quinta-feira, junho 03, 2010

Sobre visto para a China


Macau

























Li tanto sobre a China e , no entanto, fiz um erro básico, que me custou cem dólares e algumas horas de preocupação - por pura burrice minha! Quando pedi o visto para a China, em Chicago, não marquei “múltiplas entradas” no formulário. Deram-me o visto com uma entrada somente. Para o Ronald, meu marido, que havia estado na China outras vezes, deram-lhe  mais tempo de permanência e múltiplas entradas. Como fui a Hong Kong, saí da China Continental. De Hong Kong, iria a Shenzhen; voltaria , portanto, à China e precisaria de outro visto, outra entrada por mais uma semana.


Hong Kong




















Passei a ter duas alternativas. Enfrentar a burocracia chinesa em Hong Kong, pagando e obtendo outro visto, ou ir até a Estação Lu Won, fazer a saída de Hong Kong no passaporte e , logo depois, ir à Polícia Chinesa, pagar 650 Renmimbi (100 dólares) e conseguir um visto especial somente para Shenzhen, com especificação do número de dias que poderia permanecer nessa cidade. Optei pela segunda alternativa. Fui superbem atendida pela polícia de fronteira. Chamaram-me atenção os policiais que me atenderam ( assim como os policiais dos aeroportos): uma meninada bonita e bem educada. Parecem pertencer a um programa de “primeiro emprego” de tão novinhos eles são. Shenzhen está muito próximo de Kong Kong , menos de uma hora em trem, mas é China Continental.No final, foram só algumas horas de paciência. Tudo deu certo!Para Macau e Hong Kong, brasileiros não necessitam de visto. O atendimento de chegada e saída é rápido e eficiente.

quarta-feira, junho 02, 2010

Comidinhas Chinesas III





















O banquete é uma tradição chinesa. Não é comida do dia-a-dia; é para ocasiões especiais. Eu não pensava em participar de um. Apesar disso, li sobre ele e sobre a etiqueta para esse evento. Gosto de estar preparada para possíveis boas eventualidades. Jim, filho de Ronald, ensina inglês para dois meninos, filhos únicos de dois senhores, irmãos, homens de negócios vinculados à construção, em Shanghai. Os meninos , 18 e 12 anos, educados e encantadores, preparam-se para estudar nos Estados Unidos – o mais velho inicia, ainda este ano, o curso universitário em Atlanta. Foram esses senhores que nos ofereceram o banquete.
























Bons restaurantes têm salas separadas, próprias para banquetes. Fomos, então, ao terceiro andar, para uma sala em que havia uma mesa redonda, com centro de vidro, giratório, e acomodação para todos nós . Éramos oito pessoas; mulher, só eu. Para cada pessoa, um pequeno prato e um potinho de apoio.
O anfitrião, em pé, indica , para cada pessoa, seu lugar à mesa. Sentam-se e ele faz o brinde inicial. Serviram uma bebida fortíssima, que eu só experimentei no primeiro brinde. Logo depois, pediram uma bebida , à base de coco, supergostosa e sem álcool, para os meninos e para mim. Os meninos, já falando inglês, e Jim, falando mandarim, foram os intérpretes.






















Banquetes, bem como eu havia lido, são muito barulhentos. As pessoas riem alto, conversam animadamente, informam sobre as comidas maravilhosas que estão sendo servidas. Fiquei sabendo, assim, que a comida era toda orgânica, cuidadosa e longamente preparada e que a sopa era uma raridade. Perguntaram-se se eu usaria os palitos ( aqueles pauzinhos longos que eu não lembro o nome) ou se precisariam pedir uma colher para mim. Corajosamente respondi que comeria com palitos. Fui entusiasticamente aplaudida ( aplaudida mesmo!) e dei motivo para um novo brinde. Não me saí mal. Como dizia minha mãe, “a dor ensina a gemer”. Em restaurante chinês, eu costumava pedir talheres.
























O banquete todo teve dezoito iguarias! Inicialmente, trouxeram oito entradas. Havia também um caldo com trouxinhas recheadas com ovo de passarinho. Passei essa! Concentrei-me nos vegetais. Comi deliciosos rolinhos primavera, recheados com uma verdura amarga que não consegui identificar. Comi pedacinhos de carne de porco agridoce e pedacinhos de carne de frango com um molho divino. Língua de pato, deixei passar. Nata de soja, uma delícia. Experimentei quase tudo. É a regra.























