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domingo, agosto 17, 2008

Síntese 02





















Tornou-se inesquecível para mim:
. o gosto do doce de leite e do chocolate com figo de Ooty;
. as mangas e as peras do Punjab;
. os turbantes coloridos usados pelos homens, no Rajisthan;
. os textos, em três línguas, encontrados no Sul da Índia ( foto);
. a paisagem dos remansos;
. a cor dos "amontoados "de pedras nas montanhas de Dharmsala;


 .


















. a preparação de Dharmsala e Mc Leod Ganj para o aniversário do Dalai Lama;
. o Chamba Valley e a cidade de Dalhousie;
. a chegada em Pushkar ao anoitecer;
. as redes chunesas de pesca em Kochi;
. as Galerias de Arte de Chandigarh, na Índia, e de Bagheria, na Sicilia;
. o ato de transplantar as mudinhas de arroz no Sul da Índia;
. a chegada do noivo nas festas de casamento;
. o sorriso dos sadus;























. a agilidade com que os velhos se movem;
. as flores de lótus na Índia e os campos cobertos de papoula na Grécia e na Turquia e as lavouras de girassol na Slovakia e Hungria ;
. as estampas e os bordados dos saris;
. a elegância das mulheres;
. o passeio a Auroville, com especial destaque à buzina do Rikishaw : uma bola de borracha verde ( foto);
. a massagem Ayurvédica, a quatro mãos, sincronizadas, simplesmente divina;




























. o encontro do Oceano Índico, Mar Arábico e Baía de Bengala em Kanniyakumari;
. o Fabrício ocupando o lugar de um vendedor de conchas em Kanniyakumari( foto) ;
. as tornozeleiras e as pulseiras de prata;
. a felicidade do carregador de bagagem que aprendeu a carregar minha mala sem colocá-la na cabeça e minha mochila às costas - parecia desfilar;
. a luta contínua de combate ao uso de embalagens e sacos plásticos - parece que só proibindo sua fabricação;
. algumas cidades consideradas "livres do plástico";
. a mãe que pediu para me fotografar junto com cada pessoa da família;
. o ritual que fazia meu amigo indiano antes de uma viagem - incenso e rezas no carro;
. a refeição , gratuita e comunitária , no Templo Sikh, em Amritsia;
. a gentileza e a atenção dos empregados da casa da família da Krithika;
. a minha despedida da vó da Krithika;
. o carinho do Fabrício, da Krithika e das crianças..

sexta-feira, junho 01, 2007

Sempre saudades...







Sobre as fotos
- meu peh com apenas quatro tornozeleiras, mas vou ainda comprar mais e mais largas - como as mulheres indianas. Belissimas.

- Gugu e Fabricio , no Templo do Dalai Lama, autorizados que foram a fotografarem-se com essas senhoras que usavam roupas tipicas tibetanas. O aventalzinho listrado, juro que nao o uso!

- Mc Leod Ganj eh assim : monges em bando ( qual serah o coletivo?) por toda parte, todos os dias.

- Gugu e eu em Amritsar, num dos lugares que me emocionou mais que o Vaticano: o Golden Temple . Amritsia eh a cidade dos Sikhs, aqueles que usam um turbante com sete metros e meio de tecido. Lah, toquei na arvore sagrada e fiz um pedido - saude e paz para as pessoas que eu amo. Tocar e fazer pedido ... minha especialidade! Do seio de Julieta em Verona a pedras de altar em qualquer igreja ou templo...nunca se sabe!

- Essa ultima foto, ao acaso numa rua em Dehli, eh soh para mostrar a elegancia das mulheres indianas.

Aqui, 8h30min...no Brasil , meia-noite! Silvio me conta agora que o Mile foi para Bela Uniao...Me bateu uma saudade de casa...vivo com saudades! Saudades de espacos e afetos. E quando viajo, adiciono mais espacos, mais afetos e ... mais saudades: "alegria de ter tido, tristeza de nao mais ter...."Estou me preparando para sair de Mc Leod Ganj, onde " morei" durante vinte dias. Aqui eh Tibete ... apesar de ser India. Durante esse tempo, fiz Yoga, massagem, tratamento com medicos tibetanos e recuperei-me de uma crise de bronquite. Aprendi muito. Guardarei imagens do Himalaia na mente e no coracao.

