terça-feira, novembro 15, 2011

Polônia : Varsóvia e Cracóvia

Varsovia:Centro Histórico reconstruído




















Quanto mais visito a Polônia, quanto mais leio sobre ela, mais admiro os poloneses - povo gentil, educado, batalhador e forte. Imaginem um País que , na Segunda Guerra Mundial, teve dois terços de sua capital completamente destruída , transformada em escombros, e que está agora totalmente reconstruída. Esse País também  parece ter - e manter - forte liderança na região. Foi o primeiro do Leste Europeu e dos Bálcãs a opor-se - e a derrubar em 1989 - o regime soviético que os oprimia.

Centro Histórico de Cracóvia




















A Polônia é um dos maiores países da Europa Central. Tem uma população em torno de quarenta milhões de habitantes e quase mil anos de história. Suas principais cidades são Varsóvia - capital atual - Cracóvia - antiga capital - Gdansk e Poznan - uma das mais antigas cidades polonesas, com mais de mil anos. Merecem todas elas uma visita , mas é melhor visitá-las fora de seu período de inverno porque é uma região bastante fria. Na escrita polonesa, vale observar,  predominam as consoantes e , ao contrário da Língua Portuguesa, o centro silábico não é vocálico. Gosto muito da língua polonesa, língua eslava ocidental, muito parecida com o slovaco e com o tcheco.


Cracóvia: Torre da Prefeitura


























Varsóvia é uma explícita declaração da capacidade que tem esse povo de reconstruir seu patrimônio.
Sua  reconstrução  foi feita tendo como base documentos , pinturas, fotografias e memórias pessoais, tornando-se como era antes da entrada dos nazistas. Com certeza, o resultado impressiona muito a qualquer visitante. O centro da cidade foi declarado Patrimônio da Humanidade pela UNESCO. Varsóvia está localizada no centro do país, às margens do rio Vístula e distante trezentos quilômetros de Cracóvia. Há muito o que ver e onde passear nesta cidade com tantas ruas específicas para pedestres. É possível percorrer a pé grandes atrações como teatros, museus, igrejas, edifícios históricos, praças - a Praça do Mercado da Cidade Velha é um encanto - palácios, monumentos e Castelo real. Melhor evitar táxi, um dos grandes problemas do Leste.





















Quando eu passava férias na Slovakia, costumava ir a Cracóvia frequentemente. Para mim, ela é uma das cidades mais lindas do Leste Europeu. Costumo hospedar-me no Hotel Polônia (: Basztowa 25, Stare Miasto, 31-156 ), um três estrelas simples e agradável,  localizado quase em frente à Estação Central de Trens, num sólido edifício antigo, bem perto do Centro Histórico, onde eu costumo ir por um caminho mais longo - através de um parque belíssimo. Nessa cidade, Karol Wojtyla viveu durante trinta anos, antes de tornar-se João Paulo II. Assisti, nesta viagem,  a uma missa na Catedral de Santa Maria, onde ele também rezou por muito tempo. Impressiona a beleza e a imponência dessa igreja bem como a beleza do ritual e das músicas entoadas pelas fiéis. Há muito o que ver em Cracóvia. Sobre ela , já escrevi outras vezes neste mesmo blog.






















Comecei a visitar o Leste Europeu quando ainda era difícil conseguir visto para essa visita. Aos poucos, os países que o integram, foram-se tornando destaque no turismo internacional. Hoje o turismo é uma de suas maiores fontes de riqueza; não houve, entretanto, perda de identidade de nenhum deles. A Polônia , muito respeitosa com símbolos e bastante religiosa, é toda bonita - suas cores, seu artesanato de madeira , suas inúmeras igrejas e capelas, suas obras de arte, enfim, sua história, sua geografia e sua cultura.  Amo as montanhas Tatry, que formam uma cordilheira na fronteira da Polônia e Eslováquia. São pouco conhecidas e muito bonitas - um lugar a que se deseja sempre retornar.


sexta-feira, novembro 11, 2011

Lituânia : fotos e comentários breves




















Costuma-se dizer que, na Lituânia, as três palavras mais usadas começam com a letra "B" : Biblia, Beer ( cerveja) e Basquete - não necessariamente neste ordem.























Tendo em vista meu Curriculum espiritual , fui  à Colina das Cruzes, local de peregrinação católica. Conta a lenda que , nesse lugar, antigamente, foram massacrados três franciscanos. Durante o período soviético, as cruzes eram arrancadas durante o dia e repostas durante a noite - nunca se soube quem fazia essa reposição.






















