segunda-feira, agosto 17, 2015

México I


Pedras semipreciosas - riqueza mexicana

Cheguei em Atlanta com a decisão de fazer uma viagem dentro da viagem. Não sabia exatamente para onde, mas alimentava a certeza de que deveria investir  na America Central e no Caribe. Conversei muito com meu filho, bom conhecedor da região. Ri muito o dia em que perguntei a ele se eu precisava de visto para um determinado país. Respondeu-me que eu não precisava de visto; precisava, sim, de colete à prova de bala.


Numa Cooperativa de Artesanato, máscara em construção.

Aconselhou-me Cuba por ser segura, barata e interessante, lembrando - me que história cubana não se restringia aos últimos 50 anos. Havia muito o que ver e , segundo ele, a população era gentil e tranquila. Considerei uma boa sugestão, já que ele viaja , a esse país , frequentemente, a trabalho. Cuba, no entanto, estava fora de cogitação por dois motivos: primeiro, o aeroporto de embarque era americano, e eu teria, assim, um visto concomitante a outro visto, o que me era impedido;  segundo, essa viagem já estava agendada para novembro.


Pirâmide do Sol

Meu filho ponderava que o México era perigoso para eu visitá-lo pela primeira vez , sozinha  e com um roteiro composto de várias cidades. Concordei , pedi ajuda à Edilma - Ktour Santa Maria - e , juntas, passamos a buscar um pacote. Por sorte,  encontramos um , na FLOT , que visitava as cidades coloniais que me interessavam, com um grupo pequeno e duração de nove dias. Foi uma operação complicada. Precisavámos obter a confirmação da parte terrestre e, simultaneamente, conseguir um vôo direto pela Delta  - assim...tudo em cima da hora.... Mas deu certo! Uffff


Basilica de Guadalupe

Saí de Atlanta às 12h30min. Menos de quatro horas, chegava à Cidade do México. A primeira impressão, desagradável. Trânsito pesado e caótico - cerca de uma hora para percorrer, de carro, os 6 Km, do aeroporto ao hotel. Já instalada, analisei novamente o mapa, revisei anotações e vi que meu projeto inicial teria que ser simplificado. Na manhã seguinte, conheci o grupo com quem faria a parte inicial das visitas. Éramos nove pessoas - quatro mexicanos, quatro colombianos e eu, mais o motorista e o guia turístico. Gente demais para o que eu esperava!


Grandes plantações de milho, apenas para consumo interno.

O programa desse primeiro dia foi mais do que intenso: foi duríssimo e incompleto - mais da metade dele não foi possível fazer. Lamentavelmente, não houve tempo para ver o que mais me interessava: os murais de Diego Rivera, no Palácio Nacional. Fomos direto para a Zona Arqueológica de Teotihuacan para ver as Pirâmides do Sol e Da Lua e o Templo de Quetzalcoati. Impressionantes. Fantásticos. Vimos outros lugares, e o resto do dia foi para estar no complexo da Basílica de Guadalupe. As visitas referidas serão descritas em outra postagem.


Detalhes da Igreja de Guadalupe (Guadalupinha) em Morélia

No segundo dia, encontrei o grupo com quem estaria até o final da viagem. Melhorou muito - somente seis pessoas - e todas bastante agradáveis e com longa experiência de viagem: um casal brasileiro, um jornalista argentino, duas senhoras colombianas e eu. Guia e motorista. Carro bom. Viagem tranquila. Belo recorrido por Morélia - que será assunto para outro post. Agora já passa da meia noite. Amanhã, iremos para Patzcuaro. Estou bem. Gostando do México e agradecendo por estar aqui.


Em Morélia