sexta-feira, abril 20, 2012

Edimburgo

Situada na Costa Leste, entre montanhas vulcânicas, Edimburgo,  capital da Escócia e Patrimônio da Humanidade pela UNESCO, é uma cidade que encanta e cativa e das quais a gente fala : eu moraria aqui!

É alegre, colorida, musical e , mais ainda, em 2004, passou a ser considerada como a Cidade do Mundo da Literatura , porque nela nasceram, entre outros, Walter Scott, Robert Burns, Arthur Conan Doyle ( Sherlock Holmes ) , Robert Louis Stevenson e J.M. Barrie ( Peter Pan ). As aventuras de Harry Potter foram inspiradas nesta cidade e em seus labirintos, e O Código da Vinci teve na Rosslyn Chapel o lugar onde decorre grande parte da filmagem da trama. Para ampliar a lista dos famosos da cidade, acrescente-se um dos maiores símbolos vivos da Escócia: Sean Connery, o nosso conhecido James Bond.
Tem cerca de 500 mil habitantes e é a sede do Parlamento Escocês, restabelecido em 1999, depois de séculos de união ao Parlamento da Inglaterra. Divide - se em quatro distritos: centro históricos, cidade velha, cidade nova e porto.
Faz bem caminhar pela Royal Mile ,  a rua que liga o Castelo de Edimburgo ao Palácio de Holyrood e que tem 1750 metros e muita gente por ela transitando. Alegre, colorida, musical e divertida, a Royal Mile é uma festa contínua.

A visita ao Castelo é imperdível. Construído, no século XII, sobre rochas, no lugar de um extinto vulcão, domina do alto o panorama da cidade. Muita história foi escrita na área do castelo: de nascimento  e de morte; de paz e de violência; de alianças e de traições. Pelo seu papel simbólico como casa da realeza escocesa, Mary Stuart, rainha dos escoceses, deu à luz ao menino que viria a ser James VI da Escócia e James I da Inglaterra. Mortes violentas aí ocorreram, originando a crença em fantasmas, que percorreriam todos os espaços reais da cidade.

Após visitar o Castelo, descemos para caminhar ao seu redor e ver um pouco dos magníficos jardins que o cercam. Chegamos, assim,  a um típico Mercado de Rua, onde, aos sábados - e felizmente era sábado - são vendidos produtos orgânicos, oriundos das fazendas da região, como carne, pães, queijos frutas,verduras e flores. Amo esse tipo de mercado, em que é possível colher muitas informações sobre a cultura alimentar e  a economia regional de qualquer país. Comemos queijos especiais, fizemos fotos e conversamos com algumas pessoas. O senhor da foto ao lado perguntou-me se eu ia fotografar apenas os queijos e não a ele. Era tudo o que eu queria ouvir, já que não gosto de fotografar pessoas sem o consentimento delas. Muito gentil e simpático.

Outro desses acasos produtivos aconteceu quando fui visitar uma antiga igreja, localizada entre túmulos e lajes de longa data. Eis que havia ali um casamento, com muita pompa e muitos convidados. Como nascimento, casamento e morte estão entre meus rituais preferidos, em diferentes culturas, considerei uma sorte encontrar um desses na Escócia. A administradora do evento, entretanto, delicadamente, pediu-me que eu não entrasse. Visualizei uma senhora que me pareceu muito importante. Aproximei-me dela e falei do meu desejo de fazer apenas uma foto do altar, pois a noiva nem havia ainda chegado.  Era a mãe da noiva - toda poderosa! Mandou-me entrar. Fiz a foto do altar e de alguns convidados, todos lindos , usando Kilt com as cores de seu clã. As roupas eram lindas;  os adereços , bonitos e impecáveis. Mais uma vez constatei o quanto são gentis e delicados os escoceses. Um senhor permitiu-me fotografar seus dois meninos , assim como ele, usado roupas tradicionais.


Gosto da música típica escocesa e da literatura - da literatura principalmente. Nessa visita, encantei-me também com a produção de esculturas e de artes plásticas. Vi obras de excelente qualidade.

