domingo, junho 04, 2017

Cefalú : Praia e História

Cefalu


Embora sendo uma das mais famosas cidades de praia da Sicilia, Cefalú não me atraiu na primeira vez em que a visitei. Moro numa praia bem bonita no Sul do Brasil e considero que as praias brasileiras, especialmente as da Bahia, são realmente belíssimas. Esclareço,  no entanto, que  não gosto de sol nem de areia. 


Cefalú: sua principal atração

Quando viajo, não busco praias. O que realmente procuro  é  História,   Arte, Diversidade Cultural  e Ausência de Medo. Desta vez, estava mais atenta em Cefalú e encontrei tudo o que antes referi como aquilo que busco.


Igreja e La Rocca

Com 14 mil  habitantes - fora da alta temporada obviamente - essa bela cidade da Província de Palermo inclui,  como uma de suas atrações, uma grande rocha, denominada simplesmente  com La Rocca, Nela, o Templo de Diana; junto a ela, uma grandiosa Catedral.


Catedral de Cefalu

Essa Catedral teve sua construção iniciada em 1131 por ordem de Rogério II, que tinha a pretensão de torná-la não só a mais bela das catedrais normandas da Sicilia, como também o templo religioso mais importante da região. Resultou de uma promessa dele, quando correu risco de vida durante uma tempestade no mar. A Catedral não chegou a alcançar muito sucesso sucesso, mas continua sendo uma das mais bonitas da Ilha, principalmente por seus mosaicos.


https://es.wikipedia.org/wiki/Cefal%C3%BA

Cefalú está distante 70 Km de Palermo, na Costa Tirrênica, a que se pode chegar de trem ou de ônibus. Suas raízes históricas podem ser encontradas em documentos achados em algumas grupas de La Rocca. No Templo de Diana, há indicativos de uma história que pode ter sido iniciada no século IX - VIII a.C. Com os bizantinos, foi sede  de diocese. Posteriormente foi conquistada pelos árabes.


A cidade junto a La Rocca

A cidade é bastante movimentada e alegre. Muitos restaurantes já estão com toda uma estrutura de verão fora dos prédios, principalmente na praça, em frente a Igreja e na avenida beira-mar. Há muitos bares e cafeterias, sempre com bom atendimento. Há também hoteis dos mais simples aos das melhores redes internacionais. 


Ruazinhas encantadoras

Cefalu, atualmente, é uma cidade moderna,  bastante concorrida, com turistas e visitantes tanto da própria Sicilia, quando do restante da Itália e de outros países. A cor do céu, a cor da água, a animação dos visitantes e as outras  atrações que oferece - acrescentando-se, ainda,  museu, compras e locais para caminhadas, fazem de Cefalu uma cidade que pode - e deve -  ser visitada de trem e no mesmo dia em que com um pit stop em Bagheria.


Centro de Cefalú

" Começo a conhecer-me.Não existo.
Sou o intervalo entre o que desejo ser e os que outros me fizeram,
ou metade desse intervalo,porque também há vida..."

Fernando Pessoa


Cefalú

sexta-feira, junho 02, 2017

Monreale: Exemplo de Arte Medieval

Catedral de Monreale

Monreale é a primeira visita que faço quando arrivo a Palermo. Ponto de partida. Banho de beleza. Imersão total. Localizada a 11 km de Palermo, pode-se ir num ônibus da empresa AST, que parte de uma pequena estação, que está na frente da Estação Ferroviária Central. A grande atração, a Catedral de Monreale, construída a partir 1174 e dedicada a Santa Maria Nouva.





Claustro
Conta a lenda que Guilherme II dormiu sob uma árvore e que, em  sonho, apareceu a Virgem Maria, dizendo-lhe que mandasse escavar o lugar onde repousava, porque, sob ele, havia uma imensa fortuna. Guilherme obedeceu. Com a escavação, foram encontradas incontáveis moedas de ouro, que pagaram toda a construção. Conta-se também que essa construção foi resultado de uma competição do rei com o arcebispo de Palermo, ambos poderosos e vaidosos...


