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sábado, abril 01, 2017

Bem - Vindo, Abril...

Jardins no Sul da Índia
Abril....
.....um mês excelente para viajar... como qualquer outro...Faça planos, ainda que sejam para visitar uma cidade próxima da sua. Lembre-se da finitude de nosso tempo por aqui.Viva-o intensamente.


Jardins do Sul da Índia

"Ditosos a quem acena
Um lenço de despedida!
São felizes : têm pena...
Eu sofro sem pena a vida.
Dôo-me até onde penso,
E a dor é já de pensar,
Órfão de um sonho suspenso
Pela maré a vazar...
E sobe até mim, já farto
De improfícuas agonias,
No cais de onde nunca parto,
A maresia dos dias."

Fernando Pessoa


Jardins do Sul da Índia

domingo, agosto 17, 2008

Síntese 03



O que muito me impressionou nesta viagem:



















. a beleza e o colorido dos Templos ; 

. o número de trabalhadores, na Índia, para a execução de qualquer tarefa: por exemplo, dois funcionários por guichê, em alguns pedágios. Um recebia o dinheiro e passava para o outro, que emitia o ticket e o entregava para o primeiro, que o entregava para o motorista. A distância entre o carro e o guichê mal permitia ao primeiro funcionário mover-se - mas eram dois;

. o número de pessoas em qualquer meio de transporte: vi um rikishaw transportando 12 pessoas, camadas de pessoas sobre os ônibus e trens com pessoas penduradas nas portas e laterais;
.





















o profissionalismo do “fazedor de pacotes para o correio”, em Pondycherry – além de organizar minhas compras, colocá-las ordenadamente numa caixa, envolver essa caixa primeiro num plástico e depois no pano branco de seda ( obrigatório) , costurava-a com perfeição e escrevia destinatário e remetente com letra perfeita. Cobrou oito reais por tudo;

. o convite, entregue a Fabrício e Krithika por uma mãe, para a cerimônia de recebimento do nome que, no dia do primeiro aniversário, sua filha teria;

. a gruta de Nossa Senhora de Fátima , num estilo ocidental e português, com adereços de flores típicos colocados por indianos;



























. a lindeza da comida, no Sul da Índia, colocada sobre folhas de bananeira – para ser comida com as mãos - não precisando, portanto, lavar pratos e talheres;
.            
todas as histórias de São Tomé , na Índia, inclusive seu assassinato;

. o medo que senti , na Fronteira Índia - Paquistão, quando milhares de pessoas forçaram a passagem por um portão, guardado pela polícia . Eu me senti “prensada” em meio à multidão.Um policial , que retirava dali as mães com filhos no colo, abriu caminho para que eu saísse também;























. a cesta de frutas que comprei e dei, no Chamba Valley, para uma família de macacos – em pouco tempo , havia muitas famílias ali. Todos estavam tranqüilos porque as pessoas não os agridem. Foi uma festa que rendeu fotos para muitos turistas;

. a beleza das inúmeras cascatas nas estradas de montanha do Chamba Valley e o verde exuberante do lugar;

. as pastas e malas "acorrentadas "nos trens;
. as comprinhas em Auroville, Kanchiporan e Mysore;
. a beleza das Montanhas Azuis;

 






















 .como o nosso dinheiro "rende" na Índia : refeições custam três ou quatro dólares - comida indiana naturalmente porque restaurantes internacionais são mais caros;

. a grandiosidade das árvores, especialmente no Sul da Índia, a beleza das flores e a doçura das frutas;

. a gentileza de meus amigos indianos e as boas lembranças que muitos têm do Gugu;

. o quanto me emociona e encanta a Índia.

Bardejov




















. A beleza de Presov e Bardejov  na Slovakia;

. as lavouras de girassol florido;

. como gostei de ter visitado Miskolc ,na Hungria;

. o desejo de retornar sempre à Europa.

segunda-feira, julho 28, 2008

Kochi - Imperdível!


Tradicionais Redes Chinesas de Pesca

Foi muito bom ter vindo aqui. Fiquei hospedada em Fort Kochi, perto do porto natural de Kochi, rico em histórias e em beleza. Visitei o Bairro Judeu, onde está a mais antiga sinagoga da Índia – 1568. A comunidade judaica de Kochi dividia-se em dois grupos: os judeus negros e os judeus brancos. No início , eram aproximadamente três mil judeus, hoje já são poucos, porque muitos migraram para Israel.

Visitei igrejas católicas, entre elas a Igreja de São Francisco, onde Vasco da Gama foi enterrado , em 1524 – seu corpo foi depois levado para Portugal. No Sul da Índia, foi onde eu encontrei igrejas e manifestações católicas; em outras regiões essa presença quase não é notada. Muito “fotogênicas” as redes de pesca chinesas. Elas foram erguidas pela primeira vez em 1350. O “modelo” continua a ser usado, junto ao mercado de peixes, perto do porto.


