Sim. Só pode ser sócio. O IPTU de Torres é muito alto. As casas são bem valorizadas. Eu vivo aqui três meses por ano. O Gambá vive o ano inteiro. Quando chego, ele não tem nenhuma consideração comigo: acorda-me de madrugada assustadíssima - algumas vezes chamei o serviço de segurança da SOSSEG . Ontem uma vizinha disse que o Gambá é mais torrense do que nós e que tem direitos sobre a casa. Eu sei. Ele é poderoso. Ano passado, chamei a Brigada Ambiental. Foram gentis e atentos. Sem demora estavam aqui. Ouvi deles uma longa explanação sobre os hábitos do protegido animal. Dorme durante o dia e saí à noite, disseram-me eles. Eu já intuía essa sua condição boêmia porque s
empre o escuto sair às 23 horas e voltar ao redor de 05h. No mais, informaram-me da minha obrigação de protegê-lo . Comenta-se que ele tem uma amada/amante na casa da frente e é pai de um Gambazinho, que esteve aqui ontem pela tarde - criança ainda, não sabe respeitar horários. Ainda bem que o Gambá prefere essa autonomia no amor, assim tenho apenas um e não uma família inteira. Sobre a mesa da cozinha, não se pode deixar nenhum alimento, especialmente frutas. Além de comê-las , esparrama-as pela casa. Prefiro, então, colocar cascas na área próxima - tudo na busca de uma co-habitação pacífica. Ando cansada. Um Gambá em casa não se deseja nem para os desafetos. Não quero fazer mal a ele. embora desejasse transferi-lo de residência. Eu apenas queria dormir sem acordar sobressaltada e não queria que as visitas pensassem que o cheiro do meu banheiro tem origem humana.
Saturday, January 30, 2010
Thursday, January 28, 2010
Sobre viajar desacompanhada
Se o planejamento de uma viagem é importante, para quem viaja sozinha, então, torna-se im
Procuro chegar com antecipação em aeroportos e estações de trem. Não perco de vista, nem por instantes, a minha bagagem. Durmo com a bolsa embaixo do travesseiro. Costumo dizer que não se deve dar chance ao azar. Os mapas das cidades eu os olho e analiso ainda no hotel - nada de "dar bandeira" olhando-os na rua. Antes de partir, faço uma cuidadosa , mas pequena, aquisição de medicamentos para gripe, alergia e problemas estomacais - resultantes, em geral, de mudanças brusc
Wednesday, January 20, 2010
Passeio nostálgico
Fomos hoje ao Morro dos Conventos e às Furnas de Sombrio, em Santa Catarina. Durante muitos anos, fi
zemos esse passeio com as crianças. Antes disso, quando o Patati era bebê, passamos um verão no Morro. Foi um tempo muito bom. Alugamos uma casa cujo "quintal"era o mar. Muitas vezes fomos nadar em noite enluarada. Tivemos, naquele ano, a companhia de pessoas fantásticas, como Gládys e Oscar Paim, casados há pouco tempo. Eles alugavam um apartamento perto de nossa casa. Gaby e eu sempre fomos muito amigas e fazíamos muitas coisas juntas, incluindo docinhos decorados para os aniversários. Hospedamos, como sempre fazíamos, uma meninada - sobrinhos,amigos e filhos de amigos. Lembro-me de que Antôni
o Augusto - que ainda hoje eu o chamo de Toniquinho - ficou um tempo conosco. Era um menino danado, mas muito querido e meu protegido - sempre gostei muito dele. Frequentemente, ele corria para perto de mim para que eu o defendesse do Mile que ameaçava dar -lhe uns "cascudos" por alguma travessura que ele aprontara. Em todas as minhas férias, eu selecionava - e seleciono ainda - algo para estudar. Naquele ano, estudei o Parnasianismo na Literatura Brasileira. Ainda tenho as anotações feitas sobre esse tema. Vi hoje o lugar onde era a nossa casa, substituída agora por um edifício.
Nas F
urnas de Sombrio, quando chegamos hoje, eu lembrei até do gosto do café que se tomava ali. Era um lugar de beleza agreste. Fiquei triste, entretanto, quando vi o local visualmente poluído, por escritos nas pedras, por figuras religiosas as mais diversas e por muitas velas acesas. Ironicamente, um cartaz apregoa: Proteja o meio ambiente.
Estivemos no Morro do Farol e, em certo momento, senti uma saudade profunda e dolorida de minhas crianças. Sorte que Pedro e Fabianinha estavam comigo.
A paisagem continua linda. Morro, dunas, escarpas, rio, mar estão lá a evocar-me lembranças de momentos e de histórias realmente inesquecíveis.
Saturday, January 16, 2010
Notícia
Estou doente faz uma semana. Não tenho ânimo para escrever. Virose - esse nome é sinônimo de genérico? Com febre, tenho pesadelos. Na última noite, Torres era no Haiti.
Friday, January 01, 2010
2010 : Presságios
Talvez por ter convivido com a seca do sertão,
por ter vi
sto minhas plantas sofrerem com a falta de água,
pelo calor que senti em desertos,
pela lembrança gostosa das brincadeiras infantis na Bela União,
talvez por tudo isso ...e porque gosto da chuva,
considero-a um bom presságio.
