quarta-feira, dezembro 26, 2007

"Natal , Natal das crianças..." 2007





















Bonita, simples , tranqüila, assim foi nossa festa de Natal. Zeli , como nos anos anteriores, foi o charmoso e divertido Papai Noel, que veio da rua, acompanhado de batidas de sino. Das crianças presentes, o "Bom Velhinho " só emociona mesmo a Gonçalo. Joaquim tem seis meses. Pedro, Juliano e Cadinho compõem o cenário e seguem as regras do jogo, para encantar o pequeno Gonçalo.Presentes foram entregues; fotografias feitas, como essas das crianças e do Mile , meu irmão.





















Eu preparei a ceia. Fiz tudo, até trocar embalagens de confeitaria para pratos de casa - e, assim , dar um "ar caseiro" que me permitisse insinuar que eu havia feito tudo. Um sucesso! Muito divertido foi o troca-troca dos presentes sorteados e as negociações estabelecidas. Saudades imensas de Gugu e Patati. Ainda bem que eles telefonaram. Antes da ceia, cada um agradeceu algo acontecido em 2007. Agradecemos muito por estarmos reunidos mais uma vez, com saúde, ânimo e alegria. Foi um verdadeiro Natal em familia.

domingo, dezembro 23, 2007

"É Natal, ..."
























Faz três dias que estou em Torres. Organizo cuidadosamente as festas de fim-de-ano. Sinto saudades de muitas pessoas. Sinto saudades de meus filhos. Mas, como sempre, faço festas de agradecimento e de esperança. Estamos todos bem ( Stanno tutti bene ), como no filme de Guiseppe Tornatore. Quero poder, em 2008, conviver com as pessoas que eu amo, ser gentil e ser grata com o mundo, ter paciência e ser cuidadosa com os outros e comigo mesma (Esta foto é de meu amigo Alex Arintzis) 

sexta-feira, dezembro 14, 2007

Brasil / Uruguai : "Fronteira da Paz"


Uma diversão, para quem vive na região da Campanha, é ir a Livramento/Rivera, cidades divididas por uma avenida e com uma linha divisória que possibilita fazer-se uma fotografia com um pé em cada País. Literalmente.

Chego cedo e tomo café na Confeitaria City, onde, quando criança, pela primeira vez, vi encantada uma vitrine cheia de doces. A City trocou de lugar faz pouco tempo, mas continua com muitos doces em exposição.

Almoço no Restaurante do Hotel Brasil /Uruguai, onde Luisinho, meu irmão uruguaio, jurava que o garçon principal tinha mais de 50 anos de trabalho naquele hotel, reconhecendo clientes e sabendo o que costumavam pedir. Para nossa amiga Raquel, antes de qualquer pedido, trazia seu uísque preferido - e sem gelo.

Sou fascinada por fronteiras. Estudei-as, do ponto de vista lingüístico e educativo, durante 20 anos. Mas essa "Fronteira da Paz", como é conhecida , é muito especial para mim. Recorda-me as roupas novas de inverno. Recorda-me os alfajores, o doce-de-leite, o queijo, os caramelos - tudo com gosto de infância. Recorda-me as discussões acadêmicas, o dialeto de brasileiros e uruguaios, o encontro com amigos, grandes amigos, como Luís Behares, Raquel , Susana, Adolfo, Beatriz, Guillermo...Recorda-me os amigos de diferentes cidades que, por acaso , sempre encontramos ali.

Ontem estive em Rivera. O mesmo café, o mesmo restaurante, as mesmas compras. Os encontros também: minha irmã, meu cunhado e uma amiga, vindos de Bagé; um casal de Santa Maria, pessoas muito queridas.
Comprei coisinhas para Natal e Ano Novo e coisinhas para o veraneio. Comprei uma webcam, com que fiz a foto acima ( eu com cara de sono). Rivera é o lugar onde classe média vai às compras é bem divertido...Havia muita gente nas ruas e nas lojas - e , em final de semana, é bem mais. Formam-se filas nas ruas e nas lojas.

O dólar, a menos de dois reais, torna os preços favoráveis para os brasileiros. Voltei superfeliz. Acrescente-se , ainda, que meu gosto por viagens não implica tamanho de cidade ou distância: importa-me estar em movimento. Sempre.

terça-feira, dezembro 11, 2007

"... chegadas e partidas."