Com o processo de globalização torna-se a cada dia mais difícil encontrar produtos originais daqueles que valem o esforço de carregar na bagagem - já carreguei licores da Áustria que encontrei, logo depois, em Rivera, pelo mesmo preço que eu havia pago. Na Escócia, contudo, encontrei vidros decorados belíssimos e jóias de prata com design de inspiração céltica; bonitos blusões de tricô em lã de verdade; muitos Kilts - aquela saia xadrez usadas pelos homens - com gravatas e acharpes das mesmas cores ( a cor do clã). Nada comprei porque odeio fazer contas e carregar bagagem, mas gostei de ver.


Dizem que os pratos, preparados com carne de cordeiro, são apetitosos; o café da manhã é bem substancioso; o uísque escocês, muito prestigiado. Eu, no entanto,  não como carne, nem bebo - mas posso dizer que as verduras eram bem gostosas; o ovo frito bem feito e um bolinho de batata, delicioso. Sim!!! as sobremesas, inesquecíveis. de fazer vários hummmmsss!

Penso que Edimburgo faz a síntese da Escócia - da história, da cultura, do talento e da alegria e espontaneidade demonstrada pelo povo. É um país que eu gostaria de voltar e de conhecer com profundidade. É lindo mesmo.

sábado, abril 14, 2012

York



















A viagem de Londres para York é linda. Nós a fizemos de trem - a Inglaterra rural é de comovente beleza. Reservamos três dias para traçar a cidade , mesmo sabendo que ela merece muito mais. Não é uma cidade grande, mas tem uma riquíssima história. De estrutura medieval, é uma das mais antigas cidades inglesas. Surgiu em 71 d.C. Foi capital do Império Romano do Norte, tem a maior catedral, em estilo gótico - a York Minster - do Norte da Europa. Tem, ainda, ruas medievais encantadoras, restos de muralhas romanas, castelos, museus, torres, portas,  jardins e prédio fantásticos.



























Sendo a soma de muitos povos que, ao longo do tempo por aqui passaram, York recebeu denominações conforme a língua e o interesse de cada um. Os romanos, por exemplo, chamaram-na de Eboracum; os anglo-saxões, de Eoforwic; os Vikings, de Jorvik. Nesses dois mil anos de história, a cidade tem - e demonstra - influências desses povos. As Muralhas, que circundam a cidade e  aparecem em uma das fotos, são o testemunho do período romano.                                                   Situada no Vale of York , na confluência dos rios Ouse e Foss, pode ser visitada caminhando, portando um bom mapa, porque as estreitas ruas medievais facilmente confundem. O rio Ouse tem um lugar importante na história de York. Durante muitos séculos, o Porto De York, nesse rio, foi um dos mais conhecidos do  país e  por onde, na Idade Média, movimentavam-se as principais riquezas da região. Hoje os barcos que transitam pelo Ouse levam turistas em passeios pela cidade e arredores.





















As pessoas dessa cidade pareceram-me alegres, gentis,tranquilas e muito bem educadas. Encontrei dificuldade apenas na compreensão do inglês. Vi, perto da Torre que dá acesso à cidade murada, um jovem cego, que executava, ao piano, divinamente, peças de Mozart. Deu-me tristeza ao pensar nos nossos jovens que não foram além da música sertaneja e estão perdendo de conhecer tantas e tão maravilhosas produções artísticas.



























Estive na Galeria de Arte de York, com entrada free, um bom acervo e uma exposição temporária de esculturas, com peças lindas. Estive, ainda,  numa Galeria, Artestee Gallery and Cafe, um espaço pequeno, com ambiente acolhedor, pela qualidade da música, pela delicadeza das cores e pela fragrância de limão - e um café excelente. Tradicionalmente, contam-se de York muitas histórias de fantasmas, que perambulam à noite, como o homem degolado, cujo corpo anda pelas margens do rio à procupa da cabeça decepada. Reservarei um tópico somente para contar das assombrações dessa cidade. De York, iremos para a Escócia, começando por Edimburgo. Até agora, temos usado o trem - minha paixão -  para nossos deslocamentos. A partir da Escócia, decidiremos ou continuar de trem ou locar carro.

quinta-feira, abril 12, 2012

Londres

Está superado o problema da perda da mochila! Ainda bem. Quase o esqueci. Na região da campanha , no Rio Grande do Sul, há o seguinte dito popular : Só não perde quem não tem, dizia o dono de uma única vaca! Tinha. Perdi.

