Mostrando postagens com marcador Mississippi. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Mississippi. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, agosto 02, 2013

Minnesota, a terra dos dez mil lagos.

Visão constante de lavouras e fazendas em Minnesota

De Minnesota, a terra dos 10 mil lagos, apelido carinhoso que lhe foi dado, eu conhecia apenas o aeroporto de Minneapolis e St. Paul, as cidades gêmeas , separadas pelo Mississippi. Aeroportos, entretanto, não são muito informativos das cidades a que servem. Considero, portanto, que não conheço St.Paul, a capital do estado, nem Minneapolis, a  maior cidade do estado, que dizem ser exuberante e bonita. Desta vez, atravessamos Minnesota mais ao sul, observando sua belíssimas fazendas, seus campos bem cuidados e seus parques fantásticos.

Alteração da paisagem predominante no Meio-Oeste
Localizado ao norte da centro-oeste, já fazendo divisa com o Canadá,  é o maior estado da região em extensão territorial e o seu maior centro financeiro, imobiliário e industrial. Dizem que o solo da região sul de Minnesota é um dos mais férteis do mundo, daí ser esse estado um dos líderes nacionais na produção de trigo e soja. Tive a sorte de ver o trigo já maduro, em grandes lavouras. O amarelo dos trigais é visão inesquecível em qualquer país do mundo.

Grandes fazendas com grandes rebanhos

Minnesota também possui um dos maiores rebanhos de gado bovino do país. Aqui, como em Wisconsin,  não se percebe a hegemonia  milho e  soja. O estado é um dos líderes na produção de leite dos Estados Unidos. Muito deste leite é utilizado para a fabricação de queijo e manteiga. Daí por que o chamam de  Bread-and-Butter State - estado do pão-e-manteiga -  por ser um dos maiores produtores de trigo e o maior produtor de manteiga do país.

Preparação de alimento para o rigoroso inverno

Pode-se observar também , ao longo das estradas, o plantio e o preparo de forrageiras, que garantirão a alimentação dos animais num inverno que é bastante rigoroso. O estado é generosamente servido de água. Seu próprio nome tem a ver com isso. Minnesota vem de duas palavras da língua indígena Sioux, mine, que significa água, e sota, que significa "cor-do-céu". A expressão mine-sota - águas cor-de-céu - era usada pelos sioux para descrever o  rio Minnesota.

Parque escolhido para nossa visita

Nesse estado, onde a  maioria dos moradores são descendentes de escandinavos e alemães e onde tem havido considerável aumento de população com imigrantes africanos, asiáticos e latino-americanos, encontram-se muitos parques e alternativas para um turismo de baixo custo. Para nós, não foi somente cansativo, foi também divertido visitar o Great River Bluffs State Park - um parque interessante em que as árvores não nativas são colhidas ao atingir a maturidade e substituídas por espécies nativas, numa política de restauração do habitat natural.

Início da caminhada pelo Park.
Idealizado em 1960 e aberto oficialmente em 1976, Great River Bluffs State Park , com 546 ha, foi construído numa faixa de terra, longa e estreita, acompanhando o rio Mississippi sem ir, entretanto, pelas suas margens. Apenas uma pequena faixa está junto à margem do rio, onde miradouros permitem ver toda a beleza do Mississippi. Dizem que é bonito...porque nós não conseguimos ver.

Km de estradinhas
Passava pouco do meio dia e fazia um calor do cão quando iniciamos a caminhada pelo parque. Sol forte , eu sem protetor solar e usando sandálias, caminhei entusiasticamente durante a primeira hora. Encantavam-me as árvores de grande porte e as cabras que, de vez em quando, podiam ser avistadas. Continuei , mapa na mão, mas já sem muito entusiasmo.

Retorno pela mesma estrada!

