quinta-feira, outubro 07, 2021

Netos de Tobias Menini/Filhos de Estêvão

                                                                                                                

                      Deny Ribeiro Menine                      

     

Agradeço, inicialmente, a Maria Cristina Ravazolo Menine, filha de Deny Ribeiro Menine, pelas fotos enviadas e pelos esclarecedores documentos, devidamente autenticados e disponibilizados para publicação. São importantes esses documentos pois esclarecem, em definitivo, a pergunta sempre feita por nós sobre a ausência do sobrenome Menine nos filhos de tio Estêvão - foi ratificado, assim, o que havíamos escrito antes. 



                             
                                                                   Ayrton Ribeiro


A seguir, cópia da parte do testamento de Tio Estêvão , no que se refere ao tema acima:

"...declarações de última vontade que são as seguintes: Disse que é natural de Rosário do Sul, tendo nascido em 23 de junho de 1.893;que é filho de Tobias Menini e Izaltina Pires da Silva; que foi casado em primeiras núpcias com Alzira Guedes de Freitas, tendo desse consórcio uma filha de nome DORA GUEDES MENINE, viúva; que posteriormente desquitou-se de sua aludida esposa, hoje já falecida; que viveu maritalmente com Carmelina Ribeiro, que era casada, e hoje já falecida; que dessa união tiveram os seguintes filhos: - ELPIDIO RIBEIRO MENINE, casado; - LEADIR RIBEIRO, casado; - MOACIR RIBEIRO, casado, NELI RIBEIRO, casada; - DENy RIBEIRO, casado; - AIRTON RIBEIRO, casado; - e ALBERI RIBEIRO, casado; todos brasileiros - e, com exceção do primeiro acima nomeado, todos os demais foram registrados apenas com a menção do nome de sua mãe e omissão do nome paterno; que ele, testador, reconhece ditos filhos como seus filhos, de acordo com o que faculta o Código Civil, artigo trezentos e cincoenta e sete (357); que por esta forma faz este seu testamento que dá por bom, firme e valioso para valer por qualquer forma em direito, rogando às autoridades do país que o cumpram e façam cumprir no que nele se contem e declara. Declarou que deseja que a sua sucessão se faça na forma da Lei vigente. Para seu testamenteiro nomeia seu filho Deny Ribeiro. Assim o disse o testador, fazendo as suas declarações na língua nacional, e na presença ininterrupta das aludidas testemunhas que são: ..."

Obs. Deny optou por usar também o sobrenome paterno, tendo feito, para isso, a alteração, em Juízo, de sua certidão. Essa é, portanto, uma opção, de livre escolha de cada. 


                                                                         Albery e Dalva


Os meus primos-irmãos, filhos de tio Estêvão,  foram sempre bastante próximos de nós. Minhas memórias distantes trazem à tona pequenas, mas significativas lembranças : Deny era afilhado de meus pais; Ayrton e Albery eram muito cuidadosos conosco; Moacir e Leadir, muito brincalhões; todos eles, muito amigos de Beto, meu irmão mais velho.  Mesmo após a morte de meu pai e de eles já estarem morando longe  -  Porto Alegre, naqueles tempos, parecia bem distante e difícil de ir -  eles vinham, ao menos uma vez por ano, visitar-nos na Bela União.  Minha mãe os considerava mais do que sobrinhos, um pouco como filhos. Eles conversavam muito com Tia Anália - assim meus primos a chamavam - traziam presentes,  ajudavam na manutenção da propriedade, plantavam flores e árvores, reviam os parentes, recorriam os lugares marcantes na infância deles.  Eram afetivos e solidários conosco. Com o tempo, nós nos dispersamos pelo mundo, mas procurávamos, sempre e reciprocamente, saber notícias . 