Ontem, entretanto, senti uma dorzinha quando quis mandar cartões para Pedro, meu neto, e outros familiares e descobri que minha agenda também estava na mochila roubada. Começarei outra agenda. Mandem-me endereços e telefones , por favor.

É bom rever Londres, apesar do frio e da chuva fininha - fazer longas caminhadas e fascinar-se com tantos lugares lindos. Encararei todos os passeios tradicionais, incluindo um passeio de barco pelo Tâmisa e as imperdíveis caminhadas pelos parques. A primeira vez que vim aqui e passeei pelos parques, tive a certeza de que eles eram o cenário perfeito para filmar o paraíso nas novelas espíritas. Agora, então, na primavera, com muitas flores, especialmente tulipas, a visão é de tirar o fôlego.

Não faltou a visita a Abbey Road, pois meu irmão e eu somos da geração que curtiu os Beatles e todas as suas canções. Fizemos fotos atravessando a rua, onde eles foram fotografados, nos anos sessenta, para a capa do disco.Abbey Road  que foi o 12° álbum lançado pela banda, 26 de setembro de 1969.
Londres a maior cidade da Europa. Apesar da moeda forte do país, não é uma cidade muito cara. Meu padrão monetário continua sendo a xícara de café: em torno de dez reais. Ao escrever a palavra café, decidi postar uma foto que fiz de um típico café da manhã inglês. Dispensa comentários!

Londres é inovadora e tradicional e influencia gerações e gerações de todo o mundo. Usei minissaia na minha adolescência por influência inglesa e visito sempre Georges Seurat , na Galeria Nacional de Arte. Lá está uma das minhas obras preferidas.
A cidade tem clima. É parceira. Gosto daqui.
De Londres, iremos para York, uma das cidades mais antigas da Inglaterra - 79 d.C. Foi Capital do Império Romano do Norte. Estou ansiosa para conhecê-la.



domingo, abril 08, 2012

Bélgica - Bruxelas e Brugges




















Gosto da Bélgica. Até aí, nenhuma novidade, pois gosto do mundo. Bruxelas e Brugges, entretanto, lembram-me arquitetura magnífica , praças com bancos confortáveis, lindos parques, jardins com infinidade de tulipas, delicados bordados e rendas, exposições com bons trabalhos de artistas locais, wafles com creme, chocolate Godiva, bolsas Kipling e batata frita - não bebo cerveja por isso não a  incluo nessa relação.



I
sso já me bastaria.  Têm, entretanto, muito mais. Já estive nessas duas cidades, em todas as estações. Do parque de uma das fotos, tenho outras , feitas durante o outono, quando o chão estava coberto de folhas coloridas. Eu as visitei  no inverno, na primavera ( agora) , no verão e no outono - e, em todos os esses dias estavam lindas, lindas. (Deixo este texto inconcluso porque estou tensa, tensa demais para escrever sobre as belezas de Bruxelas e Brugges, cidades que visitei agora, já pela quinta vez.)
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Hoje, na estação de Bruxelas MIDI, enquanto eu fazia câmbio de alguns euros para libras, os do mal - como diz  meu neto - roubaram, com competência e rapidez,  a minha mochila com notebook e muitas fotos; câmera e vários pendrives; cópias de documentos e passagens; I Pod , com fotos de meus filhos e netos e uma seleção musical linda que Patati fizera para mim ( esse foi o item roubado que mais me abalou ) ; livros, roupas e outras coisas mais. Sim! fiz o registro na Polícia , que foi muito lerda e por isso perdemos o trem. Sobre a mesa do funcionãrio, havia várias denúncias de roubos semelhantes , naquela manhã. Parece que uma gang está atuando , nas estações, desse País. Já me haviam avisado para estar atenta a esses roubos. A gente, contudo , parece não acreditar que pode acontecer com a gente mesmo. Parecem coisas que só acontecem com os outros!


























