, 2011


Estônia - Tallin

Cidade Velha: Prefeitura





































Interessantes os limites geográficos da Estônia: Rússia , na fronteira leste; Escandinávia contornando o norte e o oeste; os outros dois Países Báticos ao sul. Com tantas influências e alvo de tantas disputas, a Estônia, cuja história remete ao século 13, manteve-se razoavelmente coesa, graças a sua forte identidade cultural, conseguindo, mais tarde, com muitas lutas, sua independência. Nas suas últimas conquistas, estão a independência da União Soviética, em 1991, e a aprovação de sua adesão à União Europeia, em julho de 2010. Também desde 1991, a Cidade Velha , centro histórico de Tallin, hoje restaurada, tornou-se Patrimônio Mundial da UNESCO. A visíbilidade alcançada hoje , no mundo do turismo, pela Estônia , juntamente com a Letônia e a Lituânia,  é inegável. O fluxo de turistas em Tallin é constante e influi, favoravelmente, na economia do País. Encontram-se ali pessoas do mundo inteiro. Surgem  hotéis e restaurantes de boa qualidade com preços  mais baixos do que seus vizinhos da Escandinávia. O País demonstra estrutura para receber e manter esse fluxo de gente, mesmo em cidades como Parnu,bem menores do que a capital.

Mercado da Praça



















Cheguei na Estônia, vindo da Finlândia, em navio. O hotel , perto das Torres de Pedra do Portão de Viru, era agradável e , de nosso apartamento, podíamos ver a Cidade Velha, incluindo algumas igrejas e torres medievais. Visão inesquecível. Eu havia planejado uma estada de quatro dias em Tallin. Após a primeira longa caminhada pelo Centro Histórico, ampliamos nossa permanência total para nove dias! Já não se tratava de conhecer a cidade; tratava-se de curti-la. A Praça da Prefeitura, onde se concentra o movimento desde a Idade Média,  e a área de Toompea eram por nós visitadas quase diariamente. Já tínhamos a nossa cafeteria - Vertigo Gourmet - onde podíamos tomar um bom café com grissini deliciosos Somente em um dia tivemos chuvas, nos demais , agradável e amena temperatura - isso aumentava nossas condições de traçar a pé toda a Cidade Velha e parte da cidade nova
.
Catedral Bizantina





































As pessoas mostram-se gentis e agradáveis. Não se tem problema linguístico já que a maioria é falante de inglês. Disseram-me que, em geral, as pessoas falam três línguas - além do inglês , o russo é bastante falado.O artesanato é interessante e diferente, predominando a lã e a madeira como materiais usados.Fazem roupas de tricô muito bonitas.O comércio de âmbar,  entretanto, é o mais forte - joias e objetos com detalhes de âmbar são encontrados em toda a cidade. A arquitetura medieval da Cidade Velha está muito bem preservada. O centro mostra suas ruas estreitas, labirínticas, com calçamento de pedra. Restam, ainda, dois km de muralha e metade das quarenta e seis torres originais. Prédios espetaculares, como a Prefeitura (construída em 1404), a Casa das Três Irmãs, a Farmácia da Prefeitura,  a Igreja Niguliste, a Catedral Alexandre Nevsky, a Igreja Santo Olavo e a Casa dos Cabeças Pretas, entre muitos outros, pedem tempo e atenção para realmente serem vistos.



Parque e Palácio Kadriorg



















Passamos um dia todo no Parque Kadriorg , que dizem ser um dos lugares mais interessante fora da Cidade Velha. É um parque com um km e meio de extensão que tem como centro o Palácio de Verão de Pedro, o Grande,um palácio barroco do século 18. Ao redor do palácio, estão vários museus, memoriais, estátuas e o bonito Lago dos Cisnes. Emocionante pela sua beleza e pelo que representa é o Memorial Russalka, erguido em homenagem aos 177 soldados que morreram no naufrágio de um návio, que, em 1893,  ia para a Finlândia. Neste memorial, um anjo de bronze, na ponta dos pés, voltado para o mar, ergue uma cruz ortodoxa, como se pedisse proteção ou calma às águas. Na base, vêem-se blocos de granito, desbastados, sugerindo ondas fortes num mar revolto.


