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quinta-feira, maio 10, 2012

Fotos e comentários breves - I





































.  Meus bons companheiros nesta viagem: Ronald Mckinney e Almir Menine.

.  Viajamos pela TAM, chegando por Paris e retornando por Londres. Vôo tranquilo. Atendimento ótimo.

. Consegui descontos incríveis, comprando, com muita antecedência, ainda aqui no Brasil, as passagens de trem no site da www.thetrainline.com Ali é possível ver todos os horários e escolher aqueles melhores e com descontos maiores.

.  De Paris , fomos a Bruxelas - rápida estada, apenas tempo suficiente para ver o centro histórico. Em Brugges, fizemos um bate-e-volta.






































.  Uma loja de roupas femininas, em Brugges,  tinha duas vitrines: em uma delas, estava uma moça loira; na outra, uma morena. Em constante movimento, elas experimentavam diferentes acessórios, que combinavam com o soutiã e a calcinha brancas que estavam usando. Muitos turistas fotografando. Descobri, então, o quanto os homens se interessam por acessórios.... Eram eles os que mais fotografavam.


. Impressionou-me a altura dos saltos dos sapatos nas coleções primavera-verão. Alguns lembravam pernas de pau! As cores, entretanto, eram bonitas. Muito vermelho este ano.





















.  Exposta em Londres, no Victoria Tower Gardens, em frente ao Parlamento, a escultura , by Rodin, The Burghers of Calais. Uma curiosidade é que ela não tem proprietários legais. Seu processo de conservação é feitos por diferentes órgãos e instituições. Beleza impressionante.

.  No Museu Imperial de Guerra, em Londres, está uma exposição de fotografias. Impressionante como o fotógrafo consegue captar olhares de medo, de desesperança, de dor.






































. Estes vitrais pertencem a St. Salvator Kathedraal - a catedral de Brugges, na Bélgica. Está entre os vitrais mais bonitos que eu conheço. A Catedral, que foi construída em 1788 , tem uma torre com 99 metros. É belíssima.

.  Há, no centro histórico de Brugges,  está acontecendo uma grande exposição com artístas plásticos da cidade. Muita gente visitando; poucos trabalhos impressionam bem.


.  Muitas - e grandes - atrações, em Londres, têm entrada gratuita, como a Galeria Nacional de Arte, onde vou para ver Georges Seurat. Já tive agendas, marcadores de páginas e calendários com parte de obras dele.




















.  A ausência de educação parece ter fronteiras muito flexíveis. Impressionou-me, tanto em Paris como na Bruxelas, a quantidade de cigarros jogados nas ruas e calçadas. Nada de culpar os sul-americanos porque isso se vê aqui,  em escala bem menor.

.  Em contraposição, os jardins são impecavelmente limpos.





















.  Sou fascinada por  ver e por fotografar portões. Podem ser de palácios - como este, de Buckingham , em Londres,  a residência oficial dos monarcas - podem ser de castelos, cemitérios, mosteiros, conventos, igrejas, casas...

.  Na primavera, somente caminhar pelas cidades já é uma beleza : as tulipas fazem a festa e a alegria dos olhos.





















.  Em Londres, um monumento pouco comum, mas , a meu ver, muito justo. Dedicado a todos os animais que participaram e deram sua vida às guerras e batalhas. Um belo e expressivo monumento. São vários animais, entre eles, um pequeno burro, portando um carregamento de armas - triste de ver.


.  Havia , junto a esse monumento, muitas coroas de flores e muitas homenagens aos  de animais.

sexta-feira, março 23, 2012

Metalinguagem > Metablog>Agradecimento>Acessos

Meu filho e meu neto

Como sou antiga - tenho 68 anos - vi, a partir da leitura dos diários, dos relatos, das listas e dos fóruns ,  nascerem os blogs e,  nesse início, percebi que havia para eles um espaço especial no mundo. Lembrava-me dos artigos científicos, primeiro publicados em jornais e revistas e , só depois, aparecerem sob a forma de livros. Os blogs pareciam-se mesmo com os artigos, pela antecipação do que a blogosfera seria capaz de produzir, pelos temas de discussão, pela circulação de inovações, pelo aprofundamento de informações, enfim, de tudo o que se necessitasse pesquisar em rede. E hoje, para qualquer assunto consultado, o Santo Google, por exemplo, remete-nos também a alguns blogs. Poderemos, então, selecionar o(s) que nos agrada(m) e descartar o que não nos interessa. Liberdade de produzir; liberdade de ler ou não. Direito a escolha de escrever e de apreciar. De um pouco menosprezado no início a aceito posteriomente, já se têm hoje bons estudos sobre blogs e bons blogs para diversificados temas - o que não se pode mais é ignorá-los como meio social de relacionamento. Fico curiosa imaginando o que virá depois dos blogs, qual será o novo formato.