Aproveito para registrar todo o meu cansaço com os discursos ideológicos atuais, sejam de direita, de esquerda, de centro ou do alto!!! Nada de novo estou registrando.  Millôr Fernandes, ainda nos anos 70, produziu uma belíssima peça teatral sobre a falência das ideologias. Na hora do problema concreto, a gente quer mesmo é sentir a perda, mesmo que sejam objetos recuperáveis - menos as fotos, perdas irreversíveis porque eram antigas e sem cópias. A gente quer mais é que essas coisas não ocorram.  Nada de discurso. Estou sentida, com raiva! Imagino quando essa perda é de uma pessoa amada - e quanta gente já passou por isso em sequestros e assaltos. Comigo foi pouco, bem sei, mas a insegurança que gera é bastante forte. Afinal todos nós queremos direitos humanos, entre eles o direito de ir e vir, de não andar tensa ou paralisada pelo medo.





















Entramos no trem seguinte e chegamos cedo ainda a Londres. Pouco a pouco, começa a passar a brutal sensação de impotência de que somos possuídos nesses episódios. Estou mais tranquila e conformada agora. Não pertenço , de verdade, ao grupo das pessoas que se apegam , fortemente, aos seus bem materias e discursam sobre a socialização dos bens alheios. Desapego-me com facilidade.Fica, assim, a experiência da gestão de um momento real de insegurança, neste mundo que as gentes o fizeram assim.  Para fazê-lo melhor, não será nada fácil. Longa e complexa história. Escrever fez-me bem. E devo estar bem amanha para enfrentar algumas burocracias. Agora preciso mesmo é de abraço.

sexta-feira, abril 06, 2012

Voltar a Paris

Ronald e Mile







































Li, uma vez, que o melhor não é ir a Paris, mas voltar a Paris. Acrescento que, melhor ainda,  é mostrar Paris para pessoas amadas. Estive sozinha , algumas vezes, aqui. Gostei.  Gostei muito, entretanto,  de mostrá-la  e , assim,  descobri-la um pouco mais, a cada vez que por ela andava, mostrando-a para outros...e foram muitas vezes!










































Sempre há algo novo para ver nesta bela e grande cidade - que, mesmo assim,  não está entre as minhas doze cidades preferidas. É contraditória minha relação com a França. Como escreveu Fernando Pessoa:

"...A aranha da minha sorte
Faz teia de muro a muro...
Sou  presa do meu suporte. "




 É primavera!





















Paris tem vinte distritos, organizados em forma de caracol - quanto menor o número, mais central é o lugar. Só nos quatro iniciais, já se pode ficar um longo tempo porque se encontram, nos distritos 1, 2, 3 e 4 , nada menos que o  Louvre, o  Jardim das Tulherias, o Palácio Real e a Praça da Concórdia. Dessa praça, só entristeço ao ver o Obelisco de Luxor, com mais de 3.200 anos, presenteado ao rei Luís Felipe por um vice-rei do Egito. Há , neste blog, fotos do outro obelisco, companheiro deste e que ainda se encontra em Luxor. Felizmente parece que essa doação de tesouros não acontece na atualidade. Patrimônio de cada país,  preservado na sua origem.



Jardim de Luxemburgo







































Gosto de traçar o Quartier Latin, bairro associado à vida intelectual, cultural e política francesa, lugar de origem de movimentos que repercutiram em muitos outros países, como o Maio de 1968, bem marcado para a minha geração. Gosto de caminhar pelos Jardins de Luxemburgo, encantando-me com as árvores frondosas, as tulipas - que neste período , expõem toda a sua delicadeza em coloridos diversos - as fontes e demais obras de arte e, ainda,  os desenhos traçados pelos caminhos.