Memorial Russalka



















Outro lugar fantástico, fora da Cidade Velha também, é o Monte Toompea, onde se podem visitar construções impressionantes , ainda do século 13,  e de onde se pode ter uma vista belíssima da Cidade. No Monte Toompea,  encontramos várias noivas , fazendo suas fotografias, como acontece rotineiramente em fotogênicos lugares históricos. Há pouco menos de uma década , comecei a interessar-me por essa região, mas não tinha um plano para conhecê-la. Estava muito envolvida com o Leste Europeu, especialmente com a Slovakia, a Hungria e a República Checa. Nos últimos três anos, o apelo tornou-se mais forte : eu precisava ir lá. Era intensa a minha curiosidade.Ainda bem que fui - agora pretendo voltar! Li , uma vez, que bastavam dois dias para ver Tallin. Impossível. Seria uma visita com lamentável superficialidade. Tallin precisa - e merece - bem mais tempo para ser visto.


terça-feira, outubro 25, 2011


Os Países Bálticos - introdução

Tallin



















Nos três Países Bálticos, reside o núcleo desta viagem. Aos países visitados, antes e depois deles, fui somente rever lugares e amenizar saudades, especialmente da República Checa e da Suécia. A viagem foi precedida de muita leitura - o que considero imprescindível para desfrutá-la mais. Estava certa de que iria gostar desses países.  Não foi, portanto, amor à primeira vista, mas amor às primeiras leituras. Encantou-me a história da Estônia, da Letônia e da Lituânia - suas conquistas,ocupações e lutas por uma independência que só viria em 1991. Encantava-me saber que essa história tinha suas raízes nas tribos bálticas, 2000 a.C.


Letônia: as três nações




















Havia lido sobre o âmbar dos Bálcãs, sua beleza e as lendas  que o cercam, e havia já recebido de Edith, mãe da minha nora, um adereço de âmbar. Havia lido também sobre as capitais e por isso sabia que, apesar das afinidades históricas, possuíam características distintas, como o esplendor medieval de Tallin, o interessante Art Nouveau de Riga e a elegância Barroca de Vilnius. Estava muito curiosa para ver Tallin, Riga e Vilnius.Gosto de visitar cidades bem diferentes das nossas, pois, como escreveu Fernando Pessoa:
Quanto mais diferente de mim alguém é, mais real me parece, porque  menos depende da minha subjetividade.

segunda-feira, outubro 17, 2011


Natureza e modelitos

Nesta viagem, as minhas poucas roupas trouxeram-me algumas dificuldades, ocasionadas pelas mudanças, às vezes bruscas, de clima.
Em Portugal, um belo verão, usando sandálias e roupas muito leves.
Em Berlim, temperatura para um casaco de meia estação.
Na Suécia, começaram as chuvas, e o frio aumentou.
Finlândia e Estônia assumiram o outono, com toda a preparação para o inverno, rigoroso nesta região. Em Tallin, tivemos um dia com vento forte e chuva - de - pedra, expressão de que tanto gosto e que  se escuta, frequentemente, em Alegrete. Era preciso sair do hotel diretamente para o táxi e deste para um local abrigado.
Dia - a - dia, notavam-se a cor de outono nos parques e jardins, e as folhas , em profusão e de cores diversas, enfeitando os caminhos.
Já tarda mais o amanhecer , e dezoito horas já é noite. As cidades resistem ao fim do verào: muitos bares, restaurantes e cafeterias conservam ainda mesas nas ruas - e os clientes as trocam por lugares fechados e aquecidos.
Nas vitrines, os lançamentos da moda outono-inverno, muito marcados pela presença do vermelho forte e do preto, muito preto em botas, chapéus, casacos,  calças e vestidos.
Em cidades belíssimas, como Stocolmo e Tallin, todos os diferentes dias têm seus diferentes encantos. Assim é o mundo.... parece-me.

quinta-feira, dezembro 08, 2011

Blogagem Coletiva : meus 7 links




















Convidada por Claudia Liechavicius - que tem o fantástico blog  http://www.viajarpelomundo.com/ - e seguindo as regras relacionadas no blog  http://www.aprendizdeviajante.com/index.php/2011/12/03/blogagem-coletiva-meus-7-links-o-post/ que fez a proposta inicial, .enfrentei minhas dúvidas, inseguranças e hesitações , fiz as escolhas e aqui estão os meus 7 links.


