segunda-feira, setembro 03, 2012

Pequenas Viagens, grandes conhecimentos!

Antiga Casa de Governo em Vandalia























Mover-se no mundo não implica apenas grandes viagens. Implica mover-se até onde é possível, considerando todas as interferências e dificuldades de tempo, gosto e dinheiro. Mover-me , para mim, é vital. Quando morava  em Alegrete, era uma festa ir a Quaraí, São Francisco, Uruguaiana e todas as demais cidades dos arredores. Ir a Artigas, Rivera e Paso de los Libres, então , tinha o sabor de uma viagem internacional. Morando em Santa Maria, organizei um programa para conhecer a região central - e gostava muito de subir a serra nos finais de semana.









































Trabalhando, durante um ano,  na UPF, amei visitar muitas cidades que eu não conhecia, como Serafina Correia e Selbach.  Nos seis anos em que fiz assessoria,  na SEC e na UFMS, em Campo Grande, ao programa de formação de professores-índios, tive dois fantásticos companheiros de andarilhagem - os  doutores Gilson Martins e Marina Vinhas. Conheci todo o MS, da Cabeceira do Pantanal às suas maiores e menores cidades.























Em Roraima, nem se fala! Nos dezessete anos em que viajei a trabalho para lá, conheci cada canto daquele maravilhoso Estado, desde quando era Território. Em Rondônia, fiz maravilhosas viagens de barco pelos rios Madeira e Marmoré. Inesquecíveis. Também visitei muitas cidades lá, nos intervalos das aulas de cursos em que atuei. O mesmo aconteceu com muitos outros Estados. Morar  na Bahia foi, então,  uma bênção especial. Deixei lá amigos, afilhados e meu filho caçula. Trouxe saudade e muito conhecimento dessa parte do Brasil. Foram sete anos de venturas e aventuras.



Capitólio de Springfield




















Há vários países que conheço razoavelmente , como a Itália por exemplo. Quando eu queria demonstrar, aos próprios italianos, que a conhecia muito bem, dizia : conheço até Tolfa - levada pela minha amiga Lídia -  o que ocasionava surpresa ou  a pergunta: onde fica essa cidade? Tudo isso  é para contar que , nos Estados Unidos, também continuo fazendo listas de cidades que conheço ou que desejo conhecer. Tarefa difícil já que, só em Illinois, são 1174 cidades. Estou, entretanto, lutando para conhecê-lo bem, com a diversidade - geográfica, histórica e cultural - de cada estado, que mais parecem países dentro de um grande país.



Abraham Lincoln - Springfield




















Uma das minhas últimas andarilhagens foi a Vandalia, uma pacata e pequena cidade com um bonito passado histórico.  Em 1819, o Congresso doou terras para o novo estado de Illinois, destinadas à localização de sua capital. A área, bastante  arborizada,  da margem oeste do rio Kaskaskia foi  a escolhida, e muitos trabalhadores começaram logo a tarefa de construir ali  uma cidade.
Vandalia tornou-se a  capital de Illinois em 1820.




Naperville - Illinois




















Durante o governo do estado, no tempo em que esteve  localizado em Vandalia, os legisladores promulgaram um ambicioso programa de obras públicas e promoveram  o desenvolvimento econômico e cultural da região. Foi em Vandalia que Abraham Lincoln iniciou sua carreira como político e advogado. Mais tarde, por questões de poder político, a capital de Illinois foi transferida para Springfield, onde se encontra até hoje.








































Depois de cinco meses nos Estados Unidos, estou organizando minhas bagagens para partir. A primeira bagagem é pesada e carregada de afeto em forma de presentes. A segundo não pesa, mas é muito grande, carregada de informações, bonitas lembranças e tentativas de aprofundar a compreensão deste mundo diverso e complexo.



Ronald e Daniel, seu pai adotivo.



















Acredito, entretanto, que informações , conhecimentos e experiências pouco servem se não nos ajudam a ser gente melhor - gente boa mesmo, principalmente sem preconceito com pessoas ou povos.


"Não quero a noite
senão quando a aurora
A fez em ouro e azul se diluir.
O que a minha alma ignora
É isso que quero possuir."


Fernando Pessoa


Ronald e  sua irmã  Nina