Quando pensava que logo depois da curva iria encontrar o tal miradouro, vinha outra estradinha reta que parecia não ter fim. Não queria desistir sem chegar ao objetivo. Abruptamente, entretanto, a estrada terminou com o aviso de que estava temporariamente interrompida. Difícil foi o retorno!

terça-feira, julho 09, 2013

Jackson, capital do Mississippi

Memorial de guerra

Viajando sempre pela lindamente monótona interestadual 55, chegamos a Jackson, a tranquila capital do rural estado do Mississippi. O nome da cidade remete ao General Andrew Jackson, principal heroi político e militar do Tenessee e líder da guerra de 1812.Nascido em Nashville, Jackson foi o primeiro congressista dessa região. Foi também o sétimo presidente dos Estados Unidos, em 1828 e reeleito em 1832, completando dois mandatos. Figura polêmica, ainda  bastante discutida e controversa.

Palácio atual do governo

A população da cidade está ao redor de 250 mil pessoas, que são bem gentis e aparentam tranquilidade. No passado, entretanto, durante a guerra civil, a cidade foi incendiada em três ocasiões e, por essa razão, apelidada de Cidade Chaminé. Das construções antigas, restaram apenas algumas, que estão hoje bastante valorizadas.

Detalhe da cúpula do palácio antigo

O Old Capitolio , de 1839, é uma das relíquias da cidade. A ele fizemos uma detalhada visita, já que é bem interessante e transformou-se no Old Capital Museum of Mississippi History, que dá uma visão geral da conturbada história dos direitos civis no estado. Apresenta , ainda, muitas informações referentes ao  impacto das atividades algodoeira e madeireira sobre a ecologia e a economia do estado.

Cena de julgamento na Corte
O antigo palácio do governo do estado do Mississippi foi concluído em 1839 e serviu como sede oficial  até 1903. A partir daí, o edifício ficou abandonado, depois convertido em escritórios oficiais e, por último, em museu. Como museu foi aberto em 1961 e fechado em 2005, por conta das danificações sofridas com o furacão Katrina. Posteriormente, foi restaurado e reaberto em 2009. Impressiona , nesse museu,  cenas de históricos julgamentos, mostradas com manequins, usando trajes da época, e acompanhados por vozes de gravação.

Sala dos retratos no antigo palácio

Interessante é a sala dos retratos, onde figuram governadores e pessoas importantes da época. Incomum é o fato de mostrarem , numa ala especial desse espaço, os retratos das primeiras damas, assim chamadas as mulheres dos governadores. A maioria delas em pinturas clássicas de esposa : discretas, elegantes, com adereços e joias verdadeiras. Eram todas loiras, com exceção de uma morena, que usava vestido vermelho com audacioso decote. Deve ter sido  pioneira.

Primeira dama diferente das demais.
Quando partimos de Jackson, já estávamos ansiosos para entrar na Louisiana, o último estado do Extremo Sul, tão famoso pelo jazz, pela comida e pela valiosa  contribuição histórica e cultural ao país. Finalmente deixamos a interestadual 55 e entramos, à direita, na rota 12, que nos levou a Baton Rouge, a capital do estado da Louisiana, de onde iríamos para New Orleans, meu interesse maior nesta viagem.

domingo, julho 07, 2013

A Oxford dos USA

Sede da primeira biblioteca da Universidade
Tenho muito carinho pelos anos todos que trabalhei na Universidade Federal de Santa Maria - UFSM. Gosto de ambiente universitário - razão por que visito Campus em muitos países. Desta vez, dois motivos me levaram a Oxford , desviando - nos um pouquinho da rota 55 : visitar a sede da University of Mississippi e conhecer um pouco do lugar onde viveu William Faulkner, um dos ídolos da minha juventude

Detalhe interno da primeira biblioteca
Com sede em Oxford, a Universidade do Mississippi é uma instituição pública, fundada em 1848 e chamada carinhosamente de Ole Miss. Tem uma história marcada por importante luta pelos direitos civis. Hoje, tem alunos vindos de 66 países e 20% de sua população estudantil é representada por minorias.

