segunda-feira, agosto 24, 2015

Muralismo Mexicano

Detalhe do Mural de Tlaquepaque : Diego Rivera e Frida Kahlo

O Muralismo mexicano motivou  muito meu interesse pelo país. Nele se encontra não só a origem de um estilo artístico como a própria história do México minuciosamente detalhada. Surge na década de 1920, logo depois da Revolução mexicana. Atualmente é um dos gêneros mais distintivos da América Latina.

Detalhe do mural de Tlaquepaque : os marginalizados

Após a Revolução, José Vasconcelos, conhecido intelectual, assumiu o Ministério da Educação e encarregou jovens artistas da pintura de murais públicos, com o objetivo de difundir a história e a cultura mexicanas. Os primeiros espaços que receberam murais, foram as paredes da Secretaria Nacional de Educação Pública , da Escola Nacional Preparatória e do Palácio Nacional.


Mural de Tlaquepaque: a burguesia



A  partir daí, a Escola Muralista Mexicana começa a adquirir prestígio internacional, não só como corrente artística, mas também como um movimento  social e político de resistência e de identidade. Mostravam imagens, com diversidade estilística, mas com recorrência de temas, como a revolução, as lutas de classe e a situação dos povos indígenas.


Opressão e luta
Afirma-se que o Muralismo ajudou a configurar a imagem de um país unificado e a difundir  os ideais posteriores ao período revolucionário . Os três grandes muralistas - também os mais conhecidos nacional e internacionalmente - foram Diego Rivera ( 1886 - 1957 ) , José Clemente Orozco ( 1883 - 1949 ) e David Alfaro Siqueiros ( 1896 - 1974 ) .


Mural de Orozco

José Clemente Orosco, natural de Jalisco, centrou seu trabalho principalmente nas condições humanas universais e não tanto em concretudes históricas locais. Suas obras transmitem emoção, caráter e atmosfera. Alcançaram seu ponto alto em Guadalajara, onde foram  produzidos mais de 50 afrescos no Instituto Cultural de Cabañas.  Teve forte influência do pintor francês  Henri de Toulouse-Lautrec.


Guadalajara - Jalisco
David Alfaro Siqueiros  lutou na Revolução do lado dos Constitucionalistas ( liberais), mas nunca abandonou suas convicções políticas socialistas. Seus murais fazem descrições dramáticas e simbólicas dos oprimidos e caricaturas grotescas dos opressores. Diz-se que suas melhores obras estão no Palácio de Belas Artes, na Cidade do México. Como não as vi - e não vi muito do que gostaria de ver - já tenho um projeto para voltar no próximo ano.


Guadalajara  - Jalisco

Diego Rivera, o mais conhecido dos muralistas mexicanos, centrou seu trabalho na histórica opressão dos indígenas e dos camponeses. Nasceu em Guanajuato. Estudou pintura no México e na Europa, de onde regressou em 1921 para integrar-se ao Movimento Muralista. Deixou trabalhos em diversos países ( Conheci um belo mural de Rivera na cidade de Detroit ).

Escultura de Diego Rivera em Guanajuato

O estilo de Diego Rivera é marcado por formas planas, simplificadas, coloridas e decorativas. Seus murais narram a  história política e social do México. O mural, na primeira foto desta postagem, em que aparece Rivera e Frida Kahló - famosa pintora mexicana e sua terceira esposa -  foi planificado por ele , mas executado por Fernando Cordero. 

Casa onde nasceu Diego Rivera em Guanajuato
No Palácio Nacional, pode-se ver o mural de Rivera denominado  Epopéia do Povo Mexicano em sua Luta por  Liberdade e Independência. Outro grande mural dele - Sonho de uma Tarde Dominical na Alameda - foi resgatado do interior do Hotel do Prado - prédio que caiu durante o terremoto de 1985. Os muralistas mexicanos legaram aos povos que buscam  seus direitos fundamentais uma ferramenta de luta que inspira e comove.


Em San Miguel de Allende
"Suenan las campanas de dolores
Voz de alarma que el cielo estremecía
Y en medio de la noche surgió el día.

Hidalgo audaz el porvenir veía
La patria la patria que gemía vio sus
Espinas convertirse en flores."