Não havia talheres para servir : cada pessoa espetava o pedacinho que ia direto à boca. A seguir, novos pratos, porções maiores com muitos molhos e pão aquecido. Depois vem, para o centro do centro da mesa, uma carpa do rio Amarelo - com um molho que não identifiquei - prato importante no banquete, que insistiram para que eu experimentasse. Estava bom. Continuavam os brindes e a alegria total. O último prato foi a sopa. Interessante isso da sopa ser o última prato. Para tomá-la, colheres chinesas de cerâmica. Experimentei. Novo brinde. Finalização. Sobremesa não é usual na China. Logo, quando o anfitrião se levanta, é porque o banquete terminou - durou mais de duas horas.























Eu havia lido que nunca se come até o fim o que se põe no pratinho e ou no pote. Se comer tudo, pode parecer que a comida não foi suficiente. Precisa-se evidenciar que se comeu até ...não poder mais , como se diz na minha região. Sai do banquete encantada com a oportunidade e a experiência que havia tido; encantada com a gentileza e a alegria dos chineses e encantada com Jim, que me havia assessorado o tempo todo.






















PS. Estive pensando, dias depois, na aproximação de alguns itens culturais mesmo de culturas tão diferentes. Minha mãe, com acentuada cultura rural, ensinava-nos a jamais “limpar o prato, como se vivesse com fome ou raspar uma panela, como se faltasse comida”, isso principalmente quando havia visitas ou na presença de estranhos. Era conveniente, portanto, deixar uma sobrinha no prato. Similar à China!



terça-feira, junho 01, 2010

Comidinhas Chinesas II




















Li que os hábitos alimentares dos antigos chineses só ficaram conhecidos por volta de 1500 a.C. quando começaram os registros escritos. Eles criavam porcos e cultivavam grãos: trigo, painço, cevada e arroz. Perto de 1100 a,C. foi acrescentada a soja à dieta chinesa. Depois disso vem o molho de soja e o Tofu , que têm seu lugar de destaque até hoje.A comida de Pequim foi a que mais me agradou. Eu saboreava o pato, que é servido envolto por uma panqueca - geralmente cozida no vapor - com molho e com pedaços de cebolinha e pepinos. Vinha , no acompanhamento, patê de fígado de pato e, no final, sopa de pato. A sopa é o prato servido por último.
























Em todos os lugares onde andei, comi raviólis. Os raviólis têm o formato do que têm dentro – se foram recheados com patos, terão o formato de pato, se forem recheados com abóbora, terão o formato de abóbora. Dizem que os pratos de ravióli são os que mais mostram as habilidades das mulheres, especialmente no Ano Novo Chinês.A cozinha vegetariana me deixava mais à vontade – eu comia muito folhas cozidas, vagem e batata. Evitava até olhar muito para pratos considerados deliciosos, nutritivos e até medicinais, como pés de galinha, sangue de pato, intestino de aves, passarinhos fritos inteiros e testículos de boi – que , acreditam, estimula e revigora a potência sexual. Em alguns restaurantes, a pessoa é convidada a ir a tanques escolher "seu jantar", que está ali tranquilamente!























Observei que se usam muitas plantas aromáticas e uma variedade grande de molhos, como molho de ostras, molho de soja e alho , molho de limão, molho de cogumelos. O molho de que mais gostei foi soja, alho e gengibre – supergostoso. Encontrei frutos do mar, carne de porco, carne de galinha e rolinhos primavera em todos os restaurantes em que estive – e no café da manhã de todos os hotéis.























A tradição culinária mais conhecida é a do Cantão. São as comidas mais famosas! São cuidadosos no equilíbrio de yin e yang, milenar filosofia que evidencia a relação de contrastes e dualidades da natureza, aplicadas tanto na alimentação quanto nas questões espirituais. Procura equilibrar yin – suave,frio,escuro e feminino – com yang – forte, quente,claro e masculino. Assim, cachorro – alimento quente – é comido no inverno; sepente, no verão. Penso só voltar lá, na primavera!






