Detalhe da sede da Universidade do Mississippi
Mas nem sempre foi assim.A luta dos negros por direitos civis iguais aos brancos teve momentos muito difíceis, protagonizado por James Meredith ao tentar,em 1960, cursar a Universidade do Mississippi.Teve seu pedido negado por duas vezes. Dois anos depois, a justiça federal garantiu seu ingresso. Foi , entretanto, barrado pelo governador do estado e pela guarda nacional - o que ocasionou a ocupação do campus por agentes federais, enviados por Washington para garantir -lhe o ingresso.


Entrada de Meredith na Universidade do Mississippi
Travou-se verdadeira batalha de estudantes e populares brancos contra os agentes da escolta de Meredith. Com o apoio de tropas do exército, enviadas pelo presidente Kennedy, o conflito, que resultou em duas  mortes e dezenas de feridos,  foi vencido - e Meredith tornou-se o primeiro aluno negro da Universidade do Mississippi. Há interessantes anotações sobre esse fato histórico, além de fotos, como a que foi copiada acima,  em http://pt.wikipedia.org/wiki/James_Meredith

Monumento ao acesso dos negros a Ole Miss
Oxford é uma cidade pequena, com pouco menos de 20 mil moradores. Graças a Universidade, ela se tornou  o centro cultural e intelectual do estado. A histórica cidade universitária de Oxford , com seu campus todo ajardinado e bem cuidado, com  árvores frondosas e prédios de diferentes estilos, com museus, galerias e movimentação constante de visitantes, tem vida e charme. É interessante visitá-la.

Entrada do Campus

Por aqui viveu William Faulkner ( 1897/1962 ), um escritor que marcou bastante a minha geração e foi pioneiro do Movimento Gótico Sulista ,  na Literatura Norteamericana.  Sem ter feito curso superior - abandonou o segundo grau porque odiava o colégio - recebeu, em 1949, o Prêmio Nobel de Literatura. Lembro-me muito bem de ter lido Enquanto Agonizo, lançado, no Brasil, em 1973, e de ter ficado deslumbrada com esse livro de complexos personagens, tão regionais e, ao mesmo tempo, tão universais. Faulkner morreu em Oxford, onde há, no centro da cidade, um monumento em sua honra.

Detalhe do Museu da Universidade


É difícil pensar que muitas pessoas vão se deslocar até este  longínquo Estado  para conhecer Oxford, ou a Universidade do Mississippi , ou o monumento que lembra o acesso do primeiro negro a Ole Miss, ou a casa onde viveu William Faulkner. A caminho do Golfo do México ou lendária New Orleans, no entanto, muita gente pode desviar alguns quilômetros e visitar tão importantes lugares, do ponto de vista histórico, literário ou cultural.

Muitos amimaizinhos no campus universitário

sábado, julho 06, 2013

A Musical Memphis

Encontro dos rios Mississippi e Ohio
De Paxton, saímos com chuva forte, relâmpagos e trovões - e eu, meio exagerada,  já pensando em como reagir a um tornado. Em Tuscola, pausa para comprinhas no Tanger Outlets , onde encontro sempre velhos conhecidos, como Guess, Gap, Reebok, Nike, Coach, Tommy Hilfiger e Banana Republic. A chuva impediu-nos de visitar Arthur e Arcola, onde estão as comunidades Amishs, sobre as quais já escrevi neste blog.
Mississippi e Ohio - ao fundo, Kentucky
Já referi, no post anterior, ao encontro dos rios Mississippi e Ohio, um lugar muito interessante de ver.  Continuando, após a confluência desses rios, pela interestadual 55, chegamos a Memphis, cidade que me fez lembrar muito de Pedro, meu neto, que, ao redor de 7 anos, gostava de Elvis Presley, o idolo de Memphis, a cidade berço do rock´n´roll, que, segundo dizem,  nasceu dos blues.