(desconheço o autor)



Mural em San Miguel Allende

segunda-feira, agosto 17, 2015

México I


Pedras semipreciosas - riqueza mexicana

Cheguei em Atlanta com a decisão de fazer uma viagem dentro da viagem. Não sabia exatamente para onde, mas alimentava a certeza de que deveria investir  na America Central e no Caribe. Conversei muito com meu filho, bom conhecedor da região. Ri muito o dia em que perguntei a ele se eu precisava de visto para um determinado país. Respondeu-me que eu não precisava de visto; precisava, sim, de colete à prova de bala.


Numa Cooperativa de Artesanato, máscara em construção.

Aconselhou-me Cuba por ser segura, barata e interessante, lembrando - me que história cubana não se restringia aos últimos 50 anos. Havia muito o que ver e , segundo ele, a população era gentil e tranquila. Considerei uma boa sugestão, já que ele viaja , a esse país , frequentemente, a trabalho. Cuba, no entanto, estava fora de cogitação por dois motivos: primeiro, o aeroporto de embarque era americano, e eu teria, assim, um visto concomitante a outro visto, o que me era impedido;  segundo, essa viagem já estava agendada para novembro.


Pirâmide do Sol

Meu filho ponderava que o México era perigoso para eu visitá-lo pela primeira vez , sozinha  e com um roteiro composto de várias cidades. Concordei , pedi ajuda à Edilma - Ktour Santa Maria - e , juntas, passamos a buscar um pacote. Por sorte,  encontramos um , na FLOT , que visitava as cidades coloniais que me interessavam, com um grupo pequeno e duração de nove dias. Foi uma operação complicada. Precisavámos obter a confirmação da parte terrestre e, simultaneamente, conseguir um vôo direto pela Delta  - assim...tudo em cima da hora.... Mas deu certo! Uffff


Basilica de Guadalupe

Saí de Atlanta às 12h30min. Menos de quatro horas, chegava à Cidade do México. A primeira impressão, desagradável. Trânsito pesado e caótico - cerca de uma hora para percorrer, de carro, os 6 Km, do aeroporto ao hotel. Já instalada, analisei novamente o mapa, revisei anotações e vi que meu projeto inicial teria que ser simplificado. Na manhã seguinte, conheci o grupo com quem faria a parte inicial das visitas. Éramos nove pessoas - quatro mexicanos, quatro colombianos e eu, mais o motorista e o guia turístico. Gente demais para o que eu esperava!


Grandes plantações de milho, apenas para consumo interno.

O programa desse primeiro dia foi mais do que intenso: foi duríssimo e incompleto - mais da metade dele não foi possível fazer. Lamentavelmente, não houve tempo para ver o que mais me interessava: os murais de Diego Rivera, no Palácio Nacional. Fomos direto para a Zona Arqueológica de Teotihuacan para ver as Pirâmides do Sol e Da Lua e o Templo de Quetzalcoati. Impressionantes. Fantásticos. Vimos outros lugares, e o resto do dia foi para estar no complexo da Basílica de Guadalupe. As visitas referidas serão descritas em outra postagem.


Detalhes da Igreja de Guadalupe (Guadalupinha) em Morélia

No segundo dia, encontrei o grupo com quem estaria até o final da viagem. Melhorou muito - somente seis pessoas - e todas bastante agradáveis e com longa experiência de viagem: um casal brasileiro, um jornalista argentino, duas senhoras colombianas e eu. Guia e motorista. Carro bom. Viagem tranquila. Belo recorrido por Morélia - que será assunto para outro post. Agora já passa da meia noite. Amanhã, iremos para Patzcuaro. Estou bem. Gostando do México e agradecendo por estar aqui.


Em Morélia


quinta-feira, agosto 13, 2015

Notícias desde Atlanta...

Para vocês
Compartilho esta rosa, que ganhei ontem num supermermercado, com todas as pessoas que se lembraram de mim, desejando-me boa viagem ou boas viagens. Estou bem de saúde e estou em paz. Procuro acolher a alegria e a tristeza como parte da aventura de estar viva. Por sorte, guardo a curiosidade e a ânsia de conhecimento. Ainda bem!

