sábado, julho 12, 2008

Amritsia


Amritsia – um milhão de habitantes - é a capital do Punjab, estado mais progressista da Índia, responsável, em grande parte, pela produção do arroz indiano.
A população deste estado é predominantemente Sikh e , na capital, encontra-se o Golden Temple, templo sagrado do Sikhismo. É tão bonito , que eu estive lá no ano passado e voltei agora. Emociona a imponência do Templo e arredores e a devoção das pessoas que ali estão – e são milhares sempre. Gente bonita! Vou tentar postar várias fotos aqui.

sexta-feira, julho 11, 2008

Índia : sobre fotografias e imagens

Chamba Valley

Foram quatro as fotografias que eu gostaria de ter feito hoje, mas não consegui fazer. E não as fiz porque sempre me sinto constrangida quando vou fotografar pessoas sem lhes pedir licença – para mim , é como lhes roubar a imagem.

As fotos, entretanto, que eu não fiz , estão feitas e gravadas na minha mente. Lamento , apenas, a impossibilidade de compartilhá-las com outras pessoas.

Faço um parênteses para contar , principalmente a Rosana e Fabianinha, o quanto pensei nelas e nas pessoas que fotografam bem, durante a viagem de Dalhousie a Amritsia.Os cenários estão prontos – e são belíssimos. As imperfeições, representadas por plásticos jogados na estrada ou construções feias, são ações do homem e não da natureza. É justo, no entanto, lembrar que a Índia controlar e motivar os habitantes para o não uso do plástico, existindo inclusive a cobiçada certificação de " Cidade Livre do Plástico".


A caminho de Dalhousie
                     
A primeira fotografia era de grupos de crianças que iam para a escola ou voltavam para a casa. Conforme a escola, penso eu, era a cor da roupa que usavam, sempre em tom-sobre-tom – às vezes com a echarpe branca. Vi um grupo com a roupa em tons de violeta : a calça mais escura, a túnica um pouco mais clara e a echarpe mais clara ainda. Belíssima. Vi conjuntos em tons de rosa, outros em tons de verde , azul ou vermelho. Todos lindos. E as meninas caminham com elegância e classe! Os meninos , bem limpos e bem penteados, usavam, em geral, conjuntos em tons de azul ou cinza. Caminhavam em grupos separados, meninos e meninas. Imaginem que o cenário de fundo eram montanhas, com o verde exuberante das árvores, ou rios que descem por entre caminhos de pedras ou cascatas que vêm de montanhas mais altas.Lindo!




Longa viagem: média 50 km /h

A segunda fotografia durou o tempo suficiente para ficar gravada na minha memória. Passei de carro por uma mulher, que pastoreava um rebanho de cabras. Naquele momento, as cabras pastavam tranqüilamente, e a mulher estava sentada à sombra de uma árvore , bordando um pano de seda . Ela, muito concentrada, olhava seu bordado; eu, esteticamente deslumbrada, olhava aquela cena.


Bem que eu gostaria de ter uma câmera " decente"...


A terceira fotografia também foi de uma mulher. Essa caminhava descalça, ao longo da estrada da montanha , com muita beleza e elegância. Usava uma roupa de seda azul – marinho, com duas estampadas florais, uma na calça e outra na túnica, em tons de rosa, e uma echarpe que combinava essas duas estampas. Usava brincos , colares e pulseiras de ouro, como é costume aqui. E na mão direita, levava uma foice! Certamente ia cortar feno para os animais.



Mac Load - Dalhousie

A quarta fotografia me mostrava uma cena de trabalho em família. Um homem, duas mulheres e uma menina plantavam arroz em “canteiros” perto de casa. Vi uma mulher portando um pequeno feixe de mudas, parecido com um maço de cebolinha – desses que a gente compra no mercado ou na feira. A outra mulher e a menina plantavam as mudinhas, enquanto o homem preparava o terreno. Todas usavam a roupa tradicional, em cores e estampas diversas, com suas belas echarpes. Estavam descalças e se moviam no alagado espaço da plantação de arroz. 



Próximo a Dalhousie, no Chamba Valley

É assim a Índia. A todo momento, surpreende e emociona com “fotografias” lindas, todavia não materializadas – mas que me deixa hipersensível.




