domingo, agosto 21, 2016

Novamente, Budapest.

Pedro e uma das muitas fontes de Budapest

Já escrevi algumas postagens sobre Budapest. Destaco a que relato a viagem que Pedro e eu fizemos, em janeiro deste mesmo ano: http://correndomundo.blogspot.hu/search/label/Budapest  É necessário dizer o quanto gosto do Leste Europeu?


Sinagoga da Rua Dohány

Em postagens anteriores, fiz algumas omissões, como esta que reparo a seguir. Não me referi, por exemplo, a maior Sinagoga da Europa, templo grandioso dos judeus úngaros.Sua construção levou cinco anos - 1854 a 1859. Tem elementos do estilo mourisco-bizantino e está toda decorada com enfeites de cerâmica.


Cúpulas em forma de cebola...


São belissimas suas cúpulas douradas com 44 metros de altura. A capacidade de acolhimento de seu interior é de 3 mil pessoas sentadas. Em 1944, a Sinagoga demarcou uma das fronteiras do gueto, onde viveram 70 mil pessoas num espaço de 0,3 km2. Muitos dos que morreram de fome, doença ou assassinados peos nazis foram enterrados no jardim, em vala comum. No jardim da Sinagoga, hoje, pode ser visto um salgueiro-chorão de metal, que é o Monumento dos Mártires Judeus Húngaros.


Ponte das Correntes - Rio Danúbio. Foto by Adriana Fuganti Wagner


Buda e Pest foram por muito tempo duas cidades-irmãs porque lhes faltava de uma ligação permanente entre as duas cidades - faltava-lhes uma ponte. Foi o Conde István Széchenyl, conhecido como o Maior Húngaro, que decidiu construí-la, começando-a em 1842 e concluindo-a em 1849. Como o Danúbio congelava no inverno, optaram por fazer uma ponte pêncil, com enormes correntes de ferro, suspensas em dois pilares. Foi um projeto altamente inovador na época. Destruída pelos alemães na Segunda Guerra Mundial, foi reconstruída em 1949, e está aí ...fotogênica e bela!



Ponte da Liberdade cm águias nas ontas dos pilares

A Ponte da Liberdade é a menos extensa de Budapest. Sua construção começou em 1894, e o último rebite foi cravado, em 1896, pelo soberano do Império Austro-Húngaro, Francisco José I - ele mesmo ainaugurou, e a Ponte teve inicialmente seu nome. Após a Segunda Guerra Mundial, entretanto, teve seu nome trocado para Ponte da Liberdade.



Adriana fotografando a Ponte da Liberdade


Além da Ponte das Correntes e da Ponte da Liberdade,  já escrevi no Correndomundo e já postei fotos de outras tantas e tão bonitas pontes húngaras -  considero minha especialidade as pontes sobre o Danúbio, na  Slovakia, Áustria e Hungria , e sobre o Mississipi, nos Estados Unidos.



Mercado Central

Budapest não é - ainda - uma cidade cara, como não o é todo o Leste. Aprendi, em anos como andarilha, a fazer pouquíssimas compras. Aprendi também onde comprar e o que comprar. Assim, na Húngria, compro especiarias ( condimentos ótimos e embalagens lindas! ) e , há mais de 20 anos, compro um creme facial - Helia D - fabricado unicamente aqui, com azeite de girassol. Fantástico!



Detalhe do Mercado Central


O Mercado Central é visita aconselhada sempre. Construído em 1897, esse edifício é interessante ser percorrido internamente durante o dia e fotografado à noite. Com uma área de 10 mil metros quadrados, todo de tijolos com entradas em pedras, tem vigas de ferro, recobertas com cerâmica colorida. Vende especiarias, frutas, legumes, carnes, queijos, bordados e elementos de  decoração, e muito mais. No piso superior, há um excelente restaurante, onde se pode apreciar a deliciosa comida húngara.


Pedro a caminho da fonte da 1a. foto


Pedro, Adriana e eu realmente traçamos Budapest. A cidade não tem um centro histórico compacto. Ela é extensa e requer um mapa em mãos o tempo todo. Requer também um olhar atento. A qualquer momento, surgem esculturas fantásticas, belíssimos prédios históricos, igrejas católicas ou ortodoxas, fontes antigas, sinagogas, galerias de arte, grupos musicais de alta qualidade, árvores frondosas e jardins floridos - uma festa constante de cores, formas e sons.