Já escrevi que a vida é isto: uma sucessão de chegadas e partidas. Hoje amanheci pensando em tornar mais prática essa afirmação, algo como "um contínuo fazer e desfazer malas". Arrumar malas é iniciar a viagem. Faço-as e desfaço- as muitas vezes, enquanto leio sobre os lugares que planejo visitar. Leio muito, buscando informações sobre geografia,
história, arte, costumes, lugares , clima, custos , hotéis, tudo. Vejo fotos. Planejo. Escolho. Sonho....

Neste momento, organizo a bagagem para Torres, onde devo permanecer até março. Não é propriamente uma viagem - é uma troca de domicilio. Passarei lá Natal e Ano Novo. E eu amo essas festas de fim-de-ano. Gosto até do "stress"que as antecede. Há muitos anos, minha familia se reúne em Torres. Primeiro, os meus filhos e meus sobrinhos eram as crianças . Hoje, as crianças começam a ser os filhos deles. A cada ano, mais um. Este será o primeiro Natal do Joaquim, filho do Fabrício e da Lu. Primeiro Natal também do Massimo, mas ele estará em Atlanta. Patati e Gugu não virão , mas Pedro deverá ficar suas férias comigo. Aprende-se, a cada ano , a lidar com as ausências e a saudade - e a esperança de reencontros e retornos.

sexta-feira, dezembro 07, 2007

Tributo à Figueira Caída




Vó Balbina que morreu há 50 , com seus 102 anos, contava que a figueira já estava ali quando ela "se deu por gente"... Sempre escutei essa história na família. Sempre a considerei uma árvore sagrada - árvore da sabedoria, árvore mencionada em textos bíblicos e, acima de tudo, para nós, árvore de nossos antepassados e de nossa infância.


Também escutei histórias de fantasmas, sentados à sua sombra - ou almas tranqüilas a mirar seus galhos - e histórias de tesouros enterrados junto a ela. Essas lendas povoaram meu universo infantil.


Nossa Figueira foi sempre muito fotografada , pois , junto a ela, compondo um conjunto e um cenário, com solidez e beleza, estava a "mesa de pedra ", grande, antiga e imponente também. Temos inclusive uma tela, aqui na Bela União, que retrata as duas.


A velha figueira , que devia se chamar Fenix , renasceu grandiosa e produtiva muitas vezes. Somente eu retirei dela mais de 20 outras figueiras , que já estão produzindo frutos. Agora, ela estava com bem mais de um metro de diâmetro e parcialmente oca - mas com muitas folhas muito verdes e muitos figos de tamanhos diversos.
Veio uma tormenta faz 3 dias. Ventos fortes e granizo. Arrancou uvas, pêssegos, ameixas, peras, laranjas... Quebrou árvores. Danificou hortas e jardins. Pior, arrancou a figueira.

( Confesso que algumas vezes pensei em usar o "espaço"da figueira para construir uma Biblioteca, mas não teria nunca coragem para "detoná-la". Ainda bem que tenho álibi : eu estava em Alegrete quando ela foi derrubada pela tormenta!)
Mas, quando a vi no chão,chorei. E meu primeiro pensamento foi para Massimo e Pedro: eles não conheceriam a velha figueira.
Súbito presencio uma cena surpreendente e triste: um beija-flor voa todo o tempo ao redor da árvore caída. Depois pousa em um galhos e fica quietinho, parado. A cena era tocante e impressionante. Imaginei que ele tivesse ninho ali. Busquei a câmera. Fiz fotos. E ele ali. O beija-flor voou quando eu já estava imaginando que era um pássaro machucado que nao se podia mover.Mandei examinar galho por galho da árvore à procura de seu ninho. Não havia nada de ninhos. Até quatro horas depois, quando a Figueira foi arrastada para longe, o beija flor esteve por perto. Creio que lhe prestava uma última homenagem.

segunda-feira, novembro 19, 2007

Sobre despedidas

Alex e Gisela
Gisela e Alex partiram ontem. Durante 32 dias estivemos viajando juntos. Doces pessoas! Conheço-os de Keioneri, perto de Kavala, Norte da Grécia. Muitos e maravilhosos passeios, por terra, ar e mar, já fizemos juntos. Bons companheiros.


Em Florianópolis

Depois do Rio, de Salvador e de Florianópolis, estivemos em Torres, São Francisco de Paula, Canela, Gramado, Nova Petrópolis, Santa Cruz do Sul e Santa Maria. Por último, quatro dias na Bela União e uma rápida passagem por Alegrete.