Meu irmão e meus sobrinhos
Quando estudante, tinha a utopia de estudar História através de autobiografias. Vejo sinais dessa possibilidade nos textos que circulam na internet. Talvez por essa razão tais leituras tenham exercido fascínio sobre mim e influído no surgimento do www.correndomundo.blogspot.com , em 2006,  acrescido ainda pelas razões que transcrevo a seguir:
                                        
Minha filha e meu neto
                                   
Transições são dificuldades duríssimas para mim. Abandonar um emprego, trocar de cidade, ser traída por uma amiga, terminar um relacionamento,ver um filho partir, largar tudo, começar tudo de novo, foram passagens doídas, transições sofridas - e sofridas. Nos intervalos dessas transições, já engordei 10 kg em um mês, já fiz pneumonias várias, já tive crises alérgicas terríveis. Mudei. Felizmente mudei. Abandonei as somatizações.Tornei-me mais produtiva. Bordei uma toalha de jantar imensa, em ponto-de-cruz, para a Téssia, em uma semana; em outra crise, teci cinco blusões em dez dias; em outra, viajei durante cinco dias e cinco noites praticamente sem dormir; e, ainda, em uma outra, bordei um tapete de dois metros quadrados em um mês... A transição que faço agora, neste primeiro semestre de 2006, deixando a Bahia depois de sete anos e voltando para o Sul, faz surgir este BLOG. 
PS. Meu filho, que sempre morou comigo,viajará em breve para a Alemanha e posteriomente para a Índia.

Meu filho e minha nora
                                                     
                                              
Decidida , portanto, em abril de 2006,  a iniciar um blog, precisei dar um nome a ele. Surgiu fácil, recordando a expressão usada, frequentemente,  por minha mãe, quando exprimia sua preocupação com minhas constantes viagens:  " Ela vive correndo mundo..."

Meu filho e minha nora
                                         

Inicialmente, não pensei em fazer um blog de viagem. Imaginava uma sequência de textos intimistas, desses que englobam memórias, diários e cartas, com imbricações entre eles, já que é difícil uma exata delimitação.Sabia, portanto, que o blog seria composto por textos na primeira pessoa, desses em que o sujeito se reflete e reflete sobre si mesmo. Abri o Correndomundo , escrevendo:

Sobrinhos
                                               
Podem me encontrar nos lugares mais diversos que me encontrarão entre afetos.Ainda tenho a condição de me surpreender e encantar.Tenho a vital necessidade do movimento, do ir e vir,do olhar o caminho e percorrê-lo, acreditando que há um fio entre o real e o sonho.

Meu neto
                                       
É difícil, entretanto, fugir do que nos encanta e emociona. Sou apaixonada por viagens - e essa tem sido a maior e mais duradoura paixão da minha vida. Em um dos primeiros texto que escrevi, o tema viajar já aparecia como uma das opções.

Este blog destina-se à minha família - restrita e ampliada - principalmente aos "pequenos", como Pedro e Massimo, porque talvez eu não os veja adultos.Nele, optei por registrar uma das minhas grandes paixões, que é " andarilhar", e escrever sobre a razão do meu viver, que são os meus espaços e os meus afetos.

Meu neto e eu
                                         
                                    
A presença constante de Fernando Pessoa tem a mesma razão : sou apaixonada pelos textos dele, especialmente pela densidade que  transmitem. 
Recorro a ele para dizer da minha dedicação a cada texto:

Meu marido e eu
                                      

"Para ser grande, sê inteiro: 
nada teu exagera ou exclui.
Sê todo em cada coisa. 
Põe quanto és 
No mínimo que fazes.
Assim em cada lago a lua toda
Brilha, porque alta vive". 

Fernando Pessoa

PS. Este post é uma forma de agradecer os 56 mil acessos que este blog já teve - timidamente no início, aceleradamente nos dois últimos anos. Muito obrigada a todos.

quinta-feira, janeiro 28, 2010

Sobre viajar desacompanhada





















Tive ótimas pessoas como companheiras de viagem: Alda, Rosana, Zeli, Iolanda, Gugu, Fabrício, Afrânio, Marina, Maria Alzira , entre outros. A maioria das viagens , entretanto, eu as fiz sozinha. Em razão disso, construí algumas estratégias tranquilizadoras. São as que pretendo relatar aqui. Reafirmo que eu sinto prazer em viajar na companhia de mim mesma. Sou bem minha amiga e tenho belas recordações para evocar. Além disso, viajar sozinha torna-nos mais livres para fazer escolhas, tomar decisões e aproveitar bem o tempo. Sim! muitas vezes gostaria de ter alguém para comentar, por exemplo, um acontecimento inesperado. Nessas horas, costumo escrever.























