2006
Acredito que, neste tempo de distanciamento social, faço o mesmo que a maioria de amigas e amigos fazem. Organizo fotos, cartas, documentos. Leio. Vejo filmes e séries. Faço tricô - cachecois e toucas de diferentes cores, para crianças e adultos, conhecidos e desconhecidos. Experimento receitas de comidinhas, principalmente as que são feitas por Maria do Horto Brites e Potiguara Brites, queridos amigos que me acolhem há três meses.
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2007 |
Faxino o notebook e descubro mensagens antigas e que não foram respondidas. Faço listas de muitas coisas ( segundo minha amiga Gisela Arin, falante de alemão, greco e inglês, muitas coisas é preciosa expressão da Língua Portuguesa, já que pode ser resposta coerente a variadas perguntas). Penso sem pressa e sem interrupções. Reviso conceitos. Relembro fatos. Escrevo. Planejo. Faço muitas coisas!
Ao organizar as fotos, há contatações óbvias : envelheci...fui uma criança bonita...sempre tive muitos amigos e mantive-os...nunca usei maquiagem...meu biquini, que escandalizava nos anos sessenta, mais parece hoje um short bem comportado...no meu primeiro casamento, usei um escandaloso vestido de noiva curtinho... tenho mais fotos falando em eventos do que em festas...meus cabelos lisinhos tornavam-se crespos com permanentes - um horror....usei cabelos vermelhos...vivi brigando com a balança - tenho fotos muito magra e outras, muito gorda....meus dois netos são lindos...meus três filhos também...
2009 |
Minhas fotografias mostram cenários os mais diversos como, por exemplo, Roraima, Rondônia, Mato Grosso do Sul, Norte do Paraná e Brasília, onde trabalhei sobre educação escolar indígena; Uruguai, Argentina e Espanha, quando pesquisei sobre educação em áreas de fronteira; trabalhei na maioria dos estados brasileiros, ao coordenar o Fórum Nacional de Pró-Reitores de Assuntos Estudantis e Comunitários. Tenho, ainda, muitas fotos de viagem - estive em 90 países e em centenas de cidades. Faltam-me, contudo, fotos deste momento único em que estou isolada e com muito medo da Pandemia.
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2011 |
Tenho bem guardadas uma coleção de fotos de que muito me orgulho. A reconstrução de uma parte e construção de outra parte da Bela União, casa de meus pais e lugar onde nasci. Durante 21 anos, Almir Menine, meu irmão caçula, e eu, investimos trabalho e dinheiro nosso naquele local. Plantei ali mais de 400 árvores, trazidos de diferentes lugares por onde andei - somente coco, caju, manga e acerola não prosperaram. Paulo de Tarso ( Patati ), meu segundo filho, escreveu uma vez que meu mérito havia sido plantar árvores sem se perguntar quem comeria as frutas.
Mile testando locais para internet |
Guardei poucas cartas pessoais - algumas bem bonitas e outras, curiosas. A mais original foi de um ex-namorado que me acusa de haver terminado a relação com ele "da maneira mais covarde que alguém pode fazer, ou seja pelo silêncio" Ele nunca vai saber que não foi covardia, foi esquecimento mesmo, pois eu esqueci de avisá-lo que havia voltado para o Brasil, e ele só ficou sabendo disso por acaso e um mês depois da minha volta!
2008 - Índia |
Continuo organizando meus achados, selecionando alguns - poucos - para guardar e jogando fora muitas coisas. Hora de registrar o meu reconhecimento e gratidão à UFSM que mantém sob sua guarda a história da minha vida, no Fundo Documental que leva meu nome. Já fiz testamento e já deixei escritos meus últimos desejos. Tenho, no entanto, a esperança de que o Universo me permita visitar ao menos os países onde eu deveria estar neste surpreendente 2020. Gracias a la Vida...
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2004 Itália |
Muito bom passar um tempo da oandemia lendo teu blog!!
ResponderExcluirObrigada. Te cuida bem.Bjs
ExcluirPuxa Aldema uma história linda amei ler. Sem dúvida descobriste muita coisa nessa quarentena..Parabéns. Me deste algumas idéias. Bjs
ResponderExcluir....e continuo descobrindo e reduzindo "meus guardados"
ExcluirBjsa
Coisa boa poder viajar. Amo. Aprendemos e guardamos conosco para sempre. É um aprendizado que pra mim é leve. Agora na pandemia é recordação primorosa.
ResponderExcluirAlimentemos a esperança de logo,logo, poder viajar novamente. Bjs
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