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terça-feira, abril 12, 2016

Correndomundo: retrospectiva 02




Escolhi este texto sobre rituais de casamento para a retrospectiva 02, comemorando os 10 anos do Correndomundo: www.correndomundo.blogspot.com.br/search/label/Rituais%20de%20casamento
Agradeço - lhes muito os acessos ao texto anterior. Foram mais de 400. Recebo-os como incentivos para eu continuar escrevendo - e escrever me faz bem. Beijos





terça-feira, julho 08, 2014

Paxton: agradecimentos

Amanhecer em Paxton
No final de maio, cheguei, desta vez sozinha, no interior da pequena e acolhedora Paxton. Apesar da ausencia tao dolorosa de Daniel e Ronald, foi - me confortavel o acolhimento afetivo e gentil da familia. Sinto-me realmente em casa, cercada por pessoas queridas, objetos conhecidos, paisagem sempre igual.

Daniel e Ronald
No meu quarto, livros, roupas e objetos meus e de Ronald. Organizo detalhadamente tudo. Embora eu pretenda voltar no ano que vem, sei que nada do que foi sera... Todos da familia procuram me auxiliar na solucao de questoes burocraticas e planejam atividades que tornem mais leve minha permanencia - sem Ronald pela primeira vez. Investem no meu retorno `a casa da familia todos os anos...Prometo retornar. 

Kupferschmid' s House

Lora, com invejavel vitalidade, eh amorosa e prestativa; Anna e Keneth sao cuidadosos e gentis; Judah, agora um menino grande, jah com carteira de habilitacao, continua doce e disponivel. Sharon, Randy e Pam ajudaram-me, com afeto e solidariedade, a passar por momentos de muita dor. Meu  agradecimento e meu afeto a toda a familia Kupferschmid.

 
Lora e eu

O Memorial Service for Ronald Dean McKinney estara, na minha memoria, como um dos momentos mais comoventes da minha vida. Emociono-me quando lembro daquele escoces, na gaita-de-foles, executando o Toque de Silencio, enquanto um telao projetava imagens de Ronald no exercito, e uma bandeira do pais me era entregue.

Toque do Silencio
Emociono-me quando penso nas mensagens de parentes e amigos , que testemunharam amor e respeito ao meu marido  e disseram da saudade que ele deixou. Quero escrever a cada uma dessas pessoas , para externar minha gratidao . Agradeco muitissimo a Kevin e Sherry, Vicki e Shanna Ferrel, Randy e Candy Rigglemann, Brinda e Daiana, Patricia e Mike Tipsord, Tim Roth e Familia, Dave e Kitty . Agradeco aos familiares e amigos do Brasil que tambem enviaram mensagens e testemunhos.

Vicki e Candy - queridas amigas

"Ron e eu nos conhecemos numa festa de Natal, em 2005.Trocamos cartas, mensagens e decidimos nos reencontrar em 2009.Vinte dias depois, o querido Kevin Haiser fez nosso casamento, na casa da familia Kupferschmid.Vivemos integralmente cada dia durante 4 anos, 6 meses e 20 dias ( completariamos hoje 5 anos de casados). Tivemos um tempo pleno de harmonia, cuidado mutuo, afeto e companheirismo.Em janeiro, seu generoso coracao parou.Ficou sua lembranca e a forte dor  de sua ausencia."

Memorias

Ja estou no Brasil, procurando  valorizar o presente deste presente que, cotidianamente, recebo: a vida. Aprendi que a tristeza vem sem ser chamada, mas que a alegria precisa ser buscada no dia a dia. Pela memoria de Ron, quero buscar a alegria de viver porque acredito que ele gostaria de me ver bem.

Memorias

"Ter pressa eh nao saber chegar.
Vou devagar.
Vou devagar porque o que eh sorte,
E o que eh morte.
Nao as busco, nao as evito.
Vem-me buscar.
Por isso vou sob o infinito
Sem me apressar.

Se eu for depressa, nunca chego.
Devagar,vou
Com o meu ser e com sossego:
Existo,estou."

