quarta-feira, dezembro 21, 2016

Viagens/2016 : Momentos Especiais: 3a. Parte

Arquitetura Tradicional em Lima: Centro Histórico

Sei bem que conhecer Lima não é conhecer o Peru. Como, em outras vezes, tracei o País, nesta viagem  dediquei - me à Capital -  que me encantou muitíssimo. Além do Centro Histórico e dos tradicionais bairros - Miraflores, San Isidro e Barranco - existem atrações que surgiram nos últimos anos, como o fantástico Complexo de Fontes Eletrônicas, inaugurado em 2007.


Fonte da Vida, uma das mais bonitas.


No Centro Histórico, encantei-me com a Plaza Mayor, onde estão o Palácio do Governo, o Palácio Municipal e a Catedral; caminhei pelo Calçadão até a bonita Plaza San Martín, onde há belos edifícios coloniais e, nas proximidades dessas praças, muitas antigas igrejas e conventos. Lugares agradáveis para longas caminhadas.




Huaca Pucllana

Há, entretanto, que ir além do Centro Histórico e visitar, por exemplo, Huaca Pucllana, sítio arqueológico que está em pleno bairro de Miraflores. E já que se está em Miraflores, visitar o Shopping Larcomar , a céu aberto -  não é uma sugestão para compras...mas para ver a arquitetura e deslumbrar-se com a vista do Pacífico. Se ficar tarde, pode-se jantar no Barranco, lugar de música e diversões. Os pacotes turísticos, no entanto, para jantar e assistir a shows, estão mais para roubadas - comida ruim e música quase isso.

Pedro, mirando o Pacífico, em Miraflores

Voltei do Peru me perguntando por que eu pouco visitava este País tão encantador e facilmente acessado desde Porto Alegre, ainda que seja para fazer compras necessárias - afinal o algodão peruano é considerado o segundo melhor do mundo, depois apenas do egípcio. Prometi, a mim mesma, retornar em 2017 - a mesma promessa que acabei me fazendo quando saí da Colômbia e, mais ainda, do Equador. Inshallah!


Parque do Amor em Miraflores - à Gaudí.

Bogotá, cidade em que passear pela histórica Candelária já justifica uma viagem, há, no entanto, muito mais atrações, mesmo que se tenha como alvo apenas a Capital da Colômbia.Cidade fácil de movimentar-se....de táxi... Minha dificuldade inicial foi  entender a lógica da diagramação local , com suas calles ( C ), avenidas ( Av. ) e carreras ( Cra. ), umas de norte a sul; outras de leste a oeste. As montanhas de Monserrate e de Guadalupe contribuíram muito para minha orientação.

Candelária

No dia da chegada, já visitei e me encantei com o Centro Cultural Gabriel García Márquez por duas razões: ali funciona o moderno Café Juan Valdez, de uma rede semelhante ao Starbucks - mas com o delicioso café colombiano; e ali também encontrei uma livraria grande e com ambiente ótimo, que me fez sair dela com quilos a mais de bagagem.


Fernando Botero
Outro motivo da minha visita à Bogotá: ver museus de arte, em especial o Museu Botero, localizado na Candelária, que reúne 123 obras desse artista - um dos mais bem cotados da América Latina. Imperdível também o Museu do Ouro, com 5 mil peças em exposição e o Museu de Arte do Banco da República, com mais de 3500 obras nacionais e internacionais. Faltou-me disponibilidade de tempo para ver o Museu Igreja de Santa Clara e o Museu Internacional da Esmeralda.


Arte Pública -  em frente ao Cemitério dos NN encontrei este Botero

Entre outras visitas especiais, foi agradável ver a Praça Bolívar, conhecida como o coração da cidade, que tem, ao seu redor, o prédio do Congresso Nacional, a Prefeitura, o Palácio da Justiça e a Catedral - as catedrais são meus pontos de referência  para começar a conhecer qualquer cidade - afinal, a igreja sempre soube se colocar muito bem.


Teleférico para Monserrate
Para chegar ao alto do Cerro de Monserrate, que tem 3150 metros de altitude, pode-se usar teleférico, que eu odeio - ódio que só é superado pela curiosidade - ou funicular. No alto do Cerro, de onde se tem uma vista belíssima de Bogotá, há uma igreja e um restaurante; ao pé do mesmo cerro, está a Quinta de Bolívar, a mansão colonial - hoje museu -  residência de Simón Bolívar.


Lugar de comidinhas em Usaquém, bairro  que parece una pequena cidade.

Da Colômbia, viajamos para o Equador,  país que eu não conhecia e que  foi minha maior descoberta nesta viagem - voltei pensando em retornar. Sua capital está localizada a 2850 metros acima do nível do mar, em um vale na serra - prolongamento de um vulcão. Quito é uma aula de História e Cultura.


Paisagens vistas a caminho de Otavalo

Pedro e eu estivemos  cinco dias na Capital e um dia em Otavalo, uma cidadezinha encantadora, com cerca de 30 mil habitantes, distante 100 quilômetros ao norte de Quito. Otavalo é famosa por seu mercado tradicional indígena, que eu acredito ser o maior o maior da América do Sul. Vende malhas feitas à mão, de excelente qualidade, por preços bastante acessíveis - como dois pares de luvas que eu comprei, pagando 8 dólares. O percurso - Quito/Otavalo - é inesquecível : vulcões, montanhas, lagoas e , de quebra, uma população indígena que guarda sua cultura e suas tradições. Passeio imperdível.



Metade do Mundo

Outra atração de Quito - talvez a mais procurada e conhecida dos turistas - fica a 20 km do norte da capital : é a Mitad del Mundo, por onde se supõe que passe a linha do Equador, dividindo os hemisférios em norte e sul. Trata-se de um parque, construído em 1979, bonito e bem cuidado, em que os turistas fazem fotos com um pé no norte e outro no sul. Excelente escolha para estudantes, crianças e adolescente.


Detalhe da grandiosa Basílica de Quito

Visitei igrejas fantásticas no Equador. A Igreja da Companhia de Jesus, entretanto, supera não só àquelas que vi em Quito, mas também todas as outras do período colonial que eu conheço, inclusive as que vi no México. Tem ornamentação riquíssima e obras de arte  raras em igrejas, como uma representação de Deus, junto ao Menino Jesus, Maria e José ou um impressionante quadro com o Diabo, os pecadores e os pecados capitais por eles cometidos. Lamentei muito a proibição de fazer fotos no interior dessa igreja.



A Ternura - Oswaldo Guayasamin
Dois momentos de envolvente beleza que vivi no Equador foram a visita à  Fundação Guayasamin e o desfile alusivo ao aniversário de Quito. Oswaldo Guayasamin, maior artista equatoriano, é o autor do grande mural, bastante conhecido, que está no aeroporto de Barajas, em Madrid. Escrevi  um post sobre ele aqui: http://correndomundo.blogspot.com.br/2016/12/fundacao-guayasamin-visita-recomendada.html. Desejo muito voltar ao Equador, rever o que já vi  e conhecer Cuenca, Patrimônio da Humanidade pela UNESCO. " Gracias a la vida..." pelos belos recorridos de 2016.


Jardim interno do Museu Botero