domingo, outubro 23, 2011

Projeto frustrado - Rússia

Planejamos uma viagem , incluindo St. Petersburg , com o objetivo de visitar o Museu Hermitage. Reservei hotel, descobri as formas de chegar a partir da Finlândia ou da Estônia. Tudo pronto, fui, entao,  verificar nossos vistos. Minha alegria ao saber que brasileiros não mais necessitam de visto para a Rússia, desapareceu com a informação de que os portadores de passaporte americano continuavam precisando  e que esse visto deveria ser feito nos Estados Unidos. Ronald não poderia ir. Desistimos.Superei a frustração pensando que se trata apenas de uma transferência de data. No próximo ano, talvez possamos ir e até fazer um roteiro mais amplo.

quinta-feira, outubro 20, 2011

Estocolmo, a capital da Suécia.

Rua mais estreita da cidade







































Pela chegada no Aeroporto de Arlanda , há 42 km ao Norte de Estocolmo e hub da SAS - Scandinaviam Airlines, multinacional da Suécia,Noruega e Dinamarca e um das inventoras do programa de milhagem Star Alliance - já se pode intuir como é a cidade, como tudo funciona bem aqui. Uma curiosidade: o vinho servido pelo grupo SAS é fabricado pelo famoso ator Gerard Depardieu.

O aeroporto é grande, com tráfego aéreo intenso, mas muito bem organizado. As informações são completas e precisas. Há um trem, “Arlanda Express”, que, direto e em 20 minutos, faz o percurso aeroporto/estação central de trens. Por sorte, o hotel que havíamos reservado, estava a 200 metros dessa estação.

De imediato, começamos a traçar o centro da cidade, o que pode ser feito a pé sem problemas – além do cansaço mais tarde.

O espaço ocupado pela capital da Suécia faz com que ela seja uma das mais bonitas cidades da Europa. Estocolmo está construída sobre catorze pequenas ilhas. Pareceu-me, ao primeiro olhar, ser uma cidade que flutuava entre o Mar Báltico e o Lago Mälarem. Ë muito interessante ver, em algumas áreas, separados por calçadas, o estacionamento de carros, por um lado, e de barcos por outro.

São Jorge em Gamla Stan




















No dia seguinte à nossa chegada, percorremos o bairro medieval Gamla Stan, a Cidade Velha , construída no Século XIII, que é geograficamente pequena, mas tem muito o que mostrar. Começamos pela Stortorget - Praça Maior - e , acompanhados de um mapa, fomos descobrindo lugares fantásticos, como a Märten Trotzigs Gränd, a rua mais estreita e com subida maís íngreme de toda a cidade. Percorremos, calmamente, a Prästgatan, rua - somente pedreste - que contorna quase toda a ilha  e que é plena de atrações, como  edifícios históricos, galerias de arte, sofisticadas lojinhas  de artesanato, antiquários e cafeterias. Visitamos o Palácio Real, incluindo seu interior riquíssimo, o Museu do Prêmio Nobel, a Catedral,a Casa da Nobreza e o Parlamento. Admiramos a réplica em bronze de uma escultura de São Jorge e o Dragão, cuja original foi feita, para a Catedral, por um escultor alemão, em 1489.Assistimos à troca de guardas no Palácio , almoçamos, passamos o dia todo em Gamla Stan. Uma bela jornada!


Vista a partir de Djurgärden




















Djurgärden mereceu também um dia inteiro de visita. Chega-se a essa área de lazer , assim indicada desde o século XVIII, cruzando uma belíssima ponte, com muitas flores e ornamentos, de onde já se pode enxergar um  edifício, parecendo uim castelo de contos de fada, onde está o Museu Nórdico, que mostra a cultura popular da região e a forma de viver e trabalhar dos suecos ao longo do tempo. Logo adiante, um interessante espaço dedicado à cultura infantil, cuja temática são os contos da escritora sueca Astrid Lindgren. Foi no Vasamuseet (Museu Vasa) , entretanto , que permanecemos por mais tempo. É um espaço admirável, onde se pode ver um grande barco, com 68 metros de comprimento, que afundou, em 1628, na sua viagem inaugural, e só foi resgatado trezentos anos depois. O processo de recuperação desse barco foi difícil; tornou-o , entretanto, uma das grandes atrações para visitantes e turistas.




Feira de produtos típicos




















Nos outros dois dias, dedicamo-nos a percorrer as ilhas  Skeppsholmen e Kastellholmen principalmente, que se constituem no chamado centro da cidade, e Östermalm-Gärdet, que, a partir de 1885, tomou as características , que mantém até hoje, de bairro de classe alta. A cada pequeno trecho, parávamos encantados com o que víamos, como praças, museus, teatros, palácios , monumentos e edifícios de diferentes estilos arquitetônicos, Percorremos um mercado de rua, com grande variedade de produtos típicos internacionais, como doces franceses, massas italianas e comidas indianas, além de produtos suecos, tanto de alimentos variados ,como de objetos para casa. Muita gente percorrendo a cidade. Viam-se turistas e pessoas da localidade, aproveitando os dias ensolarados , ainda que frios, do outono.

