quarta-feira, janeiro 13, 2016

Budapest : 1a. parte

Igreja de São Matias em Buda

Danúbio separando Buda de Peste


Melhor que vir a Budapest, é voltar a Budapest, quando já se desvendeu alguns de seus segredinhos - o que se continua a fazer a cada retorno. Ver o que a arquitetura contemporânea construiu de arrojado em  meio a palácio antigos e requintados; descobrir uma cafeteria que serve cafés típicos de diferentes países - ontem experimentei um bom brekfast inglês; comprar Helia D, - hidratante, nutritivo, para o dia ou para a noite - e pagar em torno de 10 euros cada um; tomar um café com torta de avelãs no Café  Gerbeaud e ouvir a tradicional música húngara.


Tradicional Café Gerbeaud


Gerbeaud

O Café Gerbeaud surgiu em 1858, no mesmo lugar onde hoje está localizado hoje -   no final da rua Vaci, na praça Vorosmarty. É um dos mais bonitos que eu conheço. Garçonetes impecávelmente vestidas, atendem os clientes com discrição e elegância, Taças, pratos e talheres lindos estão nas mesas de mármore. As tortas e os cafés  são variados e primorosamente preparados e apresentados. Contam que Sissi, a imperatriz, costumava frequentá-lo, apesar de sua preocupação constante com o peso.


Pedro na rua Vaci

Pedro - ao fundo a Estação de Trens antiga

Faz quase 10 anos, eu estava na Eslováquia, em Kosice, e fui ver, convidada por meus queridos amigos da família Kalafus, uma apresentação da Orquestra Sinfônica Cigana de Budapest, com seus 100 violinos. Inesquecível espetáculo, em que o tradicional violino cigano húngaro executava , entre outras, grandes obras clássicas de Liszt, Strauss e Tchaikovski. A música cigana é uma das vertentes musicais da Hungria, mas não a única - sou, no entanto, fascinada por ela, bem como pelas esculturas e instalações que expostas nas ruas da cidade.



Escultura na Vaci

Rua Vaci
A rua Vaci - Vaci útca - é um dos ícones da cidade. Somente pedestres, totalmente comercial, com foco nos turistas, está sempre muito movimentada. Tem um trecho onde estão instaladas as grifes mais famosas - da Praça Vörösmarty até a Ponte Elizabete - da Ponte ao Mercado MUnicipal passa a ter o domínio das lojinhas de lembrancinhas e de artesanato local e de bares e comidas rápidas. No calçamento das ruas, chamam a atenção as belas tampas de bronze.



Tampas de bronze sobre mármore das calçadas

Belos e diversos  desenhos 

O Mercado Central - Vásárcsarnok - próximo à Ponte das Correntes e à rua Vaci, é visita que me agrada sempre. Imponente prédio gótico, com um interior amplo, onde eu costumo comprar páprica, condimento extraído de pimentão seco, tem o seu telhado feito com porcelana Zsolnay. Essa porcelana era feita numa fábrica muito famosa que existiu na cidade de Pecs. Na parte inferior do mercado, predominam gêneros alimentícios; no mezanino, estão os bares, restaurantes e lojas com artesanato típico, incluindo os famosos bordados úngaros.


Tradicionais bordados húngaros no Mercado

Parte da fachada do Mercado Municipal

O Parlamento talvez seja o mais conhecido edifício de Budapest. Está - imponente, belo e grandioso - dominando às margens do rio Danúbio. Exibe a Coroa da Húngria. Foi copiado do Parlamento de Londres - e os dois são realmente fantásticos. Possui 691 cômodos e 24 torres. À noite, iluminado e com sua imagem refletida na água, merece ser visto e admirado.



