sexta-feira, junho 02, 2006

Das transições...


TRANSIÇÕES são dificuldades duríssimas para mim. Abandonar um emprego, trocar de cidade, ser traída por uma amiga, terminar um relacionamento,ver um filho partir, largar tudo, começar tudo de novo, foram passagens doídas, transições sofridas - e sofridas. Nos intervalos dessas transições, já engordei 10 kg em um mês, já fiz pneumonias várias, já tive crises alérgicas terríveis. Mudei. Felizmente mudei. Abandonei as somatizações.Tornei-me mais produtiva. Bordei uma toalha de jantar imensa, em ponto-de-cruz, para a Téssia, em uma semana; em outra crise, teci cinco blusões em dez dias; em outra, viajei durante cinco dias e cinco noites praticamente sem dormir; e, ainda, em uma outra, bordei um tapete de dois metros quadrados em um mês... A transição que faço agora, neste primeiro semestre de 2006, deixando a Bahia depois de sete anos e voltando para o Sul, faz surgir este BLOG...
Gugu viajou.Foi para a Alemanha. Depois vai para a Índia. Falo sempre que a vida é isso: uma sucessão de chegadas e partidas. Mas como dói!
Salvador,02/06/2006.

quinta-feira, junho 01, 2006

Meus espaços preferidos - Rosário do Sul

Primeira Comunhão - 8 anos

























Nasci no interior de Rosário do Sul, em Touro Passo, na Fazenda Bela União, distante 44 km da cidade. A primeira cidade que conheci foi Rosário, quando eu estava com 4 anos de idade. Para ir à cidade, levava-se um " fiambre" porque a viagem era longa e " aventurosa". Sou do tempo que, para ir a Porto Alegre, a gente precisava atravessar o Rio Santa Maria em uma barca.  Cresci no campo e desenvolvi ali o senso de liberdade e de integração com a natureza que só conhecem as crianças de meio rural (rural e "despovoado"). Aprendi a ler - e mais importante do que ler, aprendi a estudar - sozinha.


                      


Fui para a cidade estudar quando já estava com 14 anos. Sempre tive paixão por aprender. Tive uma história escolar bem-sucedida. Era aluna de primeiro lugar - o que me gerou uma dificuldade de lidar com frustrações. Nada que uma terapia não tenha solucionado...Fui uma típica adolescente rebelde, mas rebelde para os padrões da época : hoje seria uma quase freira! Fui a primeira presidente do Grêmio Estudantil do Horto, participei da criação e fui da primeira diretoria da URES - União Rosariense de Estudantes Secundários. Atuei na organização de grupos de " reforma agrária" , alfabetizei adultos pelo " método Paulo Freire", participei de campanhas pela autonomia e valorização da mulher. Fui da Juventude Estudantil Católica (JEC). Era politicamente muito engajada. Paguei um preço por tudo isso!




















Imaginem que, nesta praia de Rosário, eu fui uma das primeiras a usar biquini....um escândalo! O suficiente para o pai de uns amigos meus proibir as filhas de andarem comigo e aconselhar outros pais a fazerem o mesmo. Além de usar biquini e minissaia e ter uma amiga negra, eu era militante de movimentos políticos e sociais. Uma comunista, como diziam na cidade! Aprendi , nesse período, a administrar o medo, a fazer política, a lidar com enfrentamentos e a defender minhas convicções. Um demônio de saias! e as saias eram realmente um agravante...





















Saí de Rosário quando casei. Fui morar em Alegrete. Eu tinha 20 anos.Lamentavelmente, perdi meus vínculos com Rosário do Sul. Os adultos da minha época são quase todos " finados"; os meus amigos, em sua maioria, perdi-os de vista; os mais jovens, não os conheço. 
Hoje, entretanto, eu gosto de andar pela cidade; muitos espaços físicos me são familiares: a praça, o Colégio, a Igreja, o Clube Comercial, a Prefeitura e algumas construções lindas que foram preservadas. Felizmente uma parte de Rosário continua como era.Uma graça de lugar!