Atrações de Monreale
Seja qual for a versão que você escolha ou outras que se pode descobrir ou inferir, lá está esse grandioso exemplo de arte medieval, em que um mix de elementos bizantinos, árabes e normandos mostram-se incomparáveis e harmoniosos, deixando-nos realmente atônitos e deslumbrados, a partir dos dois magníficos pórticos, decorados com frisos de mosaico e esculturas em mármore.


Decoração do teto da Catedral

A superfície das paredes está revestida por mosaicos que contam histórias do antigo e no novo testamento, numa extensão de 6430 metros, sendo a segunda maior igreja do mundo com essa quantidade de representações -  antes dela, está Santa Sofia, em Istambul; depois dela, a Basílica de São Marco em Veneza.


Desenhos variados e delicados no piso.
O piso, todo em mármore branca, extraído de pedreiras de Taormina, com detalhes em granito, foi feito mais tarde, entre 1561 e 1570. Apresenta desenhos variadíssimos e de singular beleza. Precisa-se estar atento para olhar em todas as direções, já que a beleza e a singularidade estão em todos os lugares da Catedral.


Mosaicos no interior da Catedral

Também nas paredes, há incrustrações de muitas cores, feitas pelos mais famosos artesãos de mosaico da escola bizantina local, junto com famosos artesãos de mosaico valenciano. Muitas dessas incrustações são feitas imersas sobre fundos de ouro. São obras extraordinárias, com destaque para o Cristo Pantocrator.


Cristo Pantocrator

Na Catedral, encontram-se os sarcófagos de Guilherme I , morto em 1166; a tumba de Margarita de Navarra, esposa de Guilherme I  e de seus  filhos Henrique e Rogério. No altar, conservam-se o coração e as visceras de São Luis de França, morto de peste, na Tunísia, em 1270. Na Sacristia, podem ser visitados muitos tesouros, objetos valiosos da Catedral.


Detalhe do interior da Catedral

À direita da entrada da Catedral, está a entrada para o Claustro do Convento Beneditino - foram os Beneditinos que conservaram essa Catedral e suas riquezas durante todos esses séculos. O Claustro foi construído concomitantemente com a Igreja, ainda no século XII. Visita muito aconselhada.


Coluna do Claustro

Em um quadrado perfeito, medindo 47m X 47 m, o Claustro é admirável em especial por suas colunas e capiteis. São 298 colunas, aos pares, com belas decorações, feitas com desenho geométrico e com uso de ouro, mosaico e pedras preciosas, uma diferente da outra!  Algumas são trabalhadas em baixo relevo, outras lisas e outras incrustradas. Nos capiteis, predominam os motivos bíblicos. Espaço de rara beleza. 


Claustro Beneditino de Monreale

Já estive três vezes em Monreale e já visitei, igual número de vez, a Catedral e o Caustro. Se eu voltar a Sicilia, certamente voltarei a ver esses lugares.




"Boiam leves, desatentos
Meus pensamentos de mágoa,
Como no sono dos ventos,
As algas, cabelos lentos





Do corpo morto das águas.
Boiam como folhas mortas,
A tona de aguas paradas.
São coisas vestindo nadas,





Pós remoinhando nas portas
Das casas abandonadas.
Sono de ser, sem remédio,




Vestígio do que não foi,
Leve mágoa, breve tédio,
Não sei se para, se flui;
Não sei se existe ou se dói."

Fernando Pessoa





segunda-feira, maio 29, 2017

Bella Sicilia! Introdução


Monreale

De Madrid para Sicilia, viajei pela Ryanair, empresa área que tem sido para mim uma roubada na hora do embarque. Atendimento péssimo, com gente grosseira, sem educação e sem treinamento para o trabalho que realiza. O vôo, com duração de três horas, foi bom, ou melhor, tão bom quanto um low cost consegue ser. Estávamos, porém, chegando na Sicilia, onde eu não vinha desde 2008. Estar nesta ilha compensa qualquer dissabor da viagem.


Palermo

Trajeto demorado do aeroporto de Punta Raisi ao centro. Chegamos, minha amiga Isolda e eu, em Palermo no dia em que fazia 25 anos do assassinato do juiz Falcone. Na cidade, trânsito pesado, muitos policiais na rua. Havia sido assassinado um homem, que andava de bicicleta e que ( segundo li em jormais do dia seguinte) era bem conhecido na Sicilia. O assassinato aconteceu em pleno centro da cidade, no meio da tarde. Por sorte, o taxista que nos conduzia, foi bastante hábil em se afastar rapidamente do local onde o crime ocorrera.


