sexta-feira, abril 06, 2012

Voltar a Paris

Ronald e Mile







































Li, uma vez, que o melhor não é ir a Paris, mas voltar a Paris. Acrescento que, melhor ainda,  é mostrar Paris para pessoas amadas. Estive sozinha , algumas vezes, aqui. Gostei.  Gostei muito, entretanto,  de mostrá-la  e , assim,  descobri-la um pouco mais, a cada vez que por ela andava, mostrando-a para outros...e foram muitas vezes!










































Sempre há algo novo para ver nesta bela e grande cidade - que, mesmo assim,  não está entre as minhas doze cidades preferidas. É contraditória minha relação com a França. Como escreveu Fernando Pessoa:

"...A aranha da minha sorte
Faz teia de muro a muro...
Sou  presa do meu suporte. "




 É primavera!





















Paris tem vinte distritos, organizados em forma de caracol - quanto menor o número, mais central é o lugar. Só nos quatro iniciais, já se pode ficar um longo tempo porque se encontram, nos distritos 1, 2, 3 e 4 , nada menos que o  Louvre, o  Jardim das Tulherias, o Palácio Real e a Praça da Concórdia. Dessa praça, só entristeço ao ver o Obelisco de Luxor, com mais de 3.200 anos, presenteado ao rei Luís Felipe por um vice-rei do Egito. Há , neste blog, fotos do outro obelisco, companheiro deste e que ainda se encontra em Luxor. Felizmente parece que essa doação de tesouros não acontece na atualidade. Patrimônio de cada país,  preservado na sua origem.



Jardim de Luxemburgo







































Gosto de traçar o Quartier Latin, bairro associado à vida intelectual, cultural e política francesa, lugar de origem de movimentos que repercutiram em muitos outros países, como o Maio de 1968, bem marcado para a minha geração. Gosto de caminhar pelos Jardins de Luxemburgo, encantando-me com as árvores frondosas, as tulipas - que neste período , expõem toda a sua delicadeza em coloridos diversos - as fontes e demais obras de arte e, ainda,  os desenhos traçados pelos caminhos.



Adicionar legenda






 
































Paris me emociona também porque me lembra Edith Piaf, a quem eu gostaria de levar flores no Cimetière du Père Lachaise ; Simone de Beauvoir, que influiu tanto na minha geração;  Le Corbusier, de quem persigo projetos magníficos; Monet, Renoir, Degas, que me sensibilizam sempre;  Catherine Deneuve, A Bela da Tarde , no filme de Buñuel. Muitos. Lista grande, grande e, incluiria nela ainda, minha querida amiga Amanda Scherer.









































Não gosto, contudo,  de escrever sobre Paris. Informações sobre essa cidade estão em revistas, jornais,  filmes, fotos, blogs, roteiros de viagem, livros, documentários e outros canais. Parece-me, por isso,  que não é relevante descrever a Catedral de Notre-Dame, o bairro da Sorbonne, o Centro Pompidou, a Basilica de St-Denis, a Torre Eiffel, o Museu Rodin e outros tantos museus fantásticos. Não carece! Há muito material disponível por toda parte.









































Meu desejo é que muitas pessoas - até mais do que havia neste feriadão de Páscoa - pudessem vir ou retornar a Paris, cidade para ser sentida, vivida, transitada e relembrada como parte da história da formação cultural de cada um de nós.