Muitas portas imponentes em edifícios anônimos...


Imprescindível um lanche, ainda que rápido, na elegante Casa Gerbaud, com mais de um século de existência, estabelecida num edifício branco, localizado na Praça Vorosmarty. É uma cafeteria superfamosa , que serve deliciosas tortas e bolos, feitos com as receitas originais do suiço que foi seu fundador. Vale observar a fineza dos funcionários e a beleza do mobiliário. Elegância antiga!



Na Gerbaud, café para mim; sorvete para Pedro.


A partir da Praça Vorosmarty, logo depois da Gerbaud, começa a rua Váci, seguramente a mais conhecida de quem conhece Budaest, já que ela é a mais conhecida rua de comércio. Diz-se que fazer comprinhas aqui era algo considerado muito chique antigamente - compras não costumo fazer, mas não dispenso um café e uma caminhada por toda a Vaci e pelas ruas transversais para observar arquitetura, fontes e outras obras de arte.



Rua Váci


Na Váci, está a Igreja das Carmelitas, mas há muitas outras igrejas nas proximidades dessa rua. Gostei bastante de ter visto a Catedral da Dormição da Mãe de Deus, uma bela Igreja Húngara Ortodoxa, vinculada à Diocese do Patriarcado de Moscou - bonita e colorida como todas as igrejas ortodoxas que conheço. Para lembrá-la, comprei dois ícones - pequenos e bem lindinhos.



Igreja Ortodoxa Húngara


No centro de Budapest, entrei, por acaso, na Igreja-Paróquia Maior de Nossa Senhora, muito bonita e com uma história interessante. Em 2010, iniciaram os preparativos para a pintura dessa Igreja. Era necessário, para tanto,  uma investigação prévia procedida  pelas autoridades de proteção aos monumentos públicos. Dessa investigação, resultou um achado valioso: afrescos do século XIV, os mais antigos de Budapest. Talvez esses afrescos tenha sido protegidos para que inimigos não os destruíssem. Hoje estão nos seus lugares originais, protegidos por um nicho quadrado.


Igreja-Paróquia Maior de Nossa Senhora

Gostaria de escrever muito mais sobre Budapest, mas é impossível. Caminhei, hoje, quase continuamente, durante 6 horas. Acrescente-se que se trata de uma avó  caminhando com um neto de 16 anos. Cheguei ao Hotel cansadíssima - na verdade chegou o que restava de mim! Decidi, então, escrever este post para descansar. Agora, preciso dormir. Amanhã será outro dia...de andarilhar pela grandiosa capital húngara.


Flores complementam a beleza de Budapest

" Uns com os olhos postos no passado,
Veem o que não veem: outros, fitos
Os mesmos olhos no futuro, veem
O que não pode ver-se.

Por que tão longe ir pôr o que está perto - 
A segurança nossa? Este é o dia,
Esta é a hora, este é o momento, isto
É quem somos, e é tudo.

Perene flui a interminável hora,
Que nos confessa nulos. No mesmo hausto
Em que vivemos,morremos. 
Colhe o dia porque és ele."

Fernando Pessoa


Budapest

sexta-feira, agosto 19, 2016

A Religiosidade de Cracóvia


" Deixem, antes de eu partir, que olhe ainda deste lugar para Cracóvia, essa Cracóvia em que cada pedra e cada tijolo me são tão caros, e que olhe de cá para a Polônia....E , portanto, antes da partida, rogo-vos que aceitem de novo este patrimônio espiritual que se chama Polônia, com fé, esperança e amor (...) "   João Paulo II, Cracóvia, 10 de junho de 1979.


Igreja e Mosteiro da Ordem dos Dominicanos

Incrementando meu Curriculum Espiritual - aquele que não tenho a menor urgência em  apresentar, mas é certo que apresentarei um dia - voltei a religiosa Cracóvia. Visitei  igrejas, túmulos de santos e beatos, mosteiros e conventos. Visitei também sinagogas e cemitérios e percorri Kazimierz, a dramática e comovente cidade antiga, onde estava  o bairro dos judeus.