Cefalú

Estaremos, na Sicilia, durante 16 dias: metade em Palermo; metade em Catânia. Temos um roteiro bastante denso, que inclui Palermo, Monreale, Bagheria, Cefalú, Trapani, Erice, Agrigento, Catânia, Taormina, Piazza Armerina, Noto, Messina, Ragusa, Siracusa e Enna.  Viajando de trem ou de ônibus, conhecendo ou revendo cidades fantásticas, Estamos todos bem, como diz o título do filme de Giuseppe Tornatore, famoso diretor de cinema, nascido em Bagheria,  cidade em que já estivemos.


Bagheria

Parece-me que vou conseguir escrever diariamente no Correndomundo. Às vezes o sono é mais forte ... e durmo sem postar nada. Mas vou tentar ser pontual. Assim sendo, poderão - familiares e amigos - serem nossos acompanhantes nesta viagens, como aconteceu em outras. A temperatura é perfeita, entre 18 e 24 graus. As frutas, deliciosas. A comida...merece um capítulo só para ela.


De Trapani para Erice
Sicília é a ilha mais importante do Mediterrâneo, muito povoada - mais de 5 milhões de habitantes - e com grande extensão. Está numa encruzilhada, parte da Europa e parte da África. Tem uma superfície de 25.460 km, que se amplia com os arquipélagos vizinhos, incluindo Lampedusa, tão conhecida nossa por tristes acontecimentos ( http://migramundo.com/lampedusa-a-porta-da-europa/ ) 


Trapani

A pergunta recorrente é sobre custos de permanência e tempo necessário para ver ao menos uma parte da ilha. Sicília não é um lugar de custo alto. Há hoteis e restaurantes variados para analisar e escolher. Os preços, a meu ver, rivalizam com cidades médias do continente. O transporte é bem acessível, tanto em trem quanto em ônibus. O tempo necessário para visitá-la depende da disponibilidade, da ansiedade e do desejo de cada. Já estive 20 dias aqui e saí frustrada pelo muito que eu deixara de ver. Ficarei 16 dias nesta viagem e novamente faltará tempo para ir às ilhas. A sugestão é a mesma de sempre: informem-se muito antes de estabelecer um roteiro. Detalharei cada cidade em posts separados.


Erice
"Outrora eu era daqui, e hoje regresso estrangeiro,
Forasteiro do que vejo e ouço, velho de mim.
Já vi tudo, ainda o que nunca vi, nem o que nunca verei.
Eu reinei no que nunca fui..."


Fernando Pessoa 



Palermo

domingo, maio 28, 2017

Alicante/Alacant : Capital da Costa Blanca

Passeio Marítimo de Alicante

Estive muitas vezes em Alicante, em férias ou para visitar meu grande amigo Alfredo Mussa Valladares, que havia escolhido esta cidade para viver até o fim de seus dias. Conheço muito bem a cidade e, por isso mesmo, considero-a, juntamente com a região, um dos melhores lugares da Espanha para morar. Isolda, Duda e eu saímos de trem,  bem cedo, de Valência para este bem aproveitado bate-e-volta. Duas horas depois, já traçavamos a Explanada de España.


Grandiosa fonte no início da Explanada 
Da Estação de Alicante, fomos direto ao Passeio Marítimo ( Explanada de España ), que tem 500 metros de comprimento, que foi construído sobre um antigo dique da cidade e que está ladeado por quatro filas de altíssimas palmeiras. É lugar tradicional para passeios, caminhadas, encontros de amigos -  há cadeiras disponíveis que as pessoas organizarem-se como preferirem.


Escultura em frente à Marina de Alicante

O Passeio Marítimo está nas proximidades da Marina de Alicante. Há beleza por todo o lado. Além das belezas naturais, vêem-se muitas fontes , esculturas e monumentos. Foi, no entanto, a escultura da foto acima a que mais me comoveu. Parece-me que está denominada O Viajante, mas passei a chamá-la de Acolhida - porque assim eu gostaria de ser esperada...