Graça e elegância




quarta-feira, julho 09, 2008

Dalhousie


Chamba Valley





















É difícil para mim pensar em Mc Leod Ganj como Índia. É Tibete. E eu ainda cheguei lá no dia do aniversario do Dalai Lama. Muitas bandeiras coloridas nas montanhas, ao vento, para espalhar mantras, marcavam esse dia tão especial para os tibetanos. Fiquei dois dias lá. Fui ver Fabrício , Krithika e as crianças. Afetivos, maravilhosos.





















Revi também outras pessoas, como o gerente do Green Hotel, que é tão meu amigo, e os muitos meninos tibetanos, que trabalham ali e que me aguardavam com alegria e espontaneidade. Não me cobraram a primeira refeição que fiz , como sinal de boas vindas.Fui ao templo budista, fiz compras em lugares que eu conhecia, passeei apesar da chuva persistente.























Saí de lá hoje cedo, em direção a Chamba Valley, passando por Dharmsala. Como viajei por estradas de montanhas, foram 7h para percorrer 140 km – uma média, portanto, de 20 km/h. Ótimo que tenha sido assim porque o panorama que se vê é belíssimo...o tempo todo. As estradas são estreitas, feitas para um carro só. Quando vem outro carro, o que tiver melhores condições pára, às vezes dá ré, e procura ajudar o outro carro a passar. Mesmo assim, a distância entre um espelho e outro não deve ultrapassar a três cm. Sempre me surpreende essa precisão e solidariedade e ajuda mútua; entendo, entretanto, que é questão de sobrevivência.






















Muito bonito ver as elegantes mulheres indianas, com suas roupas de seda, coloridas, às vezes com muitos bordados, pastoreando animais ou carregando comida para eles. Também vi muitas crianças saindo da escola – as meninas vestindo “salwar , kamiz & chunni “ ( calça, túnica e echarpe ) em tons de rosa. Lindas! Aproximando-se de Dalhousie, surgem as casas entre as florestas das montanhas. São casas de duas águas, com telhado em pedra azul acinzentada. Dalhousie está espalhada entre cinco montanhas ,com alturas entre 1300 e 2400 metros. Onde estou, no centro da cidade, predominam os prédio de hotel, que estão espalhados também nas montanhas e são pintados com cores fortes, principalmente vermelho e verde, proporcionando fantástico panorama.























Estou, sem preconceito, conhecendo a parte “moderna”da Índia. Dalhousie foi fundada em 1853, por Lorde Dalhousie, governador geral , nesse período. Cheguei aqui pela leitura da biografia de Rabindranath Tagore, prêmio Nobel de Literatura, que veio , em 1873, passar , com seus pais, alguns meses em Dalhousie “ alternando estudos e orações com passeios por lugares esplêndidos dessa parte do Himalaya “. Dele, estou lendo agora “Lipika”, em italiano, um texto de comovente beleza. Lembro-me , agora, que meu contato inicial com textos de Tagore, ainda na Faculdade de Letras em Alegrete. Foi nas aulas de Débora Merten, professora e pessoa de quem eu gostava muito - e ela gostava muito de mim tamb'em. Como um professor inteligente e de personalidade forte pode marcar uma aluna e tornar-se lembrada mesmo depois de tanto tempo - e com saudades.

segunda-feira, julho 07, 2008

Anandpur Sahib





















Uma pequena cidade, distante 75 km de Chandigarh, foi minha próxima visita, depois de três horas de viagem – portanto com uma média de 25 km/h. Anandpur Sahib possui um conjunto de fortes que servia para proteger a rota de Delhi a Lajore - mais tarde Lajore passou a fazer parte do Paquistão.É conhecida como Cidade dos Templos Sikhs, abrigando inclusive uma das quatro sedes principais do Sikismo – as outras três estão em Amritsia. 























Encantei-me com o Fatehgarh Fort e com o Templo que está junto a ele . Nesta cidade, realiza-se um Festival ( mar/abr) que eu gostaria de ver: o Hola Mohalla, quando os descendentes dos guardas pessoais dos Gurus Sikhs fazem apresentações para demonstrar suas habilidades marciais, como , por exemplo, as exibições de esgrima. Pena que a visibilidade não era boa e a minha máquina fotográfica não é “ uma brastemp” porque a visão das colinas Shivalik é estupenda - e eu gostaria de tê-la fixado.























