sexta-feira, maio 05, 2006

Minha família III

Gugu e nosso querido Padre Pedro Parcelli. Quantos trabalhos realizados juntos ! Quantas histórias temos para contar. Ele realmente fazia parte da nossa família na Bahia. Nós o amamos muito.


Tenho grandes amigos de quem não tenho fotografias. Preciso delas! Poti e Horto, padrinhos do Patati e amigos-irmãos, Cláudio e Gilca, Marietinha e Walter, Rolando e Jaquie, Antoninho e Bia, Ronaldo e Nica, Deborah, Maria Alzira, Gilson, Maria Antônia, Marina, Áurea, Regina, Soraia e Tonico, Misiara, Aninha, Lucia e Guiga,Raimundo, George, Oscar Lepikson, Sebastiao.... Sinto falta dessas fotos...porque sinto falta dessas pessoas.

Esta é a Odete, querida amiga minha , de meus filhos , irmãos , cunhada e sobrinhos. Detinha é inteligente, divertida, solidária, companheira de todas as horas. Gosto quando ela passa alguns dias conosco. Gosto do convívio com ela.


Oscar Brisolara , feliz na Grécia,com Cristina, é meu querido amigo há mais de 30 anos. Fomos colegas de Mestrado na PUC/RS, ainda nos amos 70. Pessoa sensível, amigo solidário, presença mesmo na ausência. Saudades dele e da Cris.


Nossos pais eram amigos. Na família deles, predominavam os meninos; na nossa, as meninas.Éramos os "guris do seu Araci"e as "gurias da dona Anália". Os "Amaral" e nós somos amigos de infância, amigos de toda a vida. Crescemos muito próximos, convivemos sempre que foi possível, em horas boas e ruins. Estão na minha família por afeto e por história. Nesta foto, representando os demais irmãos e sobrinhos, estão Airton e Vera, ladeados por seus quatro filhos.

Luís Ernesto Behares, meu querido irmão uruguaio.Sábio e generoso com o seu saber. Esteve conosco em bons e em maus momentos.Meus filhos o adoram.Eu tenho a certeza de contar sempre com ele.Nós o amamos muito.

Sobre a Neneca, impossível escrever uma frase: queria escrever um livro.Seria uma história de amizade sólida, de convívio solidário,de identidade de alma.Além disso, seria uma história para rir muito, porque sempre rimos muito de nós mesmas e do mundo.

Queridos! Brenner e Antonieta, amigos de muitos anos, de muita convivência,de muitos jantares e almoços"em família".Amigos solidários,sinceros.Seguramente eles me ajudaram a viver melhor em Santa Maria.Amo-os muito.
Franco é único: uma pessoa essencialmente do bem. Sensível, generoso, sábio - daquelas pessoas que sabem falar e calar na hora certa.Sei que posso sempre contar com ele.


Olho esta fotografia e penso que falta alguém aí: EU! Sinto uma falta imensa de vocês. Odilon e eu ríamos de nós e do mundo! Penso que o poeta que escreveu " o que dá pra rir/dá pra chorar/questão de hora e lugar..." se inspirou em nós - que optamos por rir na maioria das vezes, até em horas difíceis.Maria e Susana, duas mulheres como eu gostaria de ser: maravilhosas!
Daudt e Maria (no centro Pe.Chico), meus amigos-irmãos de todas as horas. Quantas histórias compartilhadas! Penso que eles nem sabem o quanto foram suporte na minha vida e na vida do Patati e do Gugu.Família mesmo.
Toinho querido! Falta a foto da Téssia! Só vou escrever mais quando ela estiver aqui!
Eu nunca poderia me referir a família, sem incluir Benetti.Benetti e a família dele. Saudades de todos... Saudades da Amélia, grande e querida amiga, exemplo de solidariedade e afeto.
Considero meus amigos como parte da minha família. Eles, de fato, constituem o que chamo de minha família "ampliada".Estiveram sempre comigo, ao longo de muitos anos, foram solidários em todas as horas da minha vida...horas boas e horas difíceis. Todos me viram rir e chorar. Fizemos a partilha das conversas espontâneas, das preocupações , das dores e das alegrias. Tenho vontade de fazer uma lista de todos eles...é o mínimo que poderia fazer.E, algumas vezes, já fiz essa lista - principalmente quando estou longe deles e aperta a saudade.Mas é muito extensa...felizmente! De cada um de meus amigos, eu lembro histórias comoventes,divertidas, inteligentes. Sou muito orgulhosa deles.Foram pessoas com quem aprendi muito, com quem fiz um profundo aprendizado que me tornou melhor e seguramente me fez mais realizada e feliz.Alguns estão muito longe e nem sei se sabem o quanto significam para mim e o quanto eu penso neles. Alguns me acompanham desde minha infância, adolescência, juventude, militância,trabalho...outros chegaram mais tarde, mas igualmente se incorporaram à minha história de vida. Deles recebi ajuda e apoio. Eu os amo muito.
Os filhos de meus amigos eu os relaciono entre meus sobrinhos...e os amo muito também. Lembro aqui de Simone, Maíra,Ricardo,Beto, Hélvio, Luciana, Gabriela, Rafaela, Adriana, Valéria,Viviana,Sérgio, Ricardo, Daniel, Lucas, Júnior, Melina,Larissa, Thaís, Daniela,Mariane, Oscarzinho,Naiara,Naiane, Eleonora, Cristiane, Sandy, Viki, Ayka, Bari, Mion, Geórgia,Letícia, Luciane,Maurício, Pablo, Nina e outros de quem tanto gosto.
Um beijo , com muito afeto , a todos. Salvador,maio de 2006.