Saímos da Suécia com a decisão de a ela retornar . É muito bonita e dá-nos aquilo que não tem preço: a ausência do medo pelo seu clima de segurança. Daqui , em vôo da SAS, iremos para a Finlândia.

Suécia : o país




















Dizem que a Suécia só tem mesmo três cidades: Malmö, que visitei , faz alguns anos  e que já comentei neste blog; Göteburg, que ainda não conheço ; e Stocolmo , onde estou agora. Fora essas , os demais aglomerados são considerados vilas, que variam bastante de tamanho. Todo o País, porém, possui um dos mais altos Índices de Desenvolvimento Humano ( IDH).




















Neste ano, a população do Reino da Suécia deverá ultrapassar a nove milhões e cem mil habitantes. Sendo o terceiro país de maior área, na União Europeia, pode-se dizer que possui baixa densidade populacional. Apresenta uma expectativa de vida de 78,7 anos para os homens e 83,5 para as mulheres. Sua taxa de alfabetização é de 99,4 %. Desde 1995, é membro da UE, adotando, entretanto, uma política externa não alinhada , em tempos de paz, e de neutralidade  em tempo de guerra.

























Com essa ampla política de bem - estar,  cuida-se atentamente da população. Tanto a ONU quanto o Fórum  Econômico Mundial  apontam o País como um dos melhores para as mulheres. É onde as mulheres têm  maior número com diploma universitário, seguem uma carreira com igualdade de salário em relação aos homens e ocupam  cargos públicos sem discriminação ( explícita ou implícita) de gênero. São realmente apoiadas pelo Estado , visto que podem tirar até dezoito meses de licença-maternidade , e as creches são suficientes e subsidiadas.




























O artesanto sueco encanta pela originalidade e beleza e pelas constantes releituras que combinam as antigas tradições com as novas tendências.Um exemplo disso é o cavalinho vermelho, com origem mitológica e símbolo da Suécia, realizado em madeira, cujo desenho aparece , atualmente, em peças diversas, como o pratinho que comprei (foto). Além do artesanato de madeira, o artesanato em vidro é bastante singular e lindo.

 Apesar do frio e das poucas horas de sol, durante rigoroso inverno, o povo encontra formas muito particulares de criação e desenvolvimento, como ocorre, desde 1990, em Jukkasjarvi, Norrland. Engenheiros, arquitetos e artistas , nacionais e internacionais, reúnem-se para construir um luxuoso hotel ,  utilizando quatro mil toneladas de neve, que levam quatro meses para derreter. O hotel , com decoração rica e variada, incluindo elementos de castelos, chega a receber quinze mil hóspedes, que pagam, entre 400 e 800 dolares, para dormir nesse engenhoso projeto .

Há muito o que descobrir na Suécia, que mantém sua própria moeda ( corona ),não tendo aceitado , em plebiscito, o euro. É fácil viajar  por esse tão belo e tranquilo país. Com o uso do inglês, não se tem a mínima dificuldade de comunicação.

Quem ainda não leu a fantástica trilogia Millennium , fenômeno literário de Stieg Larsson, faça isso que vai gostar. Os livros são ótimos - e , de quebra , tem-se uma visão boa das cidades aqui mencionadas.

terça-feira, outubro 18, 2011

Intervalo


Suécia
 "Quando vier a Primavera,

Se eu já estiver morto,
As flores florirão da mesma maneira
E as árvores não serão menos verdes que na Primavera passada.
 A realidade não precisa de mim.

Sinto uma alegria enorme
Ao pensar que a minha morte não tem importância nenhuma
Se soubesse que amanhã morria
E a Primavera era depois de amanhã,

Finlândia

Morreria contente, porque ela era depois de amanhã.
Se esse é o seu tempo, quando havia ela de vir senão no seu tempo?
Gosto que tudo seja real e que tudo esteja certo;
E gosto porque assim seria, mesmo que eu não gostasse.
Praga
Por isso, se morrer agora, morro contente,
Porque tudo é real e tudo está certo.