Museu do Rock e fábrica de guitarras

Nossa primeira visita foi ao Memphis Rock-´N´- Soul Museum, que está localizado bem em frente à fábrica de guitarras Gibson, bastante conhecida dos amantes desse gênero musical. A exposição do museu é patrocinada pela Smithsonian Institution, o que é uma garantia de qualidade. A visita é guiada por áudio e inclui mais de cinco horas de músicas selecionadas de acordo com as informações que vão sendo dadas.

Quem usou este modelito, Pedro?
Memphis, juntamente com New Orleans e Nashville, constituem as três cidades mais importantes da música norteamericana. A cidade é conhecida também pelas suas lutas em defesa dos direitos civis dos negros - mais de 60% da população - e dos trabalhadores. Enfrentou muitas lutas nos anos 60 e, em 4 de abril de 1968, assassinaram aqui o mais proeminente líder da luta contra o racismo, Martin Luther King Jr.  O Museu Nacional dos Direitos Civis está hoje no prédio do Motel Lorraine, local onde ocorreu o assassinato - o quarto 306 está preservado como era quando o crime aconteceu.

Beale Street
A Beale Street viveu sua melhor fase até os anos 50, entrou, depois, em declínio. Foi o que voltou a ser hoje: o centro animado de um bairro de diversões, com restaurantes, saloons, boates e lojas, entre essas lojas a A.Schawab, um grande armazém daqueles antigos,onde tudo pode ser encontrado. Funciona essa loja desde 1876. Estátuas e esculturas são encontradas ao longo dos quatro quarteirões da Beale. Elvis Presley e W.C. Handy, chamado pai dos blues,   lá estão. A música , nessa rua, parece sair de cada porta.

Elvis Presley na Beale Street
Os amantes de cinema certamente já viram filmes feitos em Memphis, alguns bastante conhecidos, como A Firma, dirigido por Sydney Pollack, com a importante participação de Tom Cruise; Náufrago, filme de Zemeckis, com Tom Hanks no papel de um empregado da FEDEX, empresa multinacional encarregada de enviar cargas e correspondências. Essa empresa, de fato, existe, é a maior dos USA e foi mesmo iniciada em Memphis, onde mantém sua sede principal.

Memphis a partir do Mississippi
A herança musical recebida por Memphis motiva muitos turistas e viajantes a andarilharem pela cidade. Dizem, no entanto, que as melhores datas para visitá-la são aquelas relacionadas aos festivais - de música, é claro. Em 8 de janeiro, por exemplo, festeja-se o aniversário de Elvis; em maio, durante um mês, acontecem concertos no Memphis in May, quando são também tradicionais os churrascos ao ar livre; em agosto e no fim de semana do Labor Day  ocorre o Music and Heritage Festival. Imagino que beleza deve ficar a Beale Street nesses dias todos.


Ponte que separa  Tennessee  e Arkansas
Memphis está localizada na margem leste do rio Mississippi, constituindo-se no centro regional de três estados: Arkansas, Mississippi e Tennessee. É a cidade mais populosa do Tennessee. Com 700 mil habitantes, está entre as 50 maiores cidades dos Estados Unidos. Sua localização estratégica resultou no crescimento industrial e empresarial, com destaque para a indústria naval e aérea.

Passeio pelo Mississippi, com Ronald e Fábio.
Memphis é musical, colorida, vibrante e está às margens de um belo rio por onde fizemos um passeio de barco, com uma hora e meia de duração. A Beale Street é um encanto de rua que bem merece ser percorrida várias vezes. Há música por todo o canto - uma mistura de ritmos africanos, cantigas espirituais e de trabalho - muitos dos sons de hoje se devem aos antigos colhedores de algodão. Vale dois dias de visita.  Se você, entretanto, curte cerveja, pubs, música e comida apimentadíssima , talvez precise de mais tempo.

