domingo, outubro 30, 2011

Estônia : Parnü


Centro de Parnu
Quando vou a um país pela primeira vez, procuro sempre visitar ao menos uma cidade, além da capital. Foi assim também na Estônia. Depois de encantar-me com Tallin, fui passar um dia em Parnü, considerada a Capital do Verão da Estônia, pelas suas excelentes praias e pelos seus famosos resorts. Mas não é somente uma cidade de praia, é  também uma cidade muito interessante, com uma história antiga e muito forte.

Vai-se a Parnü , em 2h30min, pela mesma estrada que se vai a Letônia, a Rodovia 4, conhecida como Via Báltica. As estradas são boas - não são excelentes - e os ônibus são do tipo standart. Voltaríamos a essa estrada quando viajamos para Riga.

Igreja (Ortodoxa)Sta.Catarina
Parnü foi fundada em 1251 e manteve-se controlada pelo reino da Polônia entre 1560 e 1617. Os suecos passaram a controlá-la mais tarde. Em 1721, entretanto, ela foi anexada ao Império Russo, através do Tratado de Nystad como consequência da Grande Guerra do Norte. A cidade tornou-se parte da independente Estônia após o término da Primeira Guerra Mundial.
 Entre suas principais atrações, destacam-se: a Cidade Velha, localizada ao redor da Rua Ruutli, exclusiva para pedestres; a Igreja Santa Catarina, uma igreja barroca, construída em 1768, onde nos permitiram fazer , na parte interna, apenas duas fotografias; a Prefeitura, construída em 1797, como casa de um rico mercador da região; um supermoderno Centro Cultural, que oferece uma bem montada sala de informática, aberta gratuitamente para a população; um belíssimo e grandioso parque, onde encontramos uma estátua de Lydia Koldula, a poetisa mais conhecida da Estônia.
Parque com monumento a Koidula


Lydia Emilia Florentine Jannsen , que nasceu em 1843 e morreu em 1886, com 43 anos portanto, foi a poetisa e escritora que muito influenciou a história estoniana. Seu poema Meu País é Meu Amor , durante o período de dominação soviética, foi o hino nacional não oficial da Estônia. Koldula - que significa do amanhecer -  foi o pseudônimo que Lydia adotou quando foi proibida de escrever. Ela teve um passional romance com o escritor Friedrich Kreutzwald e para ele escreveu apaixonadas cartas de amor. Nem todas essas cartas - consideradas ponto alto de sua obra - foram posteriormente publicadas porque a esposa de Friedrich as queimou, num acesso de ciúmes. Mais tarde, Koldula casou com um médico da Letônia e foi morar no Golfo da Finlândia. Lá morreu, segundo dizem, de câncer e de saudades de sua terra natal e de seu amado.

É. As histórias de amor estão em toda parte. Ainda bem.

Toda a vida da alma humana é um movimento na penumbra. Fernando Pessoa