quarta-feira, agosto 05, 2015

Vamos a Gramado?

Centro de Gramado em Julho
Como não havia café colonial em Nova Petrópolis, porque era segunda-feira, Pedro e eu decidimos ir a Gramado... na verdade, uma escapada que já havíamos pensado fazer. Em 40 minutos, vai-se de uma cidade a outra, percorrendo uma estrada linda - sem eu estar dirigindo, percebia-lhes os detalhes.

Centro de Gramado
É uma cidade muito bonita, embora tão preparada para o turismo que, por vezes, parece articial. É salva pela natureza que a impregna e toma conta de seu entorno. Está sempre com muitas araucárias e muitas flores, que seguem a ronda das estações. Agora, são os amores-perfetos, as camélias e as magnólias; depois, vêm as azaléias; e , em novembro e dezembro, o reino das belas hortênsias.


Antigas magnólias

Ostentando o título de roteiro turístico mais seguro do Brasil, Gramado é realmente para visitar com família, sejam adolescentes e crianças. A saudade - que sempre defino como alegria de ter tido, tristeza de não mais ter - foi intensa lá: saudade de meus amigos, de meus filhos pequenos, de meus sobrinhos, das roupas e dos brinquedos escolhidos, dos chocolates devorados. Agradeci ao meu neto por estar comigo - sozinha eu não teria ido..



  




















Traçamos a cidade. Era um passeio de rever e relembrar. Lá estava a Casa da Bruxa, onde se degusta excelente chocolate quente; a rua coberta, ainda  meio descoberta pelo inverno que atinge as plantas; a igreja matriz, construída com a solidez e a beleza da pedra local; a rotatória - novidade para mim - com a representação de  grandes eventos, como o Natal-Luz, o Festival de Cinema e a Feira do livro; as malharias, as cafeterias o artesanato local...


Rotatória e prêmios de eventos
Minha única crítica a Gramado é o descaso com os banheiros públicos da Estação Rodoviária. Além da limpeza não parecer uma prioridade, as portas estavam pichadas e mal conservadas. Inadmissível numa cidade tão linda. Entrei num banheiro em que a porta ostentava a frase: Deus é minha única esperança... Seria a esperança de um banheiro público decente ou a esperança de usuários que não escrevessem nas portas?


Beleza da Araucária
No dia seguinte, enfrentamos um Café Colonial. Exagero dos exageros. Por mim, jamais entraria em um, embora sejam bem atendidos, bonitos e com 70 ( setenta mesmo! ) itens servidos, entre doces , salgados, tortas, pães, carnes, sucos, vinhos e ... café - mas sempre tenho de acompanhar alguém a essas orgias gastronômicas.

Pedro no Café Colonial de Gramado
Ao passear com Pedro, tenho um objetivo bem definido: que ele tenha agradável e alegre lembrança da vó. Essa será, sim,  uma herança permanente. Ele e eu temos outras viagens planejadas. Que o Universo conspire a nosso favor - como diz Rosana.

Igreja Matriz de Gramado
"Quando era jovem, eu a mim dizia:
Como passam os dias, dia a dia,
E nada conseguido ou intentado!
Mais velho,digo, com igual enfado:
Como, dia após dia, os dias vão,
Sem nada feito e nada na intenção......"

Fernando Pessoa




terça-feira, agosto 04, 2015

Nova Petrópolis: Festival Internacional do Folclore

Festival 2015
Chegando em Porto Alegre, convidei Pedro para um recorrido na região, começando por Nova Petrópolis, onde se realizava o 43o. Festival Internacional do Folclore, de 17 de julho a 02 de agosto de 2015. Para a aventura ser completa, iríamos de ônibus. Selecionei um ônibus - semidireto -  que vai a Caxias. Imperdoável erro. De POA a Nova Petrópolis, o ônibus fez 16 ( dezesseis! ) paradas. E a distância é 130 Km. Viagem para antropólogo, como diria meu amigo Luis Behares...

Praça Central de Nova Petrópolis
Da rodoviária, onde Giselda e Gabriela, minhas queridas sobrinhas, estavam nos esperando, fomos ao Restaurante Paladar - comida caseira, cuidadosamente preparada, em buffet livre, por  um   preço  equivalente a cinco euros. Após o almoço, percorremos Nova Petrópolis, cidade conhecida como Jardim da Serra Gaúcha, começando pela Praça das Flores. O texto a seguir foi copiado do site http://www.festivaldefolclore.com.br/secao.php?pagina=1 Nesse mesmo link, pode-se ver a programação - intensa e variada - do Festival.

