sábado, setembro 03, 2016

Noivas de Agosto/2016

Espanha, Madrid , Parque Buen Retiro

Quem acompanha o Correndomundo sabe da minha coleção de fotos de noivas. Como já contei, 
era uma coleção bem maior, mas, por patetice minha, eu levava o PC e o HD externo na mesma mochila que me foi roubada, na estação de trens, em Bruxelas. E lá se foram centenas de fotos. 



Espanha, Madrid, Parque del Buen Retiro
Recomecei-a há um ano. Hoje, posto fotos que fiz no mês de agosto - as de maio/junho deste ano foram postadas anteriormente. Reconheço a má qualidade delas - câmera muito simples, fotógrafa idem. Vale dizer que as pessoas são passíveis de reconhecimento apenas quando peço - e recebo - autorização   para mostrá-las. Valem essas fotos,  no entanto, pelo cultural  rito de passagem  ...e pelos modelitos.


Polônia - Wroclaw  


Em agosto, não rolam tantas cerimônias de casamento como acontece em maio e junho. Conta
a lenda que o mês de maio, antigamente,  tornou-se  o mês dos casamentos por ser o início da primavera, após a dureza do inverno europeu, e ser, por isso,  o mês que usualmente tomavam banho... e aproveitavam esse acontecimento - do banho - para casar.




Entrega de Presentes - Catedral de Posnan 



Interessei-me por esta cerimônia de casamente porque percebi que os convidados chegavam à Catedral trazendo caixas, sacolas, pacotes. Concluí que estavam levando presentes aos noivos. Quis saber a hora e o lugar em que seriam entregues. A cerimônia foi longa, com missa e músicas lindas. Ao término, na frente da Igreja, houve um desfile de cumprimentos e entrega de presentes diretamente à noiva. 


                                                             Polônia, Posnan, Catedral

O casamento seguinte foi na belíssima Igreja Franciscana, barroca, século XVII. Cerimônia bonita, órgão e coral esplêndidos, decoração elegante  e  coreografia que eu ainda não conhecia. Exatamente na hora cheia, entrou o noivo aconpanhado de quatro rapazes, todos muito bonitos. Chorei. Lembrei-me de meus filhos...


                                       Noiva e madrinhas esperando a hora exata da entrada


Assim que entraram o noivo e seus quatro acompanhantes, que se postaram do lado esquerdo do altar, entraram, então, as quatro madrinhas, usando vestidos da mesma cor, com tecidos e modelos diferentes, e permaneceram do lado oposto ao dos padrinhos.


Polônia , Posnan. Entrada das madrinhas
Na sequência, a entrada da noiva com o pai - sinceramente, achei padrinhos e madrinhas mais bonitos que a noiva. Enquanto acontecia a cerimônia, já que eu não falo polonês, usei o tempo para fazer fotos da Igreja. Esperei por desejar ver a coreografia final, que foi bem bonita pela precisão dos movimentos: homens e mulheres, que entraram separados, saíram formando pares.



Polônia, Posnan. Entrada dos padrinhos


Lembrei-me agora de ter visto algo diferente em um casamento no norte da Grécia: o noivo entrou com um belo ramalhete de flores, que ofereceu à noiva quando ela chegou ao altar - ela não levava o tradicional bouquet. Lembrei-me também de ter perdido uma foto espetacular porque saí sem a câmera: encontrei, descendo as escadas do metrô, os noivos e o fotógrafo, certamente a caminho de bons cenários para fotos. 


                                                 Torres : belo cenário by Fátima Marcanth
 "Nunca busquei viver a minha vida
A minha vida viveu-se sem que eu quisesse ou não quisesse.
Só quis ver como se não tivesse alma
Só quis ver como se fosse eterno.
....................................................

Como uma criança antes de a ensinarem a ser grande,
Fui verdadeiro e leal ao que vi e ouvi."

Fernando Pessoa




quarta-feira, agosto 31, 2016

O Danúbio da Valsa

Danúbio em Budapest

Já escrevi que o Danúbio é um dos meus rios preferidos na Europa, assim como o Mississippi nos Estados Unidos. Johan Straus (filho) compôs  Danúbio Azul, valsa executada pela primeira vez em 1867, e que, na minha adolescência, eu pensava ser o Hino Nacional da Áustria. Quando descobri que não era Hino, descobri que mais pessoas também pensavam isso.