Os cantoneses comem muitos animais. Dizem que, de tudo o que corre, eles só não comem carro e caminhão; de tudo o que voa, só não comem avião e de tudo o que anda na água , só não comem navio. Mas ninguém precisa ter medo. Toda a comida, em restaurante internacional principalmente, é muito bem identificada. É só não confundir a pronúncia do garçom quando se trata de duck e dog.

sexta-feira, maio 28, 2010

Comidinhas chinesas I



Bebida com serpente!
Meu primeiro contato com as "comidinhas" chinesas foi no café da manhã , no hotel, em Beijing. Sem exagero, uma dúzia ou mais de panelas faziam parte do buffet. Não era comidinha , era comilança! Lembrei -me do Gugu, com quatro anos, respondendo à pergunta por que não almoçara: "É muito boa a comidinha da mamãezinha. Só não comi porque não gosto!"Havia uma variedade de sopas tradicionais chinesas. Muito boas. Só não comi porque não gosto!Havia também uma grande panela de arroz - aquele arroz que a gente frita ovos, na manteiga, até que a gema fique bem cozida. Depois, esmaga-o com um garfo e agrega ao arroz que já deve estar quase pronto. Acrescenta - ou não- cebolinha verde bem picada. Esse, eu encarei.


Pés de Galinha em abundância

Espagueti também não faltava - com molho de soja, é claro. Muitos e diferentes vegetais cozidos - minha salvação! Excelente a acelga ( talvez aquela que nós chamamos de couve chinesa), cozidas, com as folhas inteiras e os longos talos). Pães tradicionais, rolinhos primavera e tudo o mais que se pode esperar de um supercafé internacional, estavam lá.Para o almoço, levavam-nos a restaurantes com buffet. Ali havia comidas chinesas e também ocidentais. Nenhum problema. Também o jantar era tranquilo porque feito nos restaurantes internacionais dos hotéis. Como sobremesa, muitas frutas - já escrevi que são deliciosas e variadas.



Pato Laqueado
O famoso "Pato Laqueado de Pequim" eu o experimentei, pela primeira vez, num jantar. Vinha num prato bonito, com formato de pato! É fantástico, saboroso e perfumado porque cozido no fogo com lenhas especiais.Muito trabalhoso de ser feito e , por isso mesmo, muito caro. Convidaram-me para comer uma serpente. Serpente de verdade...metaforicamente , já comi algumas! Escolhe-se a serpente viva. Depois, ela tem a cabeça cortada. Num cálice chiquésimo, onde tem álcool de arroz, o sangue dela é escorrido. A pedido, pode ser aberta e ter a vesícula biliar arrancada, e o sumo, adicionado ao cálice. Fica forte e supergostoso. Misturam-se bem esses ingrediantes, que é bebido ruidosamente pelo grupo - sim! grupo, porque serpente custa caro, dizia-me uma menina, e os jovens chineses costumam ir com amigos para comer essa delícia, que só é pesada depois de morta e , então, tem seu preço calculado. 


Saborosa mistura de grãos
                                                                                                       
Ofereceram-me também um licor de serpente - afrodisíaco dizem- onde a própria estava imersa! Minha curiosidade não chega a tanto. Declinei!
PS. No próximo texto, escreverei sobre as diferenças, na cultura alimentar, conforme a região e sobre a minha experiência, participando de um autêntico banquete chinês.
Adianto , apenas, que se costuma dizer que os cantoneses " de tudo o que tem quatro pernas, eles só não comem mesa e cadeira."

O primeiro vôo nunca se esquece...




















