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terça-feira, fevereiro 12, 2019

Kosovo, Turismo Histórico.

Pristina - Kosovo

A República (Parlamentarista) de Kosovo tem reconhecimento limitado porque alguns países , como a Sérvia, de quem se declarou, unilateralmente, independente em 2008. Não sei se o Brasil já o reconheceu, mas se entra em Kosovo sem visto. Sua capital é Pristina, uma cidade limpa, organizada, com um povo bem gentil.


Música e instrumento típico da região
Kosovo localiza-se na Península Balcânica, no sudeste da Europa, na região da antiga Jugoslávia. Já fez parte dos impérios Romano, Búlgaro, Sérvio e Otomano. No século XX , entretanto, passou pelo Reino da Sérvia, Império Italiano e Jugoslávia. Seu território formou-se com parte da Albânia, parte da Macedônia e parte de Montenegro -  imaginem os conflitos gerados ao longo do tempo.


Madre Teresa de Calcutá

Faz, atualmente,  fronteira com Albânia, Sérvia, Montenegro e Macedônia. O país abriga ao redor de dois  milhões de pessoas, a maioria de origem albanesa e uma minoria sérvia, além de outras etnias. Os principais grupos religiosos são muçulmanos, ortodoxos sérvios e católicos.   A moeda utilizada no país é o Euro.



Importante avenida de Pristina


Foi, em Kosovo, uma das melhores aulas vivas de história que eu recebi na Península Balcânica. Quem não lembra das suas lutas mais recentes, em 2006 e 2008 ? Quem nunca ouviu falar em Slobodan Milosevic? Sua história, entretanto, vem de séculos antes. Em 1383, por exemplo, os turcos venceram a Batalha de Kosovo quando teve início o domínio otomano por 500 anos.



Atravessando parte da Albânia para entrar en Kosovo

Para chegar a Pristina, podem-se usar usadas linhas regulares de ônibus que partem da Albânia, de Montenegro e da Macedônia. Existe uma linha de trem de Pristina para Skpje. Pristina, a mais nova capital europeia, apesar de não ser uma cidade pequena, ainda tem um ar interiorano.  Abriga  cerca de quinhentos mil habitantes.


Pristina

A Capital não é ainda um centro de atrações, mas está no ponto que me encantou conhecê-la: poucos turistas, um povo gentil, agradável que me parece saber a importância de tornar-se um polo turístico também. Oferece , ainda,  algumas áreas muito interessantes, como a Área do Bazaar, onde estão Mesquitas e museus.


Muito verde e muitas flores em Pristina


Visitei Zagreb e Lubljana há 15 e há 10 anos. Visitei-as novamente agora. Como acontece em cidades que estão lutando para reconstruir-se e atualizar-se, é bem interesse  observar a diferenças que os anos fazem - e nem precisa ser muito tempo.        Visitar Pristina logo, logo, e retornar daqui a alguns anos, poderá  ser uma experiência única ao ver o resultado do trabalho de como um povo decidido a efetuar marcantes  alterações.


Pristina

Pela exiguidade do tempo - só estivemos neste país durante dois dias  -  não conseguimos visitar duas atrações de Kosovo, que estão nos seus arredores a 15 km : o Mosteiro Visoki Decani e o Mosteiro de Gracanica, que foi concluído em 1321, pelo rei sérvio Milutin. Certamente, com essa durabilidade,  quem voltar a Kosovo vai encontrá-lo no mesmo lugar.....

Esta senhora me pareceu visita oficial ....

Reafirmo que o conhecimento histórico que Kosovo aporta, justifica - e muito - uma visita ao país. Posso, entretanto, acrescentar outro dado: as cafeterias, as comidinhas e as tortas doces são deliciosas. Esqueça, portanto, o item dieta. Comprinhas diferenciadas podem ser feitas no Bazar Turco - mas evite fazê-las pelas razões que já apontei aqui, no Correndomundo...ou optem por Miami.



" Não sou ninguém, o meu trabalho é nada
Neste enorme rolar da vida cheia,
Vivo uma vida que nem é regrada
Nem é destrambelhada e alheia."

Fernando Pessoa



quinta-feira, setembro 20, 2018

Fernando Pessoa e Decoração de Ruas em Madrid/2018


 



                                            















Profissões: ornamentações de rua em Madrid  - próximo ao Parque del Buen  Retiro.


"Não quero a noite
senão quando a aurora
A fez em ouro e azul se diluir.
O que a minha alma ignora
É isso que quero possuir."


Fernando Pessoa

quinta-feira, julho 26, 2018

Período Pós-Operatório: 16 a 23/07/2018 - continuação da 1a. Parte

Catedral de São Patrício : New York / US

A tristeza vem sozinha; a alegria precisa ser buscada. Acordei pensando nisso e com a certeza de que essa afirmação torna-se real se praticada ao longo da vida. Procurá-la somente em horas difíceis é esforço vão. Essa filosofada meia-boca veio-me agora com a lembrança de um momento hospitalar.