Marco é gêmeo com Nicole. São filhos de Marica e Gianluca. Eu os conheci pequenos ainda na Bahia.Hoje vivem em Bergamo e constituem um encanto de família. "Zia Dema", como eles me chamam, já os visitou lá - e pretende visitá-los sempre.
Afrânio é um grande amigo, tanto meu quanto de meus filhos..Muito importante como família foram também Domingos, o pai de Afrânio, e Tio Atilio - hoje presentes na minha memória e saudade.

Rosana e Cassiano! Além amigos-irmãos, são " companheiros" de muitas empreitadas. Representam aqui aqueles colegas de trabalho que passam a ser " da família".

Edmea é uma grande amiga, dessas que se faz presença até nas ausências.Meus filhos também gostam muito dela.Sentimos saudades!É a mãe do Betinho, Hélvio e Alexandre - maravilhosos meninos.
Beto e Nanda são meus sobrinhos mimosos. Eles são afetivos, solidários,amorosos. Estamos esperando agora a chegada de Robertinho.
Rosane tem muitos anos de convivência comigo. Sabemos poder contar sempre uma com a outra. Sei também que meus filhos contam com ela, com seu apoio e solidariedade.
Letícia é minha afilhada.Ela mora em "Quebra Facão" , sertão da Bahia,perto de Senhor do Bonfim. Eu fiz o enxoval de bebê para esperá-la.Hoje ela está já com 4 anos. É esperta e doce.


Não posso relacionar minha família ampliada sem incluir Ramón - o padre espanhol mais "sertanejo" que eu conheci. Foi o meu grande amigo na Bahia, o meu apoio nos momentos de crise ou de tristeza - a concretização da palavra partilha.

Pensando em família, penso em Daudt e Maria - o que faz com que Simone seja uma sobrinha muito especial. Aqui, grávida de Júlia, que está hoje com 10 dias.

Cada fotografia, uma história. O menino macuxi, de Roraima, me lembra todas as crianças das diferentes etnias com quem convivi, durante 18 anos de trabalho com educação indígena.
A Melina, minha afilhada. Ela me recorda o carinho imenso que tenho pelos meus afilhados e afilhadas, alguns de lugares distantes, que infelizmente eu não mais os vi.
Gisela, assim como Alex, são meus amigos-irmãos gregos. Eles me dão a certeza de que a distância não diminui o afeto.
Se coincidências são feitos dos anjos, foi muito sensível o Anjo que colocou Cláudio, Claudinha e Gi eFlávio no meu caminho. Eles são meus sobrinhos a quem eu quero muito.Representam o afetivo encontro com pessoas muito especiais.
Tenho um irmão " de verdade" , desses que a gente nunca esquece e que , mesmo a distância, sabe que conta sempre com ele: José Romeu Oviedo, uma das pessoas mais íntegras que conheci. Amo muito a ele, a Sandra e as " crianças". Representando esta família, sua filha e neto.
Sílvio e Vera são amigos-irmãos sempre presentes.Faz muito tempo que integram a minha família. Não consigo imaginar uma festa ( ou um problema!) sem que eles estejam por perto. Sinto muita saudade deles.