Eu soh nao gostava mesmo de duas coisas: uma, a " assembleia " de cachorros na frente do hotel `a noite...algumas vezes mais de cinquenta, penso eu... ficavam horas latindo.Outra, as buzinas de carro.Buzinar aqui eh um ato de boas maneiras, um delicado aviso de que vou passar ou estou passando, com o qual ninguem se irrita. E buzinam o tempo todo. Nas estreitas estradas de montanha isso se torna necessario - um carro pode ter que esperar pelo outro...ou dar uma reh ou ficar quase no precipicio para o outro conseguir passar. Tudo, porem, com muita calma, sem stress. Buzina-se, portanto, sempre antes das curvas. Buzinam na cidade tambem. Aqui, em Mc Leod Ganj ou em Dharmsala, as ruas sao bem estreitas. Acontecem engarrafamentos de onibus, carros, riquixas, motos e gente...muita gente nesta epoca de temporada em montanha.A policia, a vizinhanca e os transeuntes ajudam a " desentalar" as maquinas. Imaginem encontrarem-se nessas ruas estreitas e sem calcadas , que soh daria mesmo para transitar um carro, dois onibus cheios de turistas , um indo , outro vindo....Gugu e eu ficamos um dia, durante quase uma hora, assistindo a uma cena dessas. Um divertimento a mais...e haja buzina!

Gugu estah em outra montanha fazendo curso de meditacao, durante dez dias. Eu devo sair terca daqui para Manali com Fabricio, Krithika e criancas. Visitaremos, ainda, umas cinco cidades, antes de chegar a Dehli, de onde partiremos de aviao para Bangalore. Daqui a exatamente dois meses, Gugu e eu retornaremos a Europa.







Por favor, escrevam, deem noticias! Se nao escreverem, eu nao toco e nem beijo arvore ou qualquer outra coisa, pedindo bencaos a voces. Beijos.
Mc Leod Ganj, 2 de junho de 2007.

domingo, maio 27, 2007

Essa...poderia ser dispensada!





















Comecou com rinite...tosse...febre... e lah estava eu passando mal...Na minha bagagem, gracas ao Pithan, um kit completo para esses sintomas. Mas, como sempre faco, uso meu Kit + a medicina local. Lembro-me agora de quantos chás, benzeduras, implastos e simpatias experimentei na Amazonia, no Pantanal e lah na minha casa tambem...Aqui, recorri `a medicina tibetana. O medico eh um senhor , seguramente com mais de noventa anos, que atende tambem ao Dalai Lama. Entrei na sala um pouco assustada. Fabricio e Gugu ficaram comigo. O medico sente o meu pulso, primeiro o esquerdo, depois o direito, olha-me atentamente e vai ditando, para o medico auxiliar, os medicamentos. Manda-me voltar na proxima semana, trazendo uma amostra da primeira urina do dia. A unica informacao sobre meu estado, jah a escutei de medicos ocidentais: devo emagrecer - e um dos medicamentos receitados, segundo ele, ajudarah nisso. Junto ao consultorio, uma farmacia com todos os medicamentos tibetanos em grandes recipientes rotulados e cheios de bolinhas, pouco maiores que uma ervilha! Preparam-me um tratamento para sete dias: quatro conjuntos de catorze bolinhas. Junto vem a instrucao que devem ser mastigados e engolidos com agua morna ou quente. Descubro que sao durissimos e alguns apimentados ou salgados. Descubro tambem - e compro logo - que existe um recipiente de metal especifico para triturar esses remedios( servirah depois para fazer caipirinha...porque eh igual ao que se usa no Brasil com essa finalidade). A consulta eh gratuita e pago pelos medicamentos o equivalente a cinco reais ( preco que pago tambem para duas refeicoes). Amanha eh meu dia de voltar lah.

Com o objetivo de nao ter mais esses chiliques alergicos e aproveitar bem minha temporada na montanha, estou fazendo ainda massagens ( tibetanas naturalmente) e Yoga. O professor de Yoga eh da Servia ( ex-Iugoslávia ), amigo do Gugu , que o conheceu em Varkala e que felizmente fala um pouco de italiano. Eh excelente. Depois da primeira aula, dormi doze horas.Estou muito bem agora. Sinto saudades da familia e dos amigos. O dia estah belissimo, sol lindo e temperatura agradavel. Mc Leod Ganj, 27 de maio de 2007.