Meus espaços preferidos - Alegrete



São belíssimos o Rio Ibirapuitã e os campos de Alegrete. A cidade é simpática, com cerca de 80 mil habitantes e uma cultura muito própria. Por mim, seria Patrimônio Cultural da Humanidade...





Igreja Matriz e Praça principal de Alegrete. Aqui Iolandinha e Domingos batizaram Gugu. Ao lado desta Igreja, está a Faculdade onde estudei e onde fui professora até minha mudança para Santa Maria.





Ensinei Língua Portuguesa, durante dois anos, na Escola "Divino Coração". Tive alunos maravilhosos aqui. Lembro de cada um deles com muito carinho.Saí dessa Escola quando fiquei grávida de meu filho caçula - depois de ouvir da diretora que " mulher grávida era muito problema para uma escola"...





Aqui, no Instituto de Educação "Osvaldo Aranha", fiz o Curso de Magistério ( o Curso Normal), onde tive alguns professores ótimos, que definiram minha vida profissional, como Enaura, Domingas, Judeth, Elisa, Iolanda e Maria Mota. Aqui também lecionei, no início de minha carreira docente, Língua Portuguesa e Literatura Basileira e Redação e trabalhei na Coordenação, junto com Alzirinha Vargas, uma das pessoas mais inteligentes que eu conheci em Alegrete.


Uma das torres da Igreja Matriz




















No IEOA, convivi com a dura realidade do ensino noturno , o que me levou mais tarde a ter alguns projetos de ensino,pesquisa e extensão para estudar esse tema/problema. Fui do comando da primeira greve de professores do Estado do Rio Grande do Sul ( Luísa,Isar, Isoldinha e eu). Pedi demissão ao final de sete anos de trabalho,em 1979, logo depois do término dessa primeira greve.


Escultura de " Chapeu Preto"


























Comecei como professora de ensino primário, em escolas municipais, depois de passar em concurso público. Fui professora de Língua Portuguesa no IRMA e no "Emílio Zuñeda". Fiz muitos amigos em todos os lugares por onde passei. Ensinei Lingüística, Língua Portuguesa e Metodologia de Ensino na Faculdade de Filosofia,Ciências e Letras de Alegrete. Fui a primeira professora da FAFIAL a fazer mestrado, ainda na década de 70, na Pontifícia Universidade Católica do RGS. Antes, eu havia cursado Letras nessa mesma Faculdade e também cursado alguns semestres de Pedagogia em Uruguaiana.



Escultura na chegada em Alegrete 


























Fui professora e coordenadora pedagógica da Escola Agrotécnica de Alegrete, na época pertencente à Universidade Federal de Santa Maria - UFSM. Em 1982, fui morar em Santa Maria, mas sempre conservei vínculos com esta cidade, através, principalmente, dos meus muitos amigos, como João e Ilka,Domingos e Iolanda, Pithan e Ana,Sílvio e Vera, Ilza Paz, Eleú Menezes, José Romeu e Sandra, Valdemar e Gladys. Creio, entretanto, que meu maior vínculo é o fato de meus três filhos e de meus dois sobrinhos - Fabianinha e Fernando - serem alegretenses. 


Sou muito orgulhosa de ter recebido,numa solenidade linda, na Câmara de Vereadores, o título de "Cidadã Alegretense" - portanto sou hoje também do Alegrete! Tentarei encontrar fotos dessa belíssima solenidade, presidida por Eroni Carus.

segunda-feira, maio 29, 2006

Meus espaços preferidos - Santa Maria

Tenho saudades desta sala do meu apartamento em Santa Maria...
Quando vim morar nesta cidade, eram poucas as casas que "subiam" os morros - os belos morros de Santa Maria.Hoje são muitas.
Reitoria da UFSM - Posse em 1993.