Vilnius tem quarenta igrejas e mil e quinhentos edifícios históricos. A Catedral - neoclássica - é o centro da vida espiritual da Capital . É importante ver também a Capela de São Casimiro, edifício barroco de rara beleza , construído em 1623-1636.





O artesanato lituano é bem bonito  e original, com destaque para os bordados e as peças de âmbar - como este tabuleiro de xadrez.






Ainda me encantam e surpreendem a beleza das cores variadas de mármore, encontradas nas igrejas principalmente.






Penso na Lituânia como o País de um povo com identidade muito forte, embora tenha passado pelo domínio da Rússia, da Polônia, da França e da Alemanha - um País que não perdeu suas raízes históricas e tornou-se uma nação ultramoderna, bastante conhecida hoje na Europa.



quarta-feira, novembro 09, 2011

Lituânia: portas e portões



















Gosto dos detalhes, do formato, das cores de portas e portões. Observem a delicadeza dessas ovelhinhas - e eram muitas e diferentes entre si.




Porta de entrada do Castelo de Trakai , que foi descrito como "uma fortaleza capaz de resistir a qualquer invasor".




Nas igrejas antigas , é comum se encontrar esta superporta com uma pequena porta para ser usalmente aberta.Interessante que a portinha foi feita para pessoas de baixa estatura.





Gosto de portas e portões. Aguçam minha curiosidade. O tempo todo me pergunto o que haverá quando forem ultrapassados.




As portas , internas e externas , do Castelo de Trakai são bonitas, especialmente pela parte trabalhada em ferro - como esta.



"Compreendi que as coisas são reais e todas diferentes umas das outras;Compreendi isto com os olhos, nunca com o pensamento.Compreender isto com o pensamento seria achá-las todas iguais."

Fernando Pessoa



É também do Castelo de Trakai este adereço. Por favor, atentem para o trabalho de quem o fez - e não para a foto mal enquadrada.

domingo, novembro 06, 2011

Lituânia: Vilnius e Trakai

























Bonito País. Muito verde,muitos lagos, terras com , mais ou menos, duzentos metros acima do nível do mar, edifícios imponentes, gente elegante, bonita e gentil. São três milhões e quinhentos mil habitantes, sendo 84% de lituanos mesmo. Com difícil história de invasões, dominações e lutas, com terrível massacre de uma das maiores comunidades judaicas do mundo, a Lituânia tem hoje espaço na União Europeia , onde ingressou em 2004, e condições para desenvolver-se, mantendo sua identidade cultural e valorizando essa história que tem mais de 800 anos.





















Lamentamos  ter permanecido apenas três dias nesse País que merecia bem mais. Visitamos somente a capital, Vilnius, e o vilarejo de Trakai, em que estivemos para ver o Castelo. Precisaríamos de bem mais tempo, para poder percorrer todas as regiões deste País, que é, geograficamente, o maior dos três Bálticos. Vilnius , cuja Cidade Velha é Patrimônio Mundial da UNESCO desde 1994, demonstra ter intensa vida cultural. Já foi Capital Europeia da Cultura, em 2009. São muitos os anúncios de peças teatrais, apresentação de orquestras sinfônicas, óperas, concertos de câmara e balê clássico. Também a pintura e a escultura estão bem presentes, assim como apresentações folclóricas e tradicionais do País.























Em junho, por exemplo, há o Festival da Vaca Nadadora, que eu gostaria muito de ter visto. Nesse Festival, as pessoas, usando trajes folclóricos, fazem muita festa, enquanto olham as vacas, coroadas com flores, serem levadas aos lagos que atravessarão nadando. Deve ser o maior barato!
Em fevereiro, há outro Festival que me pareceu interessante - é o início da despedida do inverno. As pessoas despedem-se dele usando máscaras de bruxas, diabos e assombrações e consumindo muitas e variadas comidas e bebidas.























Trakai , há 25 km de Vilnius, foi a antiga capital da Lituânia. Lá está o belíssimo Castelo de Trakai, um castelo gótico situado numa ilha do Lago Galvë. Na Idade Média, esse Castelo foi uma fortaleza que serviu como defesa contra os ataques dos Cruzados.Pode ser visto a partir das praias do Lago e a ele se chega por uma encantadora ponte , que liga a praia à ilha, ou em barco que são alugados por hora. Um fato interessante é que o Castelo foi destruído por russos, em 1655, e teve, em 1950, a aprovação de sua reconstrução, que terminou em 1987, também por russos.
