Antigo Bairro Judeu de Kazimierz

Curto templos religiosos - os melhores museus interdisciplinares que se pode ver e admirar. Têm beleza, história, arte, música - já asssti a concertos fantásticos em igrejas - e pessoas locais em rituais, cerimônias e atos de fé .  Já assisti também a casamentos, missas, funerais e batizados. Acompanho, com respeito e algumas vezes com emoção, o que nos templos sucede ...por essa razão faço pouquíssimas fotos. A religiosidade alheia me comove.


Igreja e Mosteiro da Ordem dos Franciscanos

São imponentes e belas as Igrejas e Mosteiros de duas Ordens bastante conhecidas no mundo: a dos Dominicanos e a dos Franciscanos. São duas igrejas góticas com histórias diferentes. A primeira sofreu um grande incêncio no século XIX ( 1850 ) Seus móveis, no entanto,  foram salvos e se encontram na igreja atual, recuperada e com estilo neo-gótico.


Detalhe da Igreja anterior

A segunda, também gótica, Igreja e Monastério da Ordem  dos Franciscanos, foi fundada no século XIII, pelo príncipe Boleslaw Wstydliwy ( não me peçam para falar esse nome corretamente!!!) O príncipe, sua mãe de nome Grzymislawa e sua irmã Salomea estão enterrados nessa igreja. Em todo o recinto, encontram-se vitrais belíssimos.


Basílica de Santa Maria

Igreja gótica, fundada no século XIII, está localizada Praça Central, em frente ao Mercado que foi construído no mesmo século. Denominada Basílica de Santa Maria, tem como monumento mais valioso o altar, com 13 metros de altura e 11 metros de largura, sendo o maior altar medieval, de madeira, na Europa. É, seguramente, uma das mais belas igrejas góticas da Polônia.


Basílica de Santa Maria - Foto by Adriana Fuganti Wagner

O altar é composto de 200 figuras, algumas muito pequenas, outras que chegam até três metros de altura. O artista que as criou, trabalhou nelas durante 12 anos. A maior torre dessa Basílica mede  81 hora metros e é de onde, a cada hora cheia, ouve-se um toque de clarim, repentinamente nterrompido. Conta-se que, assim, com essa interrupção, relembra-se e homenageia-se um soldado que , enquanto tocava, para avisar seus  companheiros de um iminente ataque, foi assassinado.


Igreja de St. Wojciech - Santo Adalberto

Na foto seguinte, a Igreja de St. Wojciech - Santo Adalberto -  um dos monumentos mais antigos da Cracóvia. Segundo a lenda, ela foi construída no local onde esse Santo costumava fazer seus sermões. Em estilo românico, sua história remonta ao século X. Foi reconstruída no século XVIII, quando passou a ter o aspecto atual. Está localizada na Praça do Mercado.


Porta principal da Igreja de Santo Adalberto




Fizemos um comovente passeio por Kazimierz, antiga cidade, fundada no século XVI por Casemiro o Grande. Atualmente, é um histórico - e visitadíssimo - bairro de Cracóvia. Desde o século XV até a II Guerra Mundial, na sua parte norte, era o Bairro Judeu, com intensa vida cultural e social. Foi completamente destruído pelos alemães, mas hoje está recuperado e mostra um conjunto valioso de monumentos judaicos.


Basílica de Corpus Christi

A Basílica de Corpus Christi é uma das maiores igrejas de Cracóvia. Combina diferentes estilos arquitetônicos: gótico, renascentista e barroco. Foi fundada pelo rei Casimiro, o Grande. Numa de suas naves, está o altar-túmulo de São Estanslau de Kazimierz ( 1433 - 1489 ), considerado milagroso.


Um dos acessos à Basílica de Corpus Christi

São Estanislau de Kazimierz foi pregador, abade e confessor no Mosteiro dos Cônegos Regulares Lateranenses. Na Igreja de Corpus Christi, ela fazia sermões que o tornaram famoso pela sua fé e pela sua forma convincente de pregar. Seu últmo pedido foi para ser enterrado no chão dessa igreja. O túmulo dele tornou-se lugar de culto e peregrinação.


Detalhe da Sinagoga de Isaac

Parte importante do Conjunto Judaico no bairro de Kazimierz são as Sinagogas, entre elas, a Sinagoga Antiga, construída no século XV por judes tchecos, destruída pelos nazistas na Segunda Guerra, hoje transformada em um Museu de Cultura Judaica; a Sinagoga e Cemitério Remu, construída no século XVI e ainda usada como templo; a Sinagoga de Isaac, um belo edifício barroco, construído no século XVII, reconstruído nos anos 80. Visita aconselhada.