De uma das laterais do meu apartamento, eu podia ver a Igreja Matriz - e um pôr-de-sol lindo.
No edifício com faixas vermelhas verticais, eu morei muitos anos. Meu apartamento ocupava o 13o. andar - é a "casa" que se pode ver sobre ele.
Quando penso na cidade de Santa Maria, dou-me conta de que não vivi ali : vivi na Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) . Seguramente a maior parte do meu tempo nesta cidade eu o passei dentro da UFSM, como professora, como pesquisadora ou como pró-reitora. Mas fiz muitos amigos e muitas festas aqui. Algumas pessoas que eu conheci aqui me ensinaram muito e tiveram uma influência marcante sobre mim e sobre meu trabalho, como Maria Alzira, Benetti, Clóvis e Amanda.
Além disso, Santa Maria foi uma boa cidade para meus filhos.Meus três filhos estiveram na UFSM, mas só Patati nela concluiu o curso.

domingo, maio 07, 2006

Meus espaços preferidos - Torres






Considero Torres meu "Museu Invisível de Recordações e Saudades". Amo este lugar.Amo minha casa. Sofri muito ao perdê-la e , depois de recuperá-la, me custa muito mantê-la. Mas é um tesouro de subjetividade de que eu não abro mão. Gugu, em sua simplicidade e sabedoria, ainda quando adolescente , me disse uma vez: " Podem mudar tudo na casa de Torres, mas nunca poderão mudar nossas boas lembranças dali".Verdade!
É como se eu visse meus filhos, meus sobrinhos e os filhos de meus amigos, pequenos ainda, correndo pelo jardim, rindo e brincando. É como se eu me organizasse para as férias Torres, meses antes, até como forma de suportar o excesso de atividades e de responsabilidades. É como se eu preparasse sempre uma festa de Natal, com o carinho de quem antecipa cada sorriso e cada gesto de quem dela participa...
Recordo como eu chegava cansada em Torres, pois trabalhava muito e estudava muito também. Recordo como eu dormia nos primeiros dias e como juntava " ânimo e encantamento" para receber tantas pessoas e fazer tantas festas naquela casa. Vivi ali também muitas tristezas, muitas dores, mas essas lembranças se atenuaram com o tempo...as ruins se foram...ficaram as boas. Do passado , ficaram só algumas lembranças e, às vezes, a saudade. Do presente, o desejo de retornar e encontrar " o campo arado, a casa limpa, a mesa posta, cada coisa no seu lugar" .

Meus espaços preferidos - Bahia

Salvador

Cajazeiras



Aparthotel em Ondina
Vim para a Bahia em janeiro de 2000( em 2001, veio Gugu). Eu devia, inicialmente, trabalhar no ISBA, durante três dias, em um seminário sobre ensino superior. Discutia-se a criação de uma Faculdade - origem da Faculdade Social da Bahia -FSBA, hoje com onze cursos autorizados e mais de dois mil alunos. Fui ficando...ficando... e fiquei até 2006, ano em que fui Patronesse da primeira turma de formandos de Educação Física, curso mais concorrido da FSBA e dei aulas nos cursos de Pedagogia, Artes Cênicas e Normal Superior.


Devo partir dia 14 de julho próximo.Retornarei para o Sul inicialmente. Depois... voltarei para a Europa...depois...depois... ainda preciso decidirei a "próxima parada".
Morei todos esses anos em Ondina - com exceção de 2005/2 quando viajei (Estados Unidos e Europa) por seis meses. Gugu e eu moramos no "The Plaza", um aparthotel localizado na Av.Adhemar de Barros... exatamente no fim do circuito carnavalesco Barra/Ondina... e com uma belíssima vista do mar, como se pode ver nas FOTOS.


 No carnaval, tínhamos um "camarote" em casa - e sempre, hóspedes e convidados. Gugu estudava e eu trabalhava a poucos metros "de casa"... uma facilidade enorme isso. Tivemos, no The Plaza, por cinco anos, uma camareira, Givaneide, que era nosso "anjo" em casa. Nunca a esquecerei. Sempre pensava um dia morar em Hotel. Desejo realizado! Eu sempre tive moradias muito grandes. Descobri que se vive muito bem em espaços pequenos, com apenas o essencial em casa.





