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sábado, agosto 16, 2008

Presov e Bardejov




















Novamente, fui muito cedo para a Estação Central porque meu objetivo era visitar duas cidades da Slovakia: Presov ( tem um sinal gráfico sobre o "s" , como um circunflexo invertido, e pronuncia-se Precho ) e Bardejov ( pronuncia-se Bardeo).






















Presov, terceira maior cidade da Slovakia, tem cerca de 180 mil habitantes. É vizinha da fronteira com a Ucrânia. Bonita cidade. Assim como Kosice, que é a segunda maior cidade, reserva algumas ruas , ou parte de ruas, unicamente para trânsito de pedestres. E onde há movimento de carros, cobra-se uma multa de cinqüenta euros de pessoas que cruzam a rua com sinal fechado ou fora da faixa de segurança. Penso mesmo que carros não deveriam circular no centro de nenhuma cidade. Teria muitas vantagens e , de quebra, faria a gente caminhar mais.





















As ruas de Presov são impecavelmente limpas; as casas, bem restauradas e conservadas. Vi dois teatros com programações variadas , principalmente de dança. A Igreja principal - este é um país muito católico - é gótica e tem vitrais lindos. Há uma cafeteria , de 1905 - numa esquina do centro da cidade, com arquitetura interna e externa fantástica - e doces idem!!!! Bem bonita a cidade.























De Presov, fui para Bardejov, cidade , declarada pela UNESCO , em 2000, como patrimônio histórico. No caminho, vi o Sarissky Hrad ( Hrad = castelo na língua slovaca ) , imponente sobre uma montanha e cercado de muitos tons de verde - a pequena Slovakia possui mais de sessenta castelos.
Agora conheço muitos deles, a começar pelo lindo Castelo de Bratislava, a capital.





























Bardejov fez-me lembrar Karlovi Vari, na República Checa, pela beleza de sua localização, de suas casas e ruas e também por ser uma cidade termal. O início de sua história remete a 1241, quando uma crônica dessa época refere a um rei que a teria visitado. De seu "spa", Sissi foi hóspede,em 1895, assim como o imperador Joseph II - esse em 1783. São cidades que merecem uma visita. São aquarelas bem feitas. Ainda bem que tenho fotos para mostrar porque estou com muita preguiça de escrever... mas sempre penso que a minha pequena câmera não dá conta de toda a beleza que vejo. Talvez nem uma câmera consiga isso.

quarta-feira, agosto 13, 2008

Kosice e Miskolc: bate-e-volta na Hungria




















Uma beleza o verão em Kosice. Já estive aqui em tosas as estações do ano. No outono, vi as árvores coloridas, com nuances diversos, do vermelho escuro ao amarelo. Imagens inesquecíveis nas ruas e parques. No inverno, embora eu goste mesmo de neve na Noite de Natal, ao longe nas montanhas e em fotografias, a cidade continua acolhedora e fotogênica.





















Hoje fui caminhando para a Estação Central de Trens. Eram 05h. O dia estava clareando. As ruas limpas. As árvores muito verdes. Flores por toda parte. O que mais me encanta, tanto aqui quanto na Índia, é a ausêcia quase total de violência. 


























O medo é um preço muito alto e constante para viver num país , ainda que seja um belo país - como o Brasil.Em diferentes países, principalmente aqui no Leste, encontro pessoas, de manhã cedo, varrendo as calçadas defronte às suas casas. O discurso de que isso pertence à esfera do serviço público, parece que nos tornou desleixados com nossa rua, nossa cidade. Que me perdoem amigos e companheiros, mas isso é genuína participação popular!























A viagem até Miskolc me encantou. É verdadeiramente um passeio. Campos arados, campos plantados, campos enfeitados com muitos verdes e girassóis. Quem já viu campos de girassol, papoulas e lavandas sabe exatamente do que estou falando. É visão de paraiso.E tem , ainda, os lagos..lagos, com pequenas casas ao seu redor, todas muito coloridas, com jardins bem cuidados e gramados de fazer inveja.





 


















Na chegada, a constatação de um problema. Embora seja uma cidade de porte médio, Miskolc não me parece uma cidade de turismo forte. Há problemas na comunicação com estrangeiros. Tive dificuldades para obter informações e, ainda que as pessoas fossem gentis e atenciosas, raramente falavam inglês, espanhol ou italiano. Pode ter sido apenas um "azarão "meu!




