Adicionar legenda






 
































Paris me emociona também porque me lembra Edith Piaf, a quem eu gostaria de levar flores no Cimetière du Père Lachaise ; Simone de Beauvoir, que influiu tanto na minha geração;  Le Corbusier, de quem persigo projetos magníficos; Monet, Renoir, Degas, que me sensibilizam sempre;  Catherine Deneuve, A Bela da Tarde , no filme de Buñuel. Muitos. Lista grande, grande e, incluiria nela ainda, minha querida amiga Amanda Scherer.









































Não gosto, contudo,  de escrever sobre Paris. Informações sobre essa cidade estão em revistas, jornais,  filmes, fotos, blogs, roteiros de viagem, livros, documentários e outros canais. Parece-me, por isso,  que não é relevante descrever a Catedral de Notre-Dame, o bairro da Sorbonne, o Centro Pompidou, a Basilica de St-Denis, a Torre Eiffel, o Museu Rodin e outros tantos museus fantásticos. Não carece! Há muito material disponível por toda parte.









































Meu desejo é que muitas pessoas - até mais do que havia neste feriadão de Páscoa - pudessem vir ou retornar a Paris, cidade para ser sentida, vivida, transitada e relembrada como parte da história da formação cultural de cada um de nós.




quarta-feira, abril 04, 2012

Breve notícia!

 Viagem ótima.Tudo bem. Transformarei, mais tarde, minhas anotações em texto." I love Paris in the Springtime..."

sexta-feira, março 30, 2012

Roteiro para a Europa - 2012

Lima - Peru







































Deixando para trás cachorros, gatos e angulistas;
horta, jardim e pomar;
fogão, tanque e vassoura;
sobrevivendo a 500 km  de ônibus até o aeroporto de Porto Alegre;
inicio uma viagem em Paris , que se estende por outros países e finaliza em Londres.

(Esperteza, meu Anjo da Guarda - à medida que a minha diminui, a tua precisa aumentar!)

sexta-feira, março 23, 2012

Metalinguagem > Metablog>Agradecimento>Acessos

Meu filho e meu neto

Como sou antiga - tenho 68 anos - vi, a partir da leitura dos diários, dos relatos, das listas e dos fóruns ,  nascerem os blogs e,  nesse início, percebi que havia para eles um espaço especial no mundo. Lembrava-me dos artigos científicos, primeiro publicados em jornais e revistas e , só depois, aparecerem sob a forma de livros. Os blogs pareciam-se mesmo com os artigos, pela antecipação do que a blogosfera seria capaz de produzir, pelos temas de discussão, pela circulação de inovações, pelo aprofundamento de informações, enfim, de tudo o que se necessitasse pesquisar em rede. E hoje, para qualquer assunto consultado, o Santo Google, por exemplo, remete-nos também a alguns blogs. Poderemos, então, selecionar o(s) que nos agrada(m) e descartar o que não nos interessa. Liberdade de produzir; liberdade de ler ou não. Direito a escolha de escrever e de apreciar. De um pouco menosprezado no início a aceito posteriomente, já se têm hoje bons estudos sobre blogs e bons blogs para diversificados temas - o que não se pode mais é ignorá-los como meio social de relacionamento. Fico curiosa imaginando o que virá depois dos blogs, qual será o novo formato.



Meu irmão e meus sobrinhos
Quando estudante, tinha a utopia de estudar História através de autobiografias. Vejo sinais dessa possibilidade nos textos que circulam na internet. Talvez por essa razão tais leituras tenham exercido fascínio sobre mim e influído no surgimento do www.correndomundo.blogspot.com , em 2006,  acrescido ainda pelas razões que transcrevo a seguir:
                                        
