quarta-feira, agosto 13, 2008

Kosice e Miskolc: bate-e-volta na Hungria




















Uma beleza o verão em Kosice. Já estive aqui em tosas as estações do ano. No outono, vi as árvores coloridas, com nuances diversos, do vermelho escuro ao amarelo. Imagens inesquecíveis nas ruas e parques. No inverno, embora eu goste mesmo de neve na Noite de Natal, ao longe nas montanhas e em fotografias, a cidade continua acolhedora e fotogênica.





















Hoje fui caminhando para a Estação Central de Trens. Eram 05h. O dia estava clareando. As ruas limpas. As árvores muito verdes. Flores por toda parte. O que mais me encanta, tanto aqui quanto na Índia, é a ausêcia quase total de violência. 


























O medo é um preço muito alto e constante para viver num país , ainda que seja um belo país - como o Brasil.Em diferentes países, principalmente aqui no Leste, encontro pessoas, de manhã cedo, varrendo as calçadas defronte às suas casas. O discurso de que isso pertence à esfera do serviço público, parece que nos tornou desleixados com nossa rua, nossa cidade. Que me perdoem amigos e companheiros, mas isso é genuína participação popular!























A viagem até Miskolc me encantou. É verdadeiramente um passeio. Campos arados, campos plantados, campos enfeitados com muitos verdes e girassóis. Quem já viu campos de girassol, papoulas e lavandas sabe exatamente do que estou falando. É visão de paraiso.E tem , ainda, os lagos..lagos, com pequenas casas ao seu redor, todas muito coloridas, com jardins bem cuidados e gramados de fazer inveja.





 


















Na chegada, a constatação de um problema. Embora seja uma cidade de porte médio, Miskolc não me parece uma cidade de turismo forte. Há problemas na comunicação com estrangeiros. Tive dificuldades para obter informações e, ainda que as pessoas fossem gentis e atenciosas, raramente falavam inglês, espanhol ou italiano. Pode ter sido apenas um "azarão "meu!




















A estação de trens é belíssima , mas é longe do centro. Precisa-se de transporte para chegar até ele. Fui de "bonde", daqueles elétricos. Sorte que, no dia anterior à ida, estudei o mapa da cidade e relacionei os lugares e prédios que desejava visitar - perguntando, não sei se os teria encontrado.Tive dificuldades com moeda: ninguém aceitou euro - na Slovakia vizinha, já é moeda corrente junto com a "korona". Antes de fazer câmbio, entrei num bar , pedi um café e avisei que só dispunha de euros. A moça disse "no problem" , não recebeu os euros, mas gentilmente me deu o café. Tomei-o e saí muito agradecida. Fiz câmbio - troquei 30 euros e recebi um "monte"de Fiorint - voltei mais tarde ao bar, tomei outro café e paguei o anterior. A moça ficou toda feliz comigo e percebi que comentava o fato com os colegas.






















Fui almoçar. No cardápio do dia , havia , por exemplo:
zöldborsóleves;
rántott csirkeszárny párolt rizzsel;
ischler karica.
Eu pretendia comer algo típico, que não fosse goulash, que se come muito em toda a região, mas acabei pedindo frango, batata frita e café ( em inglês). Veio direitinho.

Aproveitando que estava na Hungria, saí a procurado hidrante "Helia D ", que compro há mais de dez anos e que é ótimo. Felizmente o encontrei - é um produto que custa pouco e não se vende em outros países. É feito com azeite de girassol - daí o "helia". Se eu não estivesse com "trauma"de bagagem, levaria muitos potes para a família.
























Um bom passeio. Vi prédios, igrejas , mesquitas, teatro, galeria de arte, praças e ruas, onde havia cafés e muitas pessoas , aproveitando o verão - penso. Encantei-me com um relógio antigo, preso a uma estrutura de ferro batido, junto a um poste de iluminação. Lindo. Encantei-me também com uma dessas fontes com água, luz e música, que são acionadas a cada hora cheia, durante alguns minutos. Foi a mais perfeita e sincronizada que conheci. O movimento das águas "demonstrava"o número de instrumentos e a altura dos sons de peças clássicas conhecidas. Fantástica. 
Bem bonita Miskolc. Quanto lugar lindo existe nesse mundão de Deus que a gente nunca ouviu nem o nome. Amanhã , penso ir a Presov tentar visto para a Ucraina. Se conseguir , vou lá , antes de retornar à Itália.

terça-feira, agosto 12, 2008

"Lá vou eu..."





