A estação de trens é belíssima , mas é longe do centro. Precisa-se de transporte para chegar até ele. Fui de "bonde", daqueles elétricos. Sorte que, no dia anterior à ida, estudei o mapa da cidade e relacionei os lugares e prédios que desejava visitar - perguntando, não sei se os teria encontrado.Tive dificuldades com moeda: ninguém aceitou euro - na Slovakia vizinha, já é moeda corrente junto com a "korona". Antes de fazer câmbio, entrei num bar , pedi um café e avisei que só dispunha de euros. A moça disse "no problem" , não recebeu os euros, mas gentilmente me deu o café. Tomei-o e saí muito agradecida. Fiz câmbio - troquei 30 euros e recebi um "monte"de Fiorint - voltei mais tarde ao bar, tomei outro café e paguei o anterior. A moça ficou toda feliz comigo e percebi que comentava o fato com os colegas.






















Fui almoçar. No cardápio do dia , havia , por exemplo:
zöldborsóleves;
rántott csirkeszárny párolt rizzsel;
ischler karica.
Eu pretendia comer algo típico, que não fosse goulash, que se come muito em toda a região, mas acabei pedindo frango, batata frita e café ( em inglês). Veio direitinho.

Aproveitando que estava na Hungria, saí a procurado hidrante "Helia D ", que compro há mais de dez anos e que é ótimo. Felizmente o encontrei - é um produto que custa pouco e não se vende em outros países. É feito com azeite de girassol - daí o "helia". Se eu não estivesse com "trauma"de bagagem, levaria muitos potes para a família.
























Um bom passeio. Vi prédios, igrejas , mesquitas, teatro, galeria de arte, praças e ruas, onde havia cafés e muitas pessoas , aproveitando o verão - penso. Encantei-me com um relógio antigo, preso a uma estrutura de ferro batido, junto a um poste de iluminação. Lindo. Encantei-me também com uma dessas fontes com água, luz e música, que são acionadas a cada hora cheia, durante alguns minutos. Foi a mais perfeita e sincronizada que conheci. O movimento das águas "demonstrava"o número de instrumentos e a altura dos sons de peças clássicas conhecidas. Fantástica. 
Bem bonita Miskolc. Quanto lugar lindo existe nesse mundão de Deus que a gente nunca ouviu nem o nome. Amanhã , penso ir a Presov tentar visto para a Ucraina. Se conseguir , vou lá , antes de retornar à Itália.

terça-feira, agosto 12, 2008

"Lá vou eu..."





















Passei os últimos quatro dias "em casa". Precisei curar uma "canseira das braba", como se diz no Touro Passo. Hoje acordei ótima, realmente me sentindo muito bem.Li bastante, escrevi, almocei, jantei, organizei as roupas que me restam ( já eram poucas e algumas deixei pelo caminho) e fiz novos programas de viagem.





















Decidi viajar amanhã cedo - 06h - para Miskolc, uma cidade da Hungria que me disseram ser muito bonita. Tem 180 000 habitantes e prédios interessantes, como uma igreja gótica, uma mesquita, uma galeria de arte.Está a menos de duas horas, a partir de Kosice, em trem. Retornarei à noite.

sexta-feira, agosto 08, 2008

08 - 08 - 08


Interessante! No ano passado, no dia 07 - 07 - 07 , eu estava em Kosice, na Slovakia. Fui escrever a data de hoje e me dei conta de que é 08 - 08 - 08 e eu estou em Kosice outra vez!
Gosto desta cidade.Sinto-me em casa. Já faz cinco anos que venho aqui, anualmente. Houve um ano que era dezembro, fazia -12 graus, nevava muito. Agora é verão - hoje fez 30 graus. Ainda não fiz programação para os próximos dias. Quero descansar um pouco, dormir muito, fazer nada!
Obs. aqui perto do apartamento, no centro de Kosice, há muitos lugares que, tradicionalmente, os noivos usam como cenário para suas fotografias. Hoje cedo, eram estes!

quarta-feira, julho 18, 2007

Ciao...saindo de Kosice



Escuto Vivaldi e olho a cadeia de montanhas Tatry. Estou no carro restaurante do trem que nos leva de Kosice a Bratislava, numa viagem de seis horas.Comeco a sair da Slovakia com antecipada nostalgia. Amo este pais pequeno, simples, bonito e, a meu ver, amoroso.