Detalhe da Praça das Flores
"O Festival Internacional de Folclore é um evento de valorização das tradições e dos costumes legados pelos antepassados, numa mescla das mais distintas manifestações culturais. É um intercâmbio artístico-cultural entre os inúmeros grupos participantes, iniciado em 1973, por um grupo de amigos.


Grupo de Danças Folclóricas Margaridas 

O evento ocorria no mês de julho, estritamente voltado para apresentações de danças folclóricas alemãs, incentivando a participação de grupos locais e visitantes. Com o passar do tempo, tomou grandes proporções.Iniciou na Praça da República, em 1985 passou para o Parque Aldeia do Imigrante, posteriormente, em 1999 para o entro de Eventos, em 2002 retorna ao Parque. Seguiu alternando Centro de Eventos e Parque até 2010 quando retorna à Praça da República na Rua Coberta.

Grupo de Danças Folclóricas Margaridas 
Em 2005, o Festival foi reestruturado, abrindo espaço para outras manifestações artístico-culturais, de etnias distintas . Tornou-se internacional em 2009 e hoje é a maior festa cultural da cidade de Nova Petrópolis, trazendo diversos grupos folclóricos oriundos de cidades gaúchas, diferentes Estados e países de todos os continentes, enriquecendo o evento.Novos grupos surgiram e a festa, que inicialmente acontecia em um final de semana, atualmente se estende por 16 dias.

Danças na Praça
O Festival atualmente é realizado em distintos espaços públicos, oportunizando a participação do público em geral e proporcionando o enriquecimento cultural. O palco principal localiza-se na Rua Coberta, junto à Praça da República, onde também ocorre a exposição de artesanato. Além disto, o evento proporciona a apresentação de danças junto às comunidades do interior, nas tradicionais noites culturais, além de contemplar escolas e empresas do município. 


Detalhe da Rua Coberta
O espaço do CTG Pousada da Serra é palco da integração entre os grupos participantes, com a realização de oficinas distintas, com troca de experiências, durante as nominadas mostras culturais. A presença de grupos de danças de diversos estados brasileiros e países, a feira e a exposição de artesanato, a participação de grupos teatrais e bandinhas típicas, o destaque à culinária alemã, o desfile, o baile de integração, a celebração da vida, da paz e da diversidade e a oportunidade de apresentação para grupos escolares e grupos de APAE reafirmam a preocupação do evento em integrar áreas culturais e oferecer o livre acesso a todas as classes sociais e faixas etárias.

Monumento ao Cooperativismo
É no Festival Internacional de Folclore de Nova Petrópolis que a diversidade une: a cultura gaúcha e as tradições germânicas, preservadas nesta cidade, dão espaço a outras realidades culturais, enriquecendo o evento e incentivando a interculturalidade, sem distinção de raças e crenças, unindo fronteiras.

Doces artesanais
Atualmente, este evento é realizado pela Prefeitura Municipal em parceria com a Associação dos Grupos de Danças Folclóricas Alemãs e conta com o apoio da IOV – Organização Internacional de Folclore e Artes Populares, mostrando a força da tradição, a preservação cultural através da dança, gastronomia, música, competições germânicas e o cultivo da diversidade.

Casa do Artesão de Nova Petrópolis
Em plena era da globalização, Nova Petrópolis destaca-se pelo trabalho de preservação cultural desenvolvido pelos seus grupos folclóricos, mantendo sua identidade cultural e desta forma, colaborando para a riqueza cultural do nosso Estado."

Monumento ao Imigrante
Após ver danças e cantorias, fomos às compras. Nova Petrópolis sempre teve melhores preços - com a mesma qualidade - que os produtos de Gramado e Canela. Eu havia prometido ao Pedro um café colonial. Guardem esta informação : às segundas-feiras, as cafeterias da cidade não servem esse tradicional café. Ficamos frustrados. Fomos, entretanto, recompensados com a beleza das flores e das araucárias.

Labirinto Verde
"Qualquer caminho leva a toda parte
Qualquer caminho
Em qualquer ponto seu em dois se parte
E um leva aonde indica a ´strada
Outro é sozinho
Um leva ao fim da mera ´strada, para
Onde acabou.
O outro é abstrata margem"

Fernando Pessoa



Flores de Nova Petrópolis

segunda-feira, agosto 03, 2015

"Soy de Bilbao..."