Muitos lugares desta Capital merecem uma visita bem mais demorada que a nossa, como, por exemplo, a Rua Pilles, uma das mais antigas da cidade e com um comércio variado e de boa qualidade - fantástico o comércio de âmbar ; a grandiosa Universidade de Vilnius, que ocupa grande parte da Cidade Velha; a Catedral de Vilnius, com elegante fachada neoclássica; as igrejas , museus e galerias; o Morro das Três Cruzes, que dizem ser o símbolo de Vilnius e que tem  uma história interessante , que remete ao século XVI; a Praça da Prefeitura e o Centro de Arte Contemporânea.
























Gostaria muito de ter permanecido nove dias - como permaneci em Tallin - aqui na bela e histórica Vilnius.Tenho planos para retornar - só preciso de mais tempo na terra ou de mais vidas andarilhas. Da Lituânia, viajando num ônibus de "pagar pecados", desses que ninguém merece, fomos, em nove horas, para a Polônia. Varsóvia, depois Cracóvia, aguardavam-nos !


sábado, novembro 05, 2011

Letônia : cemitérios e memoriais




















Letônia  também tem, nos seus cemitérios, locais interessantes de visitar. No Cemitério dos Irmãos , as esculturas mais famosas são Dois irmãos, O Cavaleiro Perdido e Mãe Letã, trabalhos do escultor Kärlis Zäle. Nele, estão enterrados os letões que morreram em defesa do País na Primeira Guerra Mundial e na Guerra da Independência. No Cemitério Rainis, estão enterrados, entre outras pessoas, escritores, escultores, artistas plásticos e músicos.




















No Cemitério Florestal, iniciado em 1913, a escultura mais famosa é Mãe Chorosa, que assinala a morte de um ministro das relações exteriores do País, ocorrida em 1925, em circunstâncias nunca esclarecidas. O autor dessa escultura – Janis Rozentäls - também está aí sepultado. Eu queria muito ver o Memorial do Holocausto , na Floresta Bikernieki. Por sorte, depois de visitarmos o Museu do Automóvel, chamamos um táxi para retornar ao centro e, ao comentar com o motorista minha vontade de ver o Memorial, ele imediatamente prontificou-se a levar-nos, já que íamos passar perto, e esperar-nos na estrada próxima à Bikernieki. Assim fez, demonstrando emoção com o nosso interesse.






















Caminhamos uns cem metros para dentro da Floresta e lá estava esse Memorial, inaugurado em 2001, no lugar onde os nazistas executaram e enterraram quarenta mil judeus, trazidos da Alemanha e de outros países europeus ocupados entre 1941 e 1944. No centro do pavilhão, na entrada do Memorial, numa grande pedra escura, está escrito ( tradução): “Ó terra, não cubras o meu sangue, e não haja lugar em que seja abafado o meu clamor.” ( Jô 16: 18).





















Esta foi a visita que mais me abalou emocionalmente na Letônia. Eu via setores com o nome de cidades que conheço, como, por exemplo, Brno, Praga, Frankfurt e Colônia, e que considero pacíficas e bonitas e pensava no que o ser humano é capaz quando encontra um grupo e um ambiente afins com suas idéias – ainda que de destruição, morte e dor. Nessas horas sempre penso na dor de pais que perdem filhos, dor maior que alguém pode ter.

quinta-feira, novembro 03, 2011

Letônia: Museu do Automóvel





















Não me considero turista; sou mesmo andarilha, viajante. Tenho a vital necessidade de mover-me pelo mundo, um mundo que é redondo, bonito e fácil de andar. Gostaria que todas as pessoas pudessem viajar – e tivessem o gosto de fazer isso – mesmo que fosse para as cidades próximas de sua casa. O limite espacial é de cada um, assim como o tempo e o dinheiro disponível .Gosto muito de dar informações sobre os lugares que conheço, sobre coisas que vi, sobre experiencias que tive. Leio muito sobre os lugares que planejo – ou sonho - conhecer. Estudo-os antes, durante e depois de viajar. Considero-me razoavelmente informada sobre viagens – oposto total quando a informação é sobre carros.





