Passei os últimos quatro dias "em casa". Precisei curar uma "canseira das braba", como se diz no Touro Passo. Hoje acordei ótima, realmente me sentindo muito bem.Li bastante, escrevi, almocei, jantei, organizei as roupas que me restam ( já eram poucas e algumas deixei pelo caminho) e fiz novos programas de viagem.





















Decidi viajar amanhã cedo - 06h - para Miskolc, uma cidade da Hungria que me disseram ser muito bonita. Tem 180 000 habitantes e prédios interessantes, como uma igreja gótica, uma mesquita, uma galeria de arte.Está a menos de duas horas, a partir de Kosice, em trem. Retornarei à noite.

sexta-feira, agosto 08, 2008

08 - 08 - 08


Interessante! No ano passado, no dia 07 - 07 - 07 , eu estava em Kosice, na Slovakia. Fui escrever a data de hoje e me dei conta de que é 08 - 08 - 08 e eu estou em Kosice outra vez!
Gosto desta cidade.Sinto-me em casa. Já faz cinco anos que venho aqui, anualmente. Houve um ano que era dezembro, fazia -12 graus, nevava muito. Agora é verão - hoje fez 30 graus. Ainda não fiz programação para os próximos dias. Quero descansar um pouco, dormir muito, fazer nada!
Obs. aqui perto do apartamento, no centro de Kosice, há muitos lugares que, tradicionalmente, os noivos usam como cenário para suas fotografias. Hoje cedo, eram estes!

Com essa eu não contava!


From Delhi, cheguei muito bem em Munique. Fui de trem do aeroporto à estação central. Comprei um bilhete Munique/Wien/ Bratislava/ Kosice. Eu acreditava que os trens, na Europa, eram pontuais, por isso estava tranqüila quanto às conexões que devia fazer. O trem saiu de Munique no horário, mas atrasou numa estação. Informei a um funcionário do trem que eu tinha conexão em Wien e corria o risco de perdê-la. Ele me disse que eu ficasse tranqüila que nao a perderia. Nada disso. Quando cheguei em Wien, o trem para Bratislava já havia partido. Reclamei. Briguei. Única resposta: devia pernoitar ali e viajar na manhã seguinte, às 8h15min. Argumentei que eu havia comprado e pago um bilhete com pernoite no trem. Diziam que o problema era meu!
Kosice
Já era meia-noite. Eu estava hipercansada. Saí para a rua chorando de raiva e procurando hotel. Devia ser um hotel bom e perto da estação, pois, naquela hora, eu não podia arriscar a andar sozinha , com bagagem, ou a dormir num hotel ruim. Encontrei um 4 estrelas perto da estação: 80 euros. Dormi pouco e mal. Parti às 8h15min . Foram 7 h de Wien a Kosice - ainda bem que o trem era direto. Fazia três dias que eu viajava e dormia pouco. Cheguei exausta em Kosice, mas sentindo-me em casa. Tive febre alta , dores no corpo, dor de cabeça. Dormi durante 12 horas. Sonhei com o Mile e a Cibele. Acordei hoje ótima.Obs.Tenho internet no apartamento.