Vista parcial da Marina de Alicante

A cidade de Alicante é banhada pelo Mediterrâneo. Chove pouco - uma média de 15 dias de chuva por ano. A temperatura é amena e agradável - média anual de 20 graus. Está muito bem localizada na região, perto de lugares lindos como Benidorm ( a praia preferida de meu filho), San Juan, Santa Pola (onde se pode visitar as salinas) , Alcoi ( ótimo para comprar torrones de almendra ), Villajoyosa, Altea, Torre Vieja, Elda ... Quem quiser viajar um pouco mais longe, pode ver La Manga e Cartagena.


Próximo à Marina, treinamento de remadores.

Ao redor de 300 mil pessoas vivem em Alicante, cidade com mais de três mil anos, que sofreu altos e baixos obviamente, durante esse tempo. No tempo dos Reis Católicos, chegou a ser o terceiro maior porto da Espanha, depois de Barcelona e Cádiz. Em um dos ataques que sofreu  - Guerra de Sucessión - parte do Castelo de Santa Bárbara foi destruído. O sistema de trens, que conectou Alicante ao centro da Península (meados do século XIX ) ampliou seu desenvolvimento. Hoje a prestação de serviços e o setor turístico tornam-na uma cidade moderna e com boa qualidade de vida.


Detalhes do Castelo de Santa Bárbara

O imponente Castelo de Santa Bárbara, do alto do Monte Benacantil, cuja altura é de 166 metros, é o monumento mais emblemático da cidade. Originado de uma fortaleza árabe do século IX, ganhou esse nome por ter sido conquistado por Afonso de Castilla no dia 4 de dezembro de 1248, dia de Santa Bárbara. Recebeu ampliações e sofreu danos. Na Guerra Civil Espanhola, serviu como prisão. Esteve semiabandonado até 1963, quando foram construídas outras formas de acesso a ele. Hoje, uma parte dele,  acolhe o Museu da Cidade de Alicante.

Vista Parcial de Alicante desde o alto do Castelo de Santa Bárbara

O Castelo pode ser visto de qualquer ponto da cidade. Diz-se que do Bairro Santa Cruz uma curiosa figura pode ser vista: a Cara do Mouro, que inspirou muitas lendas trágicas. Uma delas conta que a Princesa Zahara, filha única do dono do Castelo, suicidou-se, jogando-se desde o alto, quando soube que seu pai havia matado o homem que ela amava e que era filho cristão do pior inimigo de sua familia. O pai, não suportando a dor da perda, jogou-se também da mesma ladeira do Monte Benacantil. Seu perfil ficou gravado na rocha como uma recordação de sua crueldade. 

Poço do Castelo

Sou fascinada por figueiras, dessas que dão figos mesmo. Plantei-as em todas as casas onde morei. Procuro-as em fortalezas, castelos, muros e  igrejas, e sempre as encontro nesses lugares. Árvore da sabedoria, dizem. Aqui, no Castelo de Santa Bárbara , encontrei várias, lindíssimas, algumas que brotaram em meio a pedras - seculares seguramente ( fotos abaixo).


Figueiras no Castelo de Santa Bárbara

Há muitos museus, como o Museu da cidade de Alicante, o Museu da Universidade. o Museu de Águas e o Museu de Arqueologia;  há muitas  igrejas, como a Basílica de Santa Maria e a Catedral de San Nicolás; há  palácios magníficos, ramblas, praças, parques e teatros, muitos que, desta vez , não foi possível visitar. Quero , entretanto, destacar dois deles: o Mercado Central e a Plaza de los Luceros ( importante ponto de ônibus também).



Mercado Central
Se lhes interessa um lugar fotogênico, multicolorido, com gente da localidade, não deixe de ir ao Mercado Central, na Avenida Afonso X el Sabio ( sic!), onde se encontram flores, frutas, peixes, carnes,  muitos queijos e produtos gourmet. Foi construído no início do século XX e mostra alguns elementos modernistas. Visita bem interessante.


Mercado Central
Para quem curte praia ou esportes aquáticos ou não, Alicante é uma indicação a considerar. Cidade tranquila, com invejável gastronomia - em que o arroz, com múltiplas variações, é o protagonista. Em toda a Espanha, não há torrones tão deliciosos quanto os alicantinos. É , ainda, um lugar indicado para passeios nas redondezas e para compras também. Alicante é uma das cidades que eu amo de paixão.