Parlamento visto desde Buda

Parlamento visto do outro lado do rio Danúbio

Continua...

domingo, janeiro 10, 2016

Hungria : introdução

No trem, a caminho de Budapest

De Viena Hauptbahnhof  ( atenção! porque, há pouco tempo, partia-se de Westbahnhof ),  partimos para Budapest-Keleti, numa viagem de 2h42min. Pouco mudou a paisagem, pois a neve que cobria os campos fazia com que tudo se parecesse. Eu havia feito câmbio de alguns euros para o pagamento do táxi, da Estação ao Hotel, em Florint. Foram muitas as vezes que eu tive problemas com taxistas tanto em Budapest quanto em Praga. Táxis realmente foram meus únicos contratempos nessas duas cidades tão lindas.

Amo a neve em fotos...

A Hungria é bem interessante como base para conhecer a região, já que faz fronteira com Eslováquia, Ucrânia,  Romênia,  Ioguslávia, Croácia, Eslovênia e Áustria. Favilmente, alcança-se esses países, usando trem ou ônibus. É um país com um bom estoque de água: tem os rios Danúbio e Tisza e o Lago Balaton, um dos maiores da Europa. Foi bastante atingido por guerras e destruíções; sofreu o domínio soviético de que só se libertou em 1989. Desde 2004, integra a União Europeia. É famosa pelo interesse em atividades culturais  e pelo turismo bastante forte, especialmente na Capital.


Rio Danúbio - Foto: Pedro Menini

A Hungria - República Parlamentarista - tem cerca de 10 milhões de habitantes. Conheço bem Budapest e um pouco do interior do país. Em razão da proximidade com Kosice, na Eslováquia, onde passei férias durante quatro anos, acostumei-me a visitar os amigos húngaros. No interior da Hungria, quando era impossível comunicar-me em inglês, fazia-me entender com meu resumido eslovaco. Povo gentil e acolhedor. Estiveram entre os pioneiros a indenizar judeus sobreviventes do Holocausto, assumindo sua responsabilidade por erros cometidos durante o regime nazista.


Mercado Central - Budapest

O país, embora incluído na União Europeia,  conservou sua moeda própria: o florint. Neste momento, 1 euro é igual a 315 florints. Ainda não é um país caro, mas, independente da suba do euro para nós, eu o encontrei com preços bem mais altos. Estamos hospedados no Ibis Budapest Centrum, um hotel básico e funcional como são todos os hoteis dessa rede - muito bem localizado, perto da Rua Vaci, a famosa rua de lojas diversas e de produtos típicos. O artesanato húngaro é o meu favorito na região.


Mercado Central - Budapest

Em 1994, estive na Hungria pela primeira vez. Acrescentei, desde essa data, dois itens na minha lista de compras: Helia D e páprica doce e picante. Helia D é um creme para o rosto, excelente para climas frios, à base de azeite de girassol - fabricação local e sem exportação. Páprica para eu preparar Goulash, o prato mais conhecido e tradicional da cozinha húngara. É preciso distinguir a Sopa Goulash e o autêntico Goulash, herdado de antigos pastores. 


Antiga Estação de Trens, já bastante desativada.
Receita de Goulash para 6 ou 8 pessoas

2 kg de carne sem osso - costumo usar uma carne dura;
1,5 kg de cebola picada;
1 kg de tomate sem pele;
1 colher de sopa de páprica doce;
1 colher de sopa de páprica picante;
manteiga;
sal e noz moscada.


Mercado Público

Frito bem a  cebola na manteiga. Acrescento a carne que já vai estar cortada em cubos - frito mais um pouco a carne e a cebola. Junto os tomates cortados e misturo bem com a carne e a cebola. Cozinho até a carne ficar bem macia ( fique por perto...não saia para a internet). Sirvo acompanhado de arroz, batata ou pão. Já comi - e ja fiz também - com pedaços de batata, cozidos junto com a carne, quando ela está quase pronta. Ontem, comi, aqui em Budapest, goulash com cenoura em vez de batata ou cogumelos. Não gostei.


