quinta-feira, fevereiro 18, 2016

Sobre Literatura, Lugares, Diferenças e Evolução, por Paulo de Tarso Menini Trindade




Valeria é o amor da minha vida. Estamos juntos há 18 anos, casados há 13. Amor de verdade, não paixão frívola de adolescente, amor do tipo que evolui e muda junto com a gente. Uma das muitas coisas que nós temos em comum, e que nunca mudou, é a obsessão por livros. Sempre lemos muito e temos longas conversas sobre livros e autores. Este texto é extraordinariamente longo,  como eu normalmente não escrevo, graças àquela conversa com a Valeria, que deveria ter sido uma conversa rapidinha para informar que eu estava de volta ao mesmo universo dela. Tornou-se, no entanto, uma conversa longa sobre literatura, que só terminou porque a aeromoça fez cara de desespero para que eu apagasse o celular.





Outro amor da minha vida é a minha mãe. Ela tem sido minha mãe toda a minha vida, desde antes de eu nascer, mas ela ainda consegue me surpreender. Quando ela esteve aqui na última vez, estávamos falando da alfabetização do meu filho, e ela disse que "a leitura e a escrita são processos arcaicos e trabalhosos, pouco eficientes. Comparando com todas as maravilhas de comunicação e entretenimento de hoje, leitura e escrita são atividades que dão muito pouco retorno pelo esforço envolvido". Eu Fiquei de queixo caído com o que ela tinha acabado de dizer. Eu esperaria encontrar um comentário assim, acertado, incisivo, fatual e desapaixonadamente iconoclasta, em alguma publicação de tecnologia de vanguarda, tipo a revista Wired ou algo publicado pelo MIT, mas não saindo da boca da minha mãe.






Enquanto eu estou escrevendo isso, meu filho me interrompe para mostrar o filme que ele fez com o iPad, começa com a nossa casa sendo atacada por uma nave espacial, seguido por uma luta de espadas de luz dentro do quarto dele. Não é uma coisa que está só na cabeça dele, é um filme na tela, com imagens da nossa casa, mais efeitos especiais que ele baixou da internet.  Minha mãe (para variar) tem razão, não tem cartilha escolar que possa competir com isso, pelo menos ainda não.





Voltando ao início do texto, estou em Miami e o que deveria ter sido uma ligação rapidinha para minha esposa, transforma - se em uma conversa de quase uma hora sobre literatura. O assunto foi o livro “Cem Anos de Solidão”, de Gabriel Garcia Marques. Uma vez eu li que se a gente olha a biblioteca de um autor passa a entender de onde vem o que ele escreve. Fora este texto, eu me esforço muito para que tudo o que eu escreva, seja preciso, econômico e direto, comunicando toda a informação necessária no mínimo possível de espaço. Eu escrevo com níveis de proficiência similares em Inglês, Espanhol e Português, mas nas três línguas o meu texto soa diferente e vagamente estrangeiro. Sim! a biblioteca de onde eu aprendi a escrever, foi a revista inglesa "The Economist".





Meu primeiro contato com esta publicação foi quando eu tinha uns 10 anos de idade e estava lendo uma revista "Senhor", deitado na cama dos meus pais,  em Alegrete. A revista semanal " Senhor" era editada por Mino Carta, recentemente retornado do exílio, naqueles princípios de democratização do Brasil. Parte dessa revista  era a reprodução de artigos da The Economist. Eu lembro nitidamente do artigo. Era uma discussão sobre a legalização das drogas e era completamente diferente de qualquer coisa que eu tinha lido. O texto era claro, razoável, direto, franco. Não tinha os floreios de estilo que dizem "olhem como eu sou ótimo". O raciocínio da revista era aberto, honesto, livre de dogmas e preconceitos, de quem realmente quer entender uma coisa a fundo e buscar soluções sensatas, em vez de  gritar bobagens em manifestação política. Era extremamente corajoso em propor e discutir ideias sem se preocupar com ofender sensibilidades nem se identificar com nenhuma bandeira ou ideologia. Eu fiquei muito impressionado com aquilo tudo, tão diferente do que eu estava acostumado a ler. O timing também era fortuito, meus pais estavam  preocupados com o uso de maconha por adolescentes. Como qualquer criança, eu entendia muito mais do que todos pensavam e eu estava ali, com um texto que me fazia  olhar o problema de frente e de uma maneira nova, tranquila e adulta.






