Tia Antônia Menini Conczviz e Tio Mário Conczviz, no casamento deles, em 1922 - há um século quase. Essa fotografia , que é uma das minhas preferidas, foi - me enviada pela Juracy Menine Conczviz, através da Schirlei Menine, neta de Constantino Sereno Menini ( tio Constâncio ). Agradecimentos nossos - meu e, com certeza, de toda a família Menini/ Menine por fotografia tão bonita e tão rara.
Encanta-me relembrar os Menini/Conczviz, todos - tia, tio, primas e primos - tão presentes e marcantes em minhas memórias de infância e de adolescência, como pessoas agradáveis, alegres, afetivas e amigas. Dos oito filhos do casal - Arnaldo, Aristóbolo, Adil, Alberto, Julieta, Jurema, Juracy e Jandira - cinco deles vivem apenas em nossa memória e saudade. Mile, meu irmão, e eu muitas vezes ao rememorar detalhes bonitos da família Menini/Menine, mencionávamos a beleza do azul dos olhos da Jandira e do Aristóbolo - um azul límpido, luminoso e profundo. Detalhes que, inesperadamente, a saudade nos traz . Todos eram muito trabalhadores e caprichosos, com diferentes aptidões, além das exigidas no trabalho rural. Arnaldo, por exemplo, tinha muita habilidade na confecção de componentes para arreamento de cavalo. Era uma festa visitá-los!
Alberto, Aristóbolo e Adil
Alberto, que reside na casa antiga da família, no interior de Rosário do Sul, muito me ajuda nestes dias a relembrar fatos e causos de nossos parentes . Tanto Alberto como Rita Lisandra, filha dele, foram meus parceiros frequentes na evocação de lembranças de família. Juracy mora em São Francisco de Assis e me enviou diversas fotos - até uma foto minha quando criança. A afetiva Jurema infelizmente partiu cedo. Julieta mora em Rosário do Sul - visitei-a na última vez em que lá estive. Julieta e Aldina, minha irmã mais velha, mantiveram, ao longo de toda a vida, uma sólida e divertida amizade - Aldina tinha muito bom humor e era uma grande contadora de histórias. Julieta continua sendo.
Juracy e Agripino, casamento em 1955.
Rita Lisandra, filha de Alberto Menine Conczviz.
Apesar de eu ter vivido por muito tempo e em lugares distantes, em 1997, retornei à Bela União, onde nasci e vivi até os 15 anos, trazendo comigo a decisão de reconstruir e ampliar a casa de meus pais, de replantar as flores e as árvores que existiram lá e de retomar minhas relações familiares. Uma das primeiras visitas que recebi, nesse início, foi de Arnaldo Menine Conczviz, que chegou a cavalo, trazendo, em uma mala de garupa, um emocionante presente de boas vindas: cepas de roseiras, daquelas antigas, que florescem todo o ano e que podem ser reproduzidas por galhos. Inesquecível a sensibilidade de meu primo.
Também Jandira e Olídio, queridos primos e vizinhos, deram-me acolhida e suporte afetivo nessa transição de professora universitária para dona-de-casa rural. Deles, ganhei uma galinha garnizé com pintinhos para eu iniciar criação no terreiro! Só quem viveu em zona rural é capaz de entender gestos com tamanha generosidade e significado. Saudades dos polacos! Talvez essa relação com esses netos de Tobias Menini , os filhos de tia Antônia, tenha contribuído para que eu goste tanto da Polônia e esteja agora planejando outra viagem para Varsóvia em 2022.
PS.Querida Rita, tua disponibilidade e competência, demonstradas ao me ajudar na busca e identificação de fotos e informações para o livro da Família, foram admiráveis. Reconheço também o quanto tu e eu devemos ser gratas às ajudas de teu pai. Que o Universo seja generoso com vocês!
" Ter pressa é não saber chegar.
Vou devagar.
Vou devagar porque o que é sorte,
E o que é morte,
Não as busco, não as evito,
Vem-me buscar.
Por isso vou sob o infinito
Sem me apressar."
Fernando Pessoa
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