De Chandigard a Dharmsala, foram dez horas de viagem, com dificuldades de encontrar café ou banheiro. Num momento de urgência, cheguei num bar e perguntei a um velho senhor de barbas brancas se poderia usar o banheiro. Ele foi muito gentil e indicou o amplo espaço de mata que semicircundava sua casa. Usei, assim , um belo banheiro com ampla visão das montanhas do Himalaya.






















Faltando 40 km para chegar a Dharmsala, Fabrício telefonou-me, avisando que estava com a chave do Hotel , já que era aniversário do Dalai Lama e , por isso, em Mc Load Ganj tudo estava fechado. Como é estrada de montanha, esses 40 km foram percorridos em 2h20min. Uma alegria imensa chegar a Mc Load, encontrar Fabrício, ver montanhas enfeitadas para o aniversário ilustre e rever amigos e lugares tão bonitos. As pessoas daqui perguntam por Gugu e mostram- se felizes porque voltei. Sinto-me feliz também.

PS. Hoje amanheceu chovendo. Talvez nao seja possivel viajar amanha para Chamba Valley.

sábado, julho 05, 2008

Chandigarh - a "Cidade da Paz"



É preciso conhecer Chandigarh, cidade com 750 000 habitantes, capital de dois Estados, Haryana e Punjab e onde se concentram os seguidores da religião Sikh.

Não se encontra aqui aquela “ exaltação aos sentidos “ que se encontra nas cidades indianas antigas, mas é bonita, limpa , organizada. A mim , ela lembrou muito Brasília.

Em 1950, Le Corbusier recebeu a incumbência de criar uma nova capital para o Punjab, porque a capital antiga passara a fazer parte do Paquistão. Criou, então, a bela Chandigard, que é a primeira cidade moderna da Índia após a Independência.

Le Corbusier a projetou como o desenho de um homem modular. Os prédios públicos constituem a cabeça; uma praça central, onde se localizam os restaurantes e as compras em geral, constitui o coração; jardins imensos constituem os pulmões.
A cidade é dividida por setores – os setores residenciais formam o corpo. As ruas são todas arborizadas, cada uma com espécies diferentes.
Quatro lugares me encantaram realmente: Rose Garden, um grande e belíssimo jardim, com 594 variedades de rosas, em 47 000 plantas, nos 42 hectares do jardim; Rock Garden, com um parque que lembra um pouco Gaudí e que foi criado na década de 70 por um ex-inspetor de estradas, usando muitas sucatas, como pratos quebrados, lâmpadas de néon, cacos de vidro e pedaços de cerâmica; Museu e Galeria de Arte de Chandigarh, onde reencontrei Nicholas Roerich, pintor russo de que tanto gosto, e onde conheci S.G.Thakar Singh, pintor sikh, nascido perto de Amritsia, que é realmente fantástico; Lago Sukhna, artificial, imenso, com jardins lindos, e de onde se pode ver, ao longe, a cidade de Shimla .
Muitas lojas conhecidas e joalherias evidenciam o poder aquisitivo dos moradores. Punjab é um dos Estados mais ricos da Índia.
O emblema de Chandigarh é uma mão aberta, e os pricípios defendidos eu os fotografei para postar aqui.

Realmente, é uma bela cidade. No Orkut, pretendo postar mais fotos, pois tenho muita dificuldade de fazer seleção. Os cenários são belíssimos.
Amanhã, devo sair cedo, de carro, de Chandigarh para Dharmsala. A previsão é de oito horas de viagem. As viagens de carro são muito divertidas pelo caos
do trânsito e acredito que não são perigosas , já que se faz uma média de 30km/h.

sexta-feira, julho 04, 2008

Europa / Índia : Crônica de azares anunciados


Índia

30 de junho - Estou no trem partindo de Napoli para Roma. Estranho que sinto, além da tristeza de deixar este lugar tão bonito, um pouco de medo: medo de perder as conexões, medo de perder a bagagem, medo do calor de Delhi, medo de ficar doente, além do meu natural medo de avião. Aprendi que não se é feliz o tempo todo e que preciso aceitar a tristeza como um estado de alma igual a qualquer outro – que vem e que vai muitas vezes sem motivo único ou determinado. Hoje amanheci triste. Saudades da família.