Podem rezar latim sobre o meu caixão, se quiserem.
Se quiserem, podem dançar e cantar à roda dele.
Não tenho preferências para quando já não puder ter preferências.
O que for será o que é"

Fernando Pessoa

Suécia - introdução

Uma das salas do Palácio Real
Circulou, há um tempo, na internet, um texto de jovem brasileiro que veio trabalhar em Stocolmo. Ele relatava o seu primeiro dia de trabalho, indo de carona com um colega sueco. Chegaram cedo. Havia muitos lugares para estacionar. O motorista estacionou bem longe do portão de entrada. O brasileiro, então, perguntou-lhe por que não havia estacionado próximo ao portão, já que havia lugar. Surpreso, o sueco respondeu-lhe que deixara o lugar mais perto e de acesso mais rápido para aqueles que chegassem mais tarde, já na hora de entrarem.
Não esqueci esse relato de um gesto de solidariedade e generosidade para com o outro e , acima de tudo, um gesto de boa educação.
Essa foi a Suécia que voltei a ver: limpa, imponente, bonita e muito gentil.

segunda-feira, outubro 17, 2011

Natureza e modelitos

Nesta viagem, as minhas poucas roupas trouxeram-me algumas dificuldades, ocasionadas pelas mudanças, às vezes bruscas, de clima.
Em Portugal, um belo verão, usando sandálias e roupas muito leves.
Em Berlim, temperatura para um casaco de meia estação.
Na Suécia, começaram as chuvas, e o frio aumentou.
Finlândia e Estônia assumiram o outono, com toda a preparação para o inverno, rigoroso nesta região. Em Tallin, tivemos um dia com vento forte e chuva - de - pedra, expressão de que tanto gosto e que  se escuta, frequentemente, em Alegrete. Era preciso sair do hotel diretamente para o táxi e deste para um local abrigado.
Dia - a - dia, notavam-se a cor de outono nos parques e jardins, e as folhas , em profusão e de cores diversas, enfeitando os caminhos.
Já tarda mais o amanhecer , e dezoito horas já é noite. As cidades resistem ao fim do verào: muitos bares, restaurantes e cafeterias conservam ainda mesas nas ruas - e os clientes as trocam por lugares fechados e aquecidos.
Nas vitrines, os lançamentos da moda outono-inverno, muito marcados pela presença do vermelho forte e do preto, muito preto em botas, chapéus, casacos,  calças e vestidos.
Em cidades belíssimas, como Stocolmo e Tallin, todos os diferentes dias têm seus diferentes encantos. Assim é o mundo.... parece-me.

quarta-feira, setembro 21, 2011

Mil desculpas!

Prometi a tantas pessoas que relataria esta viagem em tempo real!
Aconteceu, lamentavelmente, um imprevisto: meu notebook faleceu... ou teve uma crise temperamental e recusa-se a qualquer contato com o mundo.
Voltei ao caderno e à caneta, com a decisao de digitar os textos e postar as fotos quando eu voltar para o Brasil....ou quando o note decidir!
Estamos , hoje, em Parnü. a 130 km da capital. na Estönia. Retornaremos à noite para Tallin. Permaneceremos mais cinco dias nesse País, pelo qual estou encantada. Iremos,depois, para a Letǒnia. A viagem está sendo ótima, plena de surpresas agradáveis.

sábado, setembro 17, 2011

Mauerpark , o Parque do Muro em Berlin




















Estivemos , numa manhã de domingo, passeando no Parque do Muro ( Mauerpark). Um grande espaço, com muito verde, mas  menos cuidado do que costumam ser os parques alemães. Esse espaço, parte dele por onde passava o muro, foi sendo ocupado , gradativamente , pela população local. O poder público acompanhou o movimento, dotando-o de melhores condições, como sistema de som, iluminação, espaços recreativos para crianças, quadras de esporte.





















No verão deste ano, em dois domingos consecutivos, foram postos pianos para serem usados pelos frequentadores. Contaram-me que muitos músicos se apresentaram - espontaneamente, como ocorre também, no Karaokê, com cantores de diferentes estilos musicais. Apresentam-se ali diversas bandas musicais. Impressionou-me a participaçao alegre, porém tranquila, de verdadeira multidão de jovens, crianças e adultos.

























A estimativa é de cinquenta mil pessoas, por domingo, circulem nesse espaço, onde se encontra, ainda, um grande Mercado de Pulgas, que vende coisas diversas - alimentos, roupas, calçados, antiguidades, acessórios, móveis, ferragens, eletrodomésticos, artesanato - tanto por preços irrisórios, quanto por preços normais. Muitos artistas de rua se apresentam. Muita gente toma sol nas escadarias ou nos gramados. Muitos passeiam simplesmente. Difícil acreditar  que, em 13 de agosto de 1961, Berlim foi dividido em duas partes. Imagino   familiares e amigos, separados pela violência, em forma de concreto, num muro de mais de 150 km.Nessas horas , eu penso no que o ser humano é capaz , desde que encontre parceria e momento histórico propício.