Detalhe da Catedral de Bilbao
Aprendi com Pedro e Maria Jesus, meus amigos de Bilbao, que basta expressar o desejo de ser biscayno para que assim se torne. Quem nasceu em qualquer país ou cidade, portanto, se afirmar sou de Bilbao... será. Gostei tanto da cidade e do País Basco, que parti dizendo: voltarei! sou de Bilbao.



Entrada do Teatro



     
















Comunidade Autônoma do País Basco e capital da Província de Bizkaia, com cerca de 400  mil habitantes  , situada nas proximidades da fronteira com a França, Bilbao impressiona por vários motivos, entre os quais  a localização, os museus, o traçado urbano, o porto, a proximidade com Guernica, os rios, o mar, as pontes,  a gastronomia, o bilinguismo - espanhol e basco -  e os habitantes locais , tão acolhedores e simpáticos.

Impressionante Teatro Arriaga Antzokia
A cidade está no fundo do vale formado pelos  os rios Nervión e Ibaizabal, rodeada por duas cadeias montanhosas, com altitude média não superior a 400 metros de altura. Esses rios, a partir daí, recebem o nome de Ría de Bilbao. É interessante que os rios -  nesta região e em outras - passam a chamar-se ría quando são grandes e deságuam no mar. Em alguns casos, ría corresponde a foz ou estuário.

Praça Central
Cheguei a Bilbao -  400 km de Madrid - no trem procedente de Burgos, cidade onde eu permanecera por dois dias, especialmente para ver sua famosa catedral e o monumento a El Cid Campeador. Fui , imediatamente, conquistada por El Botxo , nome carinhoso que os morados dão à cidade e que significa buraco em euskera , a língua basca.

Praça Central
É bem interessante escutar a língua basca. Sendo oficial, ela aparece escrita,  junto com a  língua espanhola, em toda a cidade,  nos pontos turísticos e nas placas informativas. Como é muito antiga e não tem origem latina - anterior, portanto,  ao período de ocupação do império romano -  é difícil para a gente entendê-la. Nas escolas, a educação é bilingue em castelhano e basco. São oferecidos currículos diferenciados de acordo com predomínio de uma ou de outra língua.

La ría de Bilbao
A cidade surgiu na Idade Média, como um povoado de ferreiros, agricultores e marinheiros. Em 1300, recebeu de Diego López de Haro, Senhor de Bizkaia, o título de Vila e a jurisdição sobre la ria, para que servisse de porto exportador de lã castelhana e porto de entrada de mercadorias estrangeiras.Em 1511, foi criado o Consulado de Bilbao, que intensificou  a exportação de lãs e tecidos, a importação de bacalhau e a fabricação de navios.

Centro histórico
Centro de Bilba

A mineração de ferro e a fundação do Banco de Bilbao - nos séculos XIX e XX - marcaram o período de forte industrialização nos setores siderúrgico, naval, químico e metalúrgico. Seu antigo porto tornou-se o maior do Mar Cantábrico. A cidade, no entanto,  tinha a fama de ser feia e desinteressante. Com o fim do ciclo do ferro, ficou também pobre. Seus habitantes, entretanto, não desanimaram e buscaram alternativas. Transformaram-na em cidade prestadora de serviços e a colocaram, com destaque , no mapa turístico da Espanha.

Calle del Perro

Antiga Estação Santander




















Além do Museu Guggenheim, Bilbao possui outros museus importantes, como o Museu de Belas Artes, o Museu Basco de Etnografia e História e o Museu Arqueológico. Realiza muitos  eventos anuais , como  o Festival Internacional de Cinema Documental e a Feira Internacional de Mostras. Mantém a Orquestra Sinfônica, a Sociedade Coral de Bilbao e a Real Academia de Língua Basca. Seu maravilhoso Teatro Arriaga -  inaugurado em  1890 - tem programação constante e atraente. Seu time de futebol esteve sempre na  primeira divisão. A cidade faz por merecer os  turistas que a visitam.

Detalhe da arquitetura do Museu

Praça Unamuno







Cidade medieval, nascida com vocação comercial, pioneira na industrialização e conservadora de suas tradições, Bilbao possui intensa, moderna e trepidante vida urbana. Percorri , com meus amigos Pedro e María Jesus, as Sietes Calles del  Casco Viejo - Sete ruas do Centro Histórico - a principal zona de animação tanto diurna quanto noturna. 

