Algumas cidades são assim: surpreendem mais na segunda vez que as visitamos. Encantei-me com Jaipur, capital do extraordinário Rajisthan. Não vou escrever sobre ela porque já fiz isso no ano passado. Apenas registro o meu desejo de voltar aqui. Cheguei ao anoitecer em Delhi, encantada com tudo o que vira e admirara - um pouco triste porque esqueci de recarregar a bateria e perdi muitas fotos que gostara de ter comigo : elefantes muito enfeitados, muitos camelos puxando carga ou levando pessoas, reuniões de velhos com seus turbantes coloridos, mulheres caminhando pela estrada com a elegância que às vezes falta nas passarelas. Penso retornar!
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quinta-feira, agosto 07, 2008
Jaipur, capital do Rajisthan
Algumas cidades são assim: surpreendem mais na segunda vez que as visitamos. Encantei-me com Jaipur, capital do extraordinário Rajisthan. Não vou escrever sobre ela porque já fiz isso no ano passado. Apenas registro o meu desejo de voltar aqui. Cheguei ao anoitecer em Delhi, encantada com tudo o que vira e admirara - um pouco triste porque esqueci de recarregar a bateria e perdi muitas fotos que gostara de ter comigo : elefantes muito enfeitados, muitos camelos puxando carga ou levando pessoas, reuniões de velhos com seus turbantes coloridos, mulheres caminhando pela estrada com a elegância que às vezes falta nas passarelas. Penso retornar!
quinta-feira, maio 17, 2007
Para as mulheres...e os homens curiosos!
Pensava escrever hoje sobre Shimla, Amritsar ou Dharmsala - tao impressionantes! Pensei também escrever sobre o Rajasthan, por onde foz uma viagem incrível, visitando palácios e fortes magníficos e conhecendo cidades como Bikaner, Jaisalmer e Jaipur, a capital e cenário de quase todas as fotos aqui postadas.
Ainda faco isso... ainda escrevo sobre essas cidades .... mas me deu vontade de escrever sobre " coisinhas" de cotidiano, que eu queria contar a Neneca, Zeli, Cibele, Alda, Fabiana ,Rosana, Carla, Maria, Odete ....e tanta gente mais! Vamos as "conversinhas"!
Roupas: num momento de lucidez, deixei minha mala em Bangalore e comprei uma mochila um pouco maior que a minha de estimacao. Sorte! viajar pela India com bagagem eh mais do que autopunicao...eh impossibilidade mesmo.
Como decorrencia, trouxe muito pouca roupa, um par de tenis, uma sandalia, duas bolsinhas - uma com remedios, outra com produtos de higiene pessoal- mais um mapa e um " i pod" ... Minha unica compra pessoal foi um lenco - belissimo - que uso para cobrir a cabeca e, assim, poder entrar em alguns templos , como o Templo de Amritsar ( seda pura, batik, imenso e me custou menos de 50 reais).
O estado das minhas roupas eh deploravel! Trocadas frequentemente, em temperaturas de ateh 47 graus, lavadas a mao e passadas a ferro com brasa, estao parecendo trapos de " usar lah fora". Nessas horas, olho as mulheres indianas e me impressiono com a beleza das roupas - como dizia o filho de uma amiga minha de Roraima: " tudo roupa de missa ou de casamento"!
Hoje foi meu limite:mandei-as para a lavanderia e estou usando, aqui na internet, meu pijama de dormir!Como estou em McLeod Ganj, onde se encontram pessoas dos mais diferentes paises, as roupas, desde que sejam " decentes", parecem todas " normais".
Uma amiga indiana me explicou que usar roupas discretas eh respeitar o marido e ser solidaria com as outras mulheres , porque , assim, nao andam "provocando" os maridos alheios! Ombros descobertos, nem pensar! coisa de fotografia da Playboy.
Sapatos: de chegada, rebentei uma sandalia. Enquanto olhava as pinturas do teto de um palacio, em Jaipur, pateta como sou, nao vi um buraco no piso... torci o peh e me " esparramei " no chao...fui socorrida pelo Gugu e por um indiano - um indiano tao bonito que eu levantei rapidamente com a maior classe...ainda que me remoendo de dor. Lembrei-me depois de uma amiga que, ao ser assaltada, o bandido perguntou-lhe a idade... Ao contar essa historia, ela costuma finalizar dizendo: mesmo em pânico, me lembrei de diminuir dez anos!!!E eu , mesmo com dor, disse que nao se passara nada!
Ontem, em Mcleod Ganj, Fabricio, seguindo a indicacao de uma senhora amiga dele, levou-me a um salao de beleza , tibetano naturalmente, como tudo aqui. Soh comecei a contar essa historia porque encontrei o tratamento dos meus sonhos: fazer o peh inclui ateh o tornozelo; fazer a mao, ateh o cotovelo.Muitos oleos, cremes e massagens. Uma delicia, com duas horas de duracao...e um custo de 12 dólares.
Comprinhas: nem gosto de pensar! roupas baratissimas e lindas! Cortes de seda com 7 metros custam , em media, 50 reais e podem estar divididos em tres estampas combinadas. Echarpes belissimas ( Zeli, encontrei algumas , semelhantes `as que compramos em Istambul, soh que rebordadas!) , bolsas, joias - imaginem a beleza das tornozeleiras de prata ou de ouro - chas, especiarias, objetos para casa, papeis artesanais...quanta coisa linda!
Coisas lindas , por preco muito baixo e nada daqueles produtos massificados, que se encontram iguais em qualquer parte do mundo.E eu aqui, disciplinadissima, sem comprar nada. Tambem pudera ... o discurso contra o consumismo eh muito forte e constante! Penso resistir! ainda nao sei se ao discurso esse ou `as comprinhas!
Fiz fotos da chegada dos noivos para cerimônia de casamente.A noiva deve usar 16 jóias! Vou tomar um cafeh. Gugu estah na montanha. Estou sozinha e quero , ainda hoje, ir a Dharmsala, continuidade de McLeod Ganj. Se quiserem saber mais, eh soh perguntar. Neneca, tenho informacoes preciosas para tua area de estudo e pesquisa. Beijos a todas(os)
Obs. Texto de maio de 2007.
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