Fernando Pessoa

quarta-feira, junho 11, 2014

Novidade em Paxton: Timber Creek

Timber Creek
Jah escrevi sobre Paxton ( http://www.correndomundo.blogspot.com/search/label/Paxton ), uma pequena e agradavel cidade de Illinois - cercada de milho e soja por todos os lados - com cerca de cinco mil habitantes, cuja vida social e comunitaria se passa principalmente nas igrejas. Eh limpa, bem cuidada, habitada por gente trabalhadora e gentil.

Antigas maquinas nos jardins do Timber Creek
Gosto muito de Paxton. Anualmente, ao chegar,  procuro saber as novidades do ano. Em 2014, uma das novidades era um Bed &  Breakfast , que fui logo conhecer  . Encantou-me sua localizacao - distante cerca de cinco km da cidade, na State Route 9, em meio a um bosque, acessivel por uma estradinha sinuosa, ladeada por frondosas e belas arvores. Encantou-me seu estilo arquitetonico - um tipico grande celeiro, tao comum na regiao.

Colecao de maquinas antigas
O Timber Creek Bed & Breakfast estah no centro do que parece ser um grande jardim, com 10 hectares. Tem seis suites e uma cabana rustica. Cada uma com denominacao propria - Rose Garden Suite, Black Canopy Suite, por exemplo -  e decoracao bem diferenciada. Em todas , entretanto, observa-se simplicidade, conforto e bom gosto no conjunto e nos detalhes.

Detalhes de uma suite
Nos jardins, ha muito o que admirar, ver e sentir, como uma colecao de maquinas agricolas antigas, bem cuidados campos de golfe e muitas  plantas que exalam perfumes, como lavanda, rosas e especiarias. Recebem tambem grupos para realizacao de festas de aniversario ou casamento, congressos e  seminario, num grande espaco construido, fora do B&B, especialmente para esses eventos.

Recepcao do B&B
Gostei de ver a qualidade do local, a criatividade e a competencia dos empreendedores: Jim e Beth Walder, inclusive a distribuicao de funcoes num numero exato de funcionarios. Pensei como seria bom ter um lugar assim nas cidades da minha regiao. Mesmo curtindo uma certa inveja, desejei-lhes muito sucesso no empreendimento.  O endereco eh: www.timbercreekbb.com

Mapa de Illinois

sábado, outubro 12, 2013

" Lá vou eu...para Torres "


Paxton

Retornamos para Paxton após essa última viagem por estados americanos. Hora de preparar as malas e retornar ao Brasil. Uma semana - de pesadelos - tentando colocar, em cinco malas, quatro meses de presentes recebidos, encomendas e comprinhas. Ainda bem que costumo deixar aqui roupas, sapatos e objetos pessoais tanto meus quanto de Ronald. Choro na hora de partir. Medo de perdas. Medo de , no próximo retorno, não mais encontrar pessoas muito próximas e muito queridas.

Daniel e Lora
De carro, chegamos ao aeroporto de Chicago, de onde partimos até Miami; de Miami a São Paulo; de São Paulo a Porto Alegre; de Porto Alegre a Alegrete; de Alegrete a Bela União. Se canso só de escrever esse trajeto, imaginem de percorrê-lo. Descanso de dois dias e retorno às malas! Desfazer as que chegaram conosco - porque algumas ficaram em Porto Alegre, na casa da minha querida amiga-irmã, Deborah Alves - e fazer muitas outras, pois estamos nos mudando, definitivamente, para Torres/RS.

Bela União
Sair da Bela União dos meus antepassados, para onde costumava voltar nos últimos 16 anos, foi muito difícil. Nessas horas a gente faz o que deve ser feito, mas sofre como um animal machucado. Foi uma decisão necessária e uma escolha bem pensada - nem por isso menos sofrida. Vim para uma casa 100% minha; na casa da fazenda, eu tenho 20% + os investimentos que fiz. Vim para uma cidade bonita,  perto de médico, de hospital, de aeroporto e de  Porto Alegre - como convém a um casal com 70 anos de idade. Ronald sempre me fala que a felicidade não é geográfica - é interna. Acredito. Estamos bem.