sábado, setembro 10, 2011

Alemanha - Berlim






















Com uma conexão no bonito aeroporto de Bruxelas, fizemos o vôo Lisboa / Berlim. Viagem boa, sem pressa, tranquila. Nesse dia da nossa chegada, Ronald e eu já recebemos, no hotel, a visita de Fabrício, de Krithika e de suas três crianças: Raven, Raiz e Raine. Uma alegria encontrá-los. Eles nos ajudaram a fazer um programa de visitas e passeios que ocupariam - e muito - os cinco dias que estaríamos nesta bela e histórica cidade. Decidi, por escassez de tempo mesmo, que pouco escreverei sobre Berlim. Indico-lhes, entretanto, os textos excelentes - e as fotos também - do belíssimo blog de Claudia Liechavicius http://www.viajarpelomundo.com/2009/08/berlim-ano-vinte.html  Com riqueza de detalhes e precisão de informações, Cláudia descreve perfeitamente a cidade. Nada há para acrescentar.
Limitar-me-ei a relatar sensações e observações - bastante pessoais - destes dias em que traço Berlim mais uma vez  e  por mais tempo. 

Lisboa e Sintra : anotações breves





















. Pode-se comprar uma passagem de trem, ida e volta, por 5 euros, e ir da Estação de Rossio (centro de Lisboa, perto da Estação de Metrô Restauradores) à Estação Central de Sintra. Trens chegam e partem a cada 15 minutos, e você fica quanto tempo quiser. Chegando, pode-se usar ônibus,táxi ou caminhar muito! Em excursões, cobram-se até 50 euros ;

. de Lisboa a Sintra, passa-se por estações com nomes interessantes, como Benfica e Reboleira - conheço, no Rio Grande do Sul, a palavra reboleira como um amontoados de árvores e arbustos;

. vale a pena ir a Sintra nem que seja só para ver o Parque e Palácio Nacional da Pena, expoente maior , em Portugal, do Romantismo do Século XIX. A mistura de estilos é bem visível e interessante.

.Sintra é Patrimônio Mundial, na categoria de Paisagem Cultural, pela  UNESCO, desde 1995 - justiça feita a essa Serra com tantos palácios, igrejas, quintas e fontes belíssimas;

Palácio Nacional da Pena



















. em visitas anteriores à Sintra, vi outros lugares belíssimos , como o Castelo dos Mouros, o Palácio Nacional de Sintra e o Convento dos Capuchos. Desta vez, entretanto, concentrei-me no Palácio da Pena , principalmente pelos azulejos - uma das razões por que  gosto tanto dessa cidade. Os azulejos da sua Estação de Trens  também são bonitos e delicados;

. o Palácio Nacional da Pena está construído, a quase 500 m de altitude , por D.Fernando II, sobre as ruínas de um antigo convento de frades Jerônimos.

. Estão sendo usados cartões  eletrônicos recarregáveis para diferentes tipos de transportes da região de Lisboa, denominados Viva Viagem. Esses cartões têm a duração de um ano após a sua aquisição e podem ser recarregados sempre que necessário. Apreciei essa mudança. Imaginem quanto lixo deixa de ser produzido em um ano. Bom para o planeta, bom para todos nós;

Estação Central de Sintra



















. come-se muito bem em Portugal. Uma vez fiquei  12 dias viajando por esse país e comi 12 bacalhoadas!Desta vez , além do bacalhau diário, acrescentei à minha dieta, pastéis de nata e croquetes...de bacalhau naturalmente. Comia também um pastel  , chamado travesseiro, feito com uma massa finíssima, parecendo uma seda, e recheado com amêndoas;

. continuando a construção do meu Curriculum espiritual, visitei , em Lisboa, a interessante igreja da Paróquia de Santos, que teve seu início numa pequena ermida, erigida pelos cristãos em honra dos três irmãos - Veríssimo, Mássima e Júlia - perseguidos pelo imperador Deocleciano, em 303 d.C, martirizados e mortos por não renegarem a fé cristã;

Pastéis de nata e travesseiro de amêndoas



















. há uma estação de Metro , em Lisboa, toda "decorada" com belos textos, como este: "É preciso muito caos interior para poder parir uma estrela que dance."

. nota-se , em Portugal, como de resto em toda a Europa, incentivo constante para o uso da bicicleta como meio de transporte;

. foi a quinta vez que estive em Portugal e foi a primeira vez que não discuti com motoristas de táxi. Eles não melhoraram, penso; eu é que fiquei mais paciente. Custou -nos , do aeroporto ao hotel, 20 euros e uns 10 min de passeio; do hotel ao aeroporto, 10 euros e um tempo menor. Os piores taxistas, para mim, no entanto, continuam sendo os do Leste, principalmente os de Praga..