1. O post mais bonito:




















A subjetividade da escolha ultrapassou a textualidade. Entre 476 postagens e sem tempo para rever textos e fotos, acabei escolhendo  a Índia  pela recordação de momentos vividos nesse país. Foram duas viagens, num total de sete meses de encantamento e vivências significativas, ainda que não as veja traduzidas em textos - os textos são fraquinhos ; as fotos, idem. Meio aleatoriamente , o link escolhido foi:
http://correndomundo.blogspot.com/2008/07/sobre-fotografias-e-imagens.html

2. O post mais popular:




















A China desperta muita curiosidade, sugere muitas perguntas e , em pessoas que a visitam, gera ambiguidades - o gostar-não-gostar é constante. É de impressionante beleza. Isso é. De tudo o que postei sobre a China, foi Xi ´an o que mais impressionou. Pudera! O Exército de Terracota está entre as coisas mais bonitas que vi nesta vida andarilha.
http://correndomundo.blogspot.com/search/label/China%3AXi%20%27an%20II


3. O post que gerou mais discussão/controvérsia:




















Aluguei um apartamento em Napoli e vivi a experiência de moradora do Volmero - bairro belíssimo - de  conhecer os vizinhos, de fazer compras para casa , de conversar com muita gente e de  ter amigos napolitanos. No entanto, apesar do sobrenome italiano, da semelhança com as mulheres do Norte, de conhecer  bem toda a Itália e de falar italiano, eu era uma estrangeira e , em alguns momentos, isso ficava bem demarcado.
http://correndomundo.blogspot.com/2008/06/quando-cheguei-napoli-decidi-logo.html

4. O post que ajudou/ajuda mais gente:




























Pelo retorno que recebi - incluindo vários e-mails com perguntas sobre o tema - parece que um pequeno post sobre visto para China e Hong Kong foi bem útil.
http://correndomundo.blogspot.com/search/label/China%3A%20tipos%20de%20visto


5. O post que o sucesso me surpreendeu:


























Neste 2o. semestre de 2011, o foco da viagem foram os países balcânicos. Eu desejava conhecer Estônia, Letônia e Lituânia. Fiz o roteiro de modo a ver esses países e  rever outros dos quais sentia saudade. Além disso, queria testar o novo vôo da TAP - POA/LISBOA . Foram dois meses agradáveis e com bom aporte de conhecimentos. As postagens tiveram muito boa repercussão - a escolha da Estônia para ilustrar foi quase aleatória!Poderia ser a Letônia ou a Lituânia, três países muito interessantes de ver.
http://correndomundo.blogspot.com/search/label/Est%C3%B4nia


6. O post que não recebeu a atenção que deveria




























Fiquei dividida entre Israel e Canadá. Considero que os dois não receberam a atenção que deveriam receber. Nem minha! Mesmo tendo sido Israel muito emocionante para mim e eu ter tido a oportunidade de estudar bastante sobre ele,  escolhi o Canadá para lincar aqui pela particularidade da longa viagem de trem - leste a oeste e por ser a primeira vez que o visitava . 
http://correndomundo.blogspot.com/search/label/Canad%C3%A1


7. O post de que tenho mais orgulho




















Paradoxalmente, neste blog de viagens, o post de que mais me orgulho não é de viagem - ou é uma viagem diferente. Em junho de 2009, com 65 anos, depois de divorciada há 17 anos, casei como Ronald Mckinney quis : no civil e no religioso, com festa em família, aliança e tudo o que tradicionalmente se faz.. Contrariei, assim, todos os meus  discursos  modernosos. 
http://correndomundo.blogspot.com/2009/06/que-assim-seja.html