Danúbio na Hungria

Conheço, entretanto, pessoas mais ou menos da minha idade, pés de valsa juramentados, que sonham em assistir os tradicionais Bailes de Viena e dançar o Danúbio Azul - não é meu esse sonho, até porque não uso sapatos de salto alto, vestido longo, adereços...e nem sei valsear . Minha realidade é bem diferente,  Como sonho e realidade tantas vezes se aproximam - e não sou fiscal de sonhos alheios - transcrevo, a seguir, links para o bailes em 2017 ( em que eu , com certeza, não irei):


Danúbio entre Slovakia e Hungria

https://classicworld.at/viena/conciertos/baile-de-johann-strauss-kursalon-de-viena/?p=33&l=3&c=1&d=12&id=248
https://www.vienna-concert.com/events/es/75/Baile-Viena-2016.html
https://www.vienna-concert.com/events/es/75/Baile-Viena-2016.html


Curvas do Danúbio

Danúbio atravessa grande parte do continente europeu no sentido leste - oeste, passando pelo seguintes países: Alemanha, Áustria, Bulgária, Croácia, Hungria, Moldavia, Romênia, Sérvia, Slovakia e Ucrania. É o segundo maior rio da Europa, depois do Volga - quase 3 mil quilômetros de extensão.


Movimento turístico nas margens do Danúbio

Este rio, cuja altitude da nascente é de 1078 metros,  nasce na Floresta Negra, na Alemanha. Sua foz fica no Mar Negro, no Delta, em território da Romênia - país que está no meu roteiro para 2017. Os portos mais importantes do Danúbio são Viena, Belgrado, Budapest e Regensburg.


Ponte sobre o Danúbio, conectando Hungria e Slovakia

É interessante observar que  85 milhões de pessoas moram em cidades localizadas às margens do Danúbio, rio que é fronteira natural entre dez países. Há magníficos castelos às margens do Danúbio, sendo o Castelo de Bratislava, na capital da Slovakia,  o meu preferido. O mesmo rio está entre Buda e Peste, na capital da Hungria.


Budapest

Conforme o país por onde passa, este rio recebe  diferentes denominações, como, por exemplo, Donau, na Alemanha; Dunay , na Slovakia; Duna, na Hungria; Dunav, na Croácia. A raiz de seu nome, no entanto, vem do proto-indo-europeu : Danu, rio ou corrente.


Danúbio em Budapest - Ponte Branca

As cidades mais importantes localizadas em margens do Danúbio são: Ulm, na Alemanha, cidade famosa por ter a Catedral mais alta do mundo; Ingolstadt, Ratisbona e Passau, também na Alemanha; Lins, Krems e Viena, na Áustria; Bratislava, na Slovakia; Budapest , na Hungria; Vukovar, na Croácia; Belgrado, na Sérvia; Braila e Drobeta, na Romênia; Vidi e Ruse, na Bulgária.


Cruzeiro pelo Danúbio - 1994

O meu roteiro para Europa/2017 - com esboço ainda muito inicial - inclui mais algumas vistas do rio Danúbio, como as da Romênia, país que ainda não visitei, mas já iniciei coleta de material para estudá-lo devidamente. Aceito contribuições . Lá vou eu .... If God is willing.  


Castelo de Bratislava - 2006
          

sábado, agosto 27, 2016

Anotações sobre a imponente e bela Viena


Catedral de Santo Estêvão 

A primeira e a segunda vez que eu estive na Áustria, foi para visitar Frederico,  meu sobrinho, que estava fazendo o segundo grau em Viena. Atualmente, ele é professor na UFSM, onde entrou  com doutorado concluído - já se vão, portanto, muitos anos de convívio com esta capital magnífica e rica ...também em história. A ela retornei muitas vezes, apesar de os austríacos não serem nada simpáticos.