Pub na Beale Street
 O clima da cidade lembrou-me Fernando Pessoa:

"Às vezes entre a tormenta,
quando já umedeceu,
raia um a nesga no céu,
com que a alma se alimenta.
E às vezes entre o torpor
que não é tormenta da alma,
raia uma espécie de calma
que não conhece o langor.
E, quer num quer noutro caso,
como o  mal feito está feito,
restam os versos que deito,
vinho no copo do acaso."

segunda-feira, agosto 27, 2012

St. Louis - MO e o Gateway Arch-Jefferson

Ponte sobre o Mississippi





















Sou apaixonada por rios e lagos, por água parada ou água em movimento. Meu desejo de ir a St. Louis, cidade do estado de Missouri, concentrava-se em ver o rio Mississippi - e  vi. E andei de barco por ele. E fiz fotos dele.Lindo. O Mississippi é o segundo rio mais longo dos Estados Unidos,só perdendo para o rio Missouri, seu afluente. Juntos, somam mais de seis mil km e formam a terceira maior bacia hidrográfica do mundo - a 1a. é a bacia Amazônia.



Ponte em construção








































Nasce no lago Itasca, em Minnesota e corta ou margeia dez estados americanos. As maiores cidades , ao longo do Mississippi , cujo nome significa Grande Rio ou Pai das Águas , são: Minneapolis, Sain Paul, Memphis, New Orleans e Saint Louis. Dada sua importância e beleza, o rio está bem presente em canções, como Big River de Johnny Cash, Louisiana de Randy Newman ,When the Levee Breaks dos Led Zeppelin. e Moon River do filme de 1961 Breakfast at Tiffany's. Na região em que estive, o Mississippi separa o estado de Illinois do estado de Missouri, tendo, de cada lado dele, as cidades de St.Louis (IL) e St Louis (MO). Várias pontes fazem a ligação entre essas duas cidades e estradas desses dois estados, pontes antigas que mostram interessante arquitetura.



Vista do Arco a partir do Mississippi







































Uma nova ponte está sendo construída - as obras estão iniciadas, igualmente, nas duas extremidades. Na segunda foto, a construção vista a partir desse rio, num passeio feito em barco, com uma hora e meia de duração. Depois de ver o rio, fui, aos poucos, conhecendo St.Louis (MO), uma cidade  bem falada aqui na região. Não imaginava, entretanto, que me encantaria  com essa cidade, fundada, em 1764,  por um francês, comerciante de peles, e  localizada ao sul do lugar onde o Missouri deságua no Mississippi e que só se tornou parte dos Estados Unidos com a compra da Louisiana em 1803. St.Louis (MO) tornou-se o Portal para o Oeste, pois por ali entravam os barcos que iam, pelo rio Missouri, nessa direção. Hoje, é uma cidade turística, movimentada e bonita.



Elegância do Arco de 192 m de altura


























A grande atração dessa cidade é mesmo o Gateway Arch-Jefferson National Expansion Memorial , o famoso Arco, que se situa num parque fantástico e que simboliza o local de entrada do colonizado leste - Califórnia e Oregon principalmente - para as inexploradas terras do oeste. Localizado no lugar original onde, em 1764, o comerciante de peles Pierre Laclede deu início ao acampamento que originou a cidade, o Gateway Arch tem 192 metros de altura e um dos elevadores mais fantásticos do mundo - citado entre os quinze mais fantásticos, ele é o quinto . Essa última informação me foi enviada por Hemerson Ramos, meu amigo residente em Dublin .Thanks!