Agradeço, carinhosamente, à querida Cláudia , por quem fui convidada a escrever meus 7 links.  Indico, a seguir,  setes blogs para dar continuidade a esta Blogagem Coletiva.

domingo, outubro 30, 2011

Estônia : Parnü


Centro de Parnu



















Quando vou a um país pela primeira vez, procuro sempre visitar ao menos uma cidade, além da capital. Foi assim também na Estônia. Depois de encantar-me com Tallin, fui passar um dia em Parnü, considerada a Capital do Verão da Estônia, pelas suas excelentes praias e pelos seus famosos resorts. Mas não é somente uma cidade de praia, é  também uma cidade muito interessante, com uma história antiga e muito forte.


Igreja (Ortodoxa)Sta.Catarina




















Vai-se a Parnü , em 2h30min, pela mesma estrada que se vai a Letônia, a Rodovia 4, conhecida como Via Báltica. As estradas são boas - não são excelentes - e os ônibus são do tipo standart. Voltaríamos a essa estrada quando viajamos para Riga. Parnü foi fundada em 1251 e manteve-se controlada pelo reino da Polônia entre 1560 e 1617. Os suecos passaram a controlá-la mais tarde. Em 1721, entretanto, ela foi anexada ao Império Russo, através do Tratado de Nystad como consequência da Grande Guerra do Norte. A cidade tornou-se parte da independente Estônia após o término da Primeira Guerra Mundial.


Parque com monumento a Koidula



















Entre suas principais atrações, destacam-se: a Cidade Velha, localizada ao redor da Rua Ruutli, exclusiva para pedestres; a Igreja Santa Catarina, uma igreja barroca, construída em 1768, onde nos permitiram fazer , na parte interna, apenas duas fotografias; a Prefeitura, construída em 1797, como casa de um rico mercador da região; um supermoderno Centro Cultural, que oferece uma bem montada sala de informática, aberta gratuitamente para a população; um belíssimo e grandioso parque, onde encontramos uma estátua de Lydia Koldula, a poetisa mais conhecida da Estônia.



















Lydia Emilia Florentine Jannsen , que nasceu em 1843 e morreu em 1886, com 43 anos portanto, foi a poetisa e escritora que muito influenciou a história estoniana. Seu poema Meu País é Meu Amor , durante o período de dominação soviética, foi o hino nacional não oficial da Estônia. Koldula - que significa do amanhecer -  foi o pseudônimo que Lydia adotou quando foi proibida de escrever.



















Ela teve um passional romance com o escritor Friedrich Kreutzwald e para ele escreveu apaixonadas cartas de amor. Nem todas essas cartas - consideradas ponto alto de sua obra - foram posteriormente publicadas porque a esposa de Friedrich as queimou, num acesso de ciúmes. Mais tarde, Koldula casou com um médico da Letônia e foi morar no Golfo da Finlândia. Lá morreu, segundo dizem, de câncer e de saudades de sua terra natal e de seu amado. É. As histórias de amor estão em toda parte. Ainda bem.




















Toda a vida da alma humana é um movimento na penumbra.
Fernando Pessoa



sábado, outubro 29, 2011

Estônia - Tallin

Cidade Velha: Prefeitura





































Interessantes os limites geográficos da Estônia: Rússia , na fronteira leste; Escandinávia contornando o norte e o oeste; os outros dois Países Báticos ao sul. Com tantas influências e alvo de tantas disputas, a Estônia, cuja história remete ao século 13, manteve-se razoavelmente coesa, graças a sua forte identidade cultural, conseguindo, mais tarde, com muitas lutas, sua independência. Nas suas últimas conquistas, estão a independência da União Soviética, em 1991, e a aprovação de sua adesão à União Europeia, em julho de 2010. Também desde 1991, a Cidade Velha , centro histórico de Tallin, hoje restaurada, tornou-se Patrimônio Mundial da UNESCO. A visíbilidade alcançada hoje , no mundo do turismo, pela Estônia , juntamente com a Letônia e a Lituânia,  é inegável. O fluxo de turistas em Tallin é constante e influi, favoravelmente, na economia do País. Encontram-se ali pessoas do mundo inteiro. Surgem  hotéis e restaurantes de boa qualidade com preços  mais baixos do que seus vizinhos da Escandinávia. O País demonstra estrutura para receber e manter esse fluxo de gente, mesmo em cidades como Parnu,bem menores do que a capital.