Consigo distinguir ônibus de caminhão; kombi de carro; ambulância de táxi! Não vou muito além. Sim!!! Distingo marcas, quando as consigo ler.... Identifico, às vezes , meu próprio carro, embora já tenha tentado abrir carros alheios pensando que era o meu...e achando que a chave estava “errada”... Como sou curiosa, entretanto, visitei, na bela Riga, o Museu do Motor ( Motormuzejs). O prédio, moderno e de interessante arquitetura, tem o formato de um grande galpão e abriga ali perto de 250 veículos, tanto da Letônia quanto de outros Países. Gostei das cores vibrantes usadas nos carros de antigamente : amarelo, laranja, rosa, lilás, além de todas essas que permaneceram e que conhecemos.






















Gostei das histórias relacionadas a alguns dos modelos expostos. Lá está um Rolls Royce, 1966, chiquésimo, prateado, que foi do ex-presidente da Rússia, Leonid Brezhnev , um apaixonado por carros, tanto que ele mesmo costumava dirigi-los. O curioso é que , com esse carro, ele colidiu em Moscou, destruindo uma das laterais. O carro está como ficou após a batida e , na direção, um modelo de cera, muito semelhante a Brezhnev – parece que até se pode sentir o cheiro de vodca! Que maldade dizer isso!






















No mesmo Museu, encontra-se  uma limusine blindada , que foi usada por Stalin. Painéis , junto a cada carro, identificam o modelo, indicam o ano de fabricação e , na soma de todos esses painéis, tem-se um resumo da história da indústria do automóvel na região.Lembrando as guerras , lá estào veículos militares de diferentes tamanhos e para diferentes funções. Para mim, um museu diferente que valeu a pena visitar. Imagino, entretanto, o que seria de interessante essa visita para uma pessoa que gosta e que realmente conhece automóvel - como Fabrício , meu sobrinho, e Mile, meu irmão..


quarta-feira, novembro 02, 2011

Fotos e comentários sobre Riga




















A Cidade Velha  – centro histórico de Riga – é circundada por dois rios. Um deles teve uma de suas margens transformada em parque , pleno de árvores, flores, esculturas , monumentos históricos e lugares para muita gente estar. Lugares pacíficos, limpos e bonitos.





















Num restaurante, em Riga, comi uma salada fantástica, feita com  filé de frango , grelhado e cortado em pedaços; omelete fininha, enrolada e cortada em rodelas; azeitonas pretas; pedaços de abacate; cogumelos; alfaces de diferentes cores , rasgadas em pedaços; molho rose com uma pitada de conhaque.



























Na mesma quadra do hotel onde estamos hospedados, está o prédio da Academia de Ciência, o maior edifício de Riga quando de sua construção. Obra polêmica pela mistura de estilos e de símbolos, ganhou logo o apelido de Bolo de Aniversário de Stalin.






















Comovente o monumento dedicado a todas as crianças que foram deportadas para a Sibéria , no período de 1941 a 1949.



























Seria isso um “puxadinho”medieval?




























No Centro Antigo de Riga, vi a estrutura de uma grande árvore de Natal , toda com pedaços retangulares de espelho. Além de produzirem um som interessante , refletem diferentes cores durante o dia , de acordo com as cores usadas por quem a está olhando e as cores das árvores e dos edifícios próximos.





















Dizem que a melhor maneira de conhecer Riga é caminhando ou pedalando. Há bicicletas disponíveis em vários pontos. Como não sei andar de bicicleta, porque, quando criança, só aprendi a andar a cavalo, caminho por todas as cidades...e caminho muito.




























A Igreja Anglicana, bem localizada, demonstrar precisar de mais cuidados, a começar pela escada que dá acesso à porta principal. É, entretanto, muito bonita.























O outono é uma estação muito especial : as folhas caem parecendo dançar ao som da brisa suave; os pinheiros parecem aumentar seu verde forte para receber a neve; a água, os caminhos escuros de asfalto e a superfície da água ficam enfeitados por folhas de diferentes formatos e tons, do amarelo claro ao vermelho.





Visitamos , na praça da Cidade Velha, a uma exposição de animais e frutas, feitos com pedra bruta e ferro  batido. Muito bonita mesmo.