Minha família II
















Elaine, como eu , é professora da Área de Letras. É minha sobrinha. Uma menina decidida, lutadora , inteligente. Tem filhos lindos e um marido muito boa gente.Lamento morar longe e pouco conviver com eles.


















Alfredo, aqui falando com Patati, sempre foi importante na minha vida e na vida de meus filhos. Em momentos dificeis, eh suporte e afago. Intuitivo, sensivel e franco, nos o amamos muito. Ele costuma dizer que nao vem mais ao Brasil porque estah velho...Eu o percebo sempre igual e nao aceito essa desculpa. Alfredo eh eterno nas minhas lembrancas, do tanto que conversamos e rimos do mundo e de nos mesmos.





Fernando é muito especial para mim.É sobrinho e afilhado. No Natal, pequeno ainda, juntava moedinhas e me comprava um presente.Era conhecido como um pestinha; eu, entretanto, o considerava um anjinho.





Fabrício, meu filho-sobrinho, e Lu, maravilhosa, que ganhou também o status de sobrinha por merecimento.





Frederico e Ígor, com tio Mile, na festa de fim-de-ano em 2003, em Florianópolis. Mile é adorado pelos sobrinhos, o herói dos meus filhos.è o meu irmão caçula. Frederico é meu filho-sobrinho, como o Fabrício.Quando ele era pequeno e estudava na Áustria, eu ia sempre visitá-lo. Ele dormia de mãos dadas comigo.





Ary Nelson Júnior, o nosso Juninho, bonito, educado, amoroso.Filho caçula da Zeli.





Juliano, filho do Fabrício e da Lu - como toda a família, adora cavalos.





Fabianinha sempre foi a sobrinha que mais se pareceu comigo.Uma vez ela escreveu que eu era " meio tia, meio mãe, meio avó... sempre amiga." É verdade. Ela também é meio sobrinha, meio filha, meio neta...sempre amiga. E muito companheira minha!






Fernanda é minha sobrinha e é professora como eu. Na foto ela está com quatro sobrinhas suas, uma delas é Patrícia, uma menina inteligente e amorosa, de quem eu gosto muito. Os filhos dos meus irmãos são muito especiais para mim. Sei - e isso me emociona muito - que meus filhos também são muito especiais para meus irmãos. Reciprocidade de afeto.

Recordo, por exemplo, que a Fabianinha, quando pequena, recebia de mim uma mesada com "indexador". Eu tentava com esse artifício contextualizar o valor do dinheiro e desenvolver seu raciocínio matemático. Foi no período de inflação muito alta. A cada três meses , eu mudava o "indexador", que podia ser dólar, litros de gasolina, botijão de gás, cesta básica...Ela estava sempre fazendo cálculos para saber quanto iria receber.

Recordo também que, uma vez , em Santa Maria, entrou um morcego no meu quarto. Aos gritos, chamei o Frederico.Ele veio com uma vassoura, parou perto da minha cama e me explicou detalhadamente o modus vivendi dos morcegos e todas as particularidades da espécie...e terminou dizendo: "agora tu pega a vassoura e espanta o morcego, porque eu não vou fazer isso". Saímos os dois do quarto, que naquela noite foi só do morcego. Eu fui dormir no quarto de hóspedes.

Lembro muitas histórias das " crianças" e sinto uma saudade imensa delas.Um dia, pretendo escrever sobre isso.


quinta-feira, maio 04, 2006

Minha família I

Il mio nonno! Tobias Menini

Meu pai - gosto dessa " elegância rural" do Rio Grande do Sul.

Diva, minha irmã, e Olídio, meu primo, no Clube Comercial de Rosário do Sul.












Meu irmão Alberto Menine e minha irmã Diva.




Minha irmã Zeli ( ao fundo, Catedral de Bagé), a caçula, adorada por todos nós.
Minha irmã Alda. Ela faz um belo trabalho como advogada na área de infância e juventude.
Pedro em Torres, esperto e lindinho!