Complexo do Palácio de Hofburg

Neste ano, Pedro e eu estivemos aqui no mês de janeiro. Nevava muito - mas eu só gosto de neve em montanhas distantes ou em fotografias. Apesar da neve, entretanto, foi um belo passeio.  Desta vez, faz muito calor, os austríacos fazem jus a impressão que deles eu tenho...e a cidade continua rica belíssima e cara


Monumento ao Imperador Francisco I

Tenho alguns pontos de referência na cidade, por onde gosto de andar. Costumo percorrer toda a Mariahilfer Strasser, a mais importante avenida comercial de Viena, cujo comprimento supera três quilômetros e meio. Nela, encontramos muitos conhecidos nossos, inclusive a Pandora - originada na Dinamarca e hoje sucesso no mundo inteiro, com direito a falsificações ( imaginem de quem...).


Pedro na Mariahilfer Strasse

Mariahilfer está situada entre o Museumsquartier e a Westbahnhof - estação de trens reformada e ampliada há poucos anos. Eu costumava me hospedar nas imediações dessa estação, tendo, entretanto, sido alertada ( ou assustada) sobre inseguranças no local, hospedei-me, desta vez,  no funcional e  honesto padrão-três-estrelas-esperado, Ibis Mariahilfer ( Mariahilfer Gürtel 22-24, 06. Mariahilf, 1060 Viena, Áustria ) . 


Museumsquartier - um dos acessos internos

Inaugurado em 2001, o Museumsquartier tornou-se iniciativa de grande sucesso. É a oitava maior área cultural do mundo - 60000 m2. Visita imperdível para ver ali, além da beleza e graça de seu entorno, os museus Leopold, famoso pela sua coleção de Shiele e Klimt e MUMOK, museu de arte moderna, com obras de Pablo Picasso e Andy Warhol. Vale referir ao Zoom Kindermuseum, onde Pedro, literalmente, mergulhou no gramado.

Kindermuseum,

No Stadtpark, está um dos monumentos mais bonitos e mais fotografados de Viena. Refiro-me à estátua de bronze e ouro de Wolfgang Amadeus Mozart. Mozart nasceu em Salzburgo, em 1756, mas viveu dez anos de sua complicada vida em Viena, onde morreu em 1791 e está sepultado num cemitério vienense. A estátua foi criada em sua honra por Viktor Tilgner em 1896. Junto a ela, permanentemente há muitas flores.


Foto by Adriana Fuganti Wagner


O símbolo de Viena e sua mais importante obra em estilo gótico, acredito ser a Catedral de Santo Estêvão - Stephansdom. Foi construída no lugar onde havia uma basílica românica, em meio a um cemitério ( 1147). Através dos séculos, sofreu acréscimos e danos, como um incêndio provocado por vândalos em 1945.



Stephansdom no inverno - janeiro de 2016

Sofreu um incêndio em 1258 e foi reconstruída novamente em estilo românico. Dessa antiga construção restam o Grande Portal e duas torres pagãs. Seu principal símbolo, a Torre de Santo Estêvão, obra magnífica da arquitetura gótica, mede 137 metros de altura. O sino, que se encontra , desde 1957, na Torre das Águias, é um dos maiores da Europa - toca uma vez por ano, para anunciar à cidade de Viena a entrada do Ano Novo.


Stephansdom no verão - agosto de 2016

Penso que se conhece bem uma cidade quando podemos vê-la ao menos no verão e no inverno - seria ótimo , nas quatro estações do ano! E vê-la também tanto de dia, quanto de noite. Embora eu goste muito do inverno europeu, considero um grande inconveniente as poucas horas de claridade: voltar, à noite, para o Hotel e ver que são 17h...sempre me parece desperdício de tempo. Verão seria excelente, não fosse o excesso de gente em todos os lugares, inclusive nos trens.



Inverno de 2016


Escolho maio e setembro como os meses melhores para vir à Europa.  Maio de preferência onde predominam os jardins; outubro, onde se podem ver as árvores coloridas  -  do amarelo-claro ao vermelho-escuro. O forte do outono são os bosques. Inesquecíveis. Em Viena ...ou em qualquer outra cidade europeia.