Detalhe da Catedral

Impossível visitar Cracóvia sem pensar na religiosidade do povo polonês. Todos os caminhos nos remetem a eventos religiosos, sejam os Caminhos ( assim designados ) de João Paulo II, o Caminho Cracoviense dos Santos, o Caminho da Santa Irmã Faustina.


Beleza das cores em diferentes igrejas.


Prometo que, ao retornar ao Brasil, num dia de paciência, procurarei, entre milhares de fotos, algumas muito especiais, que estão relacionadas ao tema superficialmente abordado agora. A Catedral de Sal  - na mina de sal de Wieliczka - e a devoção a Virgem de Czçstochowa serão temas de postagens posteriores - com fotos de Adriana Fuganti Wagner. 

Catedral de Sal - foto by Adriana Fuganti Wagner

Basílica de São Floriano

segunda-feira, agosto 15, 2016

Roteiro pela Polônia


Varsóvia 

A decisão de visitar a  Polônia incluía conhecer mais o  interior deste país tão bonito e tão diverso, com um povo corajoso e    trabalhador, resistente e  nacionalista, culto e  amante de sua história e de sua arte. Cabia, portanto, nessa decisão, uma visita a outras cidades, além de Varsóvia, a capital, e de Cracóvia, a segunda maior cidade polonesa.


Varsóvia

Escolha difícil, já que são muitas as cidades que atraem viajantes do mundo todo. Destacamos algumas, como Torún, a gótica cidade de Copérnico; Czestochowa, o mais importante centro religioso da País; Zelazowa Wola, onde nasceu e foi batizado Frederic Chopin. 


Posnán

Gdansk, onde não iremos desta vez , é conhecida por ter sido o local de início da Segunda Guerra e por ser a cidade-berço do Sindicato Solidariedade, liderado por Lech Walesa, que encabeçou as mudanças políticas e fez com que a Polônia iniciasse à saída do bloco da União Soviética. Está distante de Varsóvia 345 km. 


Posnán

Já que estaríamos na República Tcheca, nossa decisão foi tomada na visão do mapa, principalmente para otimizar o tempo disponível. Iríamos de ônibus desde Praga até a belíssima Wroclaw, cidade fascinante e lúdica, que muito nos encantou.  


Posnán

Após dois dias, iríamos para Posnán, cidade com mais de 600 mil habitantes e muitos anos de história. De Posnán para Varsóvia, onde ainda estamos,  são 303 km. Daqui,  iremos para Cracóvia. Tudo aconteceu em conformidade com o planejado - uma viagem bonita e tranquila.


Wroclaw

Cada uma das cidades visitadas - Wroclaw, Posnán, Varsóvia e Cracóvia - terão, separadamente, postagens no Correndomundo. Em Cracóvia, acompanharei meu neto a Auschwitz/Birkenau, para que ele veja um dos lugares mais dramáticos que conheço.


Wroclaw

Após a Polônia, seguiremos para Hungria - Budapest -  e para Áustria, fazendo , ainda, um bate-e-volta à Slovakia. O problema do mês de agosto é o número excessivo de turistas. Fora isso, a temperatura é agradabilíssima, e os campos e jardins estão bem bonitos. Bom mesmo que meus companheiros de viagem são maravilhosos. Obrigada, Adriana e Pedro. Dzie Kuje! Tomara que eu possa viajar mais com vocês.



Wroclaw

"Outrora eu era daqui, e hoje regresso estrangeiro,
Forasteiro do que vejo e ouço, velho de mim.
Já vi tudo, ainda o que nunca vi, nem o que nunca verei.
Eu reinei no que nunca fui"...


Fernando Pessoa


Wroclaw

quinta-feira, agosto 11, 2016

A Melhor Praga da Minha Vida!

Praga Hoje - Rio Moldava


Já escrevi outras vezes que Praga é uma das minhas cidades favoritas na Europa. Já escrevi também que essa cidade tão linda tem os piores taxistas que eu conheço. Chegamos de Madrid - via Iberia - e, para evitar aborrecimentos, reservamos táxi dentro do aeroporto mesmo. Funcionou bem. Estamos - Pedro, Adriana e eu - hospedados no Hotel Kampa , onde outras vezes fiquei, muito bem localizado em Mála Strana e com excelente custo-benefício.



