segunda-feira, dezembro 21, 2015

A Copenhagem da Pequena Sereia

Nyhavn - zona portuária

Quem vai à Dinamarca, certamente vai a Copenhagem, cidade com mais de um milhão de habitantes, que é a capital e a mais populosa  do País. As duas vezes em que lá estive, cheguei pela principal estação de trens: a primeira vez, vinda de trem desde Berlin; a segunda, vinda do Aeroporto Internacional de Kastrup, o maior da Escandinávia. Do aeroporto à estação, pode vir em trem, ônibus, bonde ou táxi. Boa impressão já na chegada - o prédio da Kobenhavn Hovedbanegárden é antigo, fotogênico e bonito.

Decoração de Natal na rua Stroget
Final de outono, folhas coloridas por toda parte, temperatura  menos fria do que a esperada - pouco menos de 10 graus. Nas ruas, uma decoração natalina simples e de bom gosto. Nosso hotel, reservado no booking.com , era um quatro estrelas honesto, com excelente café da manhã, menos de 10 minutos desde a Estação Centrale, num bairro muito bom : Comfort Hotel Vesterbro, Vesterbrogade,23-29.  
  
Zeli em paisagem de outono

A cidade é bastante plana  e , para quem gosta de longas caminhadas, dispensa metrô, ônibus,táxi. Basta andar  - e olhando atentamente porque há belezas por todo lado. Depois de percorrer Vesterbo, o bairro   em que estávamos hospedados, fomos ver a  Pequena Sereia, a grande atração local, visitada por um milhão de pessoas a cada ano. Ela tem 1m25com e pesa 175 kg. Está no Porto de Copenhagem, em Langelinie, acomodada  sobre uma rocha.  




A Pequena Sereia
                                                                        
Foi doada à cidade em 1913, pelo fundador da cervejaria Carlsberg, Carl Jacobsen, inspirado por um balé a que ele havia assistido. O autor da escultura de A Pequena Sereia ( The Little Mermaid ) foi Edvard Eriksen. No dia 23 de agosto, é comemorado, com grandes festas, o aniversário dela, que é personagem de um conto de Hans Christian Andersen sobre uma linda sereia que se apaixona por um príncipe humano. Esse conto já foi traduzido em 150 idiomas e transformado em filme por Walt Disney.

Mercado de Natal 
Felizmente para nós o Julemarked ou Christmas Market começa no início do mês de novembro. Nós já o encontramos em pleno funcionamento, no Centro da Cidade. O Mercado de Natal é uma tradição alemã que atuamente é encontrada por toda a Europa. Copenhagem realmente já estava em clima de Natal: decoração, música, muita gente na rua - e as lojinhas vendendo, além de presentes, brinquedos e enfeites natalinos, bebidas e comidas típicas. Sobre a abertura das festividades no Tívoli, ver post anterior.

Movimento ao final da tarde

A Strojet, rua exclusivamente para pedestres, é a principal área comercial da cidade. Essa rua troca de nome algumas vezes, podendo chamar-se Frederiksberggade, Nygade, Vimmelskaftet, Amagertorv e Ostergade, mas será sempre a mesma. É bem iluminada, muito movimentada, com gente bonita - o que é comum na Dinamarca - muitos artistas de rua e lojas,  conhecidas ou não, mas todas muito bem decoradas. A mais famosa loja de departamentos - a Illum - encontra-se também na Strojet, quase no seu final.

Moinho da Cidadela ou Kastellet
Construída pelo Rei Chistian IV, em 1626 , já na região do porto, está a Cidadela - ou Kastellet - que tinha a finalidade de reconhecer os ataques vindo do mar  e garantir a proteção da cidade. Toda a área, em 1892, foi transformada num belíssimo parque. Zeli e eu o traçamos encantadas com a natureza que o envolve e com as esculturas que ali estão. O núcleo militar continua ativo no centro do forte e parece que só ocasinalmente é usado para treinamente de soldados. Os prédios são pintados em bonitos tons de laranja. Adorei o Moinho antigo que adorna sobremaneira o Kastellet.