Mercado Publico

sábado, janeiro 09, 2016

Viena: Tradição e Modernidade - 2a.parte

Viena - pleno inverno - menos 6 graus

O frio de Viena trouxe-me à memória algumas palavras ouvidas na distante infância, lá na Bela União. Hoje, por exemplo, falei ao Pedro que, apesar de entrouxada, eu estava encarangada. Bem isso! Entrouxada sim: estava usando, entre roupas e acessórios, 12 itens! E, mesmo assim, sentia frio, estava quase encarangada. Senti pena das esculturas e estátuas, que suportam ou pombas ou neve.


Esperando o M em Westbahnhof
Amanhã, partiremos para Budapest, desde Wien Hauptbahnhof - a Estação Central de Trens. Será uma viagem de, aproximadamente, 3 horas. Como me informa o Clima Tempo, não teremos mudança na temperatura. Continuará de 0 a -6 ....e nevando. Continuarei entrouxada e encarangada. É somente uma constatação...não estou me queixando... embora continue gostando muito de neve em fotos e em montanhas distantes.


Ou pombos ou neve?

Viena é um exagero de beleza, cultura  e elegância.  Durante 600 anos, como Capital do Império Austro-Húngaro e com o domínio da família Habsburgo, foi uma das cidades mais importantes do mundo.Viveram aqui, entre outros,  Mozart, Strauss, Haydn, Schubert e Beethoven:  Gustav Klimt e Egon  Schiele ; Freud, Popper e Wittgenstein. A cidade possui mais de cinquenta museus. Dizem que é o único lugar do mundo onde os bondes desaceleram para não atropelar os pombos.


Vestígios do Natal

Chegamos na Áustra no dia 2 de janeiro e somente no dia 6 - Dia de Reis e feriado local - começaram a desmontar os espaços e as decorações de Natal. Decorações belíssimas como bem merece a cidade. Os Mercados de Natal, ainda os vimos em funcionamento - com variedade de ofertas para presentes e vinho quente,  biscoitinhos, doces e meu lanche preferido - as salsichas brancas com mostarda!


Em contraste com o branco da neve, o colorido das vitrines

A Áustria oferece produtos locais em madeira, cerâmica, porcelana, vidro, bordados e roupas - quase nada made in china. Preço alto, é óbvio. Se a pessoa tiver paciência e disposição , poderá comprar comida pronta nos supermercados, pagando um terço do que pagaria em cafeterias ou restaurantes. Estaria, no entanto, abrindo mão de frequentar os cafés vienenses: verdadeira instituição na cidade, desde o século XVIII. Li que 150 cafés estão distribuídos por Viena - todos servem de cafezinho a lanche - e jornal para ser lido gratuitamente.


Prefeitura 
Há quase cem anos a Áustria tornou-se república. O domínio dos Habsburgo - que se estendia do norte da Itália a grande parte do leste europeu -  só chegou ao seu final após o término da Primeira Guerra Mundial. As marcas do Império, entretanto, continuam por todos os lados - basta caminhar pelas ruas e observar palácios, jardins, prédios, monumentos e igrejas. Há , entretanto, sinais de outros tempos - Viena é uma das quatro sedes da ONU e sede de outras relevantes instituições, como a OPEP. Há também inovações na arquitetura, com Hundertwasser, que parte da ideia de que diferentes pessoas devem ter diferentes apartamentos, ainda que num mesmo prédio.


Detalhe do Parlamento

São tantos os prédio que merecem um tempo de visita, que é impossível vê-los em uma única viagem. Uma vez fui a Viena e me concentrei nos palácios Imperiais: Hofburg, Schönbrunn e Belvedere. Cada vez que a visito, escolho um alvo: se for primavera, priorizo jardins. Agora, por ser a primeira viagem de meu neto à Capital Austríaca, procurei dar a ele uma visão menos aprofundada,porém mais ampla. Incluímos, por exemplo, a Prefeitura, o Parlamento e o Volksgarten - Parque do Povo.