Chegamos ontem aa noite da deslumbrante Budapest. Hoje pela manhã, quando saímos , encontramos uma ordem do proprietario do aparthotel de que nao deveriamos pagar esta ultima estadia. Era um presente com votos de boa viagem e pronto retorno. Amigos!




Há cinco anos, adotei Kosice como a minha cidade . Conheco-a muito bem. Conheco muitos de seus habitantes. Aqui tenho uma familia, os Kalafus. Gente como a gente, apesar das diferencas linguisticas. Kosice tem uma localizacao estratégica para mim. Distante de Budapest há três horas de trem. Quase a mesma distancia de Cracóvia. Perto da Bulgária, Romenia, Ucrania, Austria, Republica Tcheca, Croacia, Slovania. Facil de ir a muitos lugares bonitos e interessantes.



Passamos , faz pouco, por Zilina, cidade bonitinha, onde vive uma parte da familia Kalafus. Olho as montanhas, os rios, os lagos, o Castelo de Trencin, as pequenas casas de temporada, os campos todos cultivados. Saio com a sensibiidade aa flor da pele, com o olhar molhado e com o desejo e a esperanca de voltar presto, presto.

sábado, julho 07, 2007

07/07/07

Meus queridos amigos


Hoje, estamos em Kosice, na Slovakia. Gostei da data: 07/07/07. Chegamos de manha cedo, vindos de Praga, ao aparthotel onde sempre fico. Conheco o proprietario e as pessoas que aqui trabalham. Chegar aqui eh um pouco como chegar em casa.






















Amanha iremos a Cracovia - com pequena bagagem! Ficaremos na Polonia quatro dias. Viajaremos aa noite, de trem.Mostrei o centro de Kosice para Gugu e contei a ele muitas historias de permanencia minha aqui. Acredito em reencontros de pessoas e lugares. Venho sempre aqui, jah faz cinco anos. Posso dizer que tenho uma familia em Kosice, com pessoas de quatro geracoes.






















A Catedral estah completando 800 anos. Eh grandiosa. O Teatro eh estatal e tem boas apresentacoes artisticas. A cultura tem espacos e eh muito valorizada.  Ha muitas flores sempre nas avenidas e pracas. Agora, que eh verao,  ha beleza e luminosidade em toda parte. Eh uma bonita cidade. Gosto de ser gentil com ela, pois me acolhe bem, quando chego aqui, precisando parar e descansar um pouco.

 
Esse imenso tabuleiro de xadrez , com pecas gigantes que os jogadores podem mover, estah no centro da praca e eh perfeito para uma cidade serena como esta. Tambem nessa praca , junto a uma grande fonte luminosa, ha um conjunto e sinos, que soam, harmoniosamente, a cada  hora exata. Estao ali sempre muitas pessoas, principalmente velhos e criancas.


"Deuses, forças, almas de ciência ou fé,
Eh! Tanta explicação que nada explica!
Estou sentado no cais, numa barrica,
E não compreendo mais do que de pé."

Fernando Pessoa

sexta-feira, julho 06, 2007

A Caminho do Leste Europeu







Sai triste da India. Gostei de la. Per fortuna, nao sou presa a passado e sempre tenho novos projetos. Renu e marido levaram-nos ao aeroporto. A viagem pela Lufthansa foi boa, apesar de, novamente, eu ter de pagar excesso de bagagem - 30 euros cada Kg ....

Chegamos Gugu e eu a Frankfurt e fomos direto ao hotel. Aproveitamos o tempo para rever principalmente o Rio Main. 

No outro dia , bem cedo, fomos para Dresden. Linda cidade. Dormimos no hotel Ibis e , novamente cedo, partimos para Praga, porque Gugu nao a conhecia. Bella Praga!


Em Praga, estamos hospedados na Residencia Bologna, reduto de italianos, num apartamento com sala, quarto, cozinha e banheiro, que tem inclusive maquina de lavar roupa. Um excelente endereco : www.pragaweb.com/bologna.htm 


Hoje aa noite, iremos para Kosice. Deixaremos lah nossas bagagens pesadas e, com nossas pequenas  mochilas, viajaremos domingo para a Polonia. Meu objetivo eh mostrar para meu filho a Centro- Europa , de que gosto tanto.