Fotogênico Moinho antigo

Faço uma parênteses, antes que eu esqueça , para mencionar algo que me parece relevante. A Dinamarca é um dos únicos países do mundo a cumprir com a recomendação das Nações Unidas de destinar ao menos 1% de seu produto interno bruto (PIB) ao Terceiro Mundo. O país também ajudam na modernização das nações que antes pertenciam à Europa do Leste. É um exemplo de nação a seguir. Os dinamarqueses desfrutam de águas limpas, praias sem contaminação, ar puro e uma natureza invejável. Preocupa-se com a preservação do meio ambiente e com a qualidade de vida de seus cidadãos. Quando fui atendida no Hospital Universitário, por ter tido uma reação alérgica muito forte, saí agradecida e encantada com o tratamento recebido. Há esperança sim...


EStátua equestre deFrederico V 
Residência oficial de inverno da família real, o Castelo de Amalienborg é  formado por quatro palácios de exteriores idênticos, dispostos ao redor de uma praça octogonal, que tem ao centro, a estátua equestre do rei Frederico V, o fundador de Amalienborg. A face do rei está voltada na direção da Igreja de Mármore. Foi construído para abrigar quatro famílias nobres. Após um incêndio no Palácio  de  Christiansborg, em 1794, a família real o comprou - e gerações e gerações dela passaram a ocupar as residências.


Soldados da guarda-real
Fomos assistir à solenidade de troca de guardas no Castelo de Amalienborg. A coreografia foi perfeita - com música e soldados da guarda-real, que me fizeram lembrar os antigos bonequinhos do playmobil, que eu comprava para os meus filhos, ou os legos, que muito comprei para Pedro, meu neto.Muitos turistas acompanham essa solenidade, que  deve durar um quarto de hora.

Igreja Luterana em Frederiksstaden
Localizada no centro de Frederiksstaden, em frente ao Amalienborg, a Igreja de Mármore, como é popularmente conhecida, é um templo luterano que começou a ser construído em 1749, por desejo do rei Frederico V da Dinamarca, em comemoração ao terceiro centenário da ascensão dos  Oldenburgo ao trono. Em 1770, suas obras foram interrompidas devido ao alto custo. Com ajuda da iniciativa privada, as obras foram retomadas e concluídas em 1894. Sua cúpula foi inspirada na Basílica de São Pedro, em Roma.

Antiga Bolsa de Valores
Assim como Bersen, o antigo prédio da Bolsa de Valores da Dinamarca, que foi construído no século XVII  e é bem conhecido por sua torre, com rabos de dragões entrelaçados, há muitos outros edifícios cuja arquitetura deixa-nos de boca aberta - entre esses, o Castelo de Rosenborg, a Torre Redonda, a Biblioteca Real, o Museu Nacional e o Teatro Real, a Prefeitura e as encantadoras casinhas coloridas do Nyhavn. No Teatro Real, acontecem, entre outono e primavera, apresentações do Balé Real Dinamarquês, que eu li apreciações que o consideram o mais fantástico do norte europeu.

Museu do Design
Haveria muito, mas muito mesmo, o que escrever e o que contar sobre esta minha segunda viagem à Dinamarca. Nem escrevi sobre  Nyhavn, lugar de que gosto tanto.  Estou, entretanto, atrasada com os relatos no Correndomundo... Não os concluí ainda e já estou de partida amanhã. Retorno à Europa onde devo passar Natal, Ano Novo e permanecer durante o mês de janeiro. 


Obrigada, Zeli , pelo companheirismo agradável.;

Pessoas queridas, desejo-lhes um alegre Natal e um Ano Novo com surpresas agradáveis e motivos para sorrir espontaneamente. "Que teus bolsos estejam pesados, e o teu coração, leve."  





"O que me dói não é
O que há no coração
Mas essas coisas lindas
Que nunca existirão...



São as formas sem forma
Que passam sem que a dor
As possa conhecer
Ou as sonhar o amor.


São como se a tristeza
Fosse árvore e, uma a uma,
Caíssem suas folhas
Entre o vestígio e a bruma."


Fernando Pessoa


sábado, dezembro 19, 2015

Helsingor e " O resto é silêncio"

Nas proximidades do Castelo....