Fonte Grega construída por Alex na Bela União

Alex , que é engenheiro, contruiu para nós uma fonte grega, que relembrará a passagem deles pela minha casa. Uma recordaçao muito interessante e duradoura, que se chamará "Fontana di Alex e Gisela". Penso que eles gostaram dessa viagem ao Brasil, pois são inteligentes e curiosos. Sei que gostaram bastante da paisagem do Sul e da música regional - ambos têm muita sensibilidade musical... e vozes lindas. Deixaram saudades e boas lembranças.
"Amigo é coisa pra se guardar...."

sábado, novembro 03, 2007

Florianópolis


Também Florianópolis é uma cidade boa de mostrar a turistas estrangeiros. E tem Blumenau e Brusque e ...muitas praias lindas. Estou com Alex, Gisela, Zeli e Cibele num belo apartamento à Beira - Mar. Muitos passeios, coisas lindas para ver. Ontem fomos na FENAOSTRA. Como não gosto de ostra, dediquei-me a visitar os postos de venda de artesanato local. Artesanato criativo e de boa qualidade. Difícil resistir às compras...Ainda bem que a proximidade do Natal me dá um álibi para comprar sem culpa.

quinta-feira, novembro 01, 2007

"...é pedra..."




Oscar Lepikson é um grande amigo que tenho na Bahia. Sensível e inteligente, integra o OPA - Oração pela Arte - e tem , nesse movimento, marcante atuação. Seu trabalho com mosaico é um exemplo de empreendedorismo e sensibilidade social.


Formando e ensinando grupos de mulheres e de jovens de periferia, presídios e ONGs, a trabalhar com mosaicos de pedras, aproveita a riqueza de variedades e de cores das pedras da Bahia e com elas constrói mesas, revestimentos, quadros, tapetes e vasos de qualidade excepcional e de beleza que encanta e emociona. Muitos desses trabalhos podem ser vistos em : http://www.mosaicodepedras.com/


Fotografei dois desses trabalhos , mas são muitos e variados. A linha sacra - especialmente São Francisco, Santa Clara e Santo Antônio - é belissima. Pedras com mais de 80 cores compõem nuances indescritíveis. As cores são as naturais das pedras, pois os artistas e os grupos não trabalham com pedras tingidas.


Trabalho bom o de Oscar. Resultados maravilhosos para se ver. Exemplo do que se pode produzir em beleza e arte, com generosidade, competência e recursos naturais do País.




Retorno à Bahia


Do Rio, vim para Salvador. Foi ótimo encontrar , no aeroporto, Cláudio, Paulo e Rosane que esperavam a mim e a meus amigos. Foi ótimo também voltar ao The Plaza, aparthotel onde eu morei durante sete anos. Comovente a alegria dos funcionários do hotel e da FSBA. Gente boa.

Visitei a Estelinha, a freira minha maior amiga, muito fragilizada em seus 96 anos. Chorei porque ela não me reconheceu desta vez. Conversei muito com a diretora da Faculdade, Ir. Maria Alice, 82 anos, lúcida e vivaz. Contou-me que sempre lembrava das minhas conversas sobre morte, já que eu era uma pessoa que gostava de tratar desse tema e o fazia com bom humor. Recordava ela que eu gostava de dizer que valoriza a vida quem fala naturalmente da morte.É verdade! Aprendi , ainda quando adolescente, lendo Castañeda, que vive bem quem tem a morte como companheira.

Vi muitos amigos queridos, como Lúcia, Giorgio, Nainha, Raimundo, Antônio,Oscar, Sebastião, Valério, Conceição, Albertino, Myriam... Conversei com muita gente.Almocei no Paraíso Tropical ( Cabula) , meu restaurante preferido em Salvador (foto).

Meu filho veio de Fortaleza para Salvador nesse período. Encontrei-o sereno, feliz, bonito. Amo-o muito.

Acompanhei feliz meus amigos gregos aos principais lugares turísticos de Salvador. Sei que gosto muito da Bahia.

"Rio de Janeiro / Gosto de você..."


Não sei se li ou fui eu mesma que escrevi um texto que comparava o Rio àquele irmão com quem a gente briga sempre, mas gosta de exibir para as visitas. Mostrei-o orgulhosa aos meus amigos gregos, Alex e Gisela. Fizemos belos passeios. Como o Rio é fotogênico!

Encontrei Odilon, Suzana e Taiara, amigos carissimos de quem sinto saudades e vontade de ficar com eles mais tempo.

Passei três vezes pela linha vermelha, pois, quando cheguei de Porto Alegre , desci no Aeroporto Santos Dumont e fui de ônibus até o Galeão. Sobrevivi às balas perdidas. Fui à Feira de Ipanema. Comprei alguns presentes de Natal. Passeei durante cinco maravilhosos dias. Gostei muito.