Torres - detalhe da casa.
"Há um tempo em que é preciso abandonar as roupas usadas, que já têm a forma do nosso corpo, e esquecer os nossos caminhos, que nos levam sempre aos mesmos lugares. É o tempo da travessia: e, se não ousarmos fazê-la, teremos ficado, para sempre, à margem de nós mesmos". Fernando Pessoa

sábado, junho 08, 2013

Idas e Vindas:Europa,USA


Chicago
Retornamos do norte de Portugal , estivemos um dia a mais em Lisboa e fizemos, então, aquele abençoado voo direto Lisboa/Porto Alegre, finalizando, assim, a primeira viagem à Europa em 2013.  Desfazer e fazer malas, em poucos dias, na Bela União,  e fazer novo trajeto - esse bem mais complicado: Porto Alegre/São Paulo/Miami/Chicago. Depois de Chicago, mais duas horas de trem e, finalmente, chegamos em Paxton. Alegria em rever família e amigos. Alegria em planejar novas viagens por aqui.

"Temos, todos que vivemos,
Uma vida que é vivida
E outra vida que é pensada,
E a única vida que temos
É essa que é dividida
Entre a verdadeira e a errada.
Qual porém é verdadeira
E qual errada, ninguém
Nos saberá explicar;
E vivemos de maneira
Que a vida que a gente tem
É a que tem que pensar."

Fernando Pessoa

quinta-feira, junho 07, 2012

Garage Sale

Indicação de Garage Sale no quarteirão



Como escrevi no post anterior, Paxton é uma cidade muito tranquila. Além das datas festivas nacionais, parece-me que o fim de semana mais movimentado ocorre, normalmente, no final da primavera, quando ocorrem as  " garage sale" , em toda a cidade. É uma tradição  no país, mas é, nas cidades pequenas, que elas se tornam um acontecimento. As garage sale , yard sale, rummage sale, tag sale, lawn sale, attic sale, moving sale, garbage sale or junk sale, nomenclatura que muda conforme o lugar ou algumas características, realizam-se nas garagens das casas ou parcialmente em frente a elas. Não precisam de permissão de ninguém, não pagam nenhum tipo de imposto e a família assume todo o trabalho. Algumas vezes, grupos, como, por exemplo, os escoteiros, realizam garage sale em salões, com doações da comunidade.



Garage Sale com muitas roupas infantis


Há combinações entre os municípios próximos para que esse evento seja realizado em datas diferentes. Seguindo um mapa, anteriormente distribuído, pode-se visitar, em um dia, todas ou quase todas as garagens. Em Paxton , este ano, eram cerca de quarenta. Os itens, colocados à venda por preço irrisório, incluem roupas, sapatos, livros, Cds, DVDs, ferramentas, utensilhos de cozinha, louças,  brinquedos, aparelhos elétricos, eletrônicos e tudo o mais que se possa imaginar...ou não! Há o inimaginável também.







Com paciência, pode-se garimpar maravilhas. Já encontrei um faqueiro com 120 peças por US 10 e uma coberta de mesa, de porcelana inglesa, belíssima, por US 20. Dificilmente compro algo : por não necessitar ou nao querer carregar. Amo, entretanto , ouvir as histórias -  e elas vêm se a gente mostrar interesse por elas -  que acompanham as vendas.




Conjunto de louças antigas (chinesas)


Uma senhora, que estava vendendo toalhas de linho, bordadas à mão, contou-me que fora um trabalho feito para o enxoval de sua mãe. Ela sabia como eram lindas , mas  tinha apenas uma filha e ela não se interessava por essas coisas difíceis de lavar em máquina. O mesmo argumento usava a moça que estava vendendo uma coberta de mesa, em porcelana inglesa, e uma bateria de cristais tchecos - impossibilidade de colocá-los na máquina. E fora uma herança de família!



Prato grande de louça francesa.Lindo.