Forte Kochi

Não consegui ver o Mercado Internacional de Exportação de Pimenta. Dizem que é muito interessante, porque os funcionários estão, em cabinas, falando ao telefone, enquanto uma gravação de muitas e animadas vozes é escutada em todo o prédio e serve de fundo às negociações. Tem um Jardim Botânico muito bonito em Kochi, inclusive com uma casa típica dos Todas, primitivos habitantes da região.Parte desse jardim é construído em terreno plano, parte é contruíd0 acompanhando a subida da montanha. As árvores da cidade são tão altas e grandiosas que vi um prédio de quatro andares sob seus galhos - e o verde é estupendo. O comércio é intenso na cidade. A presença de muitos estrangeiros é notada ali , em razão disso é fácil encontrar internet, cafeterias, hotéis e restaurantes.Parece-me que a gente do Sul é mais tranqüila e sorridente que a gente do Norte. Bem que eu gostaria de ficar alguns meses no Sul da Índia. Eu precisaria de várias vidas para fazer tudo o que desejo.

sábado, julho 19, 2008

Kanchipuram, a Cidade das sedas na Índia.




         



































Kanchipuram é uma das sete cidades sagradas dos hindus, tanto para os devotos de Shiva , quanto para os adoradores de Vishnu. Realmente é uma cidade-templo, o que já se percebe na chegada pelo número de templos que se vê – todos de impressionante beleza. Visitei um com quarenta colunas, com imagens minuciosamente esculpidas em blocos de granito. Pena que não se pode fotografar nada dentro do templo. Para mim, é a cidade das sedas, comércio que aumentou com a produção de seda de amoreira . Mais de cinco mil famílias estão envolvidas com essa tecelagem manual.






















São tecidos famosos pela elegante combinação de cores nas bordas e nas barras. Há muitas as lojas de fábrica, que vendem também algodão de excelente qualidade. Todas as lojas têm muitos funcionários - experientes vendedores com competentes auxiliares - que tratam os clientes como “únicos”. Diz – se que toda noiva indiana deve ter, em seu enxoval , peças de seda de Kanchipuram – que são oferecidas ritualmente aos deuses antes de serem vendidas. Vi muitos saris trabalhados com fios de ouro.


Sem resistir a tentação: comprei pouco, mas comprei




















Eu , que pensava não comprar nada além das encomendas da família, comprei dois ou três saris para mim - sem ouro, é claro, mas bem bonitos. Segunda próxima, levarei essas compras ao correio , que vai fazer o pacote , em tecido claro de seda, e despachá-lo para o Brasil - até escrever destinatário e remetente é o pessoal do correio que escreve. Pago, em média, cem dólares por pacote. E fico torcendo que chegue em Alegrete ou Porto Alegre.



Chennay, a Antiga Madras.





















Chenay, capital de Tamil Nadul, antiga Madras, é a quarta maior cidade da Índia. Interessante o fato de que Chennay não tem um “centro”, como normalmente têm as cidades. Tem sim distritos urbanos interligados por estradas, uma dessas estradas é Anna Salai, onde se localiza o hotel em que me hospedei. Perto do hotel , fiz compras numa cooperativa que vendo todo tipo de artesanato do Sul , por preço bem razoável.Lá eu comprei uma pequena fruteira, muito bonita, para a casa da Fabianinha e do Marcel.                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                 




















Gostei muito de visitar a ( gótica) Basílica de São Tomé, um dos doze apóstolos de Jesus Cristo. Conta-se que ele veio para a Índia logo depois da morte de Cristo e aqui viveu, difundindo o Evangelho e convertendo a população. Em 72, foi ferido mortalmente por uma lança, quando rezava no Pequeno Monte – hoje Monte de São Tomé. Morreu e foi enterrado numa pequena capela que ele havia construído e onde hoje é a Basílica. São Tomé é considerado o Apóstolo da Índia. Aqui, no Sul, encontrei muitas igrejas católicas, herança da colonização portuguesa , no século XVI. Tem ate uma " gruta", perto da Basilica, com Nossa Senhora de Fatima e as criancas portuguesas.
























Chennay tem prédios de imponente beleza, como a Estação Central (de trens), a Universidade e os Correios.  Alguns distritos são limpos e bem ajardinados, outros não.O trânsito, naturalmente, caótico. A comida , excelente. Tem reconhecida produção em cinema, com musicais e melodramas, e em dança , onde bailarinos criam uma forma de dança contemporânea com elementos do folclore indiano. A Índia fica “incompleta”se a gente não conhecer o Sul – por acreditar nisso , estou aqui.