Eu leio a "The Economist" todas as semanas, e continuo adorando a sensatez, o humor sutil, o comedimento e as tradições de uma publicação com mais de 100 anos, que a permitem continuar não só relevante, mas na vanguarda do jornalismo mundial. Uma  das tradições dela é que os artigos e as colunas não são assinados por ninguém - as colunas fixas têm um nome ficticio, e o autor vai mudando. A publicação serve ao conteúdo, não ao ego de nenhum jornalista ou colunista. Outra tradição é ser uma revista cara, que produz conteúdo excelente e não tem vergonha de cobrar por isso. Uma tradição ainda mais importante: eles assumem o fato de que qualquer publicação tem sim uma linha ideológica, e a deles é declarada desde a fundação da revista.






Os conservadores (na Inglaterra e no mundo inteiro) são a favor de que o estado não intervenha na economia, mas sim intervenha pesadamente na sociedade como guardião da moral e bons costumes. Já os liberais propõe que o estado não se meta na vida privada de ninguém e não determine se casamento é só entre homen e mulher, que ninguém pode fazer aborto ou se a maconha tem que ser proibida, mas, ao mesmo tempo, o estado sim deve meter sua mão pesada na economia, regulando e administrando as minúcias de tudo, a la Dilma Roussef. Os libertários de 100 anos atrás propunham que cada um é dono do seu nariz, o governo não precisa e não deve se meter na vida privada das pessoas, e que suas intervenções econômicas precisam ser mínimas e comedidas, e o confisco da propriedade privada (via cobrança de impostos, por exemplo) é uma medida a ser utilizada em última instancia, tomada como uma intromissão séria, e abandonada o mais rápido possível.






Ainda sobre a "The Economist", parte de ser ideologicamente claro, é que eles declaram seu voto nas eleições, antes da eleição, e explicam por quê. Na eleição do Bush e Kerry em 2004, a capa da revista onde eles declaravam seu voto mostrava fotos dos dois candidatos, com a manchete "O incompetente ou o incoerente?". No texto, depois de destroçar os dois candidatos, eles terminavam dizendo que "é por isto que, sem nenhum entusiasmo, e com um peso no coração, declaramos nosso voto ao Senador Kerry".






A conversa com a minha esposa entra no fato de que eu não gosto do Gabriel Garcia Marquez, e acho "Cem Anos de Solidão" uma chatice. Eu li "Amor nos tempos da Cólera" quando estava no segundo grau, e gostei muito. Li Cem Anos de Solidão já adulto quando eu morava em Buenos Aires. Achei toda aquela coisa do "realismo fantástico" boba, afetada, autodeferente e desnecessária. Além disto eu culpo o Gabriel Garcia Marques por arruinar várias escritoras latino americanas pelo contagio do seu estilo. O exemplo que me vem na cabeça é  Isabel Allende, mas ela não foi a única. "A Casa dos Espíritos" era um livro muito bonito, eu tinha uns 13 anos quando o li e passei uma noite inteira sem dormir não querendo largar o livro até que o sol nasceu. Depois disso, eu li uns quatro outros livros dela que eram um mais medíocre que o outro. Os personagens superficiais e manjados - um herói revolucionário de esquerda, igual aos heróis das histórias de piratas que eu lia quando criança. Ele, jovem e lindo, ama a narradora, que é uma mulher genericamente atraente, mas não muito. É um veículo em quem ambas  a autora e a leitora se projetam. Este amor, tragicamente, não pode ser realizado por culpa de um vilão, ou do próprio destino, que faz com que o herói revolucionário/pirata/herdeiro de fortuna é consumido por uma paixão imensa por sua causa/pátria/navio/empresa/coleção de tampinha de garrafa, enquanto seu cabelo compridinho balança na brisa.