Sobre Helsingor, Claudia Liechavicius, em seu  excelente blog de viagem, escreveu :  "... é uma pacata cidadezinha, no nordeste da Ilha da Selândia, na Dinamarca. Seria quase inexpressiva, não fosse seu passado. Tornou-se um ponto estratégico quando o Rei Erik VII, em 1429, resolveu cobrar tarifas de todos os barcos que passavam pelo Estreito de Oresund, para chegar ao Mar Báltico. Sua localização sempre foi considerada um privilégio para o país, pois é o local de maior proximidade geográfica entre Dinamarca e Suécia...!"  http://www.viajarpelomundo.com/2009/10/helsingor-e-o-castelo-de-hamlet.html


Centro da pequena Helsingor


Helsingor , com diferentes denominações conforme a língua do país ( Helsinger, Elsinore, Elsinor) , é uma cidade portuária, distante 40 quilômetros de Copenhagem,  com cerca de 60 mil habitantes e um contínuo movimento de barcos. É a cidade dinamarquesa mais próxima da Suécia. É muito limpa, florida,  bem cuidada e com bonitos edifícios, como a Igreja das Carmelitas,  e muita arte na rua, especialmente  interessantes esculturas.



Esculturas - arte na rua


Antes de irem a Helsingor - se o seu interesse maior for mesmo  o Castelo - verifique dia e horário em que as visitas internas são permitidas. Se o Castelo estiver fechado, a visita - ainda que externa - continuará a ser informativa e encantadora, pois jardins, pontes, pequenos detalhes externos, grandes esculturas, sistema de segurança típicos de uma época e a lindeza da água valem, entre outros motivos, o deslocamento até a cidade.



Centrinho com paisagem de final de outono


Em Helsingor , agora, no final do outono, além da decoração própria do período natalino, vêem-se  as árvores sem folhas e os troncos escuros - parecendo desenho feito a lápis -  em contraste com as cores alegres dos prédios, em geral pintados com diferentes tons de amarelo,  laranja, vermelho...Bonita paisagem. Como a cidade é pequena, pode-se percorrê-la facilmente antes ou depois da visita ao Castelo, sua atração maior. 



A grandiosidade do Castelo inclui seu entorno


Incluído pela UNESCO, no ano 2000, como Patrimônio Cultural da Humanidade, o Castelo de Kronborg - Castelo da Coroa - é o mais famoso da Dinamarca. Visitado, em média, por 200 mil pessoas todos os anos,  oferece, entre outras tantas atrações, uma espetacular vista - que alcança até a Suécia - e detalhes da história da monarquia mais antiga do mundo.


               
Maquete da construção propicia visão do conjunto


Sua construção teve início em 1420, como um  um forte, o Forte Krogen. Apenas em 1855 ganhou o nome atual e tornou-se, de fato, um castelo. Conhecido também com o nome de Castelo de Hamlet, por ser o cenário da famosa obra teatral de William Shakespeare, em que Hamlet é o personagem principal. 


         
Castelo de Kronborg


Escrita entre 1599 e 1601, Hamlet, peça que recebe a classificação de  tragédia, tem como cenário a Dinamarca, mais especificamente, no interior das muralhas do Castelo de Kronborg. Parece mesmo que Shakespeare esteve no país e visitou o Castelo, embora pouco se saiba sobre isso. A tradição existe. O lugar é bastante visitado por pessoas ligadas a teatro. Há também muitos cartazes pela cidade, anunciando montagens teatrais - muitas de Shakespeare.



Fosso ao redor do Castelo


Em Hamlet, William Shakespeare enfoca, com profundidade, temas universais ,como amor, traição, ética, incesto, loucura , vingança e moralidade. Acrescente-se envenenamentos, suicídios, armadilhas e , inclua ainda, fantasmas, reis, rainhas, pais, padrastos, irmãos , irmãs e outras tantas figuras. Para quem não leu a obra, há um resumo-resumo  no http://www.resumoescolar.com.br/literatura/resumo-de-hamlet-a-historia-e-o-autor/  Há um outro resumo - esse mais detalhado - em https://pt.wikipedia.org/wiki/Hamlet#Sinopse



Castelo de Hamlet como é bastante conhecido


Do último site mencionado supra, copio o final desta peça de Shakespeare:
Horácio diz que será fiel ao: príncipe morrendo junto com ele, mas o primeiro não permite, tombando para trás e dizendo que a eleição cairá certamente em Fórtinbras. Hamlet morre, dizendo "O resto é silêncio". Fórtinbras invade o castelo com seu exército e ordena que "quatro capitães conduzam Hamlet como um soldado, para o catafalco. Os soldados carregam o corpo do príncipe; soa a marcha fúnebre, e, depois, uma salva de canhões.



Do alto, os canhões seguem mirando o mar...