Como a China é um país com grande extensão territorial, fizemos a maioria dos trechos internos em avião. Foram vôos normais, com exceção do vôo Xian / Guilin.
Nosso embarque foi tranqüilo. Depois que estávamos acomodados, entraram, rindo e falando bem alto, mais ou menos vinte chineses, homens e mulheres. O comportamento evidenciava a euforia de quem viaja em grupo e pela primeira vez.
Eu ocupava o acento do meio, Ronald ia à janela e , até então, sobrava o lugar do corredor. Nesse lugar , sentou um senhor do barulhento grupo. Não quero comentar sobre o cheiro dele! Meu comentário restringe-se à ajuda que lhe dei para pôr o cinto de segurança e, a seguir, como fechava e abria o cinto todo o tempo e , às vezes, atrapalhava-se, puxava o meu braço e mostrava-me o cinto que devia ser aberto ou fechado.
No assento seguinte, mas do outro lado do corredor, uma moça começou a vomitar logo que o avião decolou. Correram amigos para visitá-la!
Eles falaram e riram alto o tempo todo. Iam do início ao fim do avião para conversar com os poucos companheiros que permaneciam sentados. Tiravam fotos. Muitas fotos – individuais, em dupla, em grupo! E faziam poses cinematográficas. Corriam com frequência. Só estiveram sentados na hora em que o lanche foi servido. Eu não consegui comer meu lanche – claro que o vizinho traçou o lanche dele e o meu.
O momento mais incrivel, entretanto, veio com a turbulência. Eles se levantaram, correram, deram pulinhos se equilibrando, brincaram...não deram a mínima atenção aos avisos de sentar e colocar o cinto. Foi o maior festerê que eu vi num avião.
As comissárias conseguiram acomodá-los para o pouso. A partir daí, eles ficaram bem quietinhos, esperaram os demais passageiros descerem e só então desceram.... desceram e recomeçaram a festa.

quinta-feira, maio 27, 2010

Rio Li ...e Fernando Pessoa





















"Quando eu não tinha a ti
Amava a Natureza como um monge calmo a Cristo...
Agora amo a Natureza
Como um monge calmo à Virgem Maria,
Religiosamente, a meu modo, como dantes,
Mas de outra maneira mais comovida e próxima.
Vejo melhor os rios quando vou contigo
Pelos campos até à beira dos rios;
Sent
ado a teu lado reparando nas nuvens
Reparo nelas melhor...
Tu não me tiraste a Natureza...
Tu não me mudaste a Natureza...























Trouxeste-me a Natureza para ao pé de mim.
Por tu existires vejo-a melhor, mas a mesma,
Por tu me amares, amo-a do mesmo modo, mas mais,
Por tu me escolheres para te ter e te amar,
Os
meus olhos fitaram-na mais demoradamente
Sobre todas as cousas.
Não me arrependo do que fui outrora
Porque ainda o sou.

Só me arrependo de outrora te não ter amado."

Fernando Pessoa















Viagem à China I





















Amo a Europa, principalmente seus campo e suas pequenas cidades. A Ásia, entretanto, me fascina, razão por que tenho me concentrado nela nos últimos anos.Queria mesmo começar a conhecer a China, li bastante sobre esse imenso país. Construí um roteiro, a partir do óbvio, como sempre faço : a capital, as grandes cidades e os principais monumentos. Procurei, então, um “pacote” que contemplasse meu interesse. Encontrei um que deu conta da primeira parte da viagem. Na segunda parte, estaríamos com Jim, filho do Ronald, em Shenzhen.





















Começamos por Beijing ( ou Pequim como a chamam os cantoneses), visitando a Cidade Proibida com seu Palácio Imperial, o Museu do palácio , a Praça da Paz Celestial ( quem não se lembra dela,
em 1989, com um estudante enfrentando poderosos tanques? ) .





















Visitamos o Palácio de Verão, às margens do Lago Kuantan, onde se vê um belíssimo barco branco de mármore. Vimos a Grande Muralha e a tumba de um imperador. Comemos pato laqueado e assistimos a um Show de acrobacias. Fomos ao Templo do Céu (1420) e conhecemos o Ninho de Pássaro ( Estádio Nacional) e o Cubo de Água ( Centro de Natação). Participamos de um ritual do chá, aprendendo como fazê-lo e como saboreá-lo. Vimos abrir uma ostra e encontrar nela uma pérola. Fomos a bons restaurantes.






















A seguir , fomos para Xian. Há muito tempo, eu queria visitar essa cidade e ver o Exército de Terracotta. Tivemos um dia com esse Exército, considerado a 8ª. Maravilha do Mundo. Depois, visitas à Pagoda do Ganso Selvagem e à antiga Muralha de Xian.





















Nosso próximo destino, Guilin, que nos foi apresentada como uma pequena cidade de 700 mil habitantes (sic!) , região agrícola com seus arrozais e frutas variadas. O mais importante para mim, em Guilin, foi o cruzeiro de um dia sobre o Rio Li Jiang. Assistimos a um desfile de jóias com ênfase nas pérolas. Sobre o vôo hiperdivertido de Xian a Guilin, escreverei um outro texto.




