Presságio de abundância - abundância de alimentos, de gestos solidários,
de generosidade, de alegria, de beleza e de boas descobertas.
Assim seja 2010 com chuva na sua chegada.
por ter vi
pelo calor que senti em desertos,
pela lembrança gostosa das brincadeiras infantis na Bela União,
talvez por tudo isso ...e porque gosto da chuva,
considero-a um bom presságio.
Presságio de abundância - abundância de alimentos, de gestos solidários,
de generosidade, de alegria, de beleza e de boas descobertas.
Assim seja 2010 com chuva na sua chegada.
Monday, December 28, 2009
"Parece que foi ontem...."
A leitura que faço nestes dias, do livro de Marcelo Gleiser "O fim da Terra e do Céu", é parte da minha ânsia por respostas sobre a passagem do tempo e o destino de cada um de nós.
Há, entretanto, no início desse livro, um trecho que corresponde, em parte, à razão por que criei e por que escrevo este blog. Ei-lo:
Há, entretanto, no início desse livro, um trecho que corresponde, em parte, à razão por que criei e por que escrevo este blog. Ei-lo:
Há algu
ns anos, quando explorava cantos empoeirados e esquecidos do sótão de meus pais, encontrei os álbuns de fotografias de meus avós paternos,recheados de memórias amareladas de parentes, de amigos e de suas festas, momentos congelados de um passado já distante (... ) Admirando as fotos, me perguntei o quanto daquelas experiências , sorrisos, lágrimas e sabedoria, o quanto das tantas histórias e aventuras de meus avós está ainda vivo na mente de seus bisnetos. Sentindo-me como o elo perdido em uma corrente que une quatro gerações, fechei os álbuns com a triste sensação de haver perdido parte de minha própria história, agora enterrada em fotos de pessoas que não consigo reconhecer."
ns anos, quando explorava cantos empoeirados e esquecidos do sótão de meus pais, encontrei os álbuns de fotografias de meus avós paternos,recheados de memórias amareladas de parentes, de amigos e de suas festas, momentos congelados de um passado já distante (... ) Admirando as fotos, me perguntei o quanto daquelas experiências , sorrisos, lágrimas e sabedoria, o quanto das tantas histórias e aventuras de meus avós está ainda vivo na mente de seus bisnetos. Sentindo-me como o elo perdido em uma corrente que une quatro gerações, fechei os álbuns com a triste sensação de haver perdido parte de minha própria história, agora enterrada em fotos de pessoas que não consigo reconhecer."Como dizia minha mãe, "parece que foi ontem" o período da minha vida em que essas temas não me impressionavam.
Wednesday, December 23, 2009
Sunday, December 20, 2009
Desejos para 2010 - Parte II
Reafirmo o Feliz Natal e Feliz Ano Novo, que todos já devem ter recebido, e acrescento:
. sono tranquilo e sonhos bonitos;
. menos "amigos secretos" e mais amigos verdadeiros;
. inverno sem gripe , tosse ou alergias;
. nenhum pedido para ser avalista;
. escolha acertada nas compras;
. ausência de arrependimento por não ter feito alguma coisa;
. não aumento de peso ou emagrecimento repentino;
. um pouco mais de dinheiro para o tão necessário supérfluo.
E ainda:
"Nunca a alheia vontade, inda que grata,
Cumpras por própria.
Manda no que fazes,
N
Ninguém te dá quem és.
Nada te mude.
Teu íntimo destino involuntário
Cumpre alto."
Fernando Pessoa .
Friday, December 18, 2009
Desejos para 2010 - Parte I
Aproveito para formular meus desejos para o ano que se avizinha. Deixei de lado o genérico "Feliz Ano Novo" e passei a formulações mais pontuais.
Em 2010, quero muito que:
. as pessoas de quem gosto, lembrem do meu aniversário;
. as filas sejam respeitadas e me poupem, assim, de muitas brigas;
. não usem comigo a expressão "melhor idade" - todas as idades são mesclas de melhor, pior ou mais ou menos. Irrita-me esse eufemismo talvez criado para vender viagens, objetos ou otimismo;
. as roupas GG tenham cores e desenhos bonitos e não sejam somente marron, azul-marinho ou preta;
. desapareçam placas como "respeite o idoso" ou "respeite a criança" - respeitem-se , sim, todas as pessoas;
. eu seja poupada de discussões ou pregações político-ideológicas ou religiosas de qualquer natureza - cansei de irracionalidades de direita, de esquerda, de centro ou do alto;
. seja preservada minha memória de curto, médio e longo prazo.
. seja preservada minha memória de curto, médio e longo prazo.
( Sobre o que mesmo eu estava escrevendo?)
Tuesday, December 08, 2009
Birdhouse da Bela União
Depois de pronto, foi parafusado num poste de eucalipto, muito pesado e com seis metros de comprimento. Ontem, domingo, aproveitando a força de seis homens, fez-se a difícil operação de colocá-lo no lugar escolhido. Depois de muitas opiniões e discussões sobre o lugar e as estratégias para colocação, poste e condomínio , devidamente fixados e nivelados , foram colocados aqui, na frente da casa. Lindo de se ver! Igor fala na "construção da história afetiva da Bela União". Ronald, Mile, Fábio, Renildo , Assis e Ígor escreveram, com força física, disponibilidade e solidariedade, mais um parágrafo dessa história.
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