Verão de 2016

Áustria é um país católico - sua capital, idem. A maioria da população - ao redor de 70% - é adepto do catolicisno. Os dados estatísticos até poderiam ser dispensados pela visão frequente de grandes e belas igrejas, monumentos e imagens. Além da Catedral de Santo Estêvão, vale visitar a Igreja de São Pedro ( 1733), com muitos tesouros barrocos; a Igreja de São Miguel, edificação românica de 1220; a Igreja Maria am Gestade ( 1428 ) que tem uma bela cúpula gótica; a Igreja de São Carlos, barroca, em estilo italiano; e , entre tantas outras, a Igreja dos Jesuítas, a dos Dominicanos, a dos Franciscanos...



Outra Igreja que eu esqueci o nome....São tantas!


Outra manifestação da religiosidade austríaca. No lugar da foto abaixo, havia uma antiga Praça de Mercado e um castelo romano. No século XII, o fosso do castelo foi totalmente aterrado. Em 1679, entretanto, o imperador Leopoldo I, cumprindo uma promessa feita durante a epidemia da peste, mandou erigir, em cima do fosso, a Coluna da Santíssima Trindade - que se tornou conhecida como a Coluna da Peste.


Coluna da Peste

Após meu retorno, pretendo acrescentar mais informações sobre Viena, especialmente sobre o Complexo do Palácio de Hofburg, o Palácio de Schonbrunn, o Parque de Diversões Wiener Prater, a Biblioteca Nacional, a Ópera de Viena, o Parlamento, a Universidade e muito mais. Neste momento, é impossível.Viajando desde maio, preciso me organizar para retornar. Importante lembrar que os táxis vienenses não são caros e que o transporte público e suficiente e de ótima qualidade. Há facilidade de obter mapas da cidade e do metrô nos hoteis e nos centros de informação.


Detalhe dos Jardins do Belvedere

Já escrevi mais postagens sobre Viena e sobre outras cidades da Áustria. Deixo-lhes o link de algumas: http://correndomundo.blogspot.com.es/2016/01/viena-1a-parte.html
http://correndomundo.blogspot.com.es/2016/01/viena-tradicao-e-modernidade-2aparte.html





O original de O Beijo está no Belvedere, onde fotos são proibidas. O museu, no entanto, teve a sensibilidade de colocar, numa saleta ao lado, essa réplica como espaço destinado a selfies. Uma menina japonesa, muito gentil,  fez esta foto minha  Quem ainda não viu A Dama Dourada, aconselho a ver. O quadro de Klimt, referido nesse filme, estava aqui, neste Museu. Atualmente, está num Museu de Nova Iorque.


Jardins de Hofburg

"Não sou nada.
Nunca serei nada.
Não posso querer ser nada.
À parte isso, tenho em mim todos os sonhos do mundo.
Janelas do meu quarto,
Do meu quarto de um dos milhões do mundo que ninguém sabe quem é
(E se soubessem quem é, o que saberiam?),
Dais para o mistério de uma rua cruzada constantemente por gente,
Para uma rua inacessível a todos os pensamentos,
Real, impossivelmente real, certa, desconhecidamente certa,
Com o mistério das coisas por baixo das pedras e dos seres,
Com a morte a pôr umidade nas paredes e cabelos brancos nos homens,
Com o Destino a conduzir a carroça de tudo pela estrada de nada."

Fernando Pessoa


Ciao,Ciao, bela Viena.


quinta-feira, agosto 25, 2016

" Não tenho pressa..."

Detalhe do Palácio Belvedere - Viena, 1721

"Não tenho pressa: não a têm o sol e a lua.
Ninguém anda mais depressa do que as pernas que tem.
Se onde quero estar é longe, não estou lá num momento.
Sim: existo dentro do meu corpo.
Não trago o sol nem a lua na algibeira.
Não quero conquistar mundos porque dormi mal,
Nem almoçar o mundo por causa do estômago.
Indiferente?



Idem

Não: filho da terra, que se der um salto, está em falso,
Um momento no ar que não é para nós,
E só contente quando os pés lhe batem outra vez na terra,
Traz! na realidade que não falta!
Não tenho pressa. Pressa de quê?




Idem

Não têm pressa o sol e a lua: estão certos.
Ter pressa é crer que a gente passe adiante das pernas,
Ou que, dando um pulo, salte por cima da sombra.
Não; não tenho pressa.