Se o planejamento de uma viagem é importante, para quem viaja sozinha, então, torna-se imprescindível. Costumo deixar com minha família e alguns amigos o itinerário que pretendo fazer. Se altero, aviso a todos. Se tenho amigo(s) no país em que estou visitando, informo-o(s) por onde ando. Deixo também , com minha família, cópia do passaporte e dos seguros de viagem ( nunca viajo sem fazer um Seguro). 























Sempre que possível, viajo com reservas de hotel - faço isso desde que tive de dormir numa estação de trem, em plena temporada de ópera em Verona. Já perdi reserva por mudar roteiro, mas isso foi uma escolha deliberada. Uso mala que eu possa carregar sem depender de ajuda . Uma vez pedi a um senhor que me ajudasse a descer uma mala de um trem, e ele me respondeu que não e ainda acrescentou: nunca leve o que você não pode carregar sozinha! Reconheci a razão dele e fiquei com vergonha.






























Procuro chegar com antecipação em aeroportos e estações de trem. Não perco de vista, nem por instantes, a minha bagagem. Durmo com a bolsa embaixo do travesseiro. Costumo dizer que não se deve dar chance ao azar. Os mapas das cidades, eu os olho e analiso ainda no hotel - nada de "dar bandeira" olhando-os na rua. Antes de partir, faço uma cuidadosa , mas pequena, aquisição de medicamentos para gripe, alergia e problemas estomacais - resultantes, em geral, de mudanças bruscas na alimentação. Viajo com tênis, sapatos ou sandálias usadas e bem testadas.






















Em geral, abandono sapatos e roupas - também muito usadas - pelo caminho. Assim fazendo, posso carregar algumas comprinhas, embora eu compre muito pouco. Com câmera, livro, Ipod e notebook pequeno, estou equipadíssima para muitos meses. Atualmente é muito fácil viajar tranquila. Sabe-se notícias de casa o tempo todo. O retorno já não é cheio de surpresas : as fotografias postadas na internet já contaram quase tudo. Para mim, ler muito sobre os países a serem visitados , antes e durante a viagem, continua sendo a garantia de sucesso e tranquilidade - viajando sozinha ou acompanhada. Nestes dias, aqui em Torres, tenho lido bastante sobre a China e o Canadá. Não estarei só; Ronald estará comigo.



domingo, junho 28, 2009

Para meus netos

Acordei hoje desejando conversar com vocês já adolescentes. Decidi, então, escrever. Embora o Pedro me diga que eu sou "quase eterna", melhor fazer um texto com antecipação. Vocês são ainda pequenos, e eu já passei dos sessenta anos. Melhor mesmo "garantir".

Somos de família amorosa. Somos naturalmente bastante afetivos. Imagino-os apaixonados. Imagino-os vivendo amores intensos. Custou-me entender algo que lhes quero contar. Ao longo da vida, vivemos grandes amores - e podemos viver muitos amores também. Algumas pessoas, como tio Daudt e a tia Maria do Carmo, podem ser o único amor um do outro, por toda a vida.

 

               Feliz deles porque vivem felizes . Outras pessoas lembram um amor passado, às vezes o primeiro amor, como o grande ou o único amor de suas vidas - eu acredito que essa crença aumenta com o tempo e com as idealizações do que não se esgotou. Outras, como eu, acreditam que o grande amor é o que estamos vivendo, não importa em que idade ou fase da vida. Tenho muito carinho pelo meu passado. Tenho muito carinho pelo Arilton, meu primeiro amor . Tenho muito carinho por todos os amores que tive ao longo de muito tempo. Todos únicos e muito especiais. Neste momento, tenho , no Ronald, o amor da minha vida. Bonito e intenso. É o amor do presente, o amor que estou vivendo. Isso é o que importa.

Meus maravilhosos meninos, vivam intensamente todos os amores: amor pelo trabalho, amor pelo conhecimento, amor pela Humanidade, amor por alguém e, acima de tudo, amor pela vida. Sim! e não esqueçam de expressar o amor por mim, que os amo tanto.


"Eu, enfim, que sou um diálogo continuo,
Um falar-alto incompreensível, alta-noite na torre,
Quando os sinos oscilam vagamente sem que mão lhes toque
E faz pena saber que há vida que viver 
amanhã.
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Mas o fato é que sempre é outono no outono,
E o inverno vem depois fatalmente,
há só um caminho para a vida, que é a vida."
Fernando Pessoa - 1916