Descobri que muitas pessoas fazem o que faço: começam trabalhos manuais e não os terminam - estavam ali à venda, incompletos. Numa garagem, no ano passado, encontrei uma calça de malha, muito bonita, que eu sabia ficar perfeita para mim. Comprei-a por US 2. Olhei para o lado e vi mais  cinco calças do mesmo modelo , em diferentes cores, e que estavam, ainda,  com a etiqueta da loja e o preço original - US25. A dona da casa contou-me que comprara essas calças no verão anterior, usara uma delas, mas não gostara, não lhe era cômoda - por isso estavam ali. Comprei-as e foram muito usadas por mim.



Trabalho de Ronald : Bela União e Paxton


Lora, com seus 80 anos e seu Cadilac, é minha companheira. Ela compra roupas, sapatos e tênis para crianças de instituições de acolhimento, no Peru e no México. Fizemos uma dupla incansável e nos divertimos muito - temos muitas histórias a contar, como da vez em que eu , contrariando o mapa das garagens, queria chegar numa casa, onde eu via muitas pessoas e carros. Ainda bem que nos aproximamos devagarinho, sem estacionar . Era uma cerimônia fúnebre.



segunda-feira, junho 04, 2012

Paxton - Thanks!

Na igreja, domingo último
Biblioteca Pública
Paxton é uma cidade tranquila, limpa e ordenada,  cuja base econômica é o cultivo do milho e da soja. A grande modificação que anualmente encontro,  é o cultivo do milho onde, no ano anterior, era soja e o cultivo da soja, onde era o milho. No mais, tudo igual - como igualmente estão minhas roupas,sapatos, livros e outros objetos pessoais, a cada retorno.

Com cerca de 5 mil habitantes, a vida social tem como núcleo a igreja - seja ela luterana, presbiteriana, metodista ou católica.  O programa de domingo lembra muito os quatro anos de minha adolescência , vividos em Rosário do Sul. Levantar, tomar banho, vestir as melhores roupas e ir para a igreja. Depois, almoço em família. Observo, entretanto, duas diferenças. A família toda vai à igreja, com bebês, crianças pequenas, adolescentes, jovens, adultos e velhos e há muita música, com apresentações de novos talentos, como os sobrinhos de Ronald. As famílias participam do café da manhã, um café delicioso, com calorias que devem ter a metade das previstas para toda a semana.

Há 5 km de Paxton..
Problemas maiores são resolvidos em Champaign; empregos melhores são alcançados também lá ou em outros municípios próximos. As pessoas, em geral,  são  discretas e gentis; são também  religiosas, conservadoras, ordeiras e trabalhadoras, muito trabalhadoras. Muita gente, como Ronald e eu, vive no meio rural - lugar plano, seguro, bonito. Talvez minha origem rural contribua para que eu me sinta bem neste lugar.

Um dos prédios mais bonitos da cidade é a Biblioteca Pública . Essa biblioteca resulta de uma história interessante. Oriundo da Escócia, Carnegie tornou - se , nos Estados Unidos, um industrial muito rico. Usou parte de sua fortuna para construir e equipar colégios e bibliotecas públicas em todo o país. Paxton foi uma das comunidades contempladas. Forma inteligente e bonita de tornar-se inesquecível por uma boa ação.

Elizabeth, sobrinha de Ronald
Sempre lamento quando conterrâneos meus referem-se ao povo dos Estados Unidos dizendo " os americanos são assim..." , ignorando as enormes diferenças regionais existentes neste país. Lamento, da mesma forma, quando escuto na Europa " os brasileiros são assim...e, logo após, uma referência a características muito específicas de um determinado Estado - ou de um preconceito disseminado.

Como é difícil a aceitação da diversidade e da alteridade, assim como é difícil o nosso transcorrer do tempo, sem ficar enraízada num período ou fase da vida.