Em Hangzhou , passeamos de barco pelo Lago do Oeste e, seguindo um canal secundário, chegamos ao Canal Imperial ou Grande Canal. Fomos à Pagoda das Seis Harmonias e ao Templo da Alma Escondida. Vimos o Museu da Seda e passeamos por essa cidade, chamada Veneza do Oriente.





















Viajando de trem, fomos de Hangzhou a Suzhou, cidade famosa por seus lagos e jardins. Visitamos a cidade e estivemos algumas horas no Jardim do Administrador Humilde, que “reflete a simplicidade da Dinastia Ming”.





















Novamente de trem – um trem bem confortável - fomos de Suzhou para Shanghai, cidade fantástica, onde se havia inaugurado, há poucos dias , a Expo2010. Com 20 milhões de habitantes fixos e 5 milhões flutuantes , é a mais cosmopolita das cidades chinesas. Além de ver o Templo do Buda de Jade e o comovente Jadim Yuyuan, passamos um dia inteiro na Expo.




















Novo vôo que nos levou de Shanghai a Hong Kong, antiga colônia britânica, devolvida para a China em 1997. HK é bem diferente mesmo da China: não só pelo sistema político e moeda diversos. Ficamos três dias num hotel maravilhoso e com acesso à internet sem restrições!






















Nossa última visita com o “pacote” foi a Macau, antiga colônia portuguesa, devolvida à China em 1999. Bonita ilha, que tem nos Cassinos fantásticos e no turismo sua principal renda. Por sorte, em diferentes etapas da viagem, encontramos pessoas inteligentes, bem humoradas e solidárias , com quem compartilhamos momentos agradáveis. Um casal espanhol e um casal gaúcho tornaram-se inesquecíveis como boa gente. 






















Fim da primeira etapa. Fim do “pacote”. Por conta e risco, de trem , fomos para a vizinha Shenzhen, saindo, portanto, de Hong Kong e voltando à China Continental.
Foi uma viagem muito boa. Toda ela. Voltei, como sempre, com outra “listinha” de lugares que eu gostaria de visitar tanto na China, quanto no restante da Ásia.



quarta-feira, maio 26, 2010

中国旅行


Ronald e Jim




















A viagem à China está sendo feita em duas etapas – o que a torna muito rica em vivências e observações. Na primeira etapa, “seguimos”, durante três semanas, um “pacote”comprado no Brasil. Visitamos Beijing ( gosto mais da palavra cantonesa: Pequim), Xian, Guilin, Hangzhou, Suzhou, Shanghai, Hong Kong e Macau. 























Ainda que eu esteja nos Estados Unidos, na hora de decidir por uma agência de viagem , contato sempre Edilma.Não , Edilma não é nome de agência, é o nome da minha amiga que trabalha com turismo, em Santa Maria ( ktour). Não importa em que agência trabalhe, há mais de vinte anos é ela que me assessora e operacionaliza minhas compras de bilhete, reservas de hotel e “pacotes”quando se trata de destinos que visito pela primeira vez e que são mais complicados, como é o caso da China.






















Na segunda etapa, saímos de Hong Kong e fomos para Shenzhen, para o apartamento de Jim, filho de Ronald, que trabalha, há cinco anos, nessa cidade, ensinando inglês para crianças. Como Jim conhece bem a língua e a cultura local, foram dias bem aproveitados e muito interessantes. Estamos vivendo a China de cada dia, o cotidiano dos cantoneses, que constituem a maioria dos habitantes de Shenzhen. 























Vou ao supermercado ( Carrefour!) aqui pertinho, compro principalmente muitos vegetais e frutas e preparo algumas de nossas refeições. Ontem fomos a um Pub Irlandês, onde comi um sanduíche (imenso!) com pão italiano. Hoje cozinhei arroz com vegetais, algo parecido com comida chinesa, mas sem as surpresas, que me assustam, oferecidas por alguns restaurantes . 
























Escreverei um texto sobre cultura alimentar na China. As frutas do Sul são deliciosas. Peras asiáticas branquinhas, macias e suculentas, mangostim, que conheci no Sul da Bahia e que custava caríssimo - compro-as a por três dólares o quilo. Compramos dragon fruit , que eu não conhecia - é linda de se ver e gostosa de se comer . Compram - se bananas, laranjas, maçãs , pêssegos, nectarinas...uma variedade!






















