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segunda-feira, setembro 18, 2017

Intervalo no Correndomundo

No mês de agosto...

Voltei para o Brasil - após a temporada 2017, na Europa - e tive alguns problemas de saúde: coisas do retorno de quem não quer retornar... Na última semana, uma gripe longa e penosa, parece estar fechando o ciclo . Falta-me ânimo para escrever... e faltam países e cidades para relatar. Confio em que, nos próximos dias, poderei escrever sobre Namur, próxima cidade da fila! Por enquanto, deixo-lhes flores e cores do verão europeu e.... Fernando Pessoa.


...no mês de julho...

"  ... eu nem sempre quero ser feliz.
É preciso ser de vez em quando infeliz
Para se poder ser natural...
Nem tudo é dias de sol,
E a chuva, quando falta muito, pede-se.
Por isso tomo a infelicidade com a felicidade
Naturalmente, como quem não estranha
Que haja montanhas e planícies
E que haja rochedos e erva..."

Fernando Pessoa


... e no mês de junho.

sexta-feira, abril 26, 2013

Mil desculpas!!!





Nos últimos 15 dias, não estou conseguindo escrever. Em maio próximo, prometo escrever muito, postar muitas fotos e tentar ser bem interessante.

terça-feira, dezembro 06, 2011

Feliz Natal, Feliz Ano Novo!




De evento em evento, nem senti o ano passar.
Foi muito rápido.
(Penso até em desconsiderar meu aniversário de 2011!).
Agora já é dezembro,
não resta tempo  para  muito mais do que desejar 
a todas as pessoas que me emocionaram, fizeram -me sorrir
ou deixaram-me agradável lembrança, 
um 2012 simpático, agradável, saudável,
e com um pouco de dinheiro para o tão necessário supérfluo.
Desejo ainda lucidez para os adultos e
persistência para os jovens .
Pode mesmo ser lucidez e persistência para todos nós.
Beijos
Aldema


quinta-feira, dezembro 16, 2010

Nostalgia

Saara

Areia escorre entre meus dedos envelhecidos,
dedos que, fragilizados agora, teimam em manter-se como eram
na sustentação da areia que escorre.
Sobrará um pouquinho?
Teimosamente apertado sim,
embora a dor do aperto
Não compense o prazer da sustentação.

quinta-feira, outubro 14, 2010

Tempo de Espera




















Não há sol hoje, na Bela União.Não há sinais de chuva. Tudo quieto, parado. Ao menos, assim me parece!
A turbulência, gerada pela proximidade das eleições presidenciais, não chega até aqui. Não me interessa. Faz muito que decidi em quem devo votar. Escolha pensada, escolha tranquila, escolha madura. Não vejo os programas eleitorais porque me doem as agressões - partam de quem partir. Não é esse o mundo com que eu sonho. Sonho com  um mundo sem ódio, com projetos de nação que nos permitam viver sem  medo.
 Sonho com um mundo inclusivo e , se for possível, um mundo bonito, com projetos para as artes e para  crianças alegres e "arteiras". Já se vislumbram vestígios de construções nesse sentido. 
Achei triste e feia a discussão sobre aborto, nesse momento e com essa característica de "plebiscito". Só falta agora discutirem pena de morte nesse terrível "circo" que foi montado!! Há um tempo, esse período pré - eleitoral me interessava  para Análise de Discurso. Hoje, nem isso. Discurso repetitivo, viciado,ancorado em pesquisas de opinião. Escolho ações para analisar. É mais difícil manipular o fazer do que o dizer. O dizer perdeu força e perdeu poesia.

"De desejo e ambição,
De repente uma sonolência
Cai sobre a minha ausência.
Desce ao meu próprio coração.
Será que a mente, já desperta
Da noção falsa de viver
Vê que, pela janela aberta,
Há uma paisagem toda incerta
E um sonho todo a apetecer ?"
Fernando Pessoa

sexta-feira, outubro 01, 2010

Sobre cinema

De 2000 a 2006, vi superficialmente - ou deixei de ver - muitos filmes bons. Eu estava, nesses anos, trabalhando na Bahia, numa atividade constante e envolvente. E, quando eu viajava, raramente ia a cinema, que sempre foi uma das paixões da minha vida.
Agora, aqui na Bela União, com tempo disponível e tranquilidade, fiz uma lista de filmes para ver ou rever. Ontem, assisti a um filme de 2002, dirigido por Nick Cassavetes, tendo como ator principal Denzel Washington. Um Ato de Coragem ( John Q.) impressionou-me pela atualidade do tema, tão discutido agora, com Obama,  nos Estados Unidos. Trata do direito de acesso ao sistema de saúde, a que todos os cidadãos deveriam ter. Discute esse sistema , os planos vigentes, a postura dos médicos, o comportamento da sociedade americana e o próprio sistema econômico. Sem essa discussão, o filme seria apenas razoável. Com ela, tornou-se um filme bem interessante.Vale a pena ver,.

quinta-feira, dezembro 03, 2009

Funcionários Públicos

Quando eu trabalhava na UFSM, eu não gostava de ouvir pessoas falarem mal do serviço público e dos funcionários públicos. Sentia-me pessoalmente atingida – eu trabalhava bem e muito...e eu não era uma exceção. Os mesmos problemas que eu via no público, eu os vi também nas empresas privadas, onde trabalhei após sair da Universidade. Temos, todavia , uma cultura de desprestigiar o que é nosso – e o que é público , é nosso.
Tive, faz pouco, por conta da necessidade de registrar documentos e tratar da permanência minha nos Estados Unidos e de Ronald aqui, contatos com o Consulado do Brasil em Chicago e com a Polícia Federal de Livramento (RS). Deu gosto ver! Profissionais competentes e gentis. Gente atenta ao que faz, preocupada em orientar e acertar. Bons funcionários públicos! Bom para o público!

sábado, novembro 07, 2009

Haja pipoca!