Catedral
Localizada na Stephansplatz, grandiosa, imponente e com muita gente sempre - tanto em seu interior, como em seu exterior - a gótica Catedral de Santo Estevão preside o espaço que a rodeia. Acolhe magníficas esculturas e pinturas, além de criptas de imperadores austríacos. Para quem curte altura - o que não é o meu caso - há uma torre que oferece linda vista da cidade.


São Carlos 

Se rezar, em lugares bonitos, leva ao céu, por falta de Igrejas lindas ninguém irá ao inferno. São tantas e tão maravilhosas, que desisti de memorizar - lhes  os nomes. No inverno, a visibilidade delas ainda aumenta. As góticas - como  Stephanskirche - contrastando  sua cor escura com neve, é cenário inesquecível, As brancas - como a de  São Carlos / Karlkirche - combinando sua cor  com o cenário branco da neve, é inesquecível também.


Museumsquartier

Viena tem 51% de áreas verdes. A Prefeitura planta cerca de 3 milhões de flores. Ao longo do rio Danúbio, há jardins muito bonitos. O transporte público é eficiente e de boa qualidade. Construído em 1896, o Prater é um fantástico parque de diversões - de que gostava muito Frederico, meu sobrinho, quando vivia em Viena. Ele sempre queria que eu andasse na imensa Roda Ggante - sinto pânico só de olhar! Neste país, só não gosto da tão famosa Sacher Torte.


MUMOC - Museu de Arte Contemporânea

Como de resto toda a Europa, acredito que as melhores estações para visitar a Áustria - salvo se você quiser esquiar - são meados da primavera e do outono - maio e setembro são perfeitos. Procuro, no entanto, fugir dos meses em que há acúmulo de turistas. Nesta viagem, estávamos mesmo à procura de neve - encontramos ...e muita. Errei , sim , na escolha do hotel : um quatro estrelas nada atrativo. Postarei as informações dele no booking.com. Haveria  muito o que descrever e narrar sobre Viena....mas é hora da partida  para Budapest.



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"O que me dói não é
O que há no coração
Mas essas coisas lindas
Que nunca existirão...


Adicionar legenda



São as formas sem forma
Que passam sem que a dor
As possa conhecer
Ou as sonhar o amor.


Neve,neve...

São como se a tristeza
Fosse árvore e, uma a uma,
Caíssem suas folhas
Entre o vestígio e a bruma."

Fernando Pessoa


Fotografando o fotógrafo


Pedro e...


Adicionar legenda
....eu

segunda-feira, janeiro 04, 2016

Viena: Tradição e Modernidade - 1a. Parte


Comovente escultura na Westbahnhof em Viena

Apesar de Viena - com  quase dois milhões de habitantes - ser grande demais para o meu gosto, a ela gosto de retornar sempre que viajo para o leste europeu. É imponente, artística, bonita. Em trem da OBB, fiz Verona/ Innsbruck - um intervalo de 20 minutos para troca de trens -  e Innsbruck/Viena, perfazendo um total de 8h40min. Viagem um pouco cansativa, salvo para quem a faz pela primeira vez e fica atento à beleza da paisagem de montanhas e vales.



Foto colorida. Paisagem de Inverno. Viena

Abro um parênteses para contar-lhes uma patetice minha, e o prejuízo que ela me deu. Antes de sair do Brasil, mais especificamente em meados de novembro, verifiquei o preço do bilhete Verona-Viena, via Innsbruck . Estava em oferta por 39 euros. Deixei para comprar depois - o depois que eu tanto odeio! - e esqueci...Lembrei-me quando estava em Verona e já faltava uma semana para vir à Áustria. As ofertas haviam terminado.  Só me restava pagar o preço atualizado: 119 euros! Chamei-me de incompetente, irresponsável, lerda, lesa...e de coisas piores, como gorda burra. Só fiz as pazes comigo mesma após algumas horas.