                                                                          Nelcy e Leadyr



Ao redor dos 20  anos, os filhos de tio Estêvão, saíram, com muito pouco dinheiro, de Rosário do Sul para morar em Porto Alegre. Não foram todos ao mesmo tempo. Os primeiros que foram, garimparam as oportunidades e mandaram chamar , gradativamente, os que haviam permanecido no município de origem.  Eles eram muito inteligentes e com tino para negócio.  Estabeleceram-se, inicialmente, como vendedores de frutas e verduras. Começaram no antigo Mercado da Praça Mauá - posteriormente, foram para o Mercado Praia de Belas, onde hoje se localiza o Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Sul. Nesses dois mercados,  que funcionavam a céu aberto no início, eles trabalhavam dia e noite. Eram muito trabalhadores e decididos mesmo! Com a inauguração da Central de Abastecimento, conhecida como CEASA/RS, em 8 de março de 1974, os meus primos para lá se transferiram, passando a trabalhar com compra e venda de batata e cebola. Tornaram-se prósperos negociantes. Fizeram bons investimentos. Compraram terrenos e casas em Porto Alegre, Canoas e em praias diversas.  Construíram uma bela e profícua trajetória - pessoas respeitadas pelo seriedade no trabalho e pela consistente estrutura familiar.  Cinco dos sete irmãos, filhos de Carmelina e Estêvão, já faleceram , inclusive Nely, a única menina desse grupo - restam Deny , com 87 anos, e Albery, com 83 anos.   



                                                                   Nely Ribeiro



A mesma garra, competência e decisão foi  demonstrada por Nely Ribeiro. Ela estudou no Colégio Santana, em Santa Maria, na mesma cidade onde fez graduação e mestrado em História e, mediante concurso público, ingressou, na carreira de Professor Universitário, na Universidade Federal de Santa Maria, onde,  até a aposentadoria, lecionou no Curso de História.  Era uma pessoa alegre, agradável, solidária e excelente profissional. Meus filhos e eu fomos bem acolhidos por ela quando nos transferimos para Santa Maria, no ano em que ingressei na UFSM. 


 
                                           Nesta foto, estão Dora, Elpídio e Moacir.




"Para ser grande, sê inteiro: nada
Teu exagera ou exclui.
Sê todo em cada coisa. Põe quanto és
No mínimo que fazes.
Assim em cada lago a lua toda
Brilha, porque alta vive."

Fernando Pessoa

 
                     
                          
                                                              Alberto, Ayrton ,  Aldema,  Alberto, Deny     

sábado, outubro 02, 2021

Família Menini/Menine - 2a. Parte - Netos de Tobias

 

                                           
                                                              Minhas orquídeas

Como anunciei anteriormente, esta segunda parte do Família Menini/Menine  terá, como foco, os netos de Tobias Menini. A ordem de apresentação  será a mesma que foi usada no capítulo  relativo aos filhos dele, ou seja : Estêvão, Constância, Napoleão, Antônia Constantina, Bernardo, João, Maria Rosa, Constantino Sereno, Joaquim Luís, Tobias, Alberto e Abrelino Abreu.  Começarei, portanto,  pelos filhos de tio Estêvão, se possível, em ordem cronológica, do mais velho ao caçula obviamente. De todos eles,  procurarei  relacionar  nomes e incluir fotografias - lamentavelmente são poucas as que possuo.  Após as fotos,  será escrito  um texto sobre esse grupo. Importante observar que , não tendo todas as  certidões de nascimento de meus tios, a cronologia está comprometida tanto dos tios, quanto dos primos. Entrem em contato comigo, por favor, se encontrarem outros erros ou tiverem dúvidas - ou se quiserem me enviar novas fotos. Ressalva igual, serve para os filhos de meus primos, que será a última parte.  Bom domingo.


                                        
                                            Portugal - 2019

domingo, setembro 19, 2021

 


              Aos descendentes de Tobias Menini, 


             Encerro, com esta mensagem, a primeira parte do livro "Família Menini/Menine...". Nessa primeira parte, postei algumas fotografias e  escrevi pequenos textos, resultantes tanto de lembranças minhas, quanto de informações obtidas através de outros parentes, todas, no entanto,  relacionadas a Tobias Menini,  aos filhos e às filhas dele - portanto meus tios e tias - os irmãos de meu pai.  

             Na  segunda parte,    cuja  redação  penso  iniciar nos próximos dias, teremos  a hora e a vez de nomear e mostrar os netos de Tobias - infelizmente com as poucas fotos de que dispomos até o momento. A ordem de apresentação de meus primos-irmãos  será a mesma que foi usada para a geração de meus tios e de meu pai. Começarei, portanto, com os filhos de tio Estêvão, se possível, em ordem cronológica, do mais velho ao caçula obviamente. 

      Cada  post publicado,  no correndomundo,  em sua versão preliminar,  fará parte do livro Família Menini/Menine -  depois de revisado e corrigido. Minha previsão é concluí-lo e chegar até sua edição  em março de 2022. Conto, para tanto,  com vida e saúde para fazer o lançamento  ainda no primeiro semestre do próximo ano.