Vizinhos " da frente" 
A curiosidade e a ânsia de conhecimento me proporcionaram  - ou reavivaram - algumas observações e informações sobre os Estados Unidos, pais de que aprendi a gostar com toda a diversidade mostrada pelos cinquenta estados que o integram - embora  desses cinquenta, eu só conheça vinte e oito. Mencione algumas a seguir, mais a título de curiosidade.

Casa no Jardim
A preocupação com a obesidade - especialmente com a obesidade infantil -  vem sendo demonstrada em muitas campanhas de esclarecimento à população, incluindo, entre elas,  campanhas institucionais, lideradas por Michelle Obama. Essas campanhas estão fortemente centradas nos programas escolares. Parece terem sido bem sucedidas , já que pesquisas apontam para acentuadas diminuições de peso, especialmente em crianças de 2 a 5 anos.

Massimo com uniforme da Escola
Vêem-se e ouvem-se muitas campanhas, palestras e matérias contra o consumo de refrigerantes, mostrando os malefícios que causam e apontando-os como uma das importantes causas da obesidade em todas as faixas etárias. É a hora e a vez dos produtos orgânicos, havendo , para eles, grandes setores nos supermercados.

A doce Lea, parte da família há 11 anos
Além das conversas sobre obesidade e do incentivo ao consumo de produtos orgânicos, escutam-se, frequentemente e com intensidade semelhante àquelas sobre feminismo, direitos civis e opções sexuais, as conversas sobre bem-estar social, alternativas em arte, cuidados com o planeta, controle do consumo excessivo,  compras desnecessárias, e  excesso de lixo.

Aqui estou...
Esta minha primeira semana em Atlanta foi tranquilamente vivida  e bem aproveitada. Comprei ,com auxílio da minha nora, todas as encomendas ; li   matérias interessantes sobre turismo em Cuba e no México; brinquei com meu neto e conversei muito com Valéria e Patati. Assisti a um Talking TED, https://www.youtube.com/watch?v=UyyjU8fzEYU, que menciono abaixo.

Patati
Jill Bolte Taylor, cientista e neuroanatomista, teve uma oportunidade única e seguramente  não desejada. Uma manhã, ela percebeu que estava tendo um derrame. Como isso aconteceu ,como ela sentiu suas funções cerebrais escaparem uma por uma - expressão, movimento, compreensão - foi por ela estudado e narrado , lembrando  momentos do que lhe acontecera.

Massimo e Valéria
Estou, portanto, em Atlanta e estou bem. Amanhã, iniciarei uma visita ao México, especificamente para ver as cidades coloniais. Irei para o aeroporto de UBER, sistema de transporte já em uso há quase dois anos  No meu roteiro, além da Cidade do México, está Guadalajara, Guanajuato, Queretaro, Morelia, Patzcuaro, Tlaquepaque e São Miguel Alende. Darei notícias. 

"Lá vou eu...."

"Sabeis decerto que o maior amor não é aquele que a palavra suave puramente exprime. Nem é aquele que o olhar diz, nem aquele que a mão comunica tocando levemente noutra mão...."

Fernando Pessoa

Meu neto
                          

sexta-feira, agosto 07, 2015

Partiu ....Atlanta


Cheguei!
A novidade da vez foi o vôo direto Porto Alegre/Miami - sem a conexão em São Paulo, que eu detesto. Após uma espera de 4 horas - nada agradável - fiz Miami/Atlanta. Cheguei bem. Estou ótima. Gosto dos Estados Unidos  -   verdade que gosto do mundo todo - mas as relações afetivas influem bastante nesse meu gostar daqui. Desejo-lhes um fim de semana tranquilo e agradável.

Massimo

quarta-feira, agosto 05, 2015

Vamos a Gramado?

Centro de Gramado em Julho
Como não havia café colonial em Nova Petrópolis, porque era segunda-feira, Pedro e eu decidimos ir a Gramado... na verdade, uma escapada que já havíamos pensado fazer. Em 40 minutos, vai-se de uma cidade a outra, percorrendo uma estrada linda - sem eu estar dirigindo, percebia-lhes os detalhes.