Tenho, entre outras, duas grandes paixões: cinema e artes plásticas. Hoje tornei a ver Moulin Rouge, filme de que gosto muito, baseado na vida e obra do pintor francês Toulouse - Lautrec. Texto inteligente. Plasticidade impressionante.Lindo. Procuro, agora, Baleias de Agosto ( 1987) , um filme que não me canso de ver e que enfoca a questão do envelhecimento - comecei a vê-lo antes dos 50 anos!
Fiz, há poucos dias, uma relação de 40 filmes que eu gostaria de rever: seleção a partir de lembranças de diferentes períodos da minha vida. Projetos para o verão!
" Uma obra-prima não passa de ser uma obra qualquer
E, portanto, uma obra qualquer é uma obra-prima
Se este raciocínio é falso não é falsa a vontade
Que eu tenho de que ele seja de fato verdadeiro
E para os usos do meu pensar isso me basta".
Fernando Pessoa

sábado, julho 04, 2009

Domingo na Bela União





















Levanto cedo. Deito cedo também - às vezes vejo todo o Jornal Nacional! O aroma do café torna melhor o amanhecer - imprescindível hoje que fazia muito frio e os campos mostravam sinais de que a geada fora grande . Minha primeira tarefa, entretanto, é dar comida aos gatos e cachorros. E são muitos. Depois vem o café.





















Após o café, meu irmão e eu fomos ao pomar colher frutas - laranjas e bergamotas enfeitam , com formas e cores diversas, a paisagem rural de inverno. Bem bonita essa paisagem.Chegam, mais tarde, Fabrício e Lu, nossos sobrinhos, com um grupo de amigos, todos de moto. Gente simpática. Conversamos, rimos, comemos frutas e eles retornaram à cidade.
























Aproveitei o dia para reorganizar meu quarto, desfazer e fazer malas, responder mensagens, escrever para o Ron - estou convicta de que nada substitui uma carta, com longo texto , envelope subscritado a mão, entregue por um carteiro não se sabe bem quando.
























Agora, quando a noite já começa a descer, eu penso que a paz de um dia e de um lugar como este é também celebração da vida.

sexta-feira, abril 03, 2009

O sertão nosso destes dias





















Faz já algumas semanas que não chove aqui, na Bela União. Terminou o março sem as "águas de março". As plantas mostram sinais evidentes de sofrimento - déficit hídrico, diria o Afrânio. Os gramados trocam o verde-vivo por um cinza-triste. Os campos começam a perder vitalidade e a escurecer. À noite, faz frio; durante o dia, calor. Lembro-me do sertão da Bahia - e recordo as dificuldades das gentes daquele lugar. Ontem fui à cidade buscar água potável para uso doméstico. Minha primeira leitura da manhã é a previsão do tempo, que não nos acena com chuvas para os próximos dias. Olho o céu azul - azul, sem nuvens, e a desesperança ofusca a beleza. Mas um dia vai chover, pois, como dizia "seu" Armando, desde que o mundo é mundo sempre choveu. Precisa-se de paciência.




















"Deus costuma usar a solidão
Para nos ensinar sobre a convivência.
Às vezes, usa a raiva para que possamos
Compreender o infinito valor da paz.
Outras vezes usa o tédio,
quando quer nos mostrar a importância da aventura e do abandono.
Deus costuma usar o silêncio
para nos ensinar sobre a responsabilidade do que dizemos.
Às vezes usa o cansaço, para que possamos
Compreender o valor do despertar.
Outras vezes usa a doença, quando quer
Nos mostrar a importância da saúde.
Deus costuma usar o fogo, para nos ensinar a andar sobre a água.
Às vezes, usa a terra, para que possamos
Compreender o valor do ar.
Outras vezes usa a morte, quando quer
Nos mostrar a importância da vida."

Fernando Pessoa

sexta-feira, junho 02, 2006

Das transições...


TRANSIÇÕES são dificuldades duríssimas para mim. Abandonar um emprego, trocar de cidade, ser traída por uma amiga, terminar um relacionamento,ver um filho partir, largar tudo, começar tudo de novo, foram passagens doídas, transições sofridas - e sofridas. Nos intervalos dessas transições, já engordei 10 kg em um mês, já fiz pneumonias várias, já tive crises alérgicas terríveis. Mudei. Felizmente mudei. Abandonei as somatizações.Tornei-me mais produtiva. Bordei uma toalha de jantar imensa, em ponto-de-cruz, para a Téssia, em uma semana; em outra crise, teci cinco blusões em dez dias; em outra, viajei durante cinco dias e cinco noites praticamente sem dormir; e, ainda, em uma outra, bordei um tapete de dois metros quadrados em um mês... A transição que faço agora, neste primeiro semestre de 2006, deixando a Bahia depois de sete anos e voltando para o Sul, faz surgir este BLOG...
Gugu viajou.Foi para a Alemanha. Depois vai para a Índia. Falo sempre que a vida é isso: uma sucessão de chegadas e partidas. Mas como dói!
Salvador,02/06/2006.