Mercado da Praça



















Cheguei na Estônia, vindo da Finlândia, em navio. O hotel , perto das Torres de Pedra do Portão de Viru, era agradável e , de nosso apartamento, podíamos ver a Cidade Velha, incluindo algumas igrejas e torres medievais. Visão inesquecível. Eu havia planejado uma estada de quatro dias em Tallin. Após a primeira longa caminhada pelo Centro Histórico, ampliamos nossa permanência total para nove dias! Já não se tratava de conhecer a cidade; tratava-se de curti-la. A Praça da Prefeitura, onde se concentra o movimento desde a Idade Média,  e a área de Toompea eram por nós visitadas quase diariamente. Já tínhamos a nossa cafeteria - Vertigo Gourmet - onde podíamos tomar um bom café com grissini deliciosos Somente em um dia tivemos chuvas, nos demais , agradável e amena temperatura - isso aumentava nossas condições de traçar a pé toda a Cidade Velha e parte da cidade nova
.
Catedral Bizantina





































As pessoas mostram-se gentis e agradáveis. Não se tem problema linguístico já que a maioria é falante de inglês. Disseram-me que, em geral, as pessoas falam três línguas - além do inglês , o russo é bastante falado.O artesanato é interessante e diferente, predominando a lã e a madeira como materiais usados.Fazem roupas de tricô muito bonitas.O comércio de âmbar,  entretanto, é o mais forte - joias e objetos com detalhes de âmbar são encontrados em toda a cidade. A arquitetura medieval da Cidade Velha está muito bem preservada. O centro mostra suas ruas estreitas, labirínticas, com calçamento de pedra. Restam, ainda, dois km de muralha e metade das quarenta e seis torres originais. Prédios espetaculares, como a Prefeitura (construída em 1404), a Casa das Três Irmãs, a Farmácia da Prefeitura,  a Igreja Niguliste, a Catedral Alexandre Nevsky, a Igreja Santo Olavo e a Casa dos Cabeças Pretas, entre muitos outros, pedem tempo e atenção para realmente serem vistos.



Parque e Palácio Kadriorg



















Passamos um dia todo no Parque Kadriorg , que dizem ser um dos lugares mais interessante fora da Cidade Velha. É um parque com um km e meio de extensão que tem como centro o Palácio de Verão de Pedro, o Grande,um palácio barroco do século 18. Ao redor do palácio, estão vários museus, memoriais, estátuas e o bonito Lago dos Cisnes. Emocionante pela sua beleza e pelo que representa é o Memorial Russalka, erguido em homenagem aos 177 soldados que morreram no naufrágio de um návio, que, em 1893,  ia para a Finlândia. Neste memorial, um anjo de bronze, na ponta dos pés, voltado para o mar, ergue uma cruz ortodoxa, como se pedisse proteção ou calma às águas. Na base, vêem-se blocos de granito, desbastados, sugerindo ondas fortes num mar revolto.