Obs. Para quem gosta de água - barcos - navegação - aventuras marítimas - história naval, há , em Helsingor, o grande Museu Marítimo da Dinamarca. Esse Museu estava alocado no próprio Castelo, mas, em 2013, foi transferido para um moderno prédio próprio, numa área subterrânea, ali, perto do Porto ...e do Castelo naturalmente, onde tudo fica próximo. Já estive três vezes em Helsingor...e voltaria ....mas para tão longo amor ( por viagens ) é tão curta a vida...

Numa pontenesta cidade , a mais assustadora das esculturas....

"Colhamos flores,
Molhemos leves
As nossas mãos
Nos rios calmos,
Para aprendermos 
Calma também.


Girassóis sempre

Fitando o sol,
...........................
Tranquilos..."

Fernando Pessoa


Centro de Helsingor




Zeli, minha irmã, em Helsingor comigo.

quarta-feira, dezembro 16, 2015

Valladolid - a bonita capital de León y Castilla


Parque do Campo Grande
Eu conhecia somente a Estação de Trens de Valladolid. Vindo de Lisboa para Madrid, nela se pode fazer conexão. Vai-se a Valladolid, a partir de Madrid, em menos de duas horas, no mesmo trem que se vai a Segóvia, única parada desse trem de alta velocidade, cuja maior parte do percurso alcança 250/km/h.  O trem parte de San Martin, não de Atocha. Desta vez, fui visitar Valladolid - e gostei muito do passeio. Natureza, história e arquitetura, presentes num espaço que pode ser percorrido com uma boa caminhada. Visita recomendada!

Grandioso Relógio de Flores
Eu já ia elogiar a educação dos espanhois e lembrei-me de duas situações opostas. A primeira, a falta de educação de muitos jovens, ocupando nos Metrôs os lugares reservados - e bem assinalados - para deficientes,grávidas, pessoas com crianças no colo e idosos. A segunda, o empenho de professores em educar crianças e adolescentes - educação que deveria já vir da família. Quando fui a Malta, assisti a uma reunião do responsável por um grupo de 20 teens. As recomendações eram tão básicas quanto importantes: não falar alto, não sentar em lugares para idosos, ajudar colegas e passageiros a acomodarem bagagens e não querer sair do avião sem obedecer à ordem de entrada. Perfeito.


Proximidades do rio Pisuerga
Chegando em Valladolid, seguimos pela ampla e bem ajardinada avenida que leva ao Centro Histórico. Passando o monumento a Cristóvão Colombo, encontramos, à esquerda, o grandioso e bonito Parque do Campo Grande - jardim público em pleno centro da cidade. Com forma triangular e 115 mil metros quadrados, está cercado por grades e tem portas em todos os seus lados. Sua origem remonta a 1787, como zona ajardinada - pelos achados, sabe-se , entretanto, que, antes disso, foi uma antiga ocupação romana.

Parque do Campo Grande
Na Idade Média, esse Parque foi conhecido como Campo da Verdade, por ser o lugar onde aconteciam os duelos de honra. Na inquisição, foi cenário de julgamento e de execução de muitas pessoas. Hoje é um espaço para passeios,  caminhadas e observação de plantas e de abundante população avícola. Exibem-se tranquilamente por ali  faisões, cisnes, gansos, patos, pombas  e muitos pavões. Fontes, monumentos e esculturas estão por todo o Parque. Passeio para mais de duas horas.

Homenagem à Família Muñoz
Em um dos caminhos do Passeio do Príncipe, no Parque , há uma escultura , com 1m70cm de altura, denominada Fotógrafo do Campo Grande. Ela foi encomendada, em 1994, pela Câmara dos Deputados - Valladolid é Capital de Província - ao escultor local Eduardo Quadrado. É uma homenagem à Família Muñoz, conhecida  por serem  fotógrafos. Seu último representante foi Vicente Muñoz, fotógrafo oficial de Campo Grande por mais de 50 anos. A bela escultura foi colocada no lugar onde Vicente costumava trabalhar.


Decoração Natalina
Com extensa lista do que ver , fizemos,minha irmã e eu,  uma verdadeira maratona por esta  cidade de  320 mil habitantes Além de igrejas, palácios, teatros , museus, universidade, monastérios e conventos,  havia a decoração de Natal, os parques, as bem cuidadas margens do rio, as ruas lindamente arborizadas e ...muito mais. Ao retornar a Madrid, mais do que descanso, precisei de um advil - mas valeu cada minuto, cada passo, cada olhar.