Monumento bonito, embora o tema não me agrade.

" Ter pressa é não saber chegar.
Vou devagar.
Vou devagar porque o que é sorte,
E o que é morte,
Não as busco, não as evito,
Vem-me buscar.
Por isso vou sob o infinito
Sem me apressar."

Fernando Pessoa



segunda-feira, maio 22, 2017

Valência das Fallas e das Laranjas

Praça de Touros ao lado da Estação Norte

Vai-se de Madrid a Valência em 1h 48 min, num trem AVE de alta velocidade, que para na Estação Joaquim Sorolla, de onde ônibus gratuitos transportam passageiros até a Estación del Norte - antiga e belíssima, construída em 1906/1917,  externamente toda decorada com desenhos de flores de laranjeira. 


Campanário da Catedral

Com uma população ao redor de 800 mil habitantes, Valência foi fundada pelos romanos em 138 a.C. e depois conquistada pelos mouros. Alcançou seu  auge econômico e cultural nos séculos XIV e XV, quando foram construídas a Catedral, as Torres de Serranos e a Lonja, famosa bolsa de mercadorias. Suas muralhas medievais foram demolidas no século XIX. 


Detalhe da Catedral
Para iniciar uma visita a Valência, pode-se partir da Estação Norte e ir até a muito próxima Praça da Prefeitura ( Ayuntamiento), onde, além de várias e interessantes floriculturas, encontram-se dois magníficos edifícios: o da referida  Prefeitura e o dos Correios. Melhor  sugestão ainda: já comece a visita pela própria Estação e pela Praça  de  Touros que está ao lado dela. 


Estação do Norte

Com longa relação do que ver e dependendo de sua disponibilidade de tempo, faça suas escolhas, mas, por favor, não deixe de lado La Lonja de la Seda, edifício gótico valenciano. declarado Patrimônio da Humanidade pela UNESCO e o Mercado Central, admirável construção em que se usou muito  ferro e vidro.


Detalhes do interior da Catedral
( Faço parênteses para revelar uma patetice minha, que muito prejudicou o registro da visita a Valência: esqueci a memória da câmera no computador em Madrid. Deslumbrada com a visão de vários lugares, fiz muitas fotos....sem memória...minha e da câmera. Numa livraria, consegui comprar outra memória, mas não havia tempo de retorno aos lugares anteriormente fotografados. Minhas desculpas! )


Catedral

Além de ver a Catedral de Valência e a Basílica da Virgem dos Desamparados, selecione alguma outra igreja para ver - porque são muitas e são excelentes museus a serem visto. Perto da Catedral , está a Plaza de la Reina, um dos espaços mais movimentados da cidade, onde , por sorte porque eu não tinha a info, vi bonita exposição de cerâmicas da região.


Coloridas cerâmicas valencianas

Procure ver, ainda, o majestoso Palácio dos Arcebispos, as Torres de Serrano, muitas outras igrejas, palácios, museus, praças, jardins e a movimentação, alegre e animada, dos valencianos e dos muitos turistas nacionais e internacionais. Experimente a legítima paella valenciana ( é claro! ). Garanto-lhes que será inesquecível. 

Detalhe do Centro Histórico


Duas atrações  -  uma permanente, outra anual -  fazem sempre com que  lembremos Valência : Cidade das Artes e das Ciências e as Fallas. A primeira atração, um grandíssimo complexo arquitetônico cujo projeto foi desenhado por Santiago Calatrava e  Felix Candela. Inaugurado em 1998, tornou-se um sucesso entre valencianos e turistas. 


                                       Cidade das Artes e das Ciências - Foto: Isolda Branco


A segunda, uma festa típica e satírica que acontece todos os anos no mês de março, anual, quando grandiosas esculturas, construídas com papelão ou restos de madeira, são queimadas em lugares previamente determinados. 


                                                                                      Trajes típicos

Valência deve ser visitada e admirada. Conhecida ela é: quem nunca ouviu falar em laranja valenciana?

                                    Cidade das Artes e das Ciências - Foto: Isolda Branco