Índia

30 de junho – verdadeiramente caótica minha viagem Roma – Berlin – Munich. Até Berlin, tudo bem. Fiz a conexão para Munich e, no horário estabelecido, houve o embarque. O avião entrou na pista para decolar, retornou ao ponto de partida e aí ficou cerca de uma hora sem nenhuma informação aos passageiros. Súbito , mandaram todos desembarcar porque, segundo disseram, havia problemas técnicos com a aeronave. Voltamos ao check in....Maior confusão! Entrei em contato com um supervisor da Companhia e informei que tinha vôo para Delhi, às 20:10 e que o tempo de que dispunha já se estava esgotando. Acomodaram-me em outro vôo, mas já me avisaram que a bagagem não chegaria a tempo.
























Estou agora partindo para Munich. Levo a mochila com o computador, I-Pod, câmera fotográfica e , por um sadio hábito de viagem, levo junto algumas roupas e objetos pessoais. Se der tempo , viajo para Delhi sem a bagagem...A bagagem poderei recuperar depois, mas o bilhete, como não é conjugado, eu perco se não viajar.























30 de junho/ 01 de julho - Eu não conhecia o aeroporto de Munich. Estive nessa cidade algumas vezes , mas sempre cheguei e parti de trem. É imenso...ou me pareceu maior ainda porque eu dispunha apenas de uma hora para localizar o terminal 2 (internacional) e fazer o check in para Delhi. Custou-me encontrar o terminal e o box da Lufthansa. Como estava sem bagagem, fiz check in expresso e entrei no gate indicado quando se estava iniciando o embarque.






Avião cheio. Assento horrível, entre uma gorda ( sic!) antipática e um homem que exalava um cheiro horrível ( ainda bem que, quando ofereceram , antes do jantar, as toalhinhas úmidas e mornas para passar nas mãos, ele aproveitou e passou nas axilas também !!!!). Não consegui dormir. Estava tensa e agitada. No vídeo individual, vi o filme sobre Edith Piaf. Uma tristeza! Ou eu não consegui enxergar nada mais do que isso naquele momento. Às 07:10, cheguei em Delhi, onde um amigo me esperava com um colar de flores amarelas( haar, em indi ), muito perfumadas, tradicionalmente oferecido como sinal de boas vindas. 


Chegada em Delhi


Falei por telefone com Fabrício e Krithika e senti-me segura naquela imensa cidade. Fui para um bom hotel e dormi quase toda a tarde. Saí somente para ir à internet e comprar produtos de higiene pessoal. À noite, antes de dormir, repassei a lista do que portava na mochila e a lista do que se perdera na mala. Havia um certo equilíbrio entre o que fora salvo e o que se perdera. Dormi muito bem. Pensei que meus problemas haviam terminado.



Índia


02 de julho – Senti-me na Índia logo ao acordar e tomar café. Tomei um legítimo café indiano e s
aí a passear. Fazia 45 graus! Fui primeiro a um Templo. Fiz todos os rituais. Depois saí a passear. Fiz fotos. Comprei uma echarpe. Almocei num bom restaurante , tomei um copo de lassi ( leite coalhado ) e comi um arroz com vegetais e um paratha (pão semelhante a uma panqueca). Fui à internet e escrevi um relato da perda da bagagem. Mandei -o para a Krithika, que me ajudava a fazer os encaminhamentos. Voltei para o hotel e dormi logo.

Índia




















03 de julho - Acordei -me de madrugada com uma terrível crise de labirinto, tonta e vomitando desesperadamente. Os medicamentos que eu trouxera do Brasil estavam todos na mala perdida. Suportei até o início da manhã. Chamei meu amigo que pediu ao hotel que chamasse um médico. Eu estava passando muito mal. Meu medo inicial se concretizava aos poucos e dolorosamente – intuição DA BRABA, como dizem lá fora. O médico veio logo, portando uma pasta imensa – parecia a caixa de ferramentas do Mile.