Centro  Histórico
É uma delícia caminhar pelas sete estreitas ruazinhas e por suas adjacências, com muitas construções renascentistas, barrocas, neoclássicas e modernistas. É uma delícia ver tantas cores e tanta vivacidade e tanta gente nos bares ao final  da tarde. Há  muito comércio, incluindo livrarias e galerias de arte. Muito bom caminhar aqui , embora o transporte público seja abundante e de boa qualidade - tem até um  metrô novinho. 

Modernos meios de transporte 
Penso voltar a Bilbao no próximo ano - se possível na Semana Santa , quando há intensa programação: de procissões a concertos. Se não for nessa semana, poderá ser durante as datas das Feiras Internacionais, grandiosas e com programações atraentes.  Penso também estar mais tempo na região, para visitar Santander, uma bela cidade, distante de Bilbao pouco mais de 100 km. Veremos o que nos reserva o tempo, senhor dos destinos...


Bilbao na minha coleção de portas

" A novela inacabada,
Que o meu sonho completou,
Não era de rei ou fada
Mas era de quem não sou


Para além do que dizia

Dizia eu quem não era...
A primavera floria
Sem que houvesse primavera."

Fernando Pessoa


Partindo de Bilbao. Gracias Pedro e Maria Jesus

domingo, julho 26, 2015

Agradecimento

Queridas pessoas

Gosto de fazer aniversário, embora não me agrade que esse evento seja anual - pois , assim sendo, a idade aumenta muito rapidamente.


Precioso, entretanto, é o recebimento de mensagens e telefonemas. Li cada palavra recordando quem a escrevera...o lugar onde morava...como eu a conhecera e como nossas histórias de vida se entrelaçavam. Foram belos e sensíveis momentos - agradeço-lhes muito por eles. Muito mesmo.Beijos

PS. A foto  acima, meu filho fez, no dia 24 mesmo, dia do meu aniversário, de surpresa e com o celular. Pela definição dela, não consegui  ampliá-la.

quarta-feira, julho 22, 2015

O Fantástico Museu Guggenheim de Bilbao

                                                                   

Tulipas - Jeff Koons
                                                      
A cidade basca de Bilbao possui um dos cinco museus, no mundo,  pertencentes à Fundação Salomon Robert Guggenheim. Salomon ( 1861 - 1949 ) nasceu na Filadélfia, nos Estados Unidos e foi educado em escolas públicas e privadas, tanto na sua cidade natal, quanto na Suíça, país de origem de Meyer Gugenheim, seu pai.

Puppy

O pai deixou-lhes uma grande e sólida empresa - a Guggenheim Brothers - dividida entre seus seis filhos. Os irmãos multiplicaram a herança. Salomon passou a colecionar obras de arte abstrata da década de vinte. A par disso, continuou com os trabalhos filantrópicos, que eram uma marca forte da empresa. Com o intuito de atingir um grande público e de divulgar a arte moderna, criou a Fundação Guggenheim, responsável hoje por museus mundialmente conhecidos.

Guggenheim de Bilbao visto desde o rio Nervion
Até este ano, são cinco os Museus mantidos pela Fundação, sendo o de Nova Iorque e o de Bilbao os mais famosos . Os dois exibem arte moderna e pós - moderna. O museu americano foi construído por Frank Lloyd Wright; o espanhol, por  Frank Gehry.

Outra perspectiva do Museu de Bilbao
A Fundação é reconhecida por contratar arquitetos famosos e por construir edifícios fantásticos e singulares, que fogem aos padrões já estabelecidos. Em razão dessa característica , existe uma crítica bastante divulgada de que os edifícios são mais famosos e mais conhecidos do que os trabalhos artísticos neles expostos.

Interessantes combinações...

Verdade que o Museu Guggenheim projetou Bilbao no panorama cultural  mundial e tornou-se um ícone da Espanha do século XX. A ideia de um grande museu na cidade nasceu no final dos anos 80, quando o governo basco, face aos problemas com a extração de ferro, decidiu diversificar as atividades econômicas através de uma requalificação da área portuária.  O país atravessava um momento bastante difícil com a crise da indústria siderúrgica.Era preciso abrir novos caminhos - tornar-se atraente para o turismo seria um deles.