Partida

Tornou-se inesquecível para mim:
. o gosto do doce de leite e do chocolate com figo de Ooty;
. as mangas e as peras do Punjab;
. os turbantes coloridos usados pelos homens, no Rajisthan;
. os textos, em três línguas, encontrados no Sul da Índia ( foto); 
 . a paisagem dos remansos;
. a cor dos "amontoados "de pedras nas montanhas de Dharmsala;
. a preparação de Dharmsala e Mc Leod Ganj para o aniversário do Dalai Lama;
. o Chamba Valley e a cidade de Dalhousie;
. a chegada em Pushkar ao anoitecer;
. as redes chunesas de pesca em Kochi;
. as Galerias de Arte de Chandigarh, na Índia, e de Bagheria, na Sicilia;
. o ato de transplantar as mudinhas de arroz no Sul da Índia;
. a chegada do noivo nas festas de casamento;
. o sorriso dos sadus;
. a agilidade com que os velhos se movem;
. as flores de lótus na Índia e os campos cobertos de papoula na Grécia e na Turquia e as lavouras de girassol na Slovakia e Hungria ;
. as estampas e os bordados dos saris;
. a elegância das mulheres;
. o passeio a Auroville, com especial destaque à buzina do Rikishaw : uma bola de borracha verde ( foto);
. a massagem Ayurvédica, a quatro mãos, sincronizadas, simplesmente divina;
. o encontro do Oceano Índico, Mar Arábico e Baía de Bengala em Kanniyakumari;
. o Fabrício ocupando o lugar de um vendedor de conchas em Kanniyakumari( foto) ;
. as tornozeleiras e as pulseiras de prata;
. a felicidade do carregador de bagagem que aprendeu a carregar minha mala sem colocá-la na cabeça e minha mochila às costas - parecia desfilar;
. a luta contínua de combate ao uso de embalagens e sacos plásticos - parece que só proibindo sua fabricação;
. algumas cidades consideradas "livres do plástico";
. a mãe que pediu para me fotografar junto com cada pessoa da família;
. o ritual que fazia meu amigo indiano antes de uma viagem - incenso e rezas no carro;
. a refeição , gratuita e comunitária , no Templo Sikh, em Amritsia;
. a gentileza e a atenção dos empregados da casa da família da Krithika;
. a minha despedida da vó da Krithika;
. o carinho do Fabrício, da Krithika e das crianças..

quinta-feira, agosto 07, 2008

Jaipur, capital do Rajisthan






















Algumas cidades são assim: surpreendem mais na segunda vez que as visitamos. Encantei-me com Jaipur, capital do extraordinário Rajisthan. Não vou escrever sobre ela porque já fiz isso no ano passado. Apenas registro o meu desejo de voltar aqui. Cheguei ao anoitecer em Delhi, encantada com tudo o que vira e admirara - um pouco triste porque esqueci de recarregar a bateria e perdi muitas fotos que gostara de ter comigo : elefantes muito enfeitados, muitos camelos puxando carga ou levando pessoas, reuniões de velhos com seus turbantes coloridos, mulheres caminhando pela estrada com a elegância que às vezes falta nas passarelas. Penso retornar!

terça-feira, julho 29, 2008

Pushkar - seus lagos e templos.




















O vôo Bangalore / Delhi foi difícil. Chovia muito – são as “monsoons” nesta região. O avião “tremia “bastante – e eu também. Cheguei com duas horas de atraso. Dormi em Delhi e saí cedo , no dia seguinte, para Pushkar. Estive em dúvida se ia para Nainital ( montanhas) ou Rajisthan. Sorte que decidi pelo Rajisthan, estado de que eu conhecia somente a capital, Jaipur.























A viagem já é fantástica. A maioria das estradas são excelentes . As pessoas que encontrei no caminho, com suas roupas muito coloridas, constituem um belo espetáculo – as mulheres com a cabeça coberta por echarpes lindos; os homens ,com belos turbantes de cores fortes.























Os animais, principalmente os camelos e os elefantes, constituem um outro espetáculo belíssimo. Com muitos enfeites coloridos, alguns puxam cargas em antigas carretas, outros transportam pessoas.Dividem estradas com diferentes veículos.






















Vim de carro – 9 horas de viagem. Quando vi Pushkar, senti-me recompensada. Indescritível. Trata-de de uma cidade – templo, lugar de peregrinação – possui mais de 200 templos. Está cercada por montanhas não muitos grandes , mas com formatos diversos – e sobre algumas dessas montanhas, templos e lagos sagrados. O lago principal, entretanto, está bem no centro de Pushkar, e, ao redor desse lago, distribuem-se 52 “ghats”, por onde os peregrinos alcançam as águas sagradas do lago e se banham para limpar os pecados e purificar o espírito.




                                                       
























Na cidade, é proibido comer qualquer tipo de carne ou ovos e é também proibido o uso de drogas e bebidas alcoólicas - achei muito divertido quando vi um menino do hotel trazer escondida uma garrafa de cerveja comprada no mercado paralelo - detalhe: a cerveja era sem álcool!De manhã cedo, fui até a ghat do principal templo hindu – levada por um amigo de um amigo de um amigo meu...como sempre me acontece. 

