Senhor do Bonfim
Aprendi a gostar muito da Bahia, tanto de Salvador como do interior. Salvador é uma cidade de profundos contrastes e rara beleza. Possui ritmo, cores e formas inigualáveis. O acesso à arte, direito de todos, encontra-se também nas ruas e avenidas, é parte do cotidiano. No meio da Avenida, na frente de meu apartamento, foram colocadas três esculturas de mulheres gordas: Zé, meu querido amigo, chamava a esse conjunto de "aldemário" - e jurava ser uma homenagem para mim.
Fiz trabalho voluntário em Senhor do Bonfim, distante 400 km de Salvador, no semi-árido, região de Juazeiro ( na FOTO eu estou na Feira semanal de Bonfim). Ali estou deixando grandes amigos e muitos afilhados, além de ter projetado e acompanhado o funcionamento do Instituto Superior de Teologia e Pastoral - ISTEPAB - trabalho que me deu muita alegria realizá-lo.ISTEPAB hoje está autorizado pelo MEC e em pleno funcionamento. Fui "madrinha" da primeira turma de formandos.





Praia de Ondina
Também participei, em Salvador, de um projeto da Igreja Católica, em Novos Alagados, durante dois anos. Atuei em um grupo de quarenta mulheres, na formação de lideranças comunitárias. Foi uma experência bem rica que se incorporou à minha vida.Aprendi muito com Pe. Pedro Parcelli, um amigo muito querido, italiano que , como eu, trabalhou em Roraima com populações indígenas.
Atualmente trabalho também numa ONG italiana "Casa do Sol" , em Cajazeiras, uma das maiores periferias de Salvador, com 500 000 habitantes.Admirável e belíssimo o trabalho que Pina, uma italiana, realiza ali.
Giorgio, meu colega e amigo-irmão
Sei que é pouco o que faço, diante do muito que recebo em afeto, conhecimento de mundo, alegrias, partilhas, amizades,esperanças, mas lembro um hai-kai antigo que diz:
" Folha que cai no rio
Mesmo que a leve o rio
Muda a visão do rio."
Conheci muito bem todo este Estado. Apaixonei-me por Camamu, Maraú, Taipus, Valença, Santo Amaro , Cachoeira, Campo Formoso... Adorei Lençóis na Chapada Diamantina. Conheci bem o sertão e aprendi a admirar as pessoas e os "cenários" locais.
Tanto o Sul - Itacaré, Ilhéus, Comandatuba, Canavieiras, Olivença - como o Norte - Arembepe, Guarajuba, Itapicirim, Praia do Forte,Seribinha, Mangue Seco - apresentam lugares diversos, diferentes e lindos!A temperatura da água, as palmeiras, a cor do mar, os cheiros característicos daqui se incorporam à memória de nossos sentidos.
Daqui a dois meses, meu filho vai trabalhar no exterior - e eu pretendo deixar a Bahia e retornar ao Sul....é óbvio que vou sentir saudades das belezas daqui.
" Deixa a vida me levar
vida leva eu.
Sou feliz e agradeço
por tudo que Deus me deu!"
16/6/2006

Meus espaços preferidos - Bela União

Gosto de chuva! Depois que conheci bem o semi-árido da Bahia, gosto mais ainda!Foto: Fabrício, um dos bons fotógrafos da família.
"Você que tem medo de chuva
Você não é nem de papel
Muito menos feito de açúcar
Ou algo parecido com mel
Experimente tomar banho de chuva
E conhecer a energia do céu
A energia dessa água sagrada
Que nos abençoa da cabeça aos pés
Oh chuva Eu peço que caia devagar
Só molhe esse povo de alegria
Para nunca mais chorar ”- Fala Mansa
Saudades de casa! Logo estarei de volta...
Este é um lugar realmente abençoado!
O campo está branco, mas não é neve, não: é geada, no mês de julho. Gosto deste morro.Tem árvores belíssimas nele, inclusive coqueiros.
A EMA é nativa - temos muitas, apesar da crueldade dos caçadores clandestinos e criminosos.
Este "cocho de pedra" tem quase cem anos: era usado para salgar a carne e fazer dela o charque - hoje é lugar de pôr alpiste para os passarinhos.