            Já detectei, em algumas páginas, erros de datas, de identificação de pessoas e  de grafia em nomes próprios. Farei o possível para torná-lo o mais correto possível. Sei, entretanto, que a pessoa que tem muito  medo de  errar, acaba não produzindo nada - e sofrendo com isso.  

               Ainda estou, em discussão comigo mesma, se incluo os bisnetos de Tobias, no último capítulo, portanto os meus filhos, os meus sobrinhos,  os filhos de meus primos - ou se termino logo, esperando que a continuidade seja feita por outra pessoa de nossa família. 

              Agradeço, outra vez,  aos parentes e aos amigos - alguns há vários anos, outros recentemente - que têm me auxiliado, procurando e enviando fotografias e  informações e - acima de tudo - incentivando-me a continuar a escrever sobre esse tema. Mais do que um livro, Família Menini/Menine é uma correntes de afeto, com novos elos, que poderão portar novas alegrias. 

                Desejo-lhes uma boa semana. Fraterno abraço. Aldema

                  

 



terça-feira, setembro 14, 2021

Família Menini/Menine - no.12 - Filhos de Tobias/Abrelino Abreu Menini

 

                                                                 Abrelino Abreu Menini


Este é um texto difícil para eu escrever! Sou filha de Abrelino Abreu Menini. Li, em um antigo caderno meu, o seguinte:  Meu pai, a quem eu era muito apegada, morreu aos 44 anos, de tétano. Eu tinha 11 anos ...paguei muita terapia, tentando compreender esse acontecimento - mas o vazio permaneceu. Procurarei, neste texto,  primar pela objetividade, tentando ocultar antigas dores, que teimam em retornar. 

Abrelino Abreu Menini nasceu em 31 de agosto de  1909.  Era o caçula de 12 irmãos. Quando Tobias Menini, meu avô,  morreu, aos 46 anos, ele era quase um bebê. Nada sei sobre sua infância. Pouco sei sobre sua adolescência, período distinto do desenvolvimento humano, pouco conhecido naquele tempo. Sei apenas que foi interno no Colégio dos Padres, em Santa Maria,  e  que esteve no Colégio Militar, durante um ano, em Santa Maria também. Voltou para o Touro Passo e, muito jovem ainda, com 21 anos,  casou com Anália Souza Pinto, que passou a ser  Anália Pinto Menine, conforme certidão abaixo:



Certidão de Casamento - 1930 



Após o casamento, que foi realizado no Saicã, na casa de Francisco Luis Pinto e de Lindolfa Souza Pinto, meus avós maternos, eles foram morar no lugar que meu pai, mais tarde, chamou de Bela União. Ele havia herdado uma fração de campo, igual às frações dos demais irmãos e, nessa terra, construiu uma pequena casa com uma cozinha separada, como era costume na época. Essa cozinha mais tarde sofreu um incêndio  e  outra cozinha foi construída junto à casa de pedra. 



                      
Abrelino, Anália e uma irmã de tio Mário 



Os dois trabalhavam muito, cuidavam juntos de plantações e de criações. A primeira filha ( Maria Aldina) nasceu  em 17 de janeiro de 1935,  quando eles já estavam casado há cinco anos. Nasceram, na sequência, Alberto, Aldiva, Aldema, Alda, Zeli e Almir ( Éramos sete irmãos. Eu, a do meio). Meu pai morreu no dia 19 de outubro de 1954, exatamente no dia em que Almir ( Mile) estava completando dois anos.



                       
               
      Abrelino , Anália e os 3 filhos mais velhos


Meu pai era bastante trabalhador e inteligente - segundo me contaram, também sábio para fazer bons negócios. Progrediu muito. Teve êxito econômico e fez nome como boa pessoa. Era benquisto na vizinhança. Alfabetizou sobrinhos e filhos de vizinhos, ensinando-os a ler, escrever e a fazer contas. Gostava de cavalos e de carreiras, mas não era jogador. Ouvia noticiários no rádio - informava-se sobre política e economia. Era do PSD. Trouxera de Santa Maria muitos livros de literatura, geografia ( me encantavam o Atlas e seus mapas ), português e outros de que não lembro o tema. Incentivava-me a ler e a decorar poesias -  algumas que sou capaz de recitar inteiras ainda hoje. Por meio desses livros, tive meu primeiro contato com Olavo Bilac, José de Alencar, Gonçalves Dias, Casimiro de Abreu... Aprendi a gostar de ler. 