Índia

Dos instrumentos que trazia, eu conhecia mesmo o aparelho de medir pressão – a minha estava normal. Ele me fez um exame minucioso e passou a explicar , em INDI, para o meu amigo, o que concluíra. Nesse momento, virou sobre a cama uma caixa de medicamentos e começou a preparar injeções . Perguntei afinal o que eu tinha. Ele respondeu que era uma crise de labirintite ocasionada por alimentos fortes em clima muito quente. Levei fé! Aplicou-me duas injeções, uma sei que era para dormir. Pobre médico indiano!não reconhece quem toma vallium e lexotan desde criancinha . A injeçao não me fez nem cochilar!




















 Explicou que eu devia ficar “clean”, que devia vomitar tudo e me deu, ainda, outro remédio para acelerar a limpeza - esse duplicou meu número de idas ao banheiro. Entendi que a limpeza deveria atingir o outro extremo. Com uma tesoura, passou a separar o número de comprimidos que eu devia tomar. Proibiu-me qualquer alimento sólido durante o dia, apenas devia beber muito líquido. E nada de lassi, nada de tali, nada de paratha - nada que eu não estivesse habituada a comer.



Índia




















Era um senhor muito profissional e que me pareceu honesto. Eu pensava, nesse momento, no entanto, quanto ele iria cobrar : vinda ao hotel para ver turista, consulta, aplicação de duas injeções e todos os medicamentos. Quando disse o valor, fiquei entre surpresa e emocionada: mais ou menos 22 reais. Isso mesmo: o equivalente a 12 dólares. No final do dia, eu estava bem. Consegui ir à Internet e ler uma mensagem da Air Berlin , informando que minha mala chegaria no dia seguinte, no aeroporto de DELHI. Gracias a todos os deuses da Índia.


Índia


04 de julho - Amanheci ótima. Fui ao aeroporto, falei com 8 pessoas, assinei 12 papéis e saí com minha mala, sentindo como se tivesse ganho de presente tudo o que ela continha, inclusive a própria. Almocei com meus amigos e vim para Chandigar - sobre essa cidade escreverei amanhã. Estou em um excelente hotel , que tem internet livre!


Chandigar

quinta-feira, julho 03, 2008

Parque Nacional do Vesúvio : Napoli





















Gynestra é uma planta tipicamente mediterrânea que floresce neste período. Tem um perfume doce e forte que parece impregnar tudo, até a nossa roupa. Ao longo da estrada e cobrindo as montanhas, ela interrompe o verde escuro de outras plantas e produz focos de amarelo-amarelíssimo, como pinceladas ao acaso , mas em profusão. Foi o que vi ontem, ao subir a montanha do Parque Nacional do Vesúvio, num dos passeios mais bonitos que já fiz. Inesquecível mesmo.

sábado, junho 28, 2008

Napoli : " Amanha / Serà outro dia..."





















Amanhã , domingo, será meu último dia em Napoli, pois viajo segunda, muito cedo.
Vou sentir falta:

. dos meus amigos napolitanos;
. da mozzarella di bufala;
. do presunto cozido e assado;








































. do café;
. da pizza margherita;
. da localização do apartamento;
. do funicolare que uso para descer da Colina de Vomero;
. das cerejas e das ameixas;
. da visão do Vesúvio e do mar;
. da proximidade de Caserta, Salerno e Costa Amalfitana;























. das ilhas vizinhas;
. do Parque da Villa Floridiana;
. enfim, desta cidade belíssima, caótica e barulhenta. Maravilhosa.

“L ‘ambiente è l ‘anima delle cose.Ogni cosa há uma própria espressione e questa espressione le vieni da fuori. Ogni cosa è l ‘intersezione di tre linee e queste tre linee formano tale cose: una certa quantità di matéria, il modo in cui la interpretiamo e l’ambiente in cui è inserita.”

Fernando Pessoa


Parabéns, filho.


Hoje é o aniversário do Gugu, meu caçula. Desejo que ele esteja feliz – merece! É uma pessoa generosa, respeitosa com o outro, honesta, íntegra, verdadeira. Amo-o muito. Parabéns, filho.


Tempo,
Distância,
Nada importa.
Importa mesmo
Tua presença na minha vida.
( mamae)