Minha filha e meu neto
                                   
Transições são dificuldades duríssimas para mim. Abandonar um emprego, trocar de cidade, ser traída por uma amiga, terminar um relacionamento,ver um filho partir, largar tudo, começar tudo de novo, foram passagens doídas, transições sofridas - e sofridas. Nos intervalos dessas transições, já engordei 10 kg em um mês, já fiz pneumonias várias, já tive crises alérgicas terríveis. Mudei. Felizmente mudei. Abandonei as somatizações.Tornei-me mais produtiva. Bordei uma toalha de jantar imensa, em ponto-de-cruz, para a Téssia, em uma semana; em outra crise, teci cinco blusões em dez dias; em outra, viajei durante cinco dias e cinco noites praticamente sem dormir; e, ainda, em uma outra, bordei um tapete de dois metros quadrados em um mês... A transição que faço agora, neste primeiro semestre de 2006, deixando a Bahia depois de sete anos e voltando para o Sul, faz surgir este BLOG. 
PS. Meu filho, que sempre morou comigo,viajará em breve para a Alemanha e posteriomente para a Índia.

Meu filho e minha nora
                                                     
                                              
Decidida , portanto, em abril de 2006,  a iniciar um blog, precisei dar um nome a ele. Surgiu fácil, recordando a expressão usada, frequentemente,  por minha mãe, quando exprimia sua preocupação com minhas constantes viagens:  " Ela vive correndo mundo..."

Meu filho e minha nora
                                         

Inicialmente, não pensei em fazer um blog de viagem. Imaginava uma sequência de textos intimistas, desses que englobam memórias, diários e cartas, com imbricações entre eles, já que é difícil uma exata delimitação.Sabia, portanto, que o blog seria composto por textos na primeira pessoa, desses em que o sujeito se reflete e reflete sobre si mesmo. Abri o Correndomundo , escrevendo:

Sobrinhos
                                               
Podem me encontrar nos lugares mais diversos que me encontrarão entre afetos.Ainda tenho a condição de me surpreender e encantar.Tenho a vital necessidade do movimento, do ir e vir,do olhar o caminho e percorrê-lo, acreditando que há um fio entre o real e o sonho.

Meu neto
                                       
É difícil, entretanto, fugir do que nos encanta e emociona. Sou apaixonada por viagens - e essa tem sido a maior e mais duradoura paixão da minha vida. Em um dos primeiros texto que escrevi, o tema viajar já aparecia como uma das opções.

Este blog destina-se à minha família - restrita e ampliada - principalmente aos "pequenos", como Pedro e Massimo, porque talvez eu não os veja adultos.Nele, optei por registrar uma das minhas grandes paixões, que é " andarilhar", e escrever sobre a razão do meu viver, que são os meus espaços e os meus afetos.

Meu neto e eu
                                         
                                    
A presença constante de Fernando Pessoa tem a mesma razão : sou apaixonada pelos textos dele, especialmente pela densidade que  transmitem. 
Recorro a ele para dizer da minha dedicação a cada texto:

Meu marido e eu
                                      

"Para ser grande, sê inteiro: 
nada teu exagera ou exclui.
Sê todo em cada coisa. 
Põe quanto és 
No mínimo que fazes.
Assim em cada lago a lua toda
Brilha, porque alta vive". 

Fernando Pessoa

PS. Este post é uma forma de agradecer os 56 mil acessos que este blog já teve - timidamente no início, aceleradamente nos dois últimos anos. Muito obrigada a todos.

sábado, março 17, 2012

Parque Nacional dos Aparados da Serra








Recebi hoje as fotos feitas por Ricardo Amaral, durante um agradável passeio que fizemos  - Mile, Cláudio Zoppi, Ricardo, Ronald e eu - em fevereiro último, no feriado de carnaval. Fomos, de carro, a um dos lugares  mais bonitos  do Rio Grande do Sul : o Parque Nacional dos Aparados da Serra.







