terça-feira, julho 29, 2008

Mysore






















De Ooty, carregando muito chocolate, vimos, Fabrício e eu, para Mysore, cidade famosa pelos palácios, tecelagens de seda, produtos de sândalo – principalmente óleos e incensos – e entalhes em madeira.


 


















A cidade tem 750 mil habitantes e muito movimentada e razoavelmente limpa. Foi governada por mais de 500 anos pela dinastia Wodeyar, governo só interrompido pelos 38 anos de regime do muçulmano Haider Ali e de seu filho, o sultão Tipu, com quem eu “simpatizo” bastante. Foi Tipu que , em 1793, fez de Mysore um grande centro cultural, principalmente com a criaçao da maior universidade do Estado de Karnátaka. Li bastante sobre esse período.Só o Amba Vilas Palace compensa a visita à cidade. Estupendo palácio. Estupendos os templos.



 


















Ali , numa parte desse palácio, vive ainda um marajá que conserva até sua criação de elefantes – eu os vi passear tranqüilamente pelos jardins do palácio - os elefantes, é claro. Espetacular e imenso o conjunto! A Catedral de Santa Filomena, construção recente – foi terminada em 1959 - também é interessante de ser vista, bem como os prédios públicos, imponentes e localizados em ruas largas e bem arborizadas. As compras são fantásticas. Comprei alguns saris de seda e outras coisinhas mais. Não consegui resistir – tudo bem... porque esta tem sido uma viagem de resistência às compras.






















De Mysore , vim para Bangalore, onde fiquei hospedada na casa da vó da Krithika. Foi ótimo porque tive três dias a mais de convívio com Fabrício, Krithika, Raven e Raiz. E , ainda, vivi o cotidiano de uma família indiana. Fui muito bem acolhida na casa , que tem , além do motorista, mais quatro empregados. Minha roupa foi lavada e passada, minhas compras , empacotadas - com tecido branco de seda como é obrigatório na India - e mandadas para o Brasil. Fiz yoga com a Krithika e fui ao cinema com Fabrício – vimos um filme de super-herói e tive muita saudade da adolescência de Gugu e Patati. Chorei quando saí de Bangalore para Delhi. Pura saudade.





















"Ah, não há saudades mais dolorosas do que as das coisas que nunca foram!" Fernando Pessoa

Obs. Gostei da foto anterior: quatro budistas e quatro muçulmanos entrando, ao mesmo tempo, no Palácio Amba.