                                             
                                                                        Anália Pinto Menine


Minha mãe , Anália Pinto Menine, apesar de magrinha como sempre foi, era uma mulher forte, trabalhadora, inteligente e perspicaz. Morreu aos 84 anos. Viveu na fazenda até pouco tempo antes de morrer. Levantava bem cedo, de madrugada mesmo , e , quando questionada sobre esse hábito, respondia sempre que era para " aproveitar bem a vida".  Considero que a grande bênção de sua vida foi morrer quando ainda estavam vivos todos os seus filhos - e morreu de enfarto, com a mesma paz com que procurou viver.






sábado, setembro 11, 2021

Família Menini/Menine - no.11 - Filhos de Tobias/ Alberto Menini

 

                                                           Tio Alberto Menini


Tio Alberto - costumava-se dizer - era o mais rico dos meus tios. Tinha uma fazenda grande e uma fazendinha no Saicã. Pelas histórias oralmente transmitidas na família, era também muito bonito, bem vestido e um grande boêmio. Gostava de cavalos de corrida e de carreiras,  tanto quanto gostava  de jogos, especialmente de jogo de tava ( osso), tão característico da Fronteira do Rio Grande do Sul. Penso,  no entanto, que ele gostava mesmo era de dançar - era um verdadeiro pé-de-valsa. Homem sem preconceito, tanto dançava com sua esposa no mais elegante clube da cidade, como dançava em lugares menos elitista, desde que tivessem música - especialmente tangos e boleros - e dançarinas boas e desinibidas.  Tio Alberto estudou em Santa Maria. Gostava de ler, tinha muitas informações, foi professor de vários meninos rurais que não tinham acesso à escola e eram analfabetos. Ensinou muitos deles a ler, escrever e contar, objetivos máximos da época. Lembro-me dele usando um terno de linho branco, cuidadosamente passado a ferro, com gravata e lencinho no bolso combinados - moda no início dos anos 50. Meu Tio foi bastante generoso com minha família. Na casa dele, casou minha irmã mais velha; na casa dele, foi também o velório de meu pai. Fez créditos de gratidão comigo.



                     
Tia Salustina e as sobrinhas Aldina e Santa Menini  



Casado com tia Salustia ( Salustia Izaguirre Menini ) , nascida em 08 de agosto de 1906, filha de José Angelo Izaguirry e Maria José de Lima. Era uma senhora admirável pela elegância e gentileza:  muito presente em casamentos, aniversários, comícios, visita de pêsames, missas e velórios. Quando eu estava com oito anos, meu pai decidiu mandar-me para a cidade, com a finalidade de frequentar uma escola. Acertou com tio Alberto e tia Salustia que eu ficaria morando com eles. Ela esforçou-se muito para fazer de mim uma menina urbana, com muitas prendas e boas maneiras. Colocou-me numa aula de bordado - acreditem que, com 8 anos, eu sabia fazer crivo e bainha aberta? Fui crismada, estudei catecismo, fiz primeira comunhão, fiz discurso para o bispo e declamei poesias em eventos escolares e sociais. Tive vestidos lindos, fui a preferida da professora. Devia, entretanto, ser difícil para meus tios cuidarem e educarem uma menina, com essa idade e nascida rebelde. Ao final de um ano, devolveram-me aos meus pais, acompanhada de uma carta, onde a Tia justificava eu não poder ficar mais com eles porque planejavam ir um tempo para a fazenda, mas pedia que não me tirassem da escola porque eu era muito estudiosa. Meus queridos tios não conseguiram me transformar em uma elegante e fina  senhora da época, mas deram considerável impulso na minha autonomia e posterior carreira profissional.



                              Eu, 8 anos, com vestido de 1a. Comunhão escolhido por Tia Salustia.


