sexta-feira, dezembro 11, 2015

Volver a Andaluzia...Córdoba











































Somente neste ano,  estive quatro vezes na bonita e histórica  Córdoba - essa é minha maior declaração de amor e favoritismo `a Cidade. Desta vez, por isso,  escreverei pouco. Procurarei enfatizar a  publicação  de fotos, já que  há  mais  de um post sobre ela, no Correndomundo. http://www.correndomundo.blogspot.com.br/search/label/C%C3%B3rdoba













































A mesquita-catedral é a mais impressionante que eu conheço. O rio , com suas margens bem arborizadas, a ponte antiga onde apenas pedestres transitam, os monumentos, o alcázar, o bairro judeu e as muralhas  sugerem e proporcionam passeios incríveis.

























   



Na Juderia,com  ruazinhas belíssimas, como a Rua das Flores, encontram-se bons restaurantes e cafeterias - comi apetitosa sobremesa lá: creme de queijo com camada de mel e , por cima, nozes moídas. É também em Córdoba que como o melhor Rabo de Toro ( o nosso espinhaço ) com molho de vinho. Não há,  na Espanha,  outro igual.




















Em maio, acontece a concorrida e bonita  La Fiesta de los Patios de Cordoba, quando a cidade recebe muitos turistas ( www.patios.cordoba.es ) . As paredes e os muros  transformam-se em jardins verticais. Há flores por todo lado. E , nesse período, ainda há o perfume das laranjeiras, que estão por toda parte.



Em cidades onde um dia houve pacífica convivência entre diferentes culturas, sinto  tristeza e nostalgia como se tivesse conhecido essa realidade, muito além das leituras e das imagens. Como é doloroso o ódio entre os humanos, seja em que extremo for; como é doloroso o preconceito, seja de raça, etnia, nacionalidade - ou outro qualquer que machuque as pessoas. Espero mais leveza no mundo. Oxalá!




" Venho de longe e trago no perfil,
Em forma nevoenta e afastada,
O perfil de outro ser que desagrada
Ao meu atual recorte humano e vil.

Outrora fui talvez, não Boabdil,
Mas o seu mero último olhar, da estrada
Dado ao deixado vulto de Granada,
Recorte frio sob o unido anil..."

Fernando Pessoa