Gugu, Fabianinha, Ígor e Frederico em Torres.
Gugu com 9 anos.
Fabiana e Gugu, com Frederico recém-nascido.
Pedro
Patati (Paulo de Tarso) , meu filho do meio.Hoje ( 9/6/06) me contou que vai ser pai...e eu ainda penso que ele é o meu bebê!
Mile e Natália, a filha linda do Fabrício.
Gugu e eu - antecipando a saudade: ele vai morar longe.
Fabiana, minha filha e mãe do Pedro.
Patati e Zeli
Ari e Gonçalo


Sempre penso em meu avô paterno,Tobia Menini,que veio da Itália para o Brasil, entre 1880 e 1890,
🅾como o início da minha família. Nada sei sobre meus bisavós, pois não sei sequer o nome cidade de origem dos Menini.Estou convicta,entretanto, de que ele era ou do Vêneto ou da Lombardia.

Tive, " pelo lado dos Menini" como se diz na minha região, muitos tios ( Pedro, Estevão, Alberto, Bernardo, Joaquim Luís ( o famoso tio Quinca), Napoleão, João, Constâncio, Tobias, Constância( tia Pina, apelido bem italiano!) , Maria Antônia e Maria Rosa, irmãos de meu pai, Abrelino Abreu Menini, que era o caçula. Penso que esse meu avô era muito "italiano", no que se refere a gostar de mulheres : teve filhos com três delas e, segundo lenda que ainda corre na região, teve muitos " romances " ali, inclusive alguns com mulheres casadas.Minha avó, Izaltina Pires da Silva, era sobrinha de uma das mulheres de Tobia. A única fotografia que temos dele é esta que pus aqui no blog!

Meu avô materno se chamava Francisco Luís Pinto - nome de uma escola hoje. Seus antecedentes mais próximos são uruguaios; os mais distantes, espanhóis de origem judaica. Minha avó materna se chamava Lindolfa Souza Pinto. Pouco sei dela, mas foi a avó que eu cheguei a conhecer. Morreu quando eu estava com 9 anos.Foi meu primeiro contato com a morte. Chico Pinto - como era chamado - e Lindolfa tiveram como filhos: Luís, Lourival (tio Lorito), Oscar ( morreu jovem e era belíssimo), Maria Júlia ( tia Julica), Carmela, Claristina, Ítala, minha mãe, tia Lola e tia Alda.

Meu pai, a quem eu era muito apegada, morreu aos 44 anos , de tétano. Eu tinha 11 anos ...paguei muita terapia até compreender bem esse fato. Minha mãe , Anália Pinto Menine, uma mulher forte,inteligente, amorosa e perspicaz, morreu aos 84 anos. Viveu na fazenda até pouco tempo antes de morrer.Levantava bem cedo, de madrugada mesmo , e , quando questionada sobre esse hábito , respondia sempre que era para " aproveitar bem a vida". A maior prova de sua inteligência era o fato de conversar com cada um de seus sete filhos sobre o assunto que interessa a eles. Comigo conversava muito sobre plantas, índios e viagens, embora achasse perigoso esse meu costume de andar sempre "CORRENDO MUNDO" - daí a origem da denominação deste Blog.

Eu sou a filha do meio de sete irmãos. Tenho três filhos:Fabiana,Paulo de Tarso e Juliano. Fabiana tem o Pedro, o sorridente pequeno que na foto come "bergamota" e na rede da casa de Torres..por serem muitos próximos de mim e serem aqueles com quem mais convivo - estão aqui por merecimento. É uma família de gente muito bonita.Podem ver!


"Viver não é necessário;

o que é necessário é criar.

Não conto gozar a minha vida;

nem em gozá-la penso.

Só quero torná-la grande,

ainda que para isso tenha de ser o meu corpo

e a minha alma a lenha desse fogo.
Só quero torná-la de toda a humanidade;

ainda que para isso tenha de a perder como minha.

Cada vez mais assim penso." Fernando Pessoa



Gosto desta fotografia: meu pai com 20 anos, minha mãe com 17.Ele muito parecido com Patati,meu filho.Minha mãe morreu com 84 anos e sempre foi assim: magrinha e elegante, fineza em pessoa.Meu pai estudou, como aluno interno, no Colégio dos Maristas , em Santa Maria.Foi expulso de lá - tanto quanto eu sei porque, numa revolta de alunos, jogou um prato de comida em um padre.Estudou também no Colégio Militar "Fontoura Ilha", na mesma cidade.Quando casou com minha mãe e foi morar na "Bela União" (nome dado por ele ao lugar), ensinava a ler " ler,escrever e contar" a muitos meninos da região.Parece que herdei dele a vocação para ensinar e o gosto de fazer isso.Sou a única professora entre sete irmãos...e dei certo na profissão. Sempre gostei de meu trabalho.