Naquele ghat , fiz todos os rituais, como oferendas de flores (rosas vermelhas e cravos amarelos perfumadíssimos ) e alimentos ao lago, pintura na testa, preces para os antepassados mortos e pedido de saúde, paz , dinheiro aos filhos, parentes e amigos , devidamente nominados – imaginem a extensão da minha lista, embora sintetizada pelo nome da família, por exemplo, os Daudts, os do Canto, os Siqueiras, os Guterres ... 




Em Delhi





















Repeti muitas preces em hindi... que não entendi , mas levei fé! Foi bem bonito e até fiquei emocionada, especialmente quando  pensei em familiares e amigos. Tentei fazer fotografias que dessem conta de um pouco da beleza e da magia deste lugar. Impossível. Vi muitos camelos, um comércio pitoresco principalmente de ornamentos para camelo, ruas apinhadas de gente, muitos sadus ( santos vivos )e cerimônias em diferentes lugares.





























Visitei  templos e ouvi  histórias, como a de Brama e suas duas esposas. Escutei previsões de astrólogos e cartomantes. Mesmo com chuva, fui percorrer a cidade a pé e descalça, pois, sendo lugar sagrado, eu não poderia estar usando sapatos. Voltei com barro até perto do joelho  ( O tempo todo tive medo de pisar em um prego, pedaço de ferro ou lata - até perdi a certeza de que minha vacina antitetânica estive valendo...). 
























Puskar é um dos lugares mais singulares e comoventes que conheci.É um lugar de paz mas de surpresas a todo momento. Daqui a uma semana, parto da Índia para a Europa, onde devo permanecer por mais dois meses. Saio agradecendo ao Cosmos que me permite chegar a lugares inesquecíveis.






















"Louvado seja Deus que não sou bom,
E tenho o egoísmo natural das flores
E dos rios que seguem o seu caminho
Preocupados sem o saber
Só com florir e ir correndo.
É essa a única missão no Mundo,
Essa — existir claramente,
E saber fazê-lo sem pensar nisso."

Fernando Pessoa



Mysore






















De Ooty, carregando muito chocolate, vimos, Fabrício e eu, para Mysore, cidade famosa pelos palácios, tecelagens de seda, produtos de sândalo – principalmente óleos e incensos – e entalhes em madeira.


 


















A cidade tem 750 mil habitantes e muito movimentada e razoavelmente limpa. Foi governada por mais de 500 anos pela dinastia Wodeyar, governo só interrompido pelos 38 anos de regime do muçulmano Haider Ali e de seu filho, o sultão Tipu, com quem eu “simpatizo” bastante. Foi Tipu que , em 1793, fez de Mysore um grande centro cultural, principalmente com a criaçao da maior universidade do Estado de Karnátaka. Li bastante sobre esse período.Só o Amba Vilas Palace compensa a visita à cidade. Estupendo palácio. Estupendos os templos.



 


















Ali , numa parte desse palácio, vive ainda um marajá que conserva até sua criação de elefantes – eu os vi passear tranqüilamente pelos jardins do palácio - os elefantes, é claro. Espetacular e imenso o conjunto! A Catedral de Santa Filomena, construção recente – foi terminada em 1959 - também é interessante de ser vista, bem como os prédios públicos, imponentes e localizados em ruas largas e bem arborizadas. As compras são fantásticas. Comprei alguns saris de seda e outras coisinhas mais. Não consegui resistir – tudo bem... porque esta tem sido uma viagem de resistência às compras.






















De Mysore , vim para Bangalore, onde fiquei hospedada na casa da vó da Krithika. Foi ótimo porque tive três dias a mais de convívio com Fabrício, Krithika, Raven e Raiz. E , ainda, vivi o cotidiano de uma família indiana. Fui muito bem acolhida na casa , que tem , além do motorista, mais quatro empregados. Minha roupa foi lavada e passada, minhas compras , empacotadas - com tecido branco de seda como é obrigatório na India - e mandadas para o Brasil. Fiz yoga com a Krithika e fui ao cinema com Fabrício – vimos um filme de super-herói e tive muita saudade da adolescência de Gugu e Patati. Chorei quando saí de Bangalore para Delhi. Pura saudade.





