Courthouse vista do topo do Arco







































O elevador do Gateway Arch tem oito cabines que comportam cinco pessoas em cada uma delas, separadamente. Fomos encaminhados para a frente de onde estavam nossos lugares - cabine no.2. Quando as portas se abriram e saíram os passageiros anteriores, acomodamo-nos, as portas foram fechadas  e fomos levados - 192 m acima - até uma parte plana, no topo do arco, com oito " janelinhas" de cada lado, de onde tivemos uns cinco minutos para fazer fotografias. Há também escadas internas com 1076 degraus, para uso de pessoal especializado somente. De um lado era possível fotografar, pelo vidro, é claro, a cidade de  St. Louis ( IL ) ; pelo outro lado, St.Louis (MO). A vista é incrível. Apesar do medo, consegui fazer algumas fotos - naturalmente meio tremidas porque eu tremia um pouco e ria de assustada.



Vista de St. Louis ( IL) do topo do Arco




















Muito interessante a vista que se tem de dois espaços que, por diferentes razões, são importantes para a cidade. O primeiro é o onde se localiza a majestosa Old Courthouse, um dos prédios mais antigos de St. Louis (MO).Ali, ocorreu o julgamento inicial de Dred Scott, que aprofundou, em 1857, com a decisão da Suprema Corte dos Estados Unidos,  as diferenças raciais no país, e que contribuiu para a eclosão da Guerra Civil , iniciada em 1861.



Do topo do Arco, vista do Estádio do Cardinal




















O segundo espaço , mais contemporâneo e leve, é onde está o vermelho estádio do Cardinal, time de baseball , esporte muito popular aqui, entre crianças e adultos e cujas regras são para mim um verdadeiro mistério! Em tyoda a cidade é possível comprar camisetas, cheveiros e mil coisas com a figura do nosso conhecido cardeal , pássaro de rara beleza, com sua crista vermelha . Nos jogos do Cardinal, torcedores de diferentes regiões se deslocam para St.Louis onde, além do jogo, são apresentados diferentes e alegres shows.



Eero Saarinen e seus objetos de estudo







































O Arco, que é todo de aço e pesa mais de 17 mil toneladas,  foi iniciado em fevereiro de 1963 e concluído em outubro de 1965. O projeto arquitetônico dele é de Eero Saarinen, filho do arquiteto finlandês Eliel SaarinenEero estudou na Universidade de Yale e foi responsável  pelo desenvolvimento de projetos vanguardista entre eles, esse de St.Louis(MO). Apesar de ter morrido com 51 anos, recebeu muitos prêmios por seus inovadores trabalhos. Muitas fotografias dos estudos e experimentos de Eero podem ser vistas nos museus e nos espaços do Arco. Bem interessantes. Também vi muitos cartazes com diferentes representações desse Arco no Parque onde ele está situado: crianças pulando corda, cestas de frutas, cestas de flores. Imagens criativas e bonitas.



Quadro do Museum of Westward  Expansion





















O Museum of Westward  Expansion, que está na base do Arco, mostra elucidativas cenas e históricos objetos representativos da entrada para o Oeste, com muitos detalhes da expedição de 1803/1806 de Meriwether Lewis e William  Clark. Esses exploradores subiram o rio Missouri , viajando de barco. Depois, viajaram a pé, pelos estados de Montana e Idaho. Eram acompanhados pelo famoso guia indígena Sacagawea e seu filho pequeno. O total do percurso foi de oito mil quilômetros, pois chegaram até a Costa do Pacífico.



Parques com belos lagos





















Há muito o que ver em St.Louis ( MO) . Parques , como o do Arco e o Forest Park, este último, com 526 hectares , é um dos maiores do país; um bairro de restaurantes e de entretenimento - Lacjede´s Landing - onde antes eram armazéns de algodão, comida e tabaco; o St. Louis Art Museum, que inclui obras de artistas nacionais e regionais; a famosa cervejaria , fundada em 1860 por imigrantes alemães, a Anheuser-Busch Brewery, que criou a marca Budweiser lager; o Missouri Botanical Garden , que possui um jardim japonês, um jardim inglês e um jardim aromatizado; o bonito campus da universidade, com interessante arquitetura e com muitas esculturas espalhadas por seus jardins.

Sorriso nervoso no alto do Arco.




