Por mais que a heroína/narradora/mulher generica/projecao da leitora tenha finalmente consumado seu amor, em uma cena erótica, mas de bom gosto, sem chegar na pornografia, mas raspando perto, o amor entre eles não vai terminar em casamento e final feliz. A leitora fecha o livro se consolando que o seu marido Armandinho com a sua barriga e o cabelo rareando, não é como o herói da história, com os olhos negros profundos e o botão de cima da camisa desabotoado por causa do seu peito largo e musculoso, mas ela se casou com o Armandinho para fazer um bem para a humanidade, deixando o cara do cabelo compridinho seguir seu destino heroico. Isabel Allende pra mim passou a ser o Sidney Sheldon da esquerda latino-americana. Só muda o logotipo.





Então, no meio daquele momento em que eu estou feliz me vangloriando da minha óbvia superioridade literária, a Valeria me rebenta ao meio, dizendo uma verdade: o q tu sentes a respeito de um livro também é uma consequência do que estás vivendo e sentindo naquele momento. Talvez se eu ler "A Casa dos Espíritos" hoje também me pareça uma bosta. Talvez eu goste muito de Cem Anos de Solidão se eu me dignar a ler de novo. Dá para condensar toda a complexidade de meus pensamentos e sentimentos naquele momento em uma frase de duas palavras: "que merda!" Ela ganhou, eu perdi, agora é só firmar o tratado final, ditando os termos da minha rendição. Em vez de me sujeitar à tortura de ler o Garcia Marquez de novo, eu negocio com a Valeria para fazer outra coisa que ela me pede faz tempo :  escrever um pouco, e por isso o texto que você está lendo. Em vez de me limitar ao meu máximo de uma página, cinco parágrafos e um ou dois tópicos, eu estou escrevendo sobre tudo com abandono, e sem consideração pelo tempo da pobre pessoa que está lendo isso : você mesmo, caro leitor.






Ontem, no final da tarde, voltei de Cuba, na última mas não menos arriscada etapa da viagem, que é chegar em casa desde o aeroporto de Atlanta, um processo que, por causa do trânsito, pode demorar mais de duas horas. A parte que eu  gosto de aviões, é a oportunidade de ler e pensar sem ser interrompido nem me sentir culpado porque tem alguma outra coisa que eu deveria estar fazendo. Chego, tomo um atalho pelo meio da parte perigosa de Atlanta, e sigo com o que eu estava pensando no avião, no quanto a nossa narrativa histórica exagera a importância dos líderes que supostamente mudaram o mundo, porque no momento aquele eram as pessoas de poder, como  Winston Churchill, Getulio Vargas, Joseph Stalin, Fidel Castro e tantos outros, mas não dá importância àqueles que realmente transformaram o mundo. Fiquei pensando em especificamente dois dos três mais importantes:  Galileu Galilei, que todo mundo conhece mas ninguém sabe porquê, e Alan Turing, que menos gente conhece, mas que talvez ainda tenha o papel mais crítico que uma pessoa possa ter na história da humanidade. Veremos. O terceiro mais importante - opinião minha óbvio -  é Alexander Fleming, descobridor dos antibióticos, sem os quais quase todo mundo que está lendo este texto já estaria morto faz tempo. O autor também. Mas vamos a Galileu e a Turing, os outros dois:






Antes de Galileu se tinha certeza que um objeto mais pesado caía mais rápido que um mais leve e que o sol girava em torno da terra. Ninguém pensava muito em discordar da sabedoria prevalente, provavelmente por ignorância, preguiça, outras prioridades, medo de ser visto como diferente do resto do grupo. A mesma preguiça mental de hoje em dia e de sempre, além do incentivo extra de que os poderes da época que podiam fazer churrasquinho com quem começasse a pensar demais. Galileu foi quem disse "É mesmo? Então vamos soltar dois pesos diferentes de cima da torre de Pisa e comprovar." E os pesos tocaram o piso juntinhos, e a humanidade aprendeu a questionar, testar e aprender, em vez de acreditar que as coisas eram verdade porque um padre ou um livro dissera. E assim nasceu o nosso mundo com aviões e carros e engarrafamentos de trânsito.