Medjugorje : Bosnia Herzegovina

Era final de dia.  Três senhores e eu aguardávamos atendimento. Silêncio total. Iniciei uma conversa com aquele que me pareceu mais acessível, perguntando qual era seu problema e já informando que o meu era câncer de pulmão. Ele me contou que aparecera "  lá nele " primeiro uma feridinha, que se transformara numa bola na bola. Com o dedo indicador, apontava para o meio de suas pernas , num lugar que felizmente eu não enxergava, e dizia: bem aqui! Comecei a rir da tentativa de demonstração. Contagiado, ele riu também. Um outro senhor reagiu de má vontade conosco, dizendo: três homens com câncer e ainda nos aparece uma mulher doente e alegrinha! Saí rindo daquela sala tão austera.


Berlin :  Alemanha

Ontem Pedro, meu neto, passou a tarde comigo. ' tadinho! Ele não gostou do tema da conversa que eu mantive com algumas pessoas antes de cirurgia, relembrando  o que já escrevera como últimos desejos. Minhas cinzas deveriam ser depositadas  no mesmo lugar em que ficaram as de Ronald. A trilha sonora seria https://www.youtube.com/watch?v=V0OfJyc47e0 . 



Podgórica: capital de Montenegro

Primeiro pensei que Rosana, arbitrariamente nomeada animadora do funeral, poderia distribuir pétalas de flores, que seriam jogadas  sobre o local e suas proximidades. Depois, achei isso pouco ecológico, sem significado e meio exibicionista. Troquei as pétalas por alpiste e milho quebradinho:uma porção para cada pessoa distribuir aos pássaros das imediações. Como estou bem, continuarei aperfeiçoando esses desejos e distribuindo minhas heranças - tenho, ainda, livros policiais para dar.....



Hong Kong : China

sábado, julho 07, 2018

Antecedentes próximos e notícias de hoje



Irmãos " Pinto Menine" em 2014


Somos sete irmãos. Meu pai morreu com 44 anos, vítima de tétano; minha mãe teve um enfarte e morreu aos 86 anos.Minha irmã maior , Maria Aldina Menine Severo,  a primeira à esquerda, em 2015, com 80 anos,  fez cirurgia de câncer de pulmão. Sobreviveu. Convive hoje,  com metástases e alzheimer, mas está bem assistida por médicos, pelos filhos e por cuidadores. 


                                                                                      Zeli e eu , na Espanha.

Em dezembro de 2017, minha irmã Zeli Menine da Silva, ao lado de meu irmão à direita, na primeira foto, morreu vítima de câncer no pulmão. Sobre a morte dela, escrevi aqui, no Correndomundo:
Zeli Menini, minha irmã caçula, gostava muito de viajar. Era excelente companheira de viagem: ágil, solidária, inteligente, curiosa. Na Alemanha, Espanha, Dinamarca e em dezenas de outros países, eu a vi feliz, encantada, com os olhos brilhando pelas belezas descobertas. Ela sonhava voltar a Praga - disse-me isso até quando já estava fazendo químioterapia. Faltou-lhe tempo. Partiu hoje para sua última viagem. Fica a dor da ausência e a tristeza da saudade sem fim".

Zeli, em 2016, na última viagem que fizemos juntas.

Em março deste ano, Almir Pinto Menine, o primeiro da foto à direita, trouxe-me a Porto Alegre - de onde viajei para a Espanha, pensando em ficar, na Europa, os três meses que há vários anos costumo ficar. Mile, como eu sempre o chamei, estava, segundo ele, gripado, com tosse e sentindo-se debilitado. Era bioquímico e estava aposentado há poucos meses. Em meados de maio, nos Balcãs, recebi a notícia de que ele estava com câncer de pulmão. Retornei quase imediatamente.


Mile e eu nos Estados Unidos

Já encontrei Mile hospitalizado, ainda lúcido, bem cuidado por sua família biológica e sua família escolhida. Teve complicações - pneumonia e embolia pulmonar. Não resistiu. Partiu no final de maio. Sobre ele, escrevi: "Sempre escutei que a dor maior é a perda de um filho. Quando esse filho é também um irmão, a dor chega a ser cruel. Mile foi morar comigo com 11 anos.Sempre estivemos perto um do outro. Ele era meu filho-irmão. Por último, morava comigo em Torres. Nem parecia ter de 65 anos. Continuava sendo inteligente, estudioso, perspicaz, íntegro, amoroso. Amado por muitas pessoas, ele era essencialmente do bem. Foi muito feliz no seu último ano de vida. Mas partiu cedo demais, rápido demais(...)"




                                                                     Mile, na Inglaterra, em 2012.