Este, portanto,  é o meu olhar de 2012...não é o olhar dos anos sessenta, dos anos oitenta ou do início do milênio. Pensando nisso, lembrei-me de um livro fantástico, que acabei de ler e que foi  presente de minha amiga Gilca Lovato : Debaixo da minha pele .  A autora, Doris Lessing,  descreve magnificamente os pontos de vista de acordo com a idade. Escreve ela sobre a mudança de perspectiva: "...é como escalar montanha enquanto a paisagem vai mudando a cada curva da trilha."

domingo, maio 27, 2012

Notícias

Vôo tranquilo POA/SP/ATL. Dormi sono com sonhos - só não lembro se coloridos!Conexão rápida. Outro soninho e chegamos em Chicago O´Hare. Chegamos nós - as duas malas não. 
 
Novidades em Paxtos: centenas destes
Enquanto registrávamos a perda , contabilizei : 14+1 = 15 perdas de mala na minha vida de viajante. Nesses momentos, a experiência vale. Tinha fotos das malas na câmera, elas estavam bem identificadas e eu , bem calma - minhas malas perdidas sempre foram encontradas.  Até barganhei vouchers para o almoço, já que a notícia era de que nossa bagagem viria no próximo vôo da Delta - 12h50min!

Na hora informada, chegaram - violadas e sem cadeado. Estávamos cansados. Desistimos de reclamar.  Faltavam, ainda, as duas horas de trem - Chicago/Ratoul - onde familiares nos esperavam.

Mal terminei de jantar e dormi tudo! Acordei agora : quase meio dia. Ronald está na igreja  -  é domingo. Estamos todos bem.

quinta-feira, abril 15, 2010

As Quatro Estações























Minha filha me contou que, na França, perguntaram-lhe o que mais a impressionara pela beleza. Ela respondeu que tinham sido as cores do outono. Talvez , se eu tivesse que responder , nos Estados Unidos, a essa mesma pergunta, eu diria: as cores do outono, do inverno, da primavera e do verão.























As quatro estações, portanto, indicadas no título desta postagem, não são "As Quatro Estações" belíssimas de Vivaldi. São as estações do ano, tão bem demarcadas nesta região.
























A primeira vez que vim a Illinois, em 2005, era dezembro, próximo ao Natal. Notei, quando o avião iniciou o processo de descida, que muitas pessoas olhavam a paisagem e faziam comentários. Olhei também. Emocionou-me a beleza da "imensidão branca"que eu enxergava. Era a mais pura paisagem de inverno - longas extensões cobertas de neve.























A vez seguinte que vim para cá, era primavera, como agora. Folhas brotam, em diferentes tons de verde, de um dia para outra. Em algumas árvores, surgem primeiro as flores - flores intensamente rosa ou placidamente brancas, elegantemente perfumadas.






















No verão, encantam-me os parques, com seus canteiros imensos de flores - tulipas, lírios e dálias por toda parte. Para nós, brasileiros, o verão não chega a surpreender. Temos verões belíssimos no país inteiro, com muita luz e muitas cores.






















O outono, entretanto , encanta e surpreende em muitos países. Aqui também é lindo. Celeremente, as árvores mudam de cor : do vermelho - escuro ao amarelo - claro, passando por todas as nuances do dourado.





















Amo de paixão o outono, com as folhas coloridas espalhadas no chão, que bem me recordam o Castel SantÁngelo, em Roma, ou as florestas e parques da Slovakia ou as árveres, ao redor da casa, aqui em Paxton.





















Uma vez , meu filho me disse que, quando eu morresse, ele me recordaria sempre em meio a plantas, "abraçada em galhos"segundo ele. Uma lembrança dessas é tudo o que desejo. Desejaria ( antes', é claro!) falar aos meus netos sobre a generosidade das plantas - quantas sementes em uma só fruta ou flor.






















Sonho com um mundo onde plantaríamos muitas árvores, sem perguntar quem comeria as frutas ou colheria as flores ou ficaria à sombra. Plantá-las pensando apenas nos pássaros talvez fosse uma minúscula forma de retribuir tanta beleza que as estações do ano nos oferecem. Sairei hoje à procura de mais sementes.




















"Será que a mente, já desperta
Da noção falsa de viver,
Vê que, pela janela aberta,
Há uma paisagem toda incerta
E um sonho todo a apetecer ?
Fernando Pessoa