Jeff Koons

Assim como a construção do Museu Guggenheim de Bilbao, surgiram muitos  -  e arrojados - projetos na cidade - aeroporto, metrô, ponte pedonal, centro cultural. Se o objetivo era a revitalização de Bilbao, pode-se afirmar que foi plenamente alcançado. Mais de um milhão de visitantes, no ano passado, viram a cidade e comentaram o Guggenheim - valeu para toda a região. Além de tudo isso, uma cidade que tem um povo hospitaleiro, gentil, agradável.
Puppy - Jeff Koons

Ouve-se , com frequência, um comentário brincalhão de que Puppy , imperdível pelas sua dimensão e colorido, foi o primeiro cachorro que ganhou uma grande casa antes mesmo de nascer. Com um sistema interno de manutenção do que seria um grandioso jardim, essa obra de Jeff Koons, à entrada principal do Museu, encanta adultos e crianças, especialmente pela originalidade e engenhosidade.



Esculturas na parte externa do Museu
Em 1992, a construção do Guggenheim de Bilbao foi iniciada. Foi concluída cinco anos mais tarde. Trabalharam, em conjunto, na elaboração do projeto, duas equipes, uma em Bilbao; outra, em Los Angeles. A grande dificuldade estava nos cálculos estruturais. Muitos especialistas questionaram sua execução em razão das formas bastante complexas. As discussões foram longas e complexas.

      

Contrastes


" Externamente, o museu é coberto por superfícies de titânio curvadas em vários pontos, que lembram escamas de um peixe, mostrando a influência das formas orgânicas presentes em muitos trabalhos de Gehry. Do átrio central, que tem 50 metros de altura e lembra uma flor cheia de curvas, partem passarelas para os três níveis de galerias. Visto do rio, o edifício parece ter a forma de um barco, homenageando a cidade portuária de Bilbao que teve bons anos de festa marítima"...www.guggenheim.org/bilbao

Interatividades
As exposições , neste museu, mudam frequentemente, mantendo, entretanto , a característica de terem sido feitas ao longo do século XX. Predominam as instalações artísticas, sendo as obras tradicionais de pintura e de escultura bem minoritárias. Somente a exposição de esculturas de aço, desenhadas por Richard Serra, é permanente.

Aço,cores,luzes
Impressiona e encanta a localização do museu. Está num terreno alongado, na curva do rio, ocupando os 32.500 m2 de uma antiga fábrica abandonada, O espaço interior, ocupado por exposições, tem 11.000m2. A revitalização proposta pelo Governo Basco procurou tornar o rio Nervion o foco do visual da cidade. A construção do museu nesse local foi ponto de partida para recuperação e valorização dessa área.
Proximidade com o rio Nervion

" O projeto do prédio segue o estilo de Frank Gehry. Inspirado nas formas e texturas de um peixe, pode ser considerada uma escultura, uma obra de arte em si. As formas não têm nenhuma razão geométrica ou governado por qualquer lei. O museu é essencialmente um shell que evoca o passado industrial e do porto de Bilbao vida , suas indústrias tradicionais , metalurgia e construção naval estão presentes nos materiais e formas: de titânio e aço , velas , barcos e peixes imenso ...."www.guggenheim.org/bilbao


Vista do lado oposto do rio

Construído em calcário , vidro e titânio,   foram usadas 33 mil peças de titânio, a  metade com um milímetro de espessura , cada uma com forma única de acordo com o seu lugar. Essas peças tão fina encaixam-se  perfeitamente nas curvas necessárias . O vidro usado teve um tratamento especial para deixar passar o sol, mas não o calor, e evitar que a luz natural pudesse danificar as exposições.O calcário usado , em tom ocre, veio de Granada. Foi, de fato, uma obra de arte delicada e complexa.


ludicidade e cor
Os Museus Guggenheim, especialmente os de Bilbao e Nova Iorque já foram concebidos para a função que exercem. Eles albergam obras de arte constituem motivo para visita às cidades onde se situam e - mais ainda - ilustram a filosofia da Fundação: “A Arquitectura em prol das Artes.”


Visitantes refletidos na escultura

"Por outras palavras, a ideia e um dos principais objectivos da fundação, para além de coleccionar peças de arte contemporanea e promover a sua divulgação, é fazer rodear a arte de mais arte, na forma do próprio museu." Material de divulgação do Museu


Arte que acolhe arte