A " campanha" onde nasci e para onde retorno sempre é o espaço da minha vida - um espaço impregnado de história, de lembranças e de saudades. Tem cheiro, forma e cor de infância. Conheço cada árvore, cada pedra, cada caminho. Ali me sinto acolhida- como se a terra toda me desse um cálido abraço. Ali durmo me sentindo protegida pelo mesmo céu imenso que eu meus olhos de criança viam com mágico encantamento. Ali sinto a chuva como uma sonata que bênçãos traz - e o vento que embala as árvores, como um sopro de vida a mais. Estou certa de que "Bela União", assim como fala de meus antepassados, espera um dia a minha volta para sempre.

sexta-feira, maio 05, 2006

" Família grande tem de tudo..."

Para encerrar, os burros! Esses são meus. Sempre quis ter burros assim...longe...pastando! Sem opinar o tempo todo. Temos também galinhas, peruas, patas e muitos outros bichinhos. Sem metáfora.Legítimas. Como dizia minha mãe: " família grande tem de tudo!"
Nenhum animal é mais identificado com o Pampa Gaúcho que o cavalo. E, " se não é parecido com o dono, é roubado" - dizem os habitantes da região.
Esta é Kitty, verdadeira " patricinha". Sempre com modelitos novos e ... enjoadinha. Vive em Alegrete com Mile e Cibele, mas sua dona é a Fabianinha.
É da Zeli este " Cimarrón del Uruguay", carinhosamente chamado de Nico, é um cachorro forte, imenso, mas muito afetivo com seus donos.
Este é MIAU, o gato da Alda, o mais boêmio que eu conheço.É capaz de passar a noite pelos " telhados da vida" e só voltar de manhã para casa.
Olívia é argentina, mas vive em Altlanta.Quando Patati a levou para lá, ela gritou boa parte da noite - e ele deve ter sido odiado pelos demais passageiros. É amiga da Lea e têm boa convivência.
Este é o Átila.É do Ígor e da Lílian.Desde o nascimento do Gonçalo,ele perdeu um pouco de espaço. Vive hoje mais com os "avós".
Esta é Lea.É do Patati e da Valéria.Vive em Atlanta(USA).É gentil , amorosa e muito inteligente.
O podle que está bem à frente é o único que eu considero "cachorro-sobrinho".Pertence ao Mile e a Cibele. Milk adora ir para o campo.
Este é Dudu (o nome é em homenagem a um grande amigo meu), um collie com muita habilidade para lidar com ovelhas.Eram dois muito iguais, chamávamos " os Gêmeos", mas um foi embora para a casa de meu irmão e nunca mais voltou.
Tobi é um pastor (capa preta) imenso e forte, mas se comporta com os outros cães como se fosse pequeno, até se deixa afrontar por Milk, um poodle, ou por Átila, um pincher.Quando eu chego em casa, ele passa a obedecer só a mim.
Tobi outra vez.Ganhei-o da Fabianinha quando era um bebê.Foi criado com muito afeto e liberdade.Depois de grande, manifestou um irrefreável paixão por ovelhas.Por essa razão, vive agora preso. No Sul se diz, aludindo-se à infidelidade masculina, " cachorro comedor de ovelha só matando.E morre com a cabeça virada para o rebanho.." Como nunca vi nenhuma mulher " matar seu comedor de ovelhas" , considerei brutal injustiça matar um animal por essa razão...apenas o privei da liberdade! Tobi é amigo, doce, atento.Sinto saudades dele.
Esta é a casa do Tobi, o meu maravilhoso cachorro.