Com a morte do Mile, o terceiro caso de câncer de pulmão, entre os sete irmãos, fui insistentemente aconselhada por meus médicos de confiança e afeto ( Eliane e Ricardo Amaral ) a procurar um pneumologista e a fazer uma tomografia. Era preciso verificar porque, de fato,  a pré-determinação hereditária estava se manifestando. Fiz a tomo, foi constada lesão. Fiz biópsia, era câncer. Eu era o 4o. caso...



Egito: queimada pelo sol e pelo calor

Há esperança de mais tempo de vida por eu ter feito exames preventivamente e também porque não há metástases. Neste momento, aguardo consulta com o cirurgião escolhido, que está marcada para terça-feira próxima. A cirurgia deverá ocorrer na mesma semana. Às vezes tenho a impressão de que esse tumor é algo externo a mim....porque me sinto muito bem. 




Portugal - Lisboa - Fernando Pessoa

Certamente influi muito no meu estado de ânimo o acolhimento e o apoio que venho recebendo de muita gente: amigos, amigos de amigos, familiares, leitores do blog, ex-colegas e ex-alunos, seja através de visitas - algumas vindas de longe - seja através de mensagens e telefonemas. Fiquem tranquilos. Estou em paz. Penso sobreviver, mas, como sou curiosa, já encaro uma última viagem como a possibilidade de saber mais sobre o grande mistério da vida...




Índia

" Ter pressa é não saber chegar.
Vou devagar.
Vou devagar porque o que é sorte,
E o que é morte,
Não as busco, não as evito,
Vem-me buscar.
Por isso vou sob o infinito
Sem me apressar."

Fernando Pessoa




Baeza - Espanha

terça-feira, março 06, 2018

2018 : roteiros e "gente como a gente" ....3a. Parte























O roteiro do meu último mês de permanência na Europa, em 2018/1, está parcialmente aberto. Não consegui entrar em acordo " comigo mesma " sobre o que fazer e o que ver ou rever na Espanha. Decidido  mesmo é que irei a Granada de que tanto gosto e à histórica Antequera. Nessas  duas cidades, permanecerei durante uma semana, fazendo viagens rápidas  a  duas outras  cidades da maravilhosa Andaluzia.






Decidido também está que continuarei a explorar os Pueblos Blancos. Já tenho, por essa razão,  uma reserva de hotel para hospedar-me durante uns 10 dias, em Arcos de la Frontera,   cidade a partir da qual visitarei outros  tantos Pueblos. Como essa permanência será em final de maio e início de junho, terei que considerar a temperatura, já que, nessa região, pode-se chegar facilmente até 45  graus.





Pueblos Blancos são  históricos e encantadores vilarejos ou cidades de montanha, com casas caiadas - todas muito branquinhas é óbvio - no mais tradicional estilo mouro. São muitos, com diferenças e com atrações diversas, o que torna difícil a seleção do que ver. A cada ano, elejo alguns para visitar. Adianto, entretanto, que Ronda continua sendo a minha favorita na região.







Em Arcos de la Frontera,  a mais populosa cidade da Província de Cádiz, será, como escrevi acima, minha base, a partir da qual visitarei outros  tantos Pueblos.   Em Arcos, fundada por romanos,  pode-se visitar, entre outras atrações,  o Castelo dos Duques, famoso pela sua fachada barroca e renascentista, as muralhas e, no centro histórico, os arcos de estilo gótico.






De Arcos de la Frontera, penso fazer um bate-e-volta a El Bosque, que está distante apenas 27 km e localizado ao pé da Sierra de Grazalema. Nesse pueblo, me encantaria ver os moinhos de água e o seu famoso Jardim Botânico.  É um Pueblo Blanco  que está na entrada do Parque Natural dessa Serra. El Bosque pode ser um dos caminhos para se chegar a  outros povoados que me interessam, como Ubrique, Grazalema - no centro da serra do mesmo nome - e Puerto de el Boyar.







Os Pueblos Blancos já por mim selecionados para visitar em 2018, além de Arcos de la Frontera e El Bosque,  são:  Bornos, Ubrique, Grazalema, Olvera, Zahara de la Sierra, Setenil de las Bodegas e Algodonales. Posso, obviamente,  suprimir alguns desses ou trocar por outros, à medida que for fazendo descobertas na região. É importante saber  que não existe uma rota dos Pueblos Blancos. Eles estão dispersos da costa à montanha. A  rota, cabe a cada viajante fazer a sua.





Em Bornos, sei que há uma histórica torre fortificada, construída pelos árabes,  e que  são famosos seus mosteiros, conventos e igrejas, bem como o Castelo/Palácio dos Ribera, que dizem ter um belíssimo jardim renascentista. Ainda não sei em que momento incluirei Vejer de la Frontera neste recorrido - mas quero muito ver essa cidade, que se localiza no alto de uma colina.  