Alan Turing foi um caso mais recente, e uma história triste e vergonhosa. As mudanças que Turing desencadeou no mundo ainda estão se desenrolando, e ainda podem vir a resultar muito mais profundas que as de Galileu, ou talvez de qualquer coisa na história da humanidade. Alan Turing era um gênio matemático, ele foi a peça chave em quebrar os códigos secretos da Alemanha nazista, o que deu uma vantagem decisiva aos aliados na segunda guerra. Mesmo com tudo isto, depois da guerra, Turing foi encarcerado e destruído profissional e pessoalmente por ser homossexual, e esta é a parte triste e vergonhosa. O Juiz que o condenou por ser homossexual não teve nenhuma consideração pelo fato de que se não fosse por Turing este mesmo Juiz estaria ou morto ou batendo as canelas e fazendo a saudação nazista. Mesmo assim, antes de morrer Turing fez outra contribuição, talvez maior ainda do que ele fez na  guerra. Alan Turing inventou o computador. Não um Mac ou um PC, mas os processos matemáticos que permitiram que se construissem os computadores que hoje são tão indispensáveis em nossas vidas, e que no futuro podem vir a ser a vida em si. Turing não estava tentando inventar nenhum tipo de equipamento novo, e ele não tinha como dimensionar o que ele havia feito. Ele estava trabalhando numa abordagem nova pra um problema matemático antigo ainda sem solução. O método que ele propôs era constituído de duas partes:  um conjunto de instruções que seriam executadas em sequência, repetidamente, e um mecanismo que executaria estas regras. Software e Hardware, tudo escrito, lido e reescrito em uma fita, a memória do computador. O conceito foi chamado de “Turing Machine", e o computador foi criado. Neste momento bilhões de Turing Machines, funcionando exatamente como Alan Turing as criou e definiu, estão trabalhando incansavelmente dentro do iPhone em que eu estou escrevendo este texto, que eu admito está ficando muito longo...





Estou no meio desta elucubração, passando pela parte feia e pobre de Atlanta, e vejo uma cena bizarra: cruza na frente do meu carro um maluco correndo e aos gritos. Eu freio, ele passa, segundos depois vem um policial correndo atrás dele, com sua pistola na mão. O sujeito correndo não gritava de medo, parecia mais de histérico, o policial tinha cara de guri bem comportado. Eu olhei agressivamente para o policial, ele me entendeu e colocou a pistola no coldre antes de seguir correndo. Não sei como isso terminou, mas fiquei feliz de como eu estava sendo cuidadoso. A maior parte dos acidentes de moto acontecem a menos de cinco quadras da casa do motociclista. A pessoa começa a pensar que já chegou, e relaxa a vigilancia, e um encontro com o chão ou um poste é uma distância muito pequena. Eu tomo esta estatística muito a sério e cuido não pensar que eu cheguei até que eu não estou dentro da garagem da minha casa com o motor apagado. Algocomo   não contar com o lucro de um negócio até que o dinheiro não esteja na conta e tudo 100% resolvido -  repetir sempre que encontrar uma solução e implementar uma solução são coisas muito distantes. Isso me salvou ontem, assim como me salvou muitas outras vezes. O fato de que eu estava na parte perigosa de Atlanta é consequência do trabalho de Galileu e Turing, e também da indústria de defesa dos EUA e do segundo mandato do Ronald Reagan. Eu estava lá guiado pela Ingrid.