Parte do grandioso Teatro Calderón de la Barca


Calderón de la Barca é o teatro mais importante de Valladolid. Realmente grandioso  e muito bem localizado : está perto da Praça Maior e da Catedral da Cidade. Foi inaugurado do final do ano de 1864.  Abriu suas portas ao público com a apresentação de El Alcaide de Zalamea, obra do poeta e dramaturgo  Calderón de la Barca.  Sofreu uma grande remodelação e foi reaberto ao público na primavera de 1999. Tem capacidade para 1000 espectadores. É também sede da Orquestra Sinfônica de Castilla y León e do Festival Internacional de Cinema de Valladolid, um dos grandes eventos culturais da cidade.
Catedral
A construção desta Catedral teve início em 1582 e ...continua inacabada. O projeto  original era grandioso e pretendia substituir e superar a Colegiada Gótica de Santa Maria, cujas ruínas podem ser vistas nas imediações da universidade. Não é bonita a Catedral . Quando a vi, pensei que não era o lugar onde eu gostaria de estar numa sexta-feira 13. Apresenta uma mescla de estilos desde a fachada. Não visitei o Museu Diocesano instalado em 1965, em capelas góticas do século XIII. Foi Felipe II, nascido em Valladolid, quem teve a ideia de construí-la....certamente ele espera algo melhor...ou não...
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Porta Principal e Igreja do Convento de de São Paulo
A Igreja de São Paulo, junto ao convento do mesmo nome, está localizada quase ao lado do Museu da Escultura. Mostra  uma fachada diferente, um pouco exagerada nos detalhes e nas combinações. É apresentada como  a obra-prima do gótico isabelino.Os detalhes da porta principal foram cuidadosamente trabalhados, centimetro a centimetro, parecendo filigrama em pedra. Teve seu início do século XV, mas a parte superior só foi concluída no século XVII.

Museu Nacional da Escultura
Faltou-nos tempo para ver o que muito nos interessava: o Museu Nacional da Escultura - segundo dizem, o melhor da Espanha no gênero, pela sua magnífica coleção , que vai do século XIII ao século XVII. Valiosa coleção e valioso o espaço onde se encontra, pois ocupa o antigo Colégio de São Gregório (1496 ). Foi ampliado e incorporou também, para novas exposições, o Palácio do Conde de Gondomar, conhecido popularmente como Casa do Sol. 


Igreja de São Paulo
Além do Museu da Escultura, há outros que parecem ser bem interessantes, como a Casa-Museu de Colón - Cristóvão Colombo morreu e Valladolid em 1506;  o Museu Patio Herreriano, que é dedicado à arte Pós-Primeira Guerra e que abriga obras de Salvadr Dalí, Joan Miró e Antoni Tápies e , ainda, o Museu Oriental, fundado em 1874 e que concentra em 18 salas, a melhor coleção de arte oriental do País.  Fora do Centro Histórico, está o Museu da Ciência, num moderno edifício metálico, com muitas exposições interativas e um planetário digital.


Identificação de um belo palácio

Os conhecidos - do bem e do mal - Fernando de Aragón e Isabel de Castilhas, chamados os Reis Católicos, casaram em Valladolid no ano de 1469. Em razão do poder que tiveram esse maior casal governante da Espanha, levaram a cidade ao esplendor de que desfrutou durante muitos anos e cujas sinais podem ser vistos hoje -  como a famosa Universidade, uma das mais antigas do mundo. Valladolid foi sede do governo Imperial com Carlos I. Felipe II aqui nasceu . Ironicamente, foi ele que escolheu , 34 anos depois, Madrid, que era bem menor, para ser a capital.


Praça Maior - à esquerda, detalhe da Prefeitura.
Valladolid superou muitas crises e dificuldades, incluindo um grande incêndio. Hoje é uma cidade bonita e moderna e, ao mesmo tempo, guardiã de importante parte da história da Espanha. Contribui significativamente com a economia do País - aporte que tem origem, principalmente, na indústria automobilística. O turismo vem crescendo - com isso vêm novos investimentos em hoteis e restaurantes ( a gastronomia, com razão, é bastante apreciada). Excelente programa para família. Não é adequado para bate-e-volta. Requer mais tempo. E merece isso.




"Colhamos flores,
Molhemos leves
As nossas mãos
Nos rios calmos,
Para aprendermos 
Calma também.

Girassóis sempre
Fitando o sol. 
Tranquilos..."

Lindo de ver....

...lindo de passear

Prefeitura

Mosaicos do Edifício da Real Cavalaria