Chocolate quente para suportar o frio

Se em Verona estava frio ( -2 graus ) , aqui está gelado ( - 6 graus ) . Nosso primeiro passeio foi para Schöbrunn,  Eu estava ansiosa para mostrar a Pedro aquela concentração de beleza e imponência. Começou a ser construído em 1638 e 1643. Cem anos depois, Maria Teresa, Imperatriz da Áustria, transformou-o em residência de verão da família imperial austríaca. Hoje o barroco Schöbrrunn é o principal monumento histórico e cultural do país.



Ao fundo, a Gloriette - de onde se tem bela visão de Viena.

A família imperial residiu neste palácio, durante o verão, de meados do século XVIII até o final da Segunda Guerra Mundial. O complexo todo - palácio, parques e jardins - ocupam 160 hectares.Possui 1400 quartos!  Desde 1996, está incluído na lista de Patrimônios da Humanidade pela UNESCO. Aqui viveu Leopoldina de Habsburgo, até 1817, quando se casou com o Imperador brasileiro, D. Pedro I. Os Habsburgos estiveram durante 600 anos no governo de Viena.



Detalhes de Schöbrunn - Fonte de Netuno com água congelada.


Neste dias de inverno, anoitece antes das 17 horas. O frio intenso nos impelia a caminhar rapidamente para ver esculturas, jardins e monumentos que tanto nos interessavam. Já visitei Schöbrunn na primavera e no outono, quando um dia era suficiente para vê-lo quase todo. Desta vez, não chegamos ao Zoo do Palácio, o maior Zoo particular da Europa. No inverno, tem-se pouco tempo com visibilidade. A visita fica, portanto, bastante prejudicada.



Inverno testemunhado pelas árvores do Palácio

Mais pelo frio do que pela intenção de fazer compras , usamos metade de um dia para percorrer Mariahilfer Strasse , uma rua intensamente comercial. Apesar das liquidações bastante anunciadas - típico panorama europeu do início de janeiro - quase nada compramos. No interior do Mato Grosso do Sul, aprendi a expressão que repito muitas vezes para o Pedro : caro pra encrenca! Sim! Áustria é um país nada econômico para nós.


Liquidações

Encontram-se, em Viena, todas grifes  mundialmente conhecidas, como Hermès, Nike, Louis Vuitton, Vans, Gucci, Versace e tantas outras.  Quando escuto, entretanto, alguém falar em  roupas de marca  tenho sempre vontade de perguntar se existem roupas anônimas. Marcas todas têm...ainda que seja uma marca bem desconhecida. Interessante que de marca  tem sido  expressão usada para roupa ou acessório caro, famoso, que está na moda... Por várias razões, doi ouvir...


Árvore de Natal com neve de verdade

Encantam-me os cafés vienenses. Eu poderia, sem problemas, viver só de café  ou só em cafés nesta bela cidade. Os pães e as tortas não superam os da Itália, mas não perdem para eles também. Hoje, em razão da neve intermitente, fizemos das cafeterias nosso principal refúgio - e nos deliciamos com isso. No almoço, entretanto, encaramos, no restaurante do Leopold Museum, um risoto de funghi e rúcula - estava divino.


Risoto de funghi e rúcula! Delicioso.

Apesar da neve , estamos tendo  dias bem aproveitados. Além das cafeterias, comprinhas e Schöbrunn,  já visitamos a Catedral de São Estêvão - Stephansdom - e o quarteirão dos museus - Museumsquartier - onde pretendemos voltar, porque só ficamos, dessa vez, no Leopold Museum, em que fomos especialmente visitar Gustav Klimt. Há muito o que rever e o que mostrar a Pedro. Acredito, no entanto, que seis dias é um bom tempo para Viena.


Pedro e ....Gustav Klimt

" ...E como é branca de graça       
A paisagem que não sei, 
Vista de trás da vidraça
Do lar que nunca terei."

Fernando Pessoa


Natal ainda nas ruas


Pedro
PS. Continua....este post e , de acordo com as previsões, a neve também.