domingo, janeiro 10, 2016

Hungria : introdução

No trem, a caminho de Budapest

De Viena Hauptbahnhof  ( atenção! porque, há pouco tempo, partia-se de Westbahnhof ),  partimos para Budapest-Keleti, numa viagem de 2h42min. Pouco mudou a paisagem, pois a neve que cobria os campos fazia com que tudo se parecesse. Eu havia feito câmbio de alguns euros para o pagamento do táxi, da Estação ao Hotel, em Florint. Foram muitas as vezes que eu tive problemas com taxistas tanto em Budapest quanto em Praga. Táxis realmente foram meus únicos contratempos nessas duas cidades tão lindas.

Amo a neve em fotos...

A Hungria é bem interessante como base para conhecer a região, já que faz fronteira com Eslováquia, Ucrânia,  Romênia,  Ioguslávia, Croácia, Eslovênia e Áustria. Favilmente, alcança-se esses países, usando trem ou ônibus. É um país com um bom estoque de água: tem os rios Danúbio e Tisza e o Lago Balaton, um dos maiores da Europa. Foi bastante atingido por guerras e destruíções; sofreu o domínio soviético de que só se libertou em 1989. Desde 2004, integra a União Europeia. É famosa pelo interesse em atividades culturais  e pelo turismo bastante forte, especialmente na Capital.


Rio Danúbio - Foto: Pedro Menini

A Hungria - República Parlamentarista - tem cerca de 10 milhões de habitantes. Conheço bem Budapest e um pouco do interior do país. Em razão da proximidade com Kosice, na Eslováquia, onde passei férias durante quatro anos, acostumei-me a visitar os amigos húngaros. No interior da Hungria, quando era impossível comunicar-me em inglês, fazia-me entender com meu resumido eslovaco. Povo gentil e acolhedor. Estiveram entre os pioneiros a indenizar judeus sobreviventes do Holocausto, assumindo sua responsabilidade por erros cometidos durante o regime nazista.


Mercado Central - Budapest

O país, embora incluído na União Europeia,  conservou sua moeda própria: o florint. Neste momento, 1 euro é igual a 315 florints. Ainda não é um país caro, mas, independente da suba do euro para nós, eu o encontrei com preços bem mais altos. Estamos hospedados no Ibis Budapest Centrum, um hotel básico e funcional como são todos os hoteis dessa rede - muito bem localizado, perto da Rua Vaci, a famosa rua de lojas diversas e de produtos típicos. O artesanato húngaro é o meu favorito na região.


Mercado Central - Budapest

Em 1994, estive na Hungria pela primeira vez. Acrescentei, desde essa data, dois itens na minha lista de compras: Helia D e páprica doce e picante. Helia D é um creme para o rosto, excelente para climas frios, à base de azeite de girassol - fabricação local e sem exportação. Páprica para eu preparar Goulash, o prato mais conhecido e tradicional da cozinha húngara. É preciso distinguir a Sopa Goulash e o autêntico Goulash, herdado de antigos pastores. 


Antiga Estação de Trens, já bastante desativada.
Receita de Goulash para 6 ou 8 pessoas

2 kg de carne sem osso - costumo usar uma carne dura;
1,5 kg de cebola picada;
1 kg de tomate sem pele;
1 colher de sopa de páprica doce;
1 colher de sopa de páprica picante;
manteiga;
sal e noz moscada.


Mercado Público

Frito bem a  cebola na manteiga. Acrescento a carne que já vai estar cortada em cubos - frito mais um pouco a carne e a cebola. Junto os tomates cortados e misturo bem com a carne e a cebola. Cozinho até a carne ficar bem macia ( fique por perto...não saia para a internet). Sirvo acompanhado de arroz, batata ou pão. Já comi - e ja fiz também - com pedaços de batata, cozidos junto com a carne, quando ela está quase pronta. Ontem, comi, aqui em Budapest, goulash com cenoura em vez de batata ou cogumelos. Não gostei.


Mercado Publico