Além disso, muitas flores e ávores  nas ruas;
diversificados  restaurantes e cafeterias;
muitos lugares para compras -
de onde fugi rezando um Pai Nosso:
 ....não nos deixeis cair em tentação!
Cidade para ver e retornar.


sexta-feira, abril 02, 2010

Sobre USA, quero contar que:





















. a paisagem de inverno também é linda no Meio Oeste;
. hoje a primavera mostrou-se mesmo: dia com sol, e eu sem pesados agasalhos;
. na semana passada, ainda fez 8 graus negativos;
. aos poucos, aparecem verdes nos campos: logo começarão a plantar milho;
. já se vêem lírios e açucenas brotando por toda a parte ;
. as máquinas começam a preparar a terra para a semeadura;
. os tratores são muito rápidos - quase velocidade de um carro;
























. as estações são bem marcadas e mudam rapidamente - parecem seguir um "cronograma" oficial;
. as roupas de inverno, que ainda a gente encontra, estão com preços baixíssimos - dá vontade de sair comprando - mas o excesso de bagagem assusta;
. as coloridas coleções de primavera-verão já tomam conta das exposições;
. as meias bordadas, rendadas, em cores diversas, estão muito presentes;























. passamos ( Mile, Ronald e eu ) três dias em Chicago: cidade linda , surpreendente, mesmo quando a visitamos com frequência;
. estava ótimo caminhar no Navy Pier , tranquilo, sem muitos visitantes e turistas;
. vimos, mais uma vez , o Museu da Ciência e da Indústria - vale a pena ;
. impressiona , em Chicago, a arquitetura, especialmente o harmonioso convívio de estilos;
. fomos a duas casas de chocolates ; casas acolhedoras e chocolates deliciosos;



























. estivemos durante duas horas, numa livraria imensa, no centro de Chicago ( Border's Book Store ), com um setor de livros de viagem onde eu passaria, se pudesse, mais de um dia;
. fomos ao Outlet de Tuscola: tênis Nike com preço entre 29 e 50 dólares;
. muitas lojas ali com preços inacreditáveis: Reebock, Wilson. Nike, Lee, Coach, Ralf Lauren...quase uma centena de marcas conhecidas;
. Moline é a cidade da John Deere: do nome da estrada ao pequeno , mas fantástico, museu; 
 ali perto passa o Rio Mississipi, que , numa parte, divide Illinois de Iowa;                                                                                                                                                                                                                                                    
                                              .


.

















. em Springfield, fomos mostrar ao Mile o Capitólio, sede do governo do Estado de Illinois - rendeu muito boas fotos e inesquecíveis lembranças;
. interessante a celebração da Páscoa no Meio Oeste: muito pouco chocolate!
. aprendi a fazer uma salada com queijo (tipo requeijão), abacaxi e gelatina de laranja: como é doce, direi que é sobremesa;
. Mile esteve conosco 9 dias. Voltou para Atlanta. Sentimos muita saudade dele.




.



















. Visitamos com ele revendas de carros e de máquinas agrícolas: vontade de comprar algumas - mas com o preço daqui!
. visitamos também os imensos shoppings rurais, que têm máquinas, roupas, alimentos, insumos, brinquedos e tudo o mais que se precisa nas fazendas;
. hoje Ronald e Ken foram, com caminhão e camionete, ajudar uma família a mudar-se de casa : solidariedade entre o pessoal da Igreja;
. eu preferi ficar em casa lendo;
. tenho estudado sobre Guilin, Hangzhou e Suzhou : quero conhecer bem a China;
. sinto saudades do Mile. mas estou                                                                                                            bem. Cada dia aprendo algo.
 

"O único mistério do Universo é o mais e não o menos.
Percebemos demais as cousas — eis o erro, a dúvida.
O que existe transcende para mim o que julgo que existe.
A Realidade é apenas real e não pensada."


Fernando Pessoa