Igreja em Mála Strana


Praga está dividida em quatro bairros : Mála Strana - Cidade Pequena  ( onde estamos hospedados ); Staré Mesto - Cidade Velha; Nové Mesto - Cidade Nova; e Josefov - Bairro Judeu. Gosto de Mála Strana, lugar tranquilo e bastante perto das principais atrações. Caminhando, podemos ir ao Castelo, atravessar a Ponte Carlos e ir à Cidade Velha, passear pelas margens do rio Moldava e tantos outros belos lugares.



Muito verde contorna a cidade


Ontem,  estivemos escutando as badaladas e vendo o movimento do relógio astronômico, construído em 1490 pelo relojoeiro Hanus - uma fantástica obra de arte com fama mundial. Como   estamos em agosto, mês em que os europeus viajam muito, havia uma multidão ao redor do famoso relógio.Ver a parte da cidade que está ao redor do relógio, já justifica uma visita a Praga.




Para quem faz compras, Praga certamente  é uma tentação....



A cidade, porém tem muito, mas muito mais a oferecer - e, com tantos encantos, não é uma cidade cara. Do Castelo, visita obrigatória, já postei muitas fotos no Correndomundo, incluindo as da troca de guardas ( janeiro deste ano). As pontes sobre o Moldava são bonitas - não só a Ponte Carlos, que é a mais famosa - mas também outras, como a que está em Malá Strana, com dois bonitos parques e muitas obras de arte.




Hoje, ao final da tarde.



A Praça da Cidade Velha existe desde o século X, tendo sido o principal mercado local até o início do século XX. Nessa Praça está o emblemático edifício da Prefeitura, com uma alta torre gótica e o já referido relógio astronômico. É o lugar por onde passam todos os visitantes - necessariamente!



Praça e Prefeitura da Cidade Velha




Por sorte, abandonei compras em viagem. Como não uso joias - e não tenho  absolutamente nenhuma já faz uns 20 anos - não me sinto tentada pelas belezas de produções em granato, a pedra tradicional tcheca. Como pouco estou em casa, também não me interessam as porcelanas e os cristais tchecos. Estão, assim, eliminadas as grandes tentações da República Tcheca. São, no entanto, bonitos de ver. Sim...e para completar, estou viajando só com bagagem de cabina - mesmo que goste de algo, não tenho como levar!




Tradicionais joias tchecas



Nesta visita a Praga, não fui ao Castelo. Preferi fazer um bate-e-volta com Pedro à cidade de Kutna Hora, que está na lista dos Patrimônios da Humanidade ( UNESCO). Indico um post, que escrevi em Janeiro deste ano: http://correndomundo.blogspot.cz/2016/01/castelo-de-praga-no-inverno-visita-que.html

Galeria Nacional


Em outra postagem, quando eu não estiver pressionada por exíguo tempo, contarei da comida, dos espetáculos artistico-culturais de Praga, das minhas impressões sobre os tchecos e das experiências que acumulei nesta região ao longo de muitas viagens e de muitos anos. Estou, agora mesmo, de partida para a Polônia. " Lá vou eu..."



Rio Moldava

Compartilho a bela contribuição que recebi de minha amiga Helô.:

Ontem à(s) 21:23
 
Aldema querida, cheguei de São Paulo e vim logo te visitar em Praga 😀 A trilha sonora de hoje marca um interessante movimento do estilo romântico, o nacionalismo musical. Marcado por elementos nacionais, como canções tradicionais, folclóricas, vestígios de ritmos e danças populares, o estilo marca um importante movimento musical.

Primeiro deixo uma das obras românticas de fundo nacionalista mais populares, O Rio Moldávia. O poema sinfônico é de Bedrich Smetana, compositor nascido na Boêmia, considerado o primeiro criador de um estilo musical autenticamente tcheco. 

E agora Dvorak, nascido perto de Praga, compositor de uma série de danças eslavas inspiradas no estilo morávio. Escritas originalmente para piano a quatro mãos, as danças foram posteriormente orquestradas. A interpretação é das talentosas irmãs Buniatishvili.

Beijo afetuoso.


Rio Moldava