domingo, dezembro 13, 2015

Bate - e - volta nas proximidades de Madrid...Segóvia












































Foram muitas as vezes qe vim a Segóvia. Só em 2015 vistei-a  por quatro vezes. Antes gastava duas horas para alcançá-la desde Madrid. Agora, com a nova linha de trens de alta velocidade e a nova Estação Guiomar, chego em 28 minutos. Ganhei mais tempo para percorrê-la como tanto gosto de fazer.











































Como nas últimas postagens de cidades já bastante  traçadas por mim, darei prioridade às fotografias.-  já por três vezes, escrevi no Correndomundo sobre Segóvia, o qur pode ser visto em:. https://www.blogger.com/blogger.g?blogID=26269896#editor/target=post;postID=2294541866779239794;onPublishedMenu=allposts;onClosedMenu=allposts;postNum=2;src=link












































Não me canso de ver e de admirar o Aqueduto e pensar nas lendas que o cercam; de visitar a grandiosa Catedral gótica, cuja construção iniciada em 1525, aproveitou parte de outra ainda mais antiga; de caminhar pelo Castelo e de observar suas muralhas e as paisagens que estão além do núcleo urbano.




Curto caminhar pela cidade, recordo sempre pessoas junto com quem a visitei. Muitos dos mosaicos, que denominam lugares e assinalam datas na Bela União, foram comprados em Segóvia. Esta é outra
cidade que consegui ver em todas as estações do ano - e em todas ela estava bonita.




Desta vez,  na praça  mais próxima da Catedral , descobri um restaurante com preço razoável e comida ótima - E 26,50  para menu especial de outono. Refiro-me ao Restaurante Duque, cujo
prato principal é cochinillo, leitão assado - novinho,novinho - que se corta usando uma colher, tal a maciez da carne. Cochinillo é o prato mais típico de Segóvia.




Desejo que as fotos deixem-lhes com vontade de conhecer  Segóvia - embora sejam fotos não recortadas, não trabalhadas, em estado bruto. Além disso, obtidas com uma câmera bastante simples e feitas por quem nunca teve nem ao menos uma aula de fotografia.




" E assim nas calhas de roda
Gira, a entreter a razão, 
Esse comboio de corda 
Que se chama coração."

Fernando Pessoa



sábado, dezembro 12, 2015

Bate - e - volta nas proximidades de Madrid: Toledo






















                                      
  

  
Venho a Toledo para comprar algo, como  brincos para Rosana, abotoaduras para o Patati e  os deliciosos marzipans , feitos com amendoas e mel. Venho também  para mostrar a cidade ...ou fazer uma foto....ou não fazer nada de especial. Venho simplesmente porque gosto de vir. Já escrevi três vezes sobre Toledo:http://www.correndomundo.blogspot.com.br/search/label/Toledo































Resta-me, portanto , mostrar as fotos da última vez em que lá estive. Concentrei-me na Catedral. Um exagero de beleza e imponência. Havia muitos turistas, especialmente os asiáticos e suas inseparáveis câmeras.



          
























Judes, árabes e cristãos viveram e conviveram dentro dos muros de Toledo. Testemunham esse passado harmonioso, a Mesquita, a Sinagoga Santa Maria La Blanca e a Catedral. Além dos templos, produtos típicos da cidade também evidenciam esse mix de três culturas.





























O rio Tajo - o mesmo Tejo dos portugueses - faz o entorno ainda mais bonito e fotogênico. As muralhas parecem dar segurança e acolhimento. A Estação de Trens, já com sua reforma concluída, ficou bonita e harmoniosa com a arquitetura toledana. Bela visita.




Os tons de outono - bem sei até por ser minha estação anual preferida -  intensificam a lindeza dos lugares. A temperatura agradável estimula a gente a caminhar muito. Fizemos um longo percurso para chegar até a Estação de Trens. Parecia que estávamos, minha irmã e eu , transitando em cenário magicamente construído. 
                           


" No entardecer da terra
O sopro do longo Outono
Amarelou o chão.
Um vago vento erra
Como um sonho mau num sonho,
Na lívida solidão.

Soergue as folhas, e pousa
As folhas, e volve, e revolve,
E esvai-se inda outra vez....."

Fernando Pessoa




sexta-feira, dezembro 11, 2015

Volver a Andaluzia...Córdoba











































Somente neste ano,  estive quatro vezes na bonita e histórica  Córdoba - essa é minha maior declaração de amor e favoritismo `a Cidade. Desta vez, por isso,  escreverei pouco. Procurarei enfatizar a  publicação  de fotos, já que  há  mais  de um post sobre ela, no Correndomundo. http://www.correndomundo.blogspot.com.br/search/label/C%C3%B3rdoba













































A mesquita-catedral é a mais impressionante que eu conheço. O rio , com suas margens bem arborizadas, a ponte antiga onde apenas pedestres transitam, os monumentos, o alcázar, o bairro judeu e as muralhas  sugerem e proporcionam passeios incríveis.

























   



Na Juderia,com  ruazinhas belíssimas, como a Rua das Flores, encontram-se bons restaurantes e cafeterias - comi apetitosa sobremesa lá: creme de queijo com camada de mel e , por cima, nozes moídas. É também em Córdoba que como o melhor Rabo de Toro ( o nosso espinhaço ) com molho de vinho. Não há,  na Espanha,  outro igual.




















Em maio, acontece a concorrida e bonita  La Fiesta de los Patios de Cordoba, quando a cidade recebe muitos turistas ( www.patios.cordoba.es ) . As paredes e os muros  transformam-se em jardins verticais. Há flores por todo lado. E , nesse período, ainda há o perfume das laranjeiras, que estão por toda parte.



Em cidades onde um dia houve pacífica convivência entre diferentes culturas, sinto  tristeza e nostalgia como se tivesse conhecido essa realidade, muito além das leituras e das imagens. Como é doloroso o ódio entre os humanos, seja em que extremo for; como é doloroso o preconceito, seja de raça, etnia, nacionalidade - ou outro qualquer que machuque as pessoas. Espero mais leveza no mundo. Oxalá!




" Venho de longe e trago no perfil,
Em forma nevoenta e afastada,
O perfil de outro ser que desagrada
Ao meu atual recorte humano e vil.

Outrora fui talvez, não Boabdil,
Mas o seu mero último olhar, da estrada
Dado ao deixado vulto de Granada,
Recorte frio sob o unido anil..."

Fernando Pessoa