Shenzhen é cidade nova. Tornou-se , no fim dos anos 80, Zona Econômica Especial , status que a transformou de pequena vila era na metrópole que é hoje. Houve, pois, um investimento para que se tornasse a primeira das grandes cidades planejadas do Sul e , estrategicamente, perto de Hong Kong. Atualmente, tem mais de 20 milhões de habitantes e , economicamente, começa a superar Shanghai. 






















À semelhança de Hong Kong, edifícios modernos e com muitos andares – usualmente mais de 40 – povoam a cidade, que , por sorte e decisão política, tem grandes áreas verdes e grandes parques temáticos. É o paraíso das compras, principalmente para a gente de Hong Kong , que vêm à procura de melhores preços. 























Não é uma cidade limpa, asséptica, como a parte das cidades que nos foram mostradas, mas é uma cidade real, com todos os problemas de uma cidade imensa e nova. É parecida com Delhi. Apesar de grande, é segura. Jim me contou que nao ouve falar em assaltos ou outras formas de violência.





























Existe também, na China, rivalidade entre Norte e Sul. Dizem que a gente do Norte é prepotente; a gente do Sul, mais tranqüila e trabalhadora. É interessante observar China, Hong Kong e Macau, cada um com suas peculiaridades, sua história, e os diferentes rumos que tomam. . Parece mesmo que os povos procuram , à sua maneira, bem – estar social. Não importa o sistema de governo ou o estilo de vida. Cada um desenvolve sua estratégia de vivênvia e de sobrevivência.



Cassinos de Macau




















A China tem bloqueio para alguns acessos à internet, como Google, Facebook e Blogs. Em razão disso, não consegui manter o Correndomundo cronologicamente atualizado, como pensava fazer. Tenho textos esparsos e desordenados. Penso postá-los assim mesmo. As fotografias, entretanto, estão cronologicamente ordenadas, o que facilitará minhas escolhas.
























Em Hong Kong, onde não existe nenhuma barreira de acesso, tentei fazer algumas atualizações. Foi impossível por falta de tempo e motivação .Decidi, então, fazer as postagens após chegar em Illinois. Estarão , entretanto, em ordem cronologicamente inversa. Por favor, comentem , façam perguntas, contatem-me. Estou precisando de ânimo para escrever. Ressaca de fim de viagem!

segunda-feira, maio 24, 2010

"Lá vou eu..."


Com bagagem “bem comportada” – duas malas pequenas, ocupadas só até a metade, e duas bagagens de mão – chegamos ao aeroporto de Portland. As malas foram despachadas diretamente para Beijing ( Pequim) , mas , em San Francisco, onde estaremos por seis horas, receberemos novos cartões de embarque. Tomara que essas malas cheguem conosco .Já as perdi tantas vezes, embora sempre as tenha encontrado, que estou preparada para esse evento!
De San Francisco a Beijing, serão 12h05min de vôo. Por conta da diferença de fuso horário, ficarão “me devendo” meio dia de vida, a ser recuperado na volta. Partiremos hoje, às 14h20min. Chegaremos amanhã às 17h25min.
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Estou agora no avião. Já se passaram seis horas de vôo. Terminamos de passar pelo Alasca . Dormi pouco, apesar de estar cansada por levantar cedo e por esperar muitas horas em aeroportos. Estou realmente tensa!
Em San Francisco, trocamos $ 100 dolares por 650 remimbi para ter uma visão mais clara do dinheiro chinês e poder comparar preços logo de chegada. Ronald já esteve na China, mas eu ainda não.
Estou ansiosa para conhecer um pouco desse País imenso e , pelo que li até agora, de difícil compreensão. A China tem a maior população do mundo – um bilhão e trezentos milhões de habitantes!
Começou uma turbulência. Vou parar de escrever. Claro que sinto medo!

sábado, maio 15, 2010

Nem acredito!




















Cheguei agora em Hong Kong e aqui posso abrir não só este blog como Facebook e outros sites.Ficarei em HK alguns dias. Viajarei depois para Shenzhen. Voltarei para Illinois no final do mês - tenho fotos lindas para postar! Ronald e eu estamos muito bem.