Em Ubrique, o mais rico e maior pueblo da Sierra de  Grazalema,  encontram-se ruínas
da ocupação romana; em Setenil de las Bodegas estão as casas que foram construídas aproveitando a encosta; já Olvera tem fama de ser imponente e bela.     Espero surpresas agradáveis e valiosas descobertas no desenrolar deste roteiro.




   


Percebo que este esboço de roteiro está confuso e talvez sem uma consistente lógica espacial.Isso aconteceu porque me dediquei ultimamente a estudar os países da ex-yugoslávia e mais um pouco da Jordânia e deixei a última parte do meu roteiro para finalizar ainda durante a viagem. Depois de estudar mais e até mesmo depois de percorrer os Pueblos Blancos, farei, com certeza, um texto definitivo e de melhor qualidade. Prometo!

























" E é sempre melhor o impreciso que embala do que o certo que basta,  porque o que basta acaba onde basta, e onde acaba não basta.  E nada que se pareça com isso devia ser o sentido da vida...."

Fernando Pessoa

Em Darmsala, esperando passar o Dalai Lama.


domingo, fevereiro 25, 2018

2018 : roteiros e "gente como a gente" ....2a. Parte




No post anterior, escrevi sobre o roteiro para os primeiros 45 dias da temporada europeia/2018 - 1, basicamente na Espanha e no Leste Europeu. Realmente uma maratona! Poucos dias de descanso e, na continuidade, iremos, Isolda e eu, num voo direto da Ibéria, para Amman ( Amã ), a capital da Jordânia. Não permaneceremos, porém, apenas na capital. Faremos também algumas incursões pelo interior do país.





Amman, entretanto, não será apenas uma base para, a partir daí, explorar Petra, meu interesse maior nessa parte do Oriente Médio. Pretendo também fazer uma visita, o mais detalhada possível, a Amã, que está instalada sobre 18 colinas, todas localizadas entre o deserto e o Vale da Jordânia.






Minha lista do que ver nessa capital pode estar sofrendo superfaturamento :  de longe, fica difícil avaliar tempo e espaço. Prefiro, no entanto, fazer uma lista, ainda que  bem flexível, por ser exagerada ou incompleta,  a  perder-me  na variedade de opções oferecidas e terminar por ver muito pouco.






Da minha lista, constam:   banho turco em um hamman e uma limpeza de pele; compra de temperos e especiarias no mercado central da cidade; chá de menta e cardamomo , acompanhado de um doce de queijo; visita ao centro histórico, especialmente ao Teatro Romano e à Igreja Ortodoxa de São Jorge; caminhada pela rua Arco-Íris e ida à Galeria Nacional de Artes.






A partir de Amã, faremos viagens que justificam a viaje, como a Petra,  a Cidade Rosa, que eu já disse ser meu interesse maior. Quem viu  o filme  de  Steven Spielberg  Indiana Jones  e a Última Cruzada  deve ter visto  cenas locadas  em Petra e admirado seus magníficos monumentos esculpidos na rocha, considerados  Maravilhas da Humanidade.






Já marcamos um bate-e-volta que me parece bem importante visto que irá  ao Castelo de Ajlun, uma fortaleza construída em uma montanha em 1185, e a Jerash, uma cidade antiga, localizada a 45 km de Amã, conhecida como a Pompeia da Ásia, Nessa cidade, encontram-se as mais bem conservadas ruínas romanas do Oriente Médio.






Outras visitas e aventuras estão programadas, como ao Monte Nebo de onde se tem uma vista do Mar Morto, do lado jordaniano, e uma chegada nesse  mar, onde pretendo, fazer fotos,  molhar o pé  - nada de flutuar na água! - e comprar um creme para o rosto, que é um hidratante fantástico. 





Está programada, ainda, uma visita a Al Beida, cidade conhecida como  Pequena Petra e um passeio até Wadi Rum. No deserto de Lawrence da Arábia, certamente Isolda fará um passeio, numa 4X4 conduzida por debuínos, entre rochas e areia e em alta velocidade - passeio do qual  quero muita distância . Sou medrosa!







Como sempre acontece,  poderão surgir outros passeios, além de deliciosas comidinhas e pequenas compras - muito pequenas mesmo. Novamente pela Ibéria, retornaremos a Madrid. Minha amiga Isolda retornará ao Brasil, e eu ainda permanecerei na Espanha por mais 30 dias. Em fotos e textos, procurarei passar informações diversas, que incentivem outras pessoas a viajar.






" Ter pressa é não saber chegar.
Vou devagar.
Vou devagar porque o que é sorte,
E o que é morte,
Não as busco, não as evito,
Vem-me buscar.
Por isso vou sob o infinito
Sem me apressar."

Fernando Pessoa