Saindo de Torres, entramos na BR 101 e , logo, logo, ao passar pela ponte do Rio Mampituba, já estávamos em Santa Catarina, onde percorremos uns 10 km e tomamos o acesso - bem sinalizado - para a cidade de São João do Sul e para o Caminho dos Cânions ( Canyons). A pequena e bonita Praia Grande é a cidade que fica aos pés do trecho mais abrupto e difícil da subida da serra. As paisagens desse caminho são deslumbrantes e por ele se chega aos cânions Malacara e Itaimbezinho. Informações podem ser obtidas em www.praiagrande.sc.gov.br


Fotos: Ricardo Amaral




























"O Cânion do Itaimbezinho é o mais famoso do parque e também um dos maiores do Brasil. Sua extensão chega a 5.800 metros e sua largura máxima alcança os 2000 metros. As paredes rochosas têm uma altura máxima de 720 metros e são cobertas por uma vegetação baixa e pinheiros nativos. Para quem nunca esteve à beira de um cânion, a sensação é realmente indescritível. São formações rochosas de pelo menos 130 milhões de anos, que parecem ter sido "aparadas" de maneira minuciosa. O nome do cânion vem do Tupi-Guarani: Ita significa pedra e Aí'be significa afiado". Essas informações e muitas outras você encontra em http://www.bemtevibrasil.com.br/aparados.




Muita gente visita Canela e Gramado sem saber que, não muito longe dali , a uns 120 km, estão paisagens fantásticas, cânions feitos há milhões de anos, fendas abertas que a água se encarregou de aprofundar. A partir de Canela, passa-se por São Francisco de Paula e vai-se a Cambará do Sul, principal acesso aos cânions, entre eles, o deslumbrante Fortaleza, com seus 980 metros de profundidade, de onde, em dias claros, pode-se avistar Torres, já que, em linha reta, essa praia fica distante apenas 25 km.




Já se vêem por aqui alguns turistas, não tantos quanto merece a beleza do lugar. Provavelmente os 20 km de estrada de terra, bastante precária, assuste um pouco. Apesar disso, vale a pena ir - pelos Aparados, pelas bromélias, pelas cascatas, pelas trilhas, pela grandiosidade das árvores e por tudo o mais que se pode ver.





sábado, março 10, 2012

Para onde irei I ?




















Terminada a temporada de Torres, é hora de fazer a mala e  sair por aí ,Correndomundo. 
 
A programação do ano já está cuidadosamente elaborada, com custo/benefício bem pensado.
Quem identifica os lugares a serem visitados, na sequência dessa viagem, a partir das indicações que lhes dou, baseadas em filmes, livros e fotos?

1 - Gosto do filme pela música e pelo movimento, em especial do protagonista , que a mocinha, do triângulo amoroso, pensa ser um anjo enviado pelo seu pai. Na última versão cinematográfica, Gerard Butler foi o Fantasma.























2 - A capital é bonita, especialmente a praça central, mas eu gosto mesmo é das pequenas cidades, como esta  da foto 

3 -Em 1972, recebeu o Oscar pelo conjunto de sua obra. Além dos filmes, deixou-nos textos interessantes , como este: " Cuidado com as palavras pronunciadas em discussões e brigas, que revelem sentimentos e pensamentos que, na realidade, você não sente e não pensa... Pois minutos depois, quando a raiva passar, você delas não se lembrará mais... Porém, aquele a quem tais palavras foram dirigidas, jamais as esquecerá..."






















4 - Onde nasceu meu ator preferido , considerado um dos maiores  atores do mundo -  especialmente quando interpreta o vilão. Amo a sua interpretação no emocionante  filme Vestígios do Dia.

5 -  Cidade natal do famoso autor que , entre outras obras, escreveu a tragédia, ambientada em Verona,  envolvendo dois adolescentes de famílias inimigas. Mundialmente conhecida, essa tragédia já foi transformada, entre outras manifestações artísticas ,  em filmes e peças teatrais.

6 - Embora tenha vivido a maior parte de sua vida distante da terra natal, o autor de Ulisses ( 1922 ) escreveu sobre ela e sua gente.

Desta vez, será na primavera.




















7 - Mas é  claro que iremos percorrer toda a cidade  onde surgiu a Banda que se tornou famosa internacionalmente com dezenas de canções , entre elas Let It Be, Honey Pie e Eleonor Rigby.

8 - Ele foi o James Bond no filme 007 Contra o Satânico Dr. No e ganhou o Oscar de melhor ator coadjuvante em Os Intocáveis. Nasceu na cidade onde pretendemos locar carro para esmiuçar a região.