"Ah, não há saudades mais dolorosas do que as das coisas que nunca foram!" Fernando Pessoa

Obs. Gostei da foto anterior: quatro budistas e quatro muçulmanos entrando, ao mesmo tempo, no Palácio Amba.

segunda-feira, julho 28, 2008

Ooty ( ou Udhagamandalam)






















Saí do Estado de Kerala e voltei ao de Tamil Nadu. Estou em Ooty, que tem o nome oficial de Udhagamandalam, no alto das Montanhas Azuis – chamadas Nila Giris ou Nilgiris. Faz frio e chove hoje aqui. Pela primeira vez, uso a jaqueta que trouxe porque pensava necessitar dela ao voltar para o Brasil – ainda comprei meias e um estranho pano de lã para cobrir a cabeça e enrolar o pescoço.























Não foi nada fácil chegar aqui : quase cinco horas de trem de Kochi a Coimbatore e outras quatro horas de carro de Coimbatore a Ooty – um táxi com ar condicionado e motorista experiente de viagem em montanha cobra 35 dólares para fazer esse percurso!Custa muito pouco contratar um carro com motorista na Índia.























Logo que se passa por Metupalayam, cidade que fica uns 20 km de Coimbatore, começa-se a subir montanhas. São 14 grampos que precisam ser vencidos. Grampos é o nome usado por semelhança das curvas da estrada com aqueles grampos que se usam – ou se usavam – nos cabelos. São curvas como um U quase fechado, claro que com muitas curvas mais suaves entre um grampo e outro. O percurso é indicado assim 1/14 ou 4/14 e por fim, 14/14 quando as curvas terminam. Essa informação pode ser também repassada nos endereços: posso dizer na 5/14 entrar à direita por exemplo!























Apesar de toda a deslumbrante beleza dos lugares, preciso escrever que eu vinha com um medo desgraçado? Em Ooty, encontram-se muitas casas de chocolate de boa qualidade. Comprei meio quilo de chocolate com figo ! Delícia. E custa menos de dez dólares o quilo. Também se produz e se vende aqui chás de boa qualidade.























Fiz algumas compras: um chalé belíssimo, uma raríssima e minúscula colherinha de prata que serve para limpar o ouvido, uma tornozeleira , um potinho de “vick vaporub” , uma latinha de talco de rosas, um pente fino, daqueles de retirar piolho, todo colorido e enfeitado – e outras coisinhas mais “normais”. Foi muito divertido fazer essas compras.






















Amanhã, também de táxi, devo descer as Montanhas Azuis ( na descida são 18 grampos!) e chegar a Mysore, a cidade dos palácios.


Já em Mysore...





Kochi - Imperdível!


Tradicionais Redes Chinesas de Pesca

Foi muito bom ter vindo aqui. Fiquei hospedada em Fort Kochi, perto do porto natural de Kochi, rico em histórias e em beleza. Visitei o Bairro Judeu, onde está a mais antiga sinagoga da Índia – 1568. A comunidade judaica de Kochi dividia-se em dois grupos: os judeus negros e os judeus brancos. No início , eram aproximadamente três mil judeus, hoje já são poucos, porque muitos migraram para Israel.

Visitei igrejas católicas, entre elas a Igreja de São Francisco, onde Vasco da Gama foi enterrado , em 1524 – seu corpo foi depois levado para Portugal. No Sul da Índia, foi onde eu encontrei igrejas e manifestações católicas; em outras regiões essa presença quase não é notada. Muito “fotogênicas” as redes de pesca chinesas. Elas foram erguidas pela primeira vez em 1350. O “modelo” continua a ser usado, junto ao mercado de peixes, perto do porto.


Forte Kochi

Não consegui ver o Mercado Internacional de Exportação de Pimenta. Dizem que é muito interessante, porque os funcionários estão, em cabinas, falando ao telefone, enquanto uma gravação de muitas e animadas vozes é escutada em todo o prédio e serve de fundo às negociações. Tem um Jardim Botânico muito bonito em Kochi, inclusive com uma casa típica dos Todas, primitivos habitantes da região.Parte desse jardim é construído em terreno plano, parte é contruíd0 acompanhando a subida da montanha. As árvores da cidade são tão altas e grandiosas que vi um prédio de quatro andares sob seus galhos - e o verde é estupendo. O comércio é intenso na cidade. A presença de muitos estrangeiros é notada ali , em razão disso é fácil encontrar internet, cafeterias, hotéis e restaurantes.Parece-me que a gente do Sul é mais tranqüila e sorridente que a gente do Norte. Bem que eu gostaria de ficar alguns meses no Sul da Índia. Eu precisaria de várias vidas para fazer tudo o que desejo.