Há muitos anos,  eu li um teste de vários GPSs portáteis, escrito pelo Barry Sonnefeld, que então era um diretor de cinema semifamoso. Ele dizia que uma coisa que faltava em todos os GPS era uma opção de "evitar o Ghetto". Eu não gostei nada daquele comentário, Ghetto tem uma conotação racista, significa "aglomeração de pessoas indesejáveis", o que no contexto dos EUA, hoje em dia, significa "lugar onde vivem os negros e mexicanos probres", um lugar não muito diferente do conceito de favela no Brasil, mas que para min com uma aparência mais triste ainda que as nossas favelas. A palavra Ghetto vem do antigo dialeto de Veneza, e significa "fundição". Veneza tinha separado uma área para criar um distrito de fundição, onde iriam se estabelecer todos os ferreiros e artesãos de metal. A ideia não colou muito, e, em 1516, a área estava quase abandonada. Quando os governantes de Veneza decidiram encarcerar sua população de Judeus, o Ghetto foi a área escolhida. Eu até sim entendo o que Sonnenfeld disse, porque a verdade é que ninguém quer estar no Ghetto, nem os Judeus de Veneza, nem os negros e mexicanos pobres dos EUA, nem eu.




A outra coisa que o Sonnenfeld dizia no artigo e que no momento eu estava de acordo, era que todos os GPS tinham que ter um botão vermelho bem grande para calar a boca da voz de mulher do GPS, para quando ela fica insistindo em fazer coisas que não dá. "Dobra à direita", e não tem como, "faz a volta e dobra a direita", quando tu estas em cima de uma ponte e tem uma fila de caminhões no sentido oposto, "eu te disse que tu tinha que dobrar a direita seu imbecil, agora pra tu aprender vou te meter por uma estrada de terra na chuva". Hora de apertar o botão de "cala a boca, sua vaca!".






Eu estava de acordo com isso, mas mudei de ideia convivendo com a Ingrid. Ingrid é o nome que eu dei para a alemã prepotente do GPS do meu carro. A Ingrid sempre tem razão. Ela está conectada à informações de trânsito em tempo real, sabe onde tem acidente, construção na estrada, tráfico lento, congestionamento. Além disto usa dados históricos de trânsito por horário, dia da semana, chuva, e sei lá eu que mais. Tudo isto ela considera meticulosamente em todas as decisões que ela toma ao gerar a rota mais rápida para eu. No começo eu duvidava da Ingrid quando ela dava umas rotas meio absurdas, tipo atalhar pelo Ghetto. Eu não seguia a rota, e depois só olhava a tela da Ingrid mostrando que meu horário estimado de chegada agora era 22 minutos mais tarde. Ela ficava quieta, não dizia uma palavra, e eu ficava imaginando a cara dela, com um sorrisinho nojento de canto de boca de quem está pensando "viu seu burro, eu tinha razão como sempre". Eu ficava sonhando com arrancá-la da tomada, deixá-la sem tela, sem voz e sem internet. Eu tinha vontade, mas, se eu fizesse isso, eu não saberia chegar a lugar nenhum, não somente porque eu tenho um péssimo senso de direção, mas também porque Atlanta é uma cidade gigante, onde nenhuma rua anda reto, e elas vão mudando de nome e outras vão copiando os nomes das primeiras. Para quem pensa que eu estou exagerando, existem 71 ruas diferentes em Atlanta que o nome é uma variação de "Peachtree" (pessegueiro).





Bom, uma viagem de dentro do hotel em Cuba até dentro da minha casa em Atlanta tem complexidades imensas. São milhões de coisas que precisam funcionar perfeito, no momento preciso. Cada vez que eu chego de uma viagem eu fico surpreso que deu tudo certo, porque existe a possibilidade muito real de que o engenheiro que estabeleceu o limite de tolerância da espessura dos cabos dos freios do trem de dentro do aeroporto de Atlanta tenha feito isto nos mesmos dias que ele estava tendo um caso com a mulher do chefe dele, o mesmo chefe que tinha que verificar que a tolerância da espessura do cabo de freio que o engenheiro estabeleceu estavam bem, mas agora porque os dois estavam distraídos por conta  da mulher do chefe, o cabo vai quebrar e o trem não vai freiar e eu vou morrer em um acidente ferroviário dentro de um aeroporto!!!




PS. Assumo ter selecionado e postado fotos de Paulo de Tarso, Valéria e Massimo - algumas junto a pessoas que nos são muito caras. As opiniões são dele; as fotos, escolhdas por mim. Mãemãe