Memorial Russalka



















Outro lugar fantástico, fora da Cidade Velha também, é o Monte Toompea, onde se podem visitar construções impressionantes , ainda do século 13,  e de onde se pode ter uma vista belíssima da Cidade. No Monte Toompea,  encontramos várias noivas , fazendo suas fotografias, como acontece rotineiramente em fotogênicos lugares históricos. Há pouco menos de uma década , comecei a interessar-me por essa região, mas não tinha um plano para conhecê-la. Estava muito envolvida com o Leste Europeu, especialmente com a Slovakia, a Hungria e a República Checa. Nos últimos três anos, o apelo tornou-se mais forte : eu precisava ir lá. Era intensa a minha curiosidade.Ainda bem que fui - agora pretendo voltar! Li , uma vez, que bastavam dois dias para ver Tallin. Impossível. Seria uma visita com lamentável superficialidade. Tallin precisa - e merece - bem mais tempo para ser visto.



terça-feira, outubro 25, 2011

Os Países Bálticos - introdução

Tallin



















Nos três Países Bálticos, reside o núcleo desta viagem. Aos países visitados, antes e depois deles, fui somente rever lugares e amenizar saudades, especialmente da República Checa e da Suécia. A viagem foi precedida de muita leitura - o que considero imprescindível para desfrutá-la mais. Estava certa de que iria gostar desses países.  Não foi, portanto, amor à primeira vista, mas amor às primeiras leituras. Encantou-me a história da Estônia, da Letônia e da Lituânia - suas conquistas,ocupações e lutas por uma independência que só viria em 1991. Encantava-me saber que essa história tinha suas raízes nas tribos bálticas, 2000 a.C.



Letônia: as três nações




















Havia lido sobre o âmbar dos Bálcãs, sua beleza e as lendas  que o cercam, e havia já recebido de Edith, mãe da minha nora, um adereço de âmbar. Havia lido também sobre as capitais e por isso sabia que, apesar das afinidades históricas, possuíam características distintas, como o esplendor medieval de Tallin, o interessante Art Nouveau de Riga e a elegância Barroca de Vilnius. Estava muito curiosa para ver Tallin, Riga e Vilnius.Gosto de visitar cidades bem diferentes das nossas, pois, como escreveu Fernando Pessoa:
Quanto mais diferente de mim alguém é, mais real me parece, porque  menos depende da minha subjetividade.

segunda-feira, outubro 17, 2011

Natureza e modelitos

Nesta viagem, as minhas poucas roupas trouxeram-me algumas dificuldades, ocasionadas pelas mudanças, às vezes bruscas, de clima.
Em Portugal, um belo verão, usando sandálias e roupas muito leves.
Em Berlim, temperatura para um casaco de meia estação.
Na Suécia, começaram as chuvas, e o frio aumentou.
Finlândia e Estônia assumiram o outono, com toda a preparação para o inverno, rigoroso nesta região. Em Tallin, tivemos um dia com vento forte e chuva - de - pedra, expressão de que tanto gosto e que  se escuta, frequentemente, em Alegrete. Era preciso sair do hotel diretamente para o táxi e deste para um local abrigado.
Dia - a - dia, notavam-se a cor de outono nos parques e jardins, e as folhas , em profusão e de cores diversas, enfeitando os caminhos.
Já tarda mais o amanhecer , e dezoito horas já é noite. As cidades resistem ao fim do verào: muitos bares, restaurantes e cafeterias conservam ainda mesas nas ruas - e os clientes as trocam por lugares fechados e aquecidos.
Nas vitrines, os lançamentos da moda outono-inverno, muito marcados pela presença do vermelho forte e do preto, muito preto em botas, chapéus, casacos,  calças e vestidos.
Em cidades belíssimas, como Stocolmo e Tallin, todos os diferentes dias têm seus diferentes encantos. Assim é o mundo.... parece-me.

quarta-feira, setembro 21, 2011

Mil desculpas!

Prometi a tantas pessoas que relataria esta viagem em tempo real!
Aconteceu, lamentavelmente, um imprevisto: meu notebook faleceu... ou teve uma crise temperamental e recusa-se a qualquer contato com o mundo.
Voltei ao caderno e à caneta, com a decisao de digitar os textos e postar as fotos quando eu voltar para o Brasil....ou quando o note decidir!
Estamos , hoje, em Parnü. a 130 km da capital. na Estönia. Retornaremos à noite para Tallin. Permaneceremos mais cinco dias nesse País, pelo qual estou encantada. Iremos,depois, para a Letǒnia. A viagem está sendo ótima, plena de surpresas agradáveis.