Idem

Se estendo o braço, chego exactamente aonde o meu braço chega -
Nem um centímetro mais longe.
Toco só aonde toco, não aonde penso.
Só me posso sentar aonde estou.




Idem

E isto faz rir como todas as verdades absolutamente verdadeiras,
Mas o que faz rir a valer é que nós pensamos sempre noutra coisa,
E somos vadios do nosso corpo.
E estamos sempre fora dele porque estamos aqui."

Fernando Pessoa


Detalhe do Palácio Belvedere - Viena, 1721



Com  texto de Fernando Pessoa e com imagens dos jardins de Belvedere, registro meu agradecimento a Adriana Fuganti Wagner por ter sido a maravilhosa companheira - minha e de Pedro - que ela foi durante este mês de agosto. Muito eu teria a escrever e a agradecer, mas seguirei a orientação do Pedro, que me sugeriu " só escreve que ele foi ótima...isso basta". Adri, sentiremos saudades de ti. Beijo




Adriana e Pedro, em Wroclaw , na Polônia.

quarta-feira, agosto 24, 2016

Szentendre/Santo André - na margem do Danúbio

Viagem de barco pelo Danúbio desde Santo André até Budapest

Para visitar Szentendre ( Santo André ), pitoresca cidade a 20 km da capital da Hungria, parece-me mais confortável valer-se de um tour a partir de Budapest - um desses bate-e-volta de 4 ou 5 horas de duração. Talvez o melhor mesmo seja conjugar esse tour com outro, que vá a Esztergom ou ao Parque Arqueológico de Aquincum. As ofertas são muitas e bem diversificadas.


Comércio no Centro Histórico

Szentendre ( Santo André ) está localizado numa das margens do rio Danúbio. Pedro, Adriana e eu fomos de barco até lá. É uma pequena cidade, pouco maior que uma dessas vilas que conhecemos no Brasil. O que a torna tão especial é a visível amostra do passado e do presente, do histórico e do novo, das ruas estreitas empedradas e dos turistas carregando compras. Harmonia histórica!


Artesanato Local

No pequeno Centro Histórico, dominam os locais de comércio, em pequenas e coloridas casas, coladas umas às outras. Poucas são a compras especiais - a maioria constitui um mix do que é vendido em todas as cidades do País - mas são interessantes de ver.


Peatonais do Centro Histórico


O nome da cidade vem do Santo André, padroeiro da primeira igreja construída neste local, no tempo de sua povoação inicial, ou seja, no século XI.  Seus primeiros séculos foram tranquilos. Durante o domínio turco na Hungria - séculos XVI e XVII - a cidade, no entanto, sofreu e foi abandonada por seus antigos moradores. 



Antiga Igreja

Após a expulsão dos turcos pelas tropas europeias, já em 1690, sérvios, dálmatas, bósnios e gregos, num total de 150 mil pessoas, vieram para a Hungria e povoaram as aldeias abandonadas. Famílias dálmatas, sérvias e gregas se estabeleceram em Santo André, revitalizando-a outra vez.






É provável que sua grande atração tenha sido a proximidade do rio Danúbio e o potencial de comércio que ele representava. O século XVIII foi marcado pelo desenvolvimento da localidade. Santo André passou a ser reconhecida como rica e próspera vila de comerciantes endinheirados e de artesãos talentosos.  O Centro Histórico atualmente continua como era no final do século XVIII.



Paseio pelo Danúbio

Chego a pensar que Szentendre - Santo André - é milagre do Danúbio, rio que abraça a cidade, com uma de suas belas e inspiradoras curvas. Artistas e artesãos continuam a vir e a viver nesta paisagem tão linda, com muito verde e com a presença quase mágica do rio. 



Chegada na Ponte Branca em Budapest

"O meu olhar azul como o céu
É calmo como a água ao sol.
É assim, azul e calmo,
Porque não interroga nem se espanta...

Se eu interrogasse e me espantasse
Não nasciam flores novas nos prados
Nem mudaria qualquer coisa no sol de modo a ele ficar mais belo..."

Fernando Pessoa


Homenagem à magia do  Danúbio