Letônia ou Latvija




















Conheci,na Letônia, - em letão, Latvija -  apenas Riga,sua capital e maior cidade da região dos Bálcãs.Viajei pelos campos letões, de ônibus, vindo da Estônia e indo para a Lituânia. O que vi , foram "campos europeus ": limpos,bonitos, produtivos, com muitas florestas e lagos. Li comentários sobre o futuro turístico do País, que apontam para o ecoturismo , nas antigas fazendas, como uma realidade próxima.










































Há investimentos no turismo, primeiro na capital, depois em áreas ao seu redor e, agora, em área mais distantes. Os grupos de turista, que a todo momento encontramos nas ruas de Riga, prova que esse investimento está dando certo . Que bom que o ampliasse mesmo, já que dizem ser a fronteira com a Rússia, no extremo oeste, uma área bonita, mas pouco desenvolvida. Quero muito visitá-la.









































Mesmo antes de 1200, ou seja, da chegada dos cruzados germânicos, a Letônia já dava mostra de sua existência, negociando com mercadores de lugares distantes. Em tempos bem mais próximos, sofreu a ocupação da Alemanha nazista e da Rússia soviética. Fez-se livre a partir de 1991 e procurou, então, acelerar sua modernização, perseguindo, assim, qualidade de vida para seus três milhões de habitantes, a maioria letões ( 60%) e russos ( 30%).





















iga é uma cidade admirável. Tem-se nela todos os estilos arquitetônicos : do gótico ao neoclássico. Possui um Centro Histórico - Cidade Velha -  que é considerado Patrimônio Mundial da UNESCO, em especial pelos seus edifícios em estilo Art Nouveau.Percorremos essa cidade a pé. A maior parte das suas atrações estão dentro das " muralhas", á margem direita do rio Daugava.Muitas igrejas, museus,torres,prédios e monumentos tornam o passeio inesquecível.
























O Castelo de Riga, onde assistimos à troca de guarda,  e a Casa dos Cabeças Pretas merecem um tempo especial de visita.São, de fato, muito bonitos.Também um tempo especial deve ser dedicado à Praça da Prefeitura,que foi o centro do poder em Riga, juntamente com o Castelo e a Catedral, para discutirem negócios e fazerem festas. A Casa dos Cabeças Pretas foi construída, originalmente, em 1334. Ao longo do tempo, passou a pertencer aos comerciantes estrangeiros, solteiros e ricos,que aí se reuniam para fazer festas e discutir negócios. Hitler iniciou a destruição delas em 1941. A fantástica recuperação se deu em 1999.























Ficamos hospedados fora da Cidade Velha, há quatro quadras do centro, perto do imenso Mercado Central, que ocupa cinco hangares, no Subúrbio ( Bairro) Moscou. Muito próximo ao hotel, um prédio marcante, que foi o maior de Riga, a Academia de Ciências, chamado , ironicamente, de Bolo de Aniversário de Stalin. Foi construído entre 1953 e 1957, em estilo falso-barroco, com uma mistura de símbolos que lhe valeram muitas críticas. Região bonita e tranquila, gostei de ficar ali.























Num mesmo dia, fizemos duas visitas importantes, ainda que em lugares bem diferentes: fomos ao Museu do Motor, um pouco longe do centro e, perto dele, ao Memorial do Holocausto, na Floresta Bikernieki. Esses dois lugares, um de rir e outro de chorar, eu os comentarei em post separado. Quero muito retornar à Letônia. Há muitos lugares que eu gostaria de conhecer ou de rever.

terça-feira, novembro 01, 2011

Para quem semeou beleza...estas flores

Quando estou viajando, fico muito,mas muito, sensível e emotiva. Lembranças afloram com intensidade e ,com  elas, tristezas e alegrias.
Desde que cheguei em Cracóvia, tenho sentido muita saudade de Gugu.Relembro cada passeio que fizemos aqui, em 2007. Há momentos que me parece escutar os passos dele, ouvir-lhe a voz e o tom de entusiasmo e admiração a cada monumento ou evento que víamos.
Chorei muito hoje. Recebi, pela manhã, um e-mail da Bahia em que Lúcia, minha muito querida amiga, avisava-me da morte de Deolinda, mãe dela e uma das pessoas mais doces, criativas e sábias  que conheci..Foi um dia marcante em que agradeci pelas pessoas inesquecíveis que passam ou passaram pela minha vida. Num momento pensei que o mundo seria mais bonito, harmônico e generoso se todas as pessoas tivessem a sorte de conviver com Gugus, Lúcias e Deolindas.