Centro de Gramado
É uma cidade muito bonita, embora tão preparada para o turismo que, por vezes, parece articial. É salva pela natureza que a impregna e toma conta de seu entorno. Está sempre com muitas araucárias e muitas flores, que seguem a ronda das estações. Agora, são os amores-perfetos, as camélias e as magnólias; depois, vêm as azaléias; e , em novembro e dezembro, o reino das belas hortênsias.


Antigas magnólias

Ostentando o título de roteiro turístico mais seguro do Brasil, Gramado é realmente para visitar com família, sejam adolescentes e crianças. A saudade - que sempre defino como alegria de ter tido, tristeza de não mais ter - foi intensa lá: saudade de meus amigos, de meus filhos pequenos, de meus sobrinhos, das roupas e dos brinquedos escolhidos, dos chocolates devorados. Agradeci ao meu neto por estar comigo - sozinha eu não teria ido..



  




















Traçamos a cidade. Era um passeio de rever e relembrar. Lá estava a Casa da Bruxa, onde se degusta excelente chocolate quente; a rua coberta, ainda  meio descoberta pelo inverno que atinge as plantas; a igreja matriz, construída com a solidez e a beleza da pedra local; a rotatória - novidade para mim - com a representação de  grandes eventos, como o Natal-Luz, o Festival de Cinema e a Feira do livro; as malharias, as cafeterias o artesanato local...


Rotatória e prêmios de eventos
Minha única crítica a Gramado é o descaso com os banheiros públicos da Estação Rodoviária. Além da limpeza não parecer uma prioridade, as portas estavam pichadas e mal conservadas. Inadmissível numa cidade tão linda. Entrei num banheiro em que a porta ostentava a frase: Deus é minha única esperança... Seria a esperança de um banheiro público decente ou a esperança de usuários que não escrevessem nas portas?


Beleza da Araucária
No dia seguinte, enfrentamos um Café Colonial. Exagero dos exageros. Por mim, jamais entraria em um, embora sejam bem atendidos, bonitos e com 70 ( setenta mesmo! ) itens servidos, entre doces , salgados, tortas, pães, carnes, sucos, vinhos e ... café - mas sempre tenho de acompanhar alguém a essas orgias gastronômicas.

Pedro no Café Colonial de Gramado
Ao passear com Pedro, tenho um objetivo bem definido: que ele tenha agradável e alegre lembrança da vó. Essa será, sim,  uma herança permanente. Ele e eu temos outras viagens planejadas. Que o Universo conspire a nosso favor - como diz Rosana.

Igreja Matriz de Gramado
"Quando era jovem, eu a mim dizia:
Como passam os dias, dia a dia,
E nada conseguido ou intentado!
Mais velho,digo, com igual enfado:
Como, dia após dia, os dias vão,
Sem nada feito e nada na intenção......"

Fernando Pessoa




terça-feira, agosto 04, 2015

Nova Petrópolis: Festival Internacional do Folclore

Festival 2015
Chegando em Porto Alegre, convidei Pedro para um recorrido na região, começando por Nova Petrópolis, onde se realizava o 43o. Festival Internacional do Folclore, de 17 de julho a 02 de agosto de 2015. Para a aventura ser completa, iríamos de ônibus. Selecionei um ônibus - semidireto -  que vai a Caxias. Imperdoável erro. De POA a Nova Petrópolis, o ônibus fez 16 ( dezesseis! ) paradas. E a distância é 130 Km. Viagem para antropólogo, como diria meu amigo Luis Behares...

Praça Central de Nova Petrópolis
Da rodoviária, onde Giselda e Gabriela, minhas queridas sobrinhas, estavam nos esperando, fomos ao Restaurante Paladar - comida caseira, cuidadosamente preparada, em buffet livre, por  um   preço  equivalente a cinco euros. Após o almoço, percorremos Nova Petrópolis, cidade conhecida como Jardim da Serra Gaúcha, começando pela Praça das Flores. O texto a seguir foi copiado do site http://www.festivaldefolclore.com.br/secao.php?pagina=1 Nesse mesmo link, pode-se ver a programação - intensa e variada - do Festival.

Detalhe da Praça das Flores
"O Festival Internacional de Folclore é um evento de valorização das tradições e dos costumes legados pelos antepassados, numa mescla das mais distintas manifestações culturais. É um intercâmbio artístico-cultural entre os inúmeros grupos participantes, iniciado em 1973, por um grupo de amigos.


Grupo de Danças Folclóricas Margaridas 

O evento ocorria no mês de julho, estritamente voltado para apresentações de danças folclóricas alemãs, incentivando a participação de grupos locais e visitantes. Com o passar do tempo, tomou grandes proporções.Iniciou na Praça da República, em 1985 passou para o Parque Aldeia do Imigrante, posteriormente, em 1999 para o entro de Eventos, em 2002 retorna ao Parque. Seguiu alternando Centro de Eventos e Parque até 2010 quando retorna à Praça da República na Rua Coberta.

Grupo de Danças Folclóricas Margaridas 
Em 2005, o Festival foi reestruturado, abrindo espaço para outras manifestações artístico-culturais, de etnias distintas . Tornou-se internacional em 2009 e hoje é a maior festa cultural da cidade de Nova Petrópolis, trazendo diversos grupos folclóricos oriundos de cidades gaúchas, diferentes Estados e países de todos os continentes, enriquecendo o evento.Novos grupos surgiram e a festa, que inicialmente acontecia em um final de semana, atualmente se estende por 16 dias.

Danças na Praça
O Festival atualmente é realizado em distintos espaços públicos, oportunizando a participação do público em geral e proporcionando o enriquecimento cultural. O palco principal localiza-se na Rua Coberta, junto à Praça da República, onde também ocorre a exposição de artesanato. Além disto, o evento proporciona a apresentação de danças junto às comunidades do interior, nas tradicionais noites culturais, além de contemplar escolas e empresas do município. 


Detalhe da Rua Coberta
O espaço do CTG Pousada da Serra é palco da integração entre os grupos participantes, com a realização de oficinas distintas, com troca de experiências, durante as nominadas mostras culturais. A presença de grupos de danças de diversos estados brasileiros e países, a feira e a exposição de artesanato, a participação de grupos teatrais e bandinhas típicas, o destaque à culinária alemã, o desfile, o baile de integração, a celebração da vida, da paz e da diversidade e a oportunidade de apresentação para grupos escolares e grupos de APAE reafirmam a preocupação do evento em integrar áreas culturais e oferecer o livre acesso a todas as classes sociais e faixas etárias.

Monumento ao Cooperativismo
É no Festival Internacional de Folclore de Nova Petrópolis que a diversidade une: a cultura gaúcha e as tradições germânicas, preservadas nesta cidade, dão espaço a outras realidades culturais, enriquecendo o evento e incentivando a interculturalidade, sem distinção de raças e crenças, unindo fronteiras.

Doces artesanais
Atualmente, este evento é realizado pela Prefeitura Municipal em parceria com a Associação dos Grupos de Danças Folclóricas Alemãs e conta com o apoio da IOV – Organização Internacional de Folclore e Artes Populares, mostrando a força da tradição, a preservação cultural através da dança, gastronomia, música, competições germânicas e o cultivo da diversidade.

Casa do Artesão de Nova Petrópolis
Em plena era da globalização, Nova Petrópolis destaca-se pelo trabalho de preservação cultural desenvolvido pelos seus grupos folclóricos, mantendo sua identidade cultural e desta forma, colaborando para a riqueza cultural do nosso Estado."

Monumento ao Imigrante
Após ver danças e cantorias, fomos às compras. Nova Petrópolis sempre teve melhores preços - com a mesma qualidade - que os produtos de Gramado e Canela. Eu havia prometido ao Pedro um café colonial. Guardem esta informação : às segundas-feiras, as cafeterias da cidade não servem esse tradicional café. Ficamos frustrados. Fomos, entretanto, recompensados com a beleza das flores e das araucárias.

Labirinto Verde
"Qualquer caminho leva a toda parte
Qualquer caminho
Em qualquer ponto seu em dois se parte
E um leva aonde indica a ´strada
Outro é sozinho
Um leva ao fim da mera ´strada, para
Onde acabou.
O outro é abstrata margem"

Fernando Pessoa



Flores de Nova Petrópolis