porque o que basta acaba onde basta, e onde acaba não basta.
E nada que se pareça com isso devia ser o sentido da vida...."
Fernando Pessoa
Aqui estou! Torres/RS
Morreu ontem Glória Maria, conhecida jornalista da Rede Globo. Eu admirava sua competência, sua energia e sua precisão na linguagem. Me comoveu a morte e o caminho percorrido pela repórter, com todos os passos que bem conheço. Fez cirurgia. Fez radioterapia. Fazia hormonioterapia. Dormi sensibilzada. Sonhei com árvores e flores que eu plantei, com espaços de que muito cuidei, com pessoas presentes na minha memória e saudade. Acordei tranquila, mas ....nostálgica.
Assim que acordei, fui informada pelo meu filho, que Cléber, meu sobrinho, havia telefonado cedo, para me avisar que Alberto Menine Conczviz morrera. Alberto era o caçula dos Guris do tio Mário, como chamávamos os quatro primos: Arnaldo , Adil, Aristóbolo e Alberto. Eram primos muito próximos e muito queridos por nós. Afetivos e gentis, dava gosto visitá-los ou receber visita deles. Eu gostava muito do tio, da tia Antônia e dos primos e primas. Alberto, residia na casa antiga da família, no interior de Rosário do Sul. Ele muito me ajudou a relembrar fatos e causos de nossos parentes, que estão já escritos no Correndomundo. Tanto Alberto como Rita Lisandra, filha dele, foram fontes preciosas e parceiros frequentes na evocação e registro das lembranças da família Menini/e.
Alberto Menine Conczviz
Estou triste!
Dorme doce, inesquecível primo! Coragem e força, querida priminha Rita Lisandra. O imenso amor que recebeste de teus pais e tios, bem como a admiração que eles tinham por ti e por teu trabalho, vão te acompanhar e confortar para sempre. Permanecerá a saudade e a gratidão pelo que recebeste deles. Da minha parte, um abraço solidário e afetivo.
Em especial, muito agradeço aos amigos, familiares, colegas, ex-alunos, vizinhos e tanta gente mais que conheci neste mundão. Agradeço as comoventes visitas e as sensíveis mensagens recebidas - lembrando-lhes que se colhe o que se planta. Carinhos meus em um abraço doce e leve - bem leve porque as dores físicas ainda se fazem presentes.
PS. Considerem que, hoje, volto ao Correndomundo, no ano em que ele completará seu 17o.aniversário. Retornos de meus leitores serão estímulos para eu continuar.
Abrelino Abreu Menine e Anália Pinto Menine
Tia Salustia, no centro da primeira fila.
Tio Alberto, ao que parece, não era muito dado a fotografias. Postei pedidos e mandei e-mails, garimpando fotos dele. A despeito da boa vontade de parentes e amigos, nada ainda consegui - mas aposto que conseguirei até a revisão final dos textos. Recebi, isto sim, muitas fotos da elegante esposa dele : tia Salustia, que era muito frequente em eventos sociais e comunitários, fossem aniversários, casamentos, reuniões políticas; fossem cerimônias fúnebres, missas e batizados. Eu a recordo com um longo e caríssimo casaco de pele, bonitas joias e sapatos de salto, apesar de ela ser madura e bastante alta. Após a morte do marido, continuou sua intensa vida social. Era uma mulher interessante, muito ajustada aos padrões tradicionais da época. Tanto quanto eu sei, era bastante estimada e conhecida em Rosário do Sul.
( Aguardando informações desta foto)
Ary Izaguirre Menine foi o único neto de Tobias Menini, advindo do casal Alberto e Salustia. Foi por eles adotado quando recém-nascido. Era filho de Joaquim Luis Menini ( Quincas ) e Leonor Rodrigues, portanto sobrinho de Alberto. Ary cresceu como um filho único mimado, cheio de vontades, como se dizia antigamente! Convivi com ele quando eu era criança. Gostava muito dele - brincalhão e afetivo, tornou-se um de meus primos preferidos. Ainda bastante jovem, casou com Élida Araújo, uma jovem doce e sensível. Élida e Ary tiveram dois filhos, Mauro e João Alberto Menine - ambos, reconhecidamente, dois intelectuais gaúchos. João Alberto ( Beto ) morreu de covid, em Porto Alegre, no primeiro ano dessa terrível pandemia. Infelizmente não convivi com os filhos de Ary - tempo e distância intrometeram-se entre nós.
Ary , Salustia e Eugênia - 1o. aniversário de Bruno.
À Ana Cátia de Campos Menine agradeço as informações e as fotografias que me foram, tão gentil e prontamente, enviadas. Aguardo mais fotos até a publicação impressa, prevista para o início do próximo ano. Enchallah!