Meus tios foram pais amorosos de Ary Izaguirre Menine,  menino que eles adotaram ao nascer e que era filho de Tio Quincas e Leonor. Ary foi criado com todas as regalias de um filho único. Ele foi um dos meus primos preferidos - muito paciente e afetivo.   Élida, a primeira esposa dele, era muito afetiva e agradável também. Com dez anos mais do que eu, divertia-se com minhas confusões de criança rural. Uma vez ele me mandou na farmácia comprar Gumex para os cabelos. Fui e voltei dizendo que Gomina não existia! Ele riu e escreveu o nome que eu deveria pedir. Meu vocabulário rural havia sido acrescido de tantas palavras, que por vezes era difícil memorizar a todas. Reencontrei Ary quando já estava bastante doente, e veio visitar-nos na Bela União. Continuava sendo doce e agradável. Saudades!


                                    
                                                                   Ary  Izaguirre Menine

Consoada 

"Quando  a Indesejada das gentes chegar

(Não sei se dura ou caroável),
talvez eu tenha medo.
Talvez sorria, ou diga:
— Alô, iniludível!

O meu dia foi bom, pode a noite descer.
(A noite com os seus sortilégios.)
Encontrará lavrado o campo, a casa limpa,
A mesa posta,
Com cada coisa em seu lugar."

Manuel Bandeira

terça-feira, setembro 07, 2021

Família Menini/Menine - no.10 - Filhos de Tobias/ Tobias Menini Filho

     

                                        
               Tobias Menini (filho)
                                                            

Conheci muito todos os filhos de Tio Tobias, o irmão de meu pai. Eram eles Ely , Tobias Freitas Menini, Irene , Noêmia e Pérsio. Meu tio, entretanto,  eu não o conheci. Acredito que ele tenha falecido bastante jovem. Como quase todos os outros Menini, ele tinha uma propriedade, numa parte das terras que foram de meu avô, onde criava gado, ovelhas e cavalos. Era casado com Tia Etelvina Freitas, que depois de viúva teve mais dois filhos. Não sei se por necessidade ou por gostar, Tio Tobias costumava mascatear. Isso  era bem comum naquele tempo. Tio Tobias revendia na região o que trazia da Fronteira e de outros lugares próximos. Contam que seus principais produtos para venda eram o fumo e os cigarros. Contaram-me que era uma pessoa bastante reservada. Acredito que sim, pelo pouco que ouvi falar nele. 


                   
                                                                   Ely Menini


Na fotografia acima, a foto mais antiga que encontrei, vê-se Ely, a primeira filha de Tio Tobias. Ela tornou-se Ely Menini Machado por ter casado com Tobias Menini Machado, filho de Tia Maria Rosa e de Tio Antônio Machado. Como se pode observar , era muito comum, naquele  tempo, o casamento entre primos - esse fato pode ser observado em muitos relatos familiares. Tobias Freitas  Menine, conhecido como "Seu" Freitas, casou com Edith de quem tenho boas lembranças - criança que era, lembro mesmo dos doces e pães deliciosos que ela fazia. Eles construíram uma casa e fizeram o maior pomar de pessegueiros que eu conheci. Eram caprichosos e organizados. Irene, uma moça belíssima, morou um tempo na minha casa - ela fez minha iniciação ao tricô, quando eu devia ter 6 ou 7 anos. Noêmia casou com Modesto e morou um tempo na antiga casa de Tio Tobias. Ali eu a visitava. Depois que eles se mudaram, penso que nunca mais os vi. Pérsio esteve sempre próximo a nós. Segundo familiares e amigos  era o mais inteligente da família. No exército, fez concurso para sargento, foi aprovado, mas desistiu de continuar a carreira militar. Conhecia muito de plantas e gostava de hortas, pomares e jardins. Passou por problemas grandes que o transtornaram muito. Morreu cedo.




                                                                     Pérsio, esquilando 


Amigos meus do Norte da Itália me falam - brincando -  que são marcas da Família Menini serem muito inteligentes e terem especial interesse por dinheiro, grandes amores e jogos diversos - não necessariamente  nesta ordem! Brincadeira que ouvi calada, mas que muito me fez pensar.

"Quando é tempo de tosquia já clareia o dia com outro sabor.
As tesouras cortam em um só compasso enrijecendo o braço do esquilador

Um descascarreia, o outro já maneia e vai levantando para o tosador .

Avental de estopa, faixa na cintura e um gole de pura pra espantar o calor
Alma branca igual ao velo, tosando a martelo quase envelheceu

Hoje perguntando para a própria vida pr'onde foi a lida que ele conheceu..."